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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

10
Abr20

Uma espécie de travessia do deserto


João Silva

Como já esperava, 2020 tem sido um ano diferente e a missa ainda vai no adro.

Certamente que o melhor ainda está para vir e que tudo será ainda mais diferente do que nestes últimos meses.

No entanto, desde logo, houve muita coisa que mudou. Não deixei de treinar e, a esse nível, não me posso queixar, mas organizei-me de maneira diferente. Aumentei a exigência dos treinos, mas também consegui abordar com mais clareza outros aspetos da minha vida.

No meio disto tudo e enquanto o "dono" da família ainda está ausente num espaço quentinho e devidamente acondicionado, numa primeira fase, optei por abdicar voluntariamente da participação em provas. Como fiz questão de referir no passado, nunca me medi pela participação em provas. Ou seja, na prática, a minha motivação não é influenciada pela competição, o que até é bom, pois permite ver as coisas noutra perspetiva.

Embora reconheça que as provas, sobretudo meias e maratonas, dão aquele quentinho no coração e ajudam a potenciar a evolução de qualquer atleta, senti em dezembro que seria difícil competir em condições, até porque o trabalho meu obrigou a reconfigurar a minha planificação e porque o cansaço dos treinos se tornou mais constante, tendo em conta que passei a treinar todos os dias. Foi consciente.

Numa segunda fase, o avançar da gravidez trouxe outro tipo de prioridades e deixou de ser possível estar muito tempo longe de casa. A assistência à esposa e ao pequenote tornaram-se muito mais relevantes, pelo que foi "forçado" a deixar as competições para outras núpcias.

Portanto, desde 17 de novembro de 2019 que só tenho feito uma coisa: treinar pelo prazer puro. Por mim, para me encontrar. Para me perder (no bom sentido). Em termos anímicos, tem funcionado bem, já que, após um período de adaptação, consegui aumentar a intensidade para o nível que pretendia.

Por agora, só estou inscrito na maratona do Porto, que se realiza em novembro deste ano. É preferível assim, até porque não sei o que me espera a partir das próximas semanas. Não me sinto triste com nada disso. Estou entusiasmado com este novo desafio que aí vem. Além disso, a minha grávida mostra uma confiança inabalável em mim, o que me dá confiança para dobrar esta travessia do deserto em termos de provas.

E há ainda outro lado positivo: estar sem competir permite intensificar treinos durante mais tempo e refletir sobre o que pode ser melhorado quando voltar a abraçar as provas.

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