Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 66 kg graças à corrida e à reeducação alimentar. Desde então, o contador vai em 40 provas: 20 x 10 km, 7 trails, 10 meias maratonas e 3 maratonas.

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 66 kg graças à corrida e à reeducação alimentar. Desde então, o contador vai em 40 provas: 20 x 10 km, 7 trails, 10 meias maratonas e 3 maratonas.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

23
Nov20

O mês de outubro visto (não muito) ao longe


João Silva

Screenshot_20201031_084313_com.runtastic.android.j

"Ops, I did it again!", já cantava a outra.

Ainda assim, este "did it again" foi uma enorme surpresa.

Em agosto tentei chegar aos 700 km, em outubro, não me passava pela cabeça.

Os meus horários de treino mudaram um pouco e também foi necessário alterar alguma duração. A vida familiar a isso obrigou. No entanto, mais do que tudo isso, os motivos prendiam-se com a necessidade que senti de implentar um plano de treinos mais disciplinado para fazer a segunda maratona em treino numa condição superior à primeira.

Posto isto, durante todo este mês, não liguei ao número de quilómetros, embora suspeitasse que pudessem ser novamente elevados.

Com os treinos longões a sério a ficarem para o fim de semana, cheguei ao dia 30 de outubro com 665 km.

Uma coisa levou a outra e mesmo sem as melhores sensações de um treino longo, lá consegui tocar novamente na marca dos 700 km. 

Se me perguntarem o que é preciso para correr tantos quilómetros, terei de usar uma frase do ciclista João Almeida: "é tudo mental. O sofrimento físico está lá sempre, a cabeça é que manda no resto".

21
Nov20

Uma laranja longe de estar espremida


João Silva

IMG_20191117_100131.jpg

Sempre gostei da máxima "não se sai de onde se está bem".

Assim sendo, a lógica mandava mesmo que me deixasse estar.

E assim será : em 2021 continuarei a vestir a laranjinha e a fazer parte de uma equipa onde sinto bem. Além disso, o facto de não ter vestido às cores da Venda da Luísa em 2020 foi algo que me ficou atravessado. 

É verdade que, face à pandemia e às incertezas que lhe estão associadas, tenho medo de voltar a estar em locais de prova. No entanto, alimento a esperança de que já me sinta confortável para competir aquando da maratona de Aveiro, em abril. 

Agradeço o facto de também me querem no seio desta equipa.

E como tenho algumas ambições para as meias e as maratonas, pode ser que 2021 me ofereça mais fotos com as cores laranjinhas. Saudades não faltam. 

IMG_20191117_100432.jpg

 

15
Nov20

Em estrada, na serra ou na areia...corrida e reforço muscular


João Silva

Screenshot_20200909_192336_com.android.chrome.jpg

Já vos falei algumas vezes do grupo francês Dans la tête d'un courreur. Na verdade, conheci o projeto por mero acaso, mas não larguei. Ouço regularmente os podcasts e vejo os vídeos que lançam no YouTube. 

Só num país tão grande e com tamanho gosto pelo desporto seria possível ter um projeto assim a vingar. Tanto assim é que já vão na terceira temporada e agora com episódios semanais. Incrível! 

No verão passado, Fred, o treinador de atletismo no Stade de France, fez vidéos muito úteis sobre como se pode treinar em terrenos como estrada, serra e areia e ainda wir "ferramentas" podemos utilizar para fazer exercícios simples (mas muito importantes) de reforço muscular. São coisas práticas e muito rápidas mas que podem fazer a diferença. 

Deixo os links abaixo, onde poderão ver os vídeos em causa e ler toda a explicação que Fred dá para cada exercício. 

Qualquer simpatizante de corrida (e de desporto "rápido" ) vai querer dar uma olhadela... 

https://danslateteduncoureur.fr/comment-sentrainer-en-ville/

https://danslateteduncoureur.fr/comment-sentrainer-en-foret/

https://danslateteduncoureur.fr/comment-sentrainer-a-la-plage/

 

 

08
Nov20

Evolução... às vezes, forçada...


João Silva

IMG_20190625_091545.jpg

Às vezes, a vida obriga-nos a encontrar uma forma de conciliar tudo aquilo que nos é importante, querido e essencial.

Quanto a isso, nada mal. É algo de positivo que nos faz evoluir.

Neste caso concreto, olhando para trás, até novembro de 2016, percebo que o meu treino e os meus métodos para melhorar a minha capacidade de atleta mudaram. Por vezes, foram mesmo alterados de forma subtil, mas isso aconteceu. No geral, nunca poderei dizer que foi para pior. Consegui sempre retirar coisas boas dessa mudança. 

Por todas as razões e mais algumas, sabia que em 2020 isso seria ainda mais necessário para não deixar de treinar. Foi pois, por isso, que me passei a levantar às 5h00 da manhã, mesmo após noites em que só consegui adormecer pouco tempo antes. Contingências e circunstâncias da vida de um pai (ou mãe). Faz parte. 

Apesar da dureza de tudo isto e do facto de ter corrido diariamente de junho a setembro sempre 2 horas, aproveitei muito. Senti-me grato por ter essa possibilidade, por poder ver a serra e a vida animal a acordar, por perceber as rotinas das pessoas e da vila a que chamo casa. 

A dada altura, já sabia que, por ter mais uma "obrigação" a partir da última semana de setembro, teria de fazer nova mudança. 

Assim foi: das duas horas de corrida diárias passei para uma hora e meia de corrida diária de segunda a sexta e para dois treinos de três horas ao sábado e ao domingo. As exigências são outras, mas a grande mudança está na maior repetição de percursos nos dias úteis. Por outro lado, aos fins de semana, tenho a possibilidade de voar pelas estradas secundárias do meu concelho e do meu distrito. O lado b de agora só conseguir correr uma hora e meia por dia durante a semana é o facto de poder treinar mais o lado técnico da corrida. E que útil isso se tornou! 

Nada se perde. Tudo se transforma!! 

 

09
Out20

Meus queridos 11 dias loucos


João Silva

Nunca tinha feito tal coisa, embora já me tivesse aproximado nas semanas anteriores do dito desafio: de 30 de Julho a 09 de agosto, fiz todos os dias 2 horas de corrida (a 8 e a 9 de agosto fiz 2h20 e 2h30) numa média de 24 km diários. Foi, sem dúvida, um desafio enorme em termos físicos.


Honestamente, em termos mentais estava bem, não me custou propriamente, até porque queria ver se conseguia fazer mais de 200 km seguidos. Esse combustível ajudou a atenuar o desgaste físico que foi enorme. Ainda assim, garanto que falo verdade, adorei a experiência e consegui sentir novamente aquela adrenalina de chegar a distâncias ainda mais longas. A primeira vez que voltei às 2h30 após 5 meses foi um excelente indicador.

Screenshot_20201009_093643_com.runtastic.android.j

 

Screenshot_20200901_080609_com.geonaute.geonaute.j

 

 

22
Ago20

De génio e de louco todos temos um pouco


João Silva

Tenho de discordar do ditado popular porque de génio tenho muito pouco ou nada.

Do segundo, tenho para vender.

11.06.jpg

13.06.jpg


No caso, a propósito do arranque da segunda fase do meu processo de desconfinamento na corrida, passei a corrida de três sessões semanais para quatro, mas acabei a fazer cinco.

Sendo honesto, mais do que fui quando gizei o plano, já sabia que não me contentava com quatro.
Tudo se iniciou na semana de 08 de junho.

Nas cinco sessões, fiz 2 horas de corrida em cada uma, uma média de 23 km por treino, ou seja, passei a barreira dos 100 km numa semana.
Nada de novo em mim ou não fosse o facto de ter feito, pela primeira vez, quatro sessões seguidas com um tempo mínimo de 2 horas.
Não fui o primeiro nem serei o último a fazê-lo, mas tenho de reconhecer a estupidez para o corpo.

14.06.jpg
Como podem ver pelas imagens individuais das sessões, a dureza e a carga foram aumentando com a repetição da distância.
Moral da história: na segunda-feira seguinte, no dia 15, tive de fazer bicicleta, pois o joelho esquerdo inchou e começou a agradecer-me com dores infernais.

Essa é a paga (bem merecida) por uma abordagem irresponsável, imprudente e displicente.

Semana muito intensa em junho.jpg

04
Ago20

Mais tarde ou mais cedo, é hora de tomar decisões


João Silva

IMG_20191216_112600.jpg

Passado todo o período de confinamento e de restrições, já é tempo de olhar para a nova realidade.

No meu caso, se, para me salvaguardar, já via poucas notícias durante o pico da pandemia em Portugal, na fase de desconfinamento, ainda que por outros motivos, menos vejo.

Sei, ainda assim, que, aos poucos, os eventos desportivos estão a ter lugar. É o ciclo normal da vida, aquela forma de nos lembrar que tudo tem de continuar.

Perante tudo e sem me querer desculpar com a paternidade e a pandemia, confesso que o receio de estar em multidões é muito grande, também por ter um pequenito sem grandes vacinas nesta fase, o que me leva à seguinte questão: vou ou não participar em provas em 2020? Por agora, estou inscrito (e com inscrição paga) na maratona do Porto, que se realiza em novembro. No entanto, custa-me a acreditar que será permitido realizar uma prova onde habitualmente estão cerca de 15 mil atletas. Pelo medo das pessoas e da minha forma física.

Não deixei de treinar, mas não consigo fazê-lo de modo a apresentar uma forma física digna para aguentar 42 km em alto nível, no meu melhor, portanto, que, no fundo, é isso que me importa para o caso.

 E perante toda esta realidade, chegada a hora de planear os próximos meses em termos de treino, fico com sérias dúvidas quanto à minha presença. Preparar uma prova desse calibre implica fazer alguns "ensaios" em meias maratonas. Ora, tal requer que me meta em aglomerados de pessoas algures entre julho e outubro. E vou arriscar a fazer isso? Mais importante ainda: quando conseguirei ter tempo para fazer novamente treinos de 3/3h30 para preparar algo desta dimensão?

Não sou mais do que ninguém e muitos outros têm este problema do tempo, portanto, ainda assim, nem me posso queixar.

O facto de desistir da participação, em si, não encerra nenhum mal, mas deixa-me seriamente a pensar se isso não significará o fim da minha presença em provas de atletismo. Uma coisa não implica a outra, mas eu também me conheço um pouco...O medo disso, pelo menos, está lá

 

19
Jul20

Onde para o descanso quando é mais requisitado?


João Silva

 

2019-12-22_10_13_57_101.jpg

Descanso é treino. É uma forma de recuperar do esforço e de permitir que o corpo assimile os tratos dados na sessão de treino ou em competição.

Que um pai recente é uma pessoa cansada, disso não há dúvidas. Nem sequer me estou a lamentar. Não fui o primeiro e não hei de ser o último a passar por isso. Portanto, faz parte do processo.

Aqui o foco do cansaço vai depois para a (in)capacidade para o meu corpo dar uma resposta funcional. Nos últimos meses, regra geral, os treinos parecem sessões de tortura, não pela falta de vontade, porque isso não entra neste dicionário, mas pela falta de frescura física para responder à altura do que quero.

A capacidade mental diminuiu muito desde o dia 30 de abril. Na verdade, embora estivesse longe de saber qual a dimensão da pancada, estava certo de que a levaria. Só não sabia que iria passara alguns treinos como zombie. A sensação que tenho, e sei que é apenas fruto do desaste do momento, é que o descanso não existe. E sem ele fica mais difícil fazer alguma coisa de jeito em termos físicos.

Estou naquela fase de tentar encaixar o trabalho com a paternidade e com os treinos. Nada de novo, nada de especial, nada digno de palavras de ânimo. Apenas a constatação de um facto e sei que sou um "afortunado" por poder trabalhar a partir de casa . Ainda assim, tal significa que são muitas as vezes em que acordo às 4 ou 5 da manhã, no fundo, aproveitando o embalo dos despertares do senhor Mateus, e vou treinar...Quer dizer, vou mexer o corpo e tentar fazer algo pela minha saúde, o que acaba por ser um contrassenso, tendo em conta que isso deveria implicar descanso. Só que eu roço a estupidez e a mediocridade a esse nível e aí fica mais díficil. 

Sou um pouco a personificação daquele ditado: "os cães ladram e a caravana passa". Conclusão: cansaço e saturação nos píncaros, descanso nas lonas, sanidade mental e física inexistentes.

31
Mai20

De treino à sessão de exercício físico


João Silva

Já se passou um mês desde o dia mais feliz da minha vida. 

Os desafios têm sido muitos e bons, embora também muito complexos.

Não vou falar agora disso, haverá um momento para o fazer. 

Ainda assim, como já esperava, a paternidade trouxe uma mudança enorme na minha forma de treinar, que agora virou prática de exercício.

Isto é: o treino com método, com horas à vontade do freguês, disciplina, técnica e método deram lugar à prática de exercício físico quando possível, por um tempo muito mais limitado e apenas destinado à preservação da minha saúde.

Já sabia que ia ser assim e foi por isso que lutei comigo próprio durante meses. Precisava de encontrar uma forma, de ajustar as minhas expectativas, de fazer cair as minhas ilusões. Sabia que o novo "cargo" ia ser mais importante, mas doeu de morte abandonar alguns sonhos pessoais. Talvez um dia, dirão uns, talvez nunca, dirão outros, mas a verdade é que esse foi o meu maior desafio em todo o processo: ajustar-me e não reclamar nem sofrer se faço exercício apenas 1h por dia ou por semana  em vez das habituais 2/3 ou 14/21 respetivamente.

Por isso, agora todos os 10 minutos contam para fazer alguns exercícios, todos os segundos são úteis e importantes para fazer o bem pela saúde e para tentar manter o peso, outro dos aspetos que me perseguem.

Não sei se algum dia voltarei a ter hipótese de treinar como o fiz em quase dois anos. E isso tem o poder de me fazer duvidar de mim e da minha capacidade para voltar a competir. Muitos já provaram que é possível. E é. Mas o meu problema está precisamente aí, em acreditar nisso e em deixar o medo de perder o que trabalhei para conseguir (em termos físicos e psiquicos).

Por agora, questiono a minha vontade/capacidade para competir em novembro na única prova em que ainda estou inscrito. No entanto, se a mesma se realizar, fazê-la em condições físicas precárias não é uma opção, pelo que terei mesmo de analisar. Isso e a eventual persistência do Covid-19.

Não se pode ter tudo, temos de abdicar de umas coisas para conseguirmos melhores, mas, honestamente, gostava de não perder o caminho traçado.

FB_IMG_1574463598979.jpg

 

23
Mai20

A falta que fará


João Silva

Ponto prévio, só porque não me sinto com paciência para dar ideias erradas: não, o texto não serve de arrependimento de nada na minha vida.

É só uma forma de expressão do meu estado de alma, que, no fundo, traz um acumulado dos últimos 2 meses e meio. 

E, olhando para a frente e perante a incerteza que nos rodeia mas que também já estava contemplada na minha vida, fica aquele travo a dúvida sobre o que virá. Sobre o que não virá. 

Sobre as passadas que não darei, as séries que não farei, as rampas que não subirei ou as estradas que não (per)correrei.

Deixamos umas coisas para ganhar outras. No entanto, isso não significa que devamos deixar de dizer que sentimos falta do que ajuda a completar o ser que somos. 

Ainda não cheguei lá, mas sei, desde já, que sinto falta do que não vou fazer. Talvez o que fizer ajude a equilibrar essa saudade. 

IMG_20200125_104249.jpg

 

 

21
Mai20

A falta que faz


João Silva

11 de março foi o último dia em que corri ao ar livre. Mais de dois meses e já nem sei o que é pôr os pés no asfalto e voar sem destino por tempo ilimitado. 

Não sou diferente de ninguém, nem sequer me estou a queixar por ter tido de ficar em casa, numa primeira fase, devido à situação de quarentena. Chama-se respeito pela minha vida e pela dos outros, ao contrário de muitos que escolheram continuar como se nada fosse. Negacionistas, I say. Ainda assim, aos poucos, as coisas estão a encarreirar e todos estão a a criar uma nova realidade.

Depois da mudança forçada de metodologia de treinos, sendo curioso o facto de ter começado a treinar ainda mais no tempo em que estive sempre em confinamento, entrei numa limitação diferente. No fundo, era aquela com que já contava desde agosto de 2010: a paternidade.

Agravada pela situação pandémica que vivemos, a saudade e a falta cresceram.

Mas saudade e falta de quê?

Daquilo que se tornou o meu ponto de equilíbrio nos últimos três anos e meio (celebrados há dois dias).

De sair de casa com as sapatilhas calçadas e de sentir o fresco e o quente no corpo. 

De subir a primeira "ladeira" de Condeixa.

De passar junto à escola e ao estádio e de praguejar com tanto carro a passar. 

De ouvir os apitos de conhecidos l. 

De dizer olá ao senhor que passeava o cão todos os dias e que já me conhecia há mais de 3 anos. 

De seguir para Alcabideque e de passar pelo velhinho pastor alemão que guardava um terreno. 

De cruzar o Bom Velho de Cima a arfar e de descer pelo lado oposto, no IC3 rumo a Condeixa.

De subir pela Casa telhada, sem viv'alma por perto, e de ver a raposa ao longe a fugir.

De sentir o ar puro da estrada de Alcabideque.

De subir ao Casal da Légua depois de ter descido pela Venda. 

De tudo isso sinto uma falta de "morte".

Enquanto pude, treinei o mais que deu, portanto, nem sequer é um lamento. Fui um privilegiado em relação a muitos e não descuro isso. 

Porém, constato uma falta que sinto: correr.  Faz-me mesmo muita falta.

IMG_20191212_082903.jpg

 

11
Mai20

Até começou tudo bem


João Silva

 

Screenshot_20200330_234550.jpg

 

De facto, este tem sido um ano de aventuras e novidades.

No início de janeiro e até meados de março, corri, corri, corri e corri.

Como podem ver na imagem, foram valores excelentes em termos de quilometragem nas pernas.

Com a invasão da pandemia no nosso país, acatei as ordens de quem sabe mais do que eu e tive de me reinventar.

Parei as corridas e saltei para a bicicleta estática com roda de inércia de 6 kg.

Em termos de horas por dia, acabei por treinar mais ainda, sempre com o intuito de chegar ao nível que já tinha alcançado em corrida.

Foi o necessário, o mais aconselhável e também o mais correto não só pela minha família mais direta, que é mesmo tudo para mim, mas também pela minha pessoa.

No entanto, embora o treino tivesse passado a ser diferente e sentisse muita falta das minhas passadas ao ar livre, treinei muito bem.

Nesta segunda imagem, trago-vos os valores em bicicleta estática no mês de março, momento do início da quarentena.

Poderei sempre alegar que me preparava para alcancar um registo (ainda mais) fantástico de quilómetros (per)corridos em 2020.

Pergunto-me muitas vezes onde poderia estar em termos de corpo, de forma física. Modéstia à parte, sei que fiz tanto ou mais para chegar ao nível que já tinha alcançado na estrada. No entanto, fiz o que pude e apenas uma pandemia excecional me deu cabo dos planos.

Como dizia a minha avó: o que não tem remédio, remediado está.

Screenshot_20200330_234022_com.geonaute.geonaute.j

 

18
Abr20

Partilha de mimos


João Silva

Hoje acordei um mãos largas e, por isso, decidi partilhar convosco um site que é uma autêntica mina de conhecimento e de dicas de treino para qualquer amante de desporto que pretenda fazer exercício por si, sem recurso ao ginásio. 

Não foi "descoberto" por mim. Na altura, encontrei-o por acaso num blogue de desporto.

Este site é gerido por amantes do desporto e disponibiliza PDF inteiros com exercícios para todos os grupos musculares. Além disso, sugere planos de treinos. Enfim, um mundo que nunca mais acaba.

O projeto é gratuito mas aceita ajudas financeiras dos visitantes da página, já que não cobram nada pela disponibilização dos conteúdos. 

Passem e sintam-se uma criança numa loja de guloseimas:

https://darebee.com/

 

16
Abr20

Perseguição canina


João Silva

IMG_20190526_090339.jpg

A história é muito insólita mas também é muito fácil de contar: já falei tantas vezes do perigo que é deixar os cães soltos e do quanto eles se "passam" com corredores ou ciclistas.

Nada disso mudou e, em abono da verdade, até tem vindo a ser cada vez pior. Ao longo dos últimos meses encontrei mais cães soltos, muito deles grandes. E é desses que tenho muito medo, confesso, pois sei que não me conseguiria defender caso me atacassem.

No entanto, também há um lado enternecedor nisto: no passado dia 05 de março, quando seguia pela estrada que liga Ega a Campizes, do nada, olho para trás e vejo que estou a ser perseguido por duas cadelas, completamente encharcadas pela chuva que se fazia sentir. Já as conhecia de outras sessões de treino. Talvez por isso, acharam que eu era de confiança e seguiram-me, sempre a uma boa distância e sem me atacar, durante aprox. 4 km. Só quando deixei a zona industrial de Condeixa, perto da Venda da Luísa, é que decidiram regressar "a casa".

Tentei afastá-las várias vezes, sempre de forma assertiva, mas isso só fazia com que continuassem atrás de mim. Não se tratou de uma perseguição, mas de uma companhia. Para mim e para elas.

Na altura, foi confrangedor por causa de todo o tráfego na zona. A esta distância, olho com carinho para o episódio.

Se me seguiram assim foi porque sentiram que era "boa pessoa". Caso contrário, ter-me-iam atacado à primeira oportunidade. 

 

14
Abr20

Let's get polarized!


João Silva

Não, não se trata de bem e de mal, não é sequer uma clivagem política entre certo e errado.

A publicação de hoje visa promover conhecimento.

Tem o intuito de partilhar as informações que borbulham no cérebro deste vosso estimado.

Presumo que muitos, sobretudo quem está ligado ao desporto, já ouviram falar em treinos polarizados.

Como não podia deixar de ser, tomei conhecimento do termo e da ideia num dos podcasts ligados ao ciclismo, o VeloNews, que aconselho vivamente a qualquer amante de qualquer desporto. Aprende-se imenso.

Semeada a curiosidade, lá me lancei à procura de conteúdo para vos transmitir estas ideias.

De forma muito sucinta, o treino polarizado é muito comum em atletismo, ciclismo, triatlo e "derivados". Assenta em treinos "divididos" em duas zonas. Na verdade, existem três zonas de treino: suave, intermédio e intenso. 

No fundo, o treino polarizado defende que o treino se situe sempre na zona 1 ou na zona 3. Deste modo, a zona 2 é praticamente esquecida.

Traduzindo a ideia: 80% dos treinos na zona 1 e 20% na zona 3.

A zona 1 é de baixa intensidade e é muito importante para criar "volume" cardiovascular, para aperfeiçoar a técnica e para recuperar ativamente das cargas sofridas na zona 3, que se destina principalmente ao treino muito intenso. Este tipo de treino visa ganhar maior explosividade e maior velocidade. São, por exemplo, os designados treinos de velocidade, de séries ou intervalados, onde o corpo é transportado para um patamar muito mais forte, sem grande espaço para regeneração. É precisamente esse facto que vai promover a evolução da forma, já que o corpo vai criar mais radicais livres na sequência dessa carga "inesperada" e centrada em elementos anaeróbicos (exercícios com pouco ou nenhum oxigénio). Neste caso, a zona 1 é depois utilizada para "curar" esses radicais livres. Isto é, para recuperar de forma ativa e para assimilar as mudanças.

No meu caso, como treino todos os dias, é muito complicado andar sempre entre zona 1 e zona 3. O meu corpo não aguentaria, pelo que treino frequentemente na zona 2, a intermédia. A espaços vou introduzindo passagens para a zona 3. No dia seguinte a um treino forte de subida ou de reforço muscular com "mountain climbers" ou "burpees", tenho de descer à zona 1. O corpo obriga-me a isso.

E desse lado, alguém cnsegue ver o seu treino em alguma destas zonas?

IMG_20190913_121949.jpg

 

 

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Links

Redes sociais

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D