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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

06
Fev20

Janeiro: to be or not to be (proud)


João Silva

 

Screenshot_20200131_140428_com.runtastic.android.j

 

O que vos mostro na imagem da minha aplicação de treinos é tão só uma espécie de catarse misturada com problemas de agenda: pela primeira vez, corri 636 km num mês. Que loucura (boa)!

Parece um paradoxo, mas os restringimentos laborais que tive obrigaram a um método de treino mais monótono, sem que, no entanto, isso me tenha aborrecido. Muito pelo contrário.

No entanto, pela facilidade de encaixe na minha agenda, tornou-se mais fácil adotar sessões de corrida de uma hora e meia seguida. Qual a vantagem? O treino era todo feito de uma vez só, sem estar a cortar para iniciar a sessão de reforço muscular.

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Como já tinha dito há uns meses, as minhas sessões costumam ser duplas numa base diária, sendo que dividia, regra geral, entre 1 hora de corrida e 1 h de reforço muscular.

As limitações de tempo e a minha incapacidade para me disciplinar numa hora seguida de trabalho de força, achei mais proveitoso um treino longo mas continuado.

Claro que a tipologia de treino acaba por se tornar num risco para o meu corpo e, para ser sincero, brinquei com o fogo. A minha “sorte, que não foi sorte porque foi o reflexo de três anos de trabalho, foi ter uma estrutura física que aguenta bem este tipo de cargas e, além disso, nunca deixei de parte os alongamentos. Tenho a certeza de que isso foi crucial para aguentar volumes semanais com uma média de 110 a 140 km.

A espaços, quando fui conseguindo ter tempo, reintroduzi os trabalhos de força. Adoro treino de reforço e maior ausência nesta fase mostrou-me precisamente isso. E o que fez essa vontade de retoma? “Lançou-me” à procura de exercícios intensos mas curtos, também conhecidos como HIIT.

Descobri alguns muito bons e fui aplicando como complemento das sessões de corrida. Aqueles HIIT de 10 ou 20 minutos foram-me sabendo pela vida.

No fim de contas, fiz o que foi preciso para me aguentar. Não andei bem da cabeça, senti que precisei daquele sistema. Tenho noção de que arrisquei, percebo quem me possa chamar tresloucado, mas, francamente, estando à procura do meu eu e da minha “cura”, tudo o que fiz foi necessário e não quero saber de mais nada a esse respeito. Sabia que estava no caminho das lesões, mas precisei de arriscar. Felizmente, correu bem.

Como se pode ver abaixo, em dois meses, passei a barreira dos 1000 km na estrada. Independentemente do que a minha vida possa vir a ser a partir de maio, jamais isso será arrancado de mim, o que me deixa tremendamente feliz, porque cheguei ao dia 31 de janeiro consciente de que o meu corpo aguentou bem, apesar de tudo.

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15
Dez19

De junho a novembro com a "roda" no ar


João Silva

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Costuma ser a minha época mais produtiva em termos de treinos.

No entanto, nunca tinha sido tão intensa em termos de carga, de volume de treinos, de número de quilómetros percorridos ou mesmo em relação às técnicas de corrida.

Depois da maratona em abril, onde os resultados, mas, sobretudo, a forma como terminei a prova não me agradaram, tive necessidade de repensar a abordagem à maratona da passada semana no Porto.

Desde logo, percebi que precisava de fazer mais treinos de ritmo e de técnica de corrida. Depois, fruto de algumas cargas "acidentais", também compreendi que daria para chegar sem problemas a uma média aproimada de 100 km por semana.

Estes jogos e estas mudanças trouxeram resultados e os meses de julho, agosto e setembro foram provas evidentes das melhorias. 

Naturalmente, também apareceram as dores, algumas. Como alguém dizia num podcast sobre corridas, sentir dores no corpo é o que nos mostra que estamos vivos.

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Custa no momento mas também acho o mesmo, sabendo, inclusive, que houve dias em que mal me consegui mexer.

A juntar a todas estas mudanças, importa referir o papel de treinos conjuntos com vários colegas. Aprende-se e ensina-se muito. É uma estrada de dois sentidos.

Por último, destaco ainda três pontos que foram cruciais para me ajudar a melhorar muito a minha forma: rolo muscular para debelar lesões, ioga e alongamentos para dar elasticidade e frescura ao corpo e, por último, a mochila de abastecimento que me foi oferecida pelos meus cunhados como prenda de aniversário e que me permitiu fazer uma melhor gestão da quantidade de água a ingerir.

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