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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

16
Jun19

Uma ode à força de vontade


João Silva

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É algo que não se explica.

Não digo que seja inato, que seja impossível de adquirir com o tempo. Contudo, acredito piamente que, pelo menos, um rastilho da nossa determinação já nasce connosco.

Nesse sentido, tive sorte: cresci com poucas oportunidades e possibilidades, mas, dentro de mim, sempre senti (mais até do que acreditei) que tinha força para remar contra a maré.

E, no meu entender, força de vontade é precisamente isso: capacidade para se prestar a um sofrimento que nos levará a atingir algo de muito bom. 

Sinto que é mesmo a minha melhor característica, algo muito próprio.

Apesar de tudo, perante o meu discurso, por vezes, cria-se a ideia de que sou um eterno otimista. Não sou. Acho que é a força de vontade bem disfarçada de otimismo. Isso e o facto de estar casado com uma pessoa que me como um "conquistador", como um ser humano capaz, muitas vezes, mais capaz do que eu próprio acho.

E força de vontade é o combustível para me levantar todos os dias e insistir no treino, mesmo nos dias em que não há muita vontade, sobretudo nos dias seguintes às "porradas" de alguns treinos.

Dizem que a fé move montanhas. Sou ateu e tenho consciência de que esse facto não me impede de ter fé (não necessariamente num deus "qualquer"). Ainda assim, a força de vontade é a minha fé.

Nos momentos de maior dificuldade, lá surge aquela esperança, mas não é uma esperança "pura", é a minha vontade e a minha crença no que é possível. E é possível, até ser impossível é sempre possível.

O ano de 2019 tem sido o meu pior ano em termos de resultados, mas tem vindo a ser o melhor no acreditar que pratico um desporto que me preenche e completa e na importância de olhar mais para a felicidade na corrida do que para os resultados.

E a força de vontade tem o condão de se transformar em crença.

 

 

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