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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 66 kg graças à corrida e à reeducação alimentar. Desde então, o contador vai em 40 provas: 20 x 10 km, 7 trails, 10 meias maratonas e 3 maratonas.

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 66 kg graças à corrida e à reeducação alimentar. Desde então, o contador vai em 40 provas: 20 x 10 km, 7 trails, 10 meias maratonas e 3 maratonas.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

30
Ago20

Supostas técnicas para o (me) adormecer


João Silva

Nota explicativa prévia: nos últimos anos, desenvolvi uma espécie de bebedeira de sono. Quando atinjo um determinado nível de cansaço, o corpo deixa de me obedecer e começo a adormecer, seja qual for a tarefa que tenho em mãos. Sim, há sinais, mas regra geral aterro num instante.

Ter um filho não é outra coisa que atingir um nível elevado de cansaço. Juntamos a tudo isso, o trabalho, a casa e os treinos. Nada de especial em relação às outras famílias, mas, tocando-nos a nós, têm sempre um sentido mais especial.
Portanto, terminada a nota prévia, o longo dos últimos quatro meses (feitos hoje), foi necessário virar técnico especializado em adormecimento... A ideia era que o fosse para o meu filho, mas a verdade é que muitas foram as vezes em que apliquei o manancial de estratégias e em que, ao fim de um belo bocado, fui eu quem começou a adormecer.
Ja aqui falei nos agachamentos e lunges como exercícios mais intensos para meter o Mateus a ver estrelinhas. A tudo isso, juntam-se as músicas inventadas à última hora, os embalos lentos acompanhados por palmadinhas suaves no rabito e, era aqui que queria chegar, as caminhadas intermináveis em marcha à frente e em marcha atrás pelo quarto, de preferência, a altas horas da noite.
Encosto-o ao meu peito, bem aninhado, e lá vou eu fazer quilómetros de embalo, aproveitando para lhe pedir (por vezes, encarecida e desesperadamente) que adormeça. Ele deve prestar tanta atenção a isso que muitas são as vezes em que acabo eu a adormecer com ele ao colo.
Sim, tem tanto de cómico quanto de assustador, porque desligo mesmo.
Aliás, recordo-me muitas vezes de um episódio em que adormeci a passar a ferro ou de outro em que o tinha nos braços, comecei a fazer da cintura um pêndulo, acabei por ter de o passar à mãe já que as portadas (=pestanas) já estavam a fechar.
No fim de contas, a cereja no topo do bolo veio em algumas noites em que a mãe lhe cantou belas cantigas para adormecer e fui eu quem acabou embalado com os olhos cerradinhos...
Passam hoje 4 meses desde que comecei a adormecer muito mais vezes e de forma inconsciente. Foram os 4 meses mais desafiantes da minha vida. Venham mais, muitos mais... Cá estarei, se não adormecer pelo caminho.
Se assim for, ele manda-me dois berros e mete-me em sentido.

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07
Jun20

À conversa com Aquele que gosta de correr


João Silva

O convite surgiu de forma inesperada, confesso. Não fazia ideia de que iria estar à conversa com alguém ligado ao atletismo.

A verdade é que o Vítor Oliveira teve a gentileza de me convidar para uma pequena conversa/entrevista no seu espaço: aquelequegostadecorrer.com.

Como o primeiro contacto surgiu na reta final da gravidez, a entrevista foi adiada algumas semanas.

E foi assim que no passado dia 30 de maio, por entre "receios" de choros do pequeno Mateus, que tive o prazer de responder a algumas perguntas do Vítor.

Podem assistir à entrevista no canal do YouTube do Vítor, que ainda teve a amabilidade de aceitar responder as umas questões para o meu espaço (essa entrevista será divulgada mais para a frente).

Aqui podem ver a primeira parte:

https://youtu.be/WR4j1oIE5SQ

E aqui podem assistir à segunda:

https://youtu.be/Yj33febA_PY

 

Fico à espera dos vossos comentários e o Vítor das vossas visualizações.

 

02
Jun20

Um mês: mais um ou menos um


João Silva

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Já transporto este epíteto há mais de um mês. Olhando para trás, diria que passou lentamente, muito lentamente, mas de forma estrondosamente intensa que nem sei bem como descrever.

Desde o passado dia 30 de abril que sou pai de um jovem rapaz, bem esguio e conservado, por sinal, que passou a tomar conta dos destinos da minha vida e dos da mãe.

E foi assim, nesta nova realidade a três e depois de meses à espera e de um pós-parto duro devido a algumas particularidades, que passámos o mês de maio.

Os minutos viraram horas, as horas dias, os dias semanas e as semanas meses. Tudo isto ao mesmo tempo e acho que é a melhor forma de descrever esta nova vida, que, certamente, ainda carece de muitos meses até nos fazer perceber a razão e o encaixe de tudo.

Por agora, mais do que pais e educadores, somos cuidadores. Prestamos cuidado a um ser que tem tanto de mágico quanto de desafiante.

Passei a rir e a chorar mais vezes em simultâneo e descobri bem melhor o que significa estar feliz e triste no mesmo minuto.

Tirando consultas e videochamadas com os mais próximos, a realidade é de confinamento. Nada de família, nada de visitas nem de passeios. A seu tempo lá chegaremos e, se há coisa que esta miserável pandemia nos trouxe, foi algum tempo a sós. Afigura-se uma realidade triste pensar num cenário que não tivesse sido o de "paz" nas primeiras semanas.

Há tanto para dizer, gostava de explicar o que sinto, como estou a lidar com esta realidade muito superior a mim e como me sinto nestes mares. Mas, por agora, não consigo e não quero. Tudo a seu tempo e não pretendo atrair comentários para uma realidade individual e que em nada implica o bem-estar da família. 

O desafio é muito maior do que nós, disso não tenho dúvidas ao fim destas semanas.

Porém, esse desafio tem também um lado muito importante, que não aparece tanto nesta altura, mas que incide na capacidade (ou falta dela) para formar vida. Gerar, com as devidas exceções, é relativamente simples. Tudo o resto não. No entanto, desde sempre que a humanidade passa por isto, portanto, nem aqui há algo de diferente a referir.

No futuro, sejá lá ele quando for, tratarei de contar peripécias desta nova profissão que tenho.

25
Mai20

Ajustes


João Silva

Dentro de dias faz um mês que esta casa ganhou uma nova alegria. 

Com todos os desafios e momentos mágicos associados, não estou aqui para dourar a pílula. Quem os tem, sabe o que custa, quem não os tem, não deve ficar melindrado nem motivado por algo do que aqui diga. 

Vidas, cada um com a sua, já diz o ditado. 

Como não podia ser diferente, os desafios são muitos. Só que, contrariamente a tudo o que se pensa durante a gravidez, bem gerida, esta pode ser uma fase de grande crescimento para qualquer família. É isso que decide um pouco o sucesso das relações a três ou a quatro (ou com mais filhos). Porém, não há soluções mágicas. Há aprendizagens todos os dias e há desafios.

Era precisamente aqui que queria chegar, porque, naturalmente, toda a minha orientação em termos de treinos sofreu alterações. 

Quando houve disponibilidade, é disso que prometo falar. 

E com isso, vou trazer para aqui o pequeno Mateus, do ponto de vista escrito, não visual. Com todo o respeito e sem qualquer tipo de apontar de dedos ou de demagogias, isso fica para os pais. 

Uma coisa sei que ele já fez por mim: mostrar-me que não sou tão (pouco) emotivo quanto achava. Isso e o facto de o coração destes pais estar nas mãos dele. Ainda assim, acho que falo pelos adultos cá da casa: estamos de bem com essa ideia.

E portanto, mais do que nunca, este blogue vai passar a ter mais Mateus, porque o que não mata engorda e transforma-te num maratonista papá (babado e lamechas) de um Mateus ❤️

 

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25
Dez19

1, 2, 3, uma entrevista de cada vez (2.ª parte)


João Silva

(Antes de mais, feliz natal a todos, em especial aos bravos que tiraram uns minutinhos para vir aqui. Conforme prometido, deixo-vos hoje com a conclusão da história do estimado Ricardo Veiga. Sem querer influenciar a vossa opinião, o testemunho dele é qualquer coisa de assombroso (pelo lado positivo). E é por isso que é para mim uma honra conceder-lhe esta atenção numa época tão especial de renascimento. Porque também ele renasceu das "cinzas". Deliciem-se com a segunda parte.)

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  • Diferenças existentes entre o atletismo passado e atual

Para o nível que pratico? Vou dizer "nenhumas": sapatilhas, calções, tshirt e, no mínimo, um relógio de ponteiros para não perder a hora de almoço são essenciais. Hoje há mais gente na rua a correr e muito povo nas provas, antes apenas viam. Noutro nível, sim, as diferenças são abismais, principalmente no que hoje se sabe a mais sobre o corpo humano e os efeitos que a alimentação tem nele, embora me deixe muito contente, um contente rebelde, note-se, que ainda haja marcas antigas para serem batidas.

  • Histórias insólitas, curiosas ou inéditas

Tenho muitas. Desde a história que me levou a começar a correr, às mil e uma peripécias pelas quais passei ou que testemunhei nestes dois anos.
No entanto o que mais gravado me fica são as fotografias mentais do meu estado emocional em alguns momentos de prova, treino ou aventura. Fosse eu pintor...

  • Aventura marcante

Tenho muitas. Desde um RP (recorde pessoal) dos 10 km às 19h00 ainda de direta de uma maluqueira de copos e engate, ténis desapertados e rebolão no chão a 01 km da meta, à pequena loucura que é fazer sozinho, de noite/madrugada, Coimbra->Figueira por um caminho que não conhecia.

Marcante? Caramba, a primeira vez que corri mais de 05 km, ou quando me estreei depois dos 10 e só parei aos 19 km porque me sentia bem e então a ideia de continuar passou do "posso continuar" para o "tem que ser, tem que ser".
 
A maratona do Porto de 2018, com uma gigantesca entorse fresquinha de três dias. Treino na quinta-feira, 01 km de trail completamente inofensivo e pimba: tornozelo torcido, cheio de dores e imediatamente inchado para fora da sapatilha. Muito chorei em casa nessa tarde enquanto esperava pela Ema Sofia para fazer magia no pé. Chorava de desilusão, queria tanto correr a minha primeira maratona, e chorava de dor, tinha feito o que o médico tinha mandado e não o que a Ema tinha ordenado: "não pares o pé!" mas como tinha adormecido no sofá com o tornozelo levantado, já não o consegui poisar no chão sem berrar que nem um bebé...
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A sobrehumana Ema Sofia conseguiu-me então pôr "fight ready" com um "queres ser feliz? vais correr a maratona e vais ser feliz" e lá fui eu com o pé impecável, depois de muita "mezinha" nas duas noites anteriores, ligado e com a promessa de que teria que o soltar assim que passasse a meta. Correu bem, fui feliz e acabei a prova em menos de 4 horas, ria e chorava a subir para aquela meta. 
Também Barcelona 2019 foi uma linda aventura, foi a prova mais fantástica que poderia fazer.
 
A muito recente meia maratona de Coimbra onde, após falarmos na partida, resolvi não olhar para o relógio e dar tudo, desse o que desse. E, Deus meu, como deu...06 minutos melhor que o meu melhor. Bati os meus melhores 05 e 10 km numa prova de 21. Que tal?

Claro que a mesma estratégia não resulta sempre: vide a maratona do Porto, 15 dias depois, em que perdi completamente o respeito à distância e fui merecidamente trucidado pela mesma.
Sou um tipo de momentos e corro também para coleccionar aventuras. Ficam comigo para sempre. A corrida faz-me entrar numa realidade paralela sem igual, tudo lá faz sentido, é tudo meu.

Tenho algo como verdade absoluta: há sempre mais corridas. Sempre.

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  • Participação em prova mais longa

As maratonas que fiz, a par do Coimbra-Figueira que hei de repetir em breve por um caminho mais longo mas mais simples.

  • Objetivos pessoais futuros

Para já necessito urgentemente de ter registado menos de 03h45 numa maratona, como vimos há semanas. Necessitava tanto que apontei para as 03h30 com o estrondo que ambos vimos (para todos os outros: estouro e consequente desistência).
Está marcado para fevereiro. Prometo ter calma...

  • Como vê o atletismo daqui a 5 anos

O atletismo irá continuar a evoluir como a sociedade faz evoluir determinado grupo de indivíduos que cedo se especializam em alguma atividade desportiva. Se alguém novito hoje, predisposto para um foco, resiliencia e ética de trabalho acima da média tiver aliado uma boa componente genética, terá tudo para evoluir como outros não conseguiram noutras épocas. O avanço científico é grande de mais para que isto não seja verdade.

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  • Como se vê no atletismo daqui a 5 anos

De preferência a fazer parte dele, tal como hoje. Também no sofá a chorar baba e ranho quando assisto a provas ou simplesmente chegadas, tal como hoje também já acontece sempre.
Agora a sério: quero muito experimentar triatlo, penso que terei condições de o fazer convenientemente daqui a um ano, ano e meio. Falta a bicicleta e meter-me na natação mas, o que são 2/3? Nada.

Continuar a emagrecer devagar e com cabeça (comecei com 100, vou nos 91), a ganhar força e a cuidar dos meus fracos e asmáticos pulmões que obriguei a papar fumo por mais de 25 anos. Chegarei lá mas a ideia é que seja sempre um "work in progress", não há lugar para esse tipo de conforto na minha vida.

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03
Dez19

Perder e falhar são dois direitos que tenho...


João Silva

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Para ser honesto, esses direitos também se estendem a todos vós.

Penso muitas vezes nessa ideia e à medida que vou envelhecendo dou por mim a aceitar melhor o facto de que o erro e o falhanço são tão importantes como o sucesso e a glória, não só porque os primeiros são os impulsionadores dos segundos, mas porque é uma relação fechada. Não existem de forma individual, tal como a tristeza e alegria.

Claro que aqui trago o assunto associado ao desporto, mas ele "estica-se" a tudo na nossa vida. Não se trata da ideia do "errar é humano". Prefiro seguir na linha de "errar permite evoluir".

De uma forma geral e sem contemplar as exceções, o erro é o elemento responsável por desencadear uma reflexão, logo, é o primeiro grande contributo não só para impedir a repetição das falhas como também favorece o crescimento, a evolução.

Cada vez mais, dou por mim a procurar casos de atletas que falharam de alguma forma e que canalizaram esse fracasso para transformarem a sua carreira num verdadeiro sucesso.

Não faço isso por sadismo mas para meter na cabeça que é legítimo errar e que isso deve ser visto como algo de positivo, mesmo que no momento não seja apreciado dessa forma.

Claro que não estou a defender ou a dizer que um insucesso deve ser celebrado no momento como uma vitória. Porém, após deixarmos o tempo atuar e a nossa consciência analisar o que se passou, devemos aproveitar essa oportunidade "perdida" para estabelecer a ponte para o lado positivo.

Aceito o argumento de que não me devia preocupar com isso porque não sou profissional, mas, como sempre defendo, não sou profissional na carteira nem nos patrocínios, mas sou-o na minha cabeça. Afirmo-o sem qualquer presunção, com a consciência de que exijo muito de mim, não porque acredite que vá ganhar alguma prova algum dia, mas porque essa é uma característica forte da minha personalidade.

Não me vejo de outra maneira, nem quero, mas preciso de compreender que a derrota e o erro podem ser uma "bênção".

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27
Out19

Mais controlo menos controlo?


João Silva

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A poucos dias de mais uma aventura daquelas na cidade do Porto, apraz-me falar de um assunto no qual penso muitas vezes.

Nos últimos meses, a necessidade de pensar nisso e de refletir sobre o tema tornou-se maior porque me deparei com algumas entrevistas e algumas séries que focavam a questão.

O tema de que vos falo assenta na seguinte pergunta: quando dizemos que temos a vida controlada, temos mesmo tudo controlado? 

Como já vi muita gente defender, não temos controlo sobre a vida. Podemos tentar levá-la para um determinado encarreiramento porque acreditamos que isso é o melhor para nós. Devemos e, por uma questão de coerência connosco, temos essa obrigação. 

Sem querer ser fatalista, mas a vida é tramada mesmo e mete umas armadilhas, uns desvios e umas ratoeiras lá pelo caminho. Como diz o outro, quem se lixa é o mexilhão.

E é por isso que também acho que não controlamos nada. Criamos em nós essa necessidade e ilusão para não termos uma nuvem constante sobre nós. 

O que nós temos, aí parece-me inegável, é uma forte e fantástica de nos adaptarmos às mudanças que não foram intencionais. 

Pegando no desporto, sobretudo, no que pratico, esbocei os planos como achei melhor para determinado objetivo, dei tudo mim, disciplinei-me e fiz o que podia. Portanto, aí controlei tudo na perfeição, mas se fui atropelado ou se me magoei numa pedra ou noutro lado, a vida está a mostrar-me que já não tenho controlo nenhum, que serei obrigado a adaptar-me àquela mudança. 

Concluindo, temos controlo sobre a nossa capacidade de mudança, mas não controlamos a vida, tentamos que vá na direção que queremos. 

Já nem levo isso para o lado da vida pessoal, deixo-vos a possibilidade de se pronunciarem quanto a esse campo. 

Dito isto, aproveito para vos apresentar o maravilhoso bolo de aniversário que a minha esposa me fez em julho. Só alguém tão fantástico e que me conhece tão bem poderia controlar o segredo daquela surpresa. E só alguém tão fabuloso saberia que aquele "bolo" especial só de fruta assentaria que nem uma luva na minha personalidade. 

Deixo um último desejo de controlo: que no domingo tenha capacidade para controlar a minha prova e que, se a vida decidir meter-se ao barulho, que o faça para me ajudar a ter um excelente desempenho. 

 

03
Ago19

E as ovelhas lá seguiram como se nada fosse


João Silva

A partir de agora, tentarei partilhar convosco algumas histórias insólitas com que me tenho cruzado ao longo dos últimos quase três anos de corrida.

A minha ideia é que essas narrativas surjam neste espaço com franca regularidade. Claro que o material também depende sempre do que encontrar por aí. A parte boa é que costumo palmilhar muitas estradas e estradões, pelo que, espero eu, a fonte de matérias-primas não se esgota.

Tenho muita dificuldade em contextualizar temporalmente a primeira história que aqui vos trago. Tenho a vaga ideia de que foi entre 2017 e 2018, mas não consigo ser mais preciso.

Num dos treinos efetuados a meio da tarde, fui em direção à zona da pousada em Condeixa. Trata-se de um local rodeado por uma escola, pela biblioteca, por uma creche, mas também por uma zona verde. 

Precisamente nesta zona, apercebo-me de um grande rebanho de ovelhas a pastar. Ainda estava longe. Qual não foi a minha admiração quando, ainda distante, vejo as ovelhas a atravessarem a estrada com mais respeito pelas regras do que muitos adultos. 

Perante a presença de carros, juntaram-se na berma da estrada e só depois de os veículos passarem é que se aventuraram a atravessar.

Mais tarde nesse dia, numa zona próxima, vejo-as todas bem comportadas a "limpar" uma zona adjacente ao antigo campo do Clube Condeixa.

Um excelente exemplo de civismo. Fiquei maravilhado e, confesso, tive mesmo de soltar uma gargalhada. Nunca tinha visto nada assim.

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