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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

02
Jun20

Um mês: mais um ou menos um


João Silva

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Já transporto este epíteto há mais de um mês. Olhando para trás, diria que passou lentamente, muito lentamente, mas de forma estrondosamente intensa que nem sei bem como descrever.

Desde o passado dia 30 de abril que sou pai de um jovem rapaz, bem esguio e conservado, por sinal, que passou a tomar conta dos destinos da minha vida e dos da mãe.

E foi assim, nesta nova realidade a três e depois de meses à espera e de um pós-parto duro devido a algumas particularidades, que passámos o mês de maio.

Os minutos viraram horas, as horas dias, os dias semanas e as semanas meses. Tudo isto ao mesmo tempo e acho que é a melhor forma de descrever esta nova vida, que, certamente, ainda carece de muitos meses até nos fazer perceber a razão e o encaixe de tudo.

Por agora, mais do que pais e educadores, somos cuidadores. Prestamos cuidado a um ser que tem tanto de mágico quanto de desafiante.

Passei a rir e a chorar mais vezes em simultâneo e descobri bem melhor o que significa estar feliz e triste no mesmo minuto.

Tirando consultas e videochamadas com os mais próximos, a realidade é de confinamento. Nada de família, nada de visitas nem de passeios. A seu tempo lá chegaremos e, se há coisa que esta miserável pandemia nos trouxe, foi algum tempo a sós. Afigura-se uma realidade triste pensar num cenário que não tivesse sido o de "paz" nas primeiras semanas.

Há tanto para dizer, gostava de explicar o que sinto, como estou a lidar com esta realidade muito superior a mim e como me sinto nestes mares. Mas, por agora, não consigo e não quero. Tudo a seu tempo e não pretendo atrair comentários para uma realidade individual e que em nada implica o bem-estar da família. 

O desafio é muito maior do que nós, disso não tenho dúvidas ao fim destas semanas.

Porém, esse desafio tem também um lado muito importante, que não aparece tanto nesta altura, mas que incide na capacidade (ou falta dela) para formar vida. Gerar, com as devidas exceções, é relativamente simples. Tudo o resto não. No entanto, desde sempre que a humanidade passa por isto, portanto, nem aqui há algo de diferente a referir.

No futuro, sejá lá ele quando for, tratarei de contar peripécias desta nova profissão que tenho.

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