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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 66 kg graças à corrida e à reeducação alimentar. Desde então, o contador vai em 40 provas: 20 x 10 km, 7 trails, 10 meias maratonas e 3 maratonas.

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 66 kg graças à corrida e à reeducação alimentar. Desde então, o contador vai em 40 provas: 20 x 10 km, 7 trails, 10 meias maratonas e 3 maratonas.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

26
Jan21

Uma espécie de regresso ao passado


João Silva

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Em vários domínios da sociedade, caminhamos para um regresso às origens. A corrida não foge à regra. O nosso corpo veio devidamente equipado para correr. Algures no tempo, lá achámos que precisávamos de algo que nos ajudasse a correr melhor e criámos sapatilhas próprias. A meu ver, uma grande evolução para ajudar o corpo a suportar mais e a adiar os seus limites.

Ainda assim, talvez graças à liberdade de cada um, começámos a ver pessoas a correr descalças e/ou com sandálias!?

E sabem que mais? Eles não estão errados e, mais, até conseguem tirar mais partido do corpo.

Passo a explicar: de acordo com alguns investigadores ligados ao desporto e ao desempenho físico afirmam que o nosso corpo tira mais partido de uma corrida sem calçado e que, além disso, são menores as lesões ligadas ao "sistema" dos pés que sustenta o nosso corpo.

O quê? Mas como pode ser, considerando a dureza de uma corrida de estrada ou de um trail?

Desde logo, não nos podemos lançar à maluca para isto e temos de o fazer com acompanhamento e de forma gradual. Há duas razões para isso: como espécie animal, deixámos de andar descalços com regularidade e, além disso, um corpo habituado ao calçado tem uma biomecânica diferente.

Depois dessa habituação e de ganharmos calo na planta dos pés, diz quem o faz, tudo se torna suportável.

Ao contrário do que se pode pensar, correr descalço reduz o impacto do solo no corpo. Na verdade, estima-se que o amortecimento natural dos pés seja melhor do que o das sapatilhas, pois, não havendo drop, não há força que leve o calcanhar a aterrar primeiro, quando, na verdade, a bem da saúde física, devia ser a almofada do pé (antepé) quem devia tocar primeiro no chão para amparar melhor o impacto e transferir melhor a energia pelo corpo, levando-o a uma passada mais economizadora (como não há deficiências na aterragem, não há perda de energia nem a postura é afetada).

A juntar a tudo isto, temos os benefícios sensoriais e musculares, já que usamos todos os músculos do pé e ganhamos uma melhor perceção do espaço. 

Correr descalço é mesmo considerado melhor do que usar sandálias. Quanto muito, fala-se na utilização de luvas para pés, pois protegem de feridas e não afetam o comportamento do pé.

Ao pesquisar sobre o assunto, percebi que há povos (sobretudo africanos mas também existe um muito especial no México) que correm desde sempre descalços. Com resultados fantásticos para o corpo e em termos de classificação.

Outra das coisas que percebi melhor foi que o drop (distância do calcanhar ao solo) não deve ser muito grande para não forçar o calcanhar a aterrar primeiro. 

Cresci a gostar de andar descalço no quintal dos meus pais e ainda hoje adoro andar assim casa. No entanto, não tenho coragem de me pôr a correr sem sapatilhas, nem mesmo de forma gradual. Alguém com vontade de se aventurar desse lado? 

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