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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 66 kg graças à corrida e à reeducação alimentar. Desde então, o contador vai em 40 provas: 20 x 10 km, 7 trails, 10 meias maratonas e 3 maratonas.

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 66 kg graças à corrida e à reeducação alimentar. Desde então, o contador vai em 40 provas: 20 x 10 km, 7 trails, 10 meias maratonas e 3 maratonas.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

21
Fev21

(Não) havia necessidade?


João Silva

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Embora não atribua muita importância a isso, sei que há alguma perplexidade de umas quantas pessoas quando falo nas distâncias que corro, em particular, nas maratonas em treino. 

No fundo, entre outras coisas, isso acontece porque há o estigma de que não se deve correr a mesma distância de uma prova num treino.

Pois bem, percebo e respeito os argumentos, desde logo porque são distâncias muito duras e que não devem ser banalizadas.

Por outro lado, além de adorar testar os meus limites e de querer empurrá-los um pouco mais, tenho necessidade de perceber a reação do corpo numa distância de maratona antes mesmo de fazer uma oficial. Porquê? Pela necessidade de ajustar o meu esforço e de me preparar psicologicamente para o que vou enfrentar. Não me imagino a fazer uma maratona em prova sem antes ver como estou.

Há outras formas de melhorar o desempenho, mas o treino dessa distância já me deu ferramentas muito úteis em termos de abastecimento e de postura. 

Diz-se que o corpo melhora s sua forma de correr com o passar dos anos de treino. Acredito mesmo nisso. 

11
Fev21

E tudo o medo levou?


João Silva

"Não há bem que sempre dure nem mal que nunca acabe."

Esta frase da minha avó ecoa-me na cabeça muitas vezes.

Tendo tendência para achar que tudo tem um momento, penso sempre que as fases boas vão acabar rapidamente.

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O lado negro mais óbvio de tudo isto é que me martirizo cedo de mais e que gero ansiedade desnecessária.

Ainda assim, a verdade é que pensar na perda de um bom momento de forma me dá medo. É inevitável ficar tolhido pelo medo, porque essa é a sua função. 

Mais recentemente, passei por uma destas situações com o plano de treinos. 

Quando iniciei o plano específico de outubro, senti uma grande melhoria no desempenho. Tanto assim foi que isso começou a fazer pairar na minha cabeça o medo da perda. Esse sentimento só aparece quando temos algo para perder. 

Por outro lado, tudo é cíclico e é a isso que me agarro para acreditar que depois de uma fase má vem novamente uma boa, sempre com a condição de sermos nós próprios a fazer por isso. O medo não nos pode impedir de arriscar, deve, ainda assim, fazer-nos pensar bem na forma de correr esse mesmo risco. 

Desse lado também sentem o mesmo em relação à vossa vida?

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12
Jan21

As lesões de um corredor - parte V


João Silva

Para terminar esta rubrica, que já vem longa, exponho as duas últimas lesões apresentadas no livro Corrida e maratona, da editora DK.

Como último capítulo, falamos de fascites, ou de inflamações nas fascias, uma zona suave de revestimento dos músculos e que é muito importante na horas de proteger estes últimos. 

Portanto, no menu temos tendinopatia de Aquiles, fascite e

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lesões nos tendões do pé e do tornozelo. 

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Acrescentariam mais alguma à toda esta lista das últimas semanas?

Mantenham-se longe das lesões e próximos das corridas. 

10
Jan21

As lesões de um corredor - parte IV


João Silva

Segue-se mais um capítulo nesta senda de divulgações do livro da DK, Corrida e maratona.

Na linha do que expliquei ainda em dezembro, o objetivo disto passa por vos dar conhecimento na hora de perceberem se têm uma lesão, onde se encontra e como pode ser debelada.

Portanto desta feita, exponho a canelite (que afeta imensas pessoas e que, na verdade, pode ser facilmente debelada, se for detetada a tempo), a síndrome compartiments (que não conhecia, confesso) 

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e ainda com as malfadada lesões nos tornozelos, uma zona do corpo que paga a fatura do esforço e, muitas vezes, dá "negligência". 

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Por aí há alguém que já tenha tido alguma lesão destas? 

02
Jan21

O mês de dezembro como se tivesse sido ontem


João Silva

Na verdade, foi anteontem.

Analisando os treinos do mês de dezembro, uma vez mais, passei os 650 km, desta feita, cheguei aos 685 km.

Em termos de qualidade, foi um mês a lutar contra a quebra de forma e a lidar com os excessos de novembro, entre os quais, duas maratonas.

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A juntar a tudo isto (e também para combater tudo isto), iniciei mais um plano específico de velocidade. As verdadeiras melhorias só apareceram na última semana de dezembro.

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Por outro lado, foram as outras três semanas menos produtivas que me proporcionaram as melhoras da última semana. 

29
Dez20

As lesões de um corredor - parte II


João Silva

Depois da primeira publicação há dois, seguem-se agora mais lesões devidamente apresentadas e explicadas pela revista Corrida e maratona.

Se forem como eu, mesmo não decorando tudo (até porque os termos aqui usados são técnicos), vão gostar de saber o que vos pode eventualmente afetar e, com base no dito conhecimento, poderão tratar os problemas.

Hoje trago-vos mais duas lesões:

a dor lombar (extremamente famosa e incómoda) 

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e a síndrome da banda iliotibial (um dos maiores problemas entre os corredores e que acaba por passar despercebida) 

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Já houve destes males por essas bandas? 

23
Dez20

Uma série mal feita pode dar uma boa sequência


João Silva

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Aqui não se percebe bem, mas este foi um treino de séries. 

Na verdade, marcou o arranque do meu segundo plano de treinos. E foi tudo tão demorado que acabou por ser uma "bênção".

Passo a explicar: por vários motivos, o mês de novembro pautou-se por algum regresso ao passado na incapacidade de iniciar e de dar sequência ao um novo plano de treinos.

Houve algumas tentativas, mas o corpo respondeu mal, muito mal. 

Até que veio este treino. Acordei com dores musculares e estive até à última para me decidir se fazia ou não o treino. 

Fiz. E não correu grande coisa. Das 12 séries de 420 m, só se aproveitaram 2. A grande maioria andou nos 1'52'', a pior chegou mesmo aos 2'. Qual foi o lado bom? Foi a adaptação do corpo à velocidade. As duas últimas foram ao meu melhor nível: a 11.a foi feita a 1'40" e a última série a 1'35".

O lado bom deste treino mau foi perceber que é preciso forçar um pouco para as coisas acontecerem. Não há momentos perfeitos para começar.

Aquela incapacidade física para estar ao meu melhor nível fez-me querer regressar ao treino de séries com mais frequência. 

07
Dez20

Vamos lá reforçar esse músculo


João Silva

Hoje trago algo para vos ajudar na hora de ganhar músculo. Correr não é só mexer pernas e braços com coordenação e rapidez (relativa), tem muito de trabalho muscular. E não é assim tão difícil de fazer quanto se pensa. 

Ou melhor, há formas muito simples de exercitar alguns grupos musculares importantes em casa. Basta pensarem que os abdominais,  pélvis, as ancas e os glúteos são o centro que suporta a parte superior e que faz mexer a parte inferior. Logo, são o grupo mais importante. 

Após verem o vídeo que vos exponho em baixo, perceberão que é muito mais fácil do que se pensa...e sem ser necessário recorrer a ginásio:

 

 

 

 

 

01
Dez20

Treinar sem o cantar do galo


João Silva

Pois é, meus caros, desde maio/junho que treino com o nascer do dia. 

Começou por ser uma forma segura de fugir de eventuais contágios e, com o avançar do tempo, transformou-se numa forma de organizar o meu dia sem descurar as minhas responsabilidades de pai, marido e tradutor. Portanto, enquanto eles ainda estão a descansar (excepto, quando o Mateus tem uma noite mais intensa), eu vou à minha sessão de terapia, também conhecida como corrida. Vou pôr as ideias no lugar, definir estratégias desportivas e da vida pessoal, fazer planos para lidar com determinados assuntos.

Não menos importante, vou desafiar o meu corpo, tentar empurrar os meus limites e perceber que tudo isto me mantém vivo, me dá equilíbrio e que, quando por algum motivo não o faço, fico com o feitio de uma criança birrenta e grunho (é mesmo o termo) que nem um desalmado. Resmungo muito e, sem um dia de corrida, tudo isso é elevado ao quadrado.

Assim sendo, todos os dias este jovem se levanta às 5h00 e vai explorar o mundo que o rodeia. A realidade pode ter tanto de assustador como de fantástico. Vê-se vida a reerguer-se, a ganhar cor, a preparar-se para mais um dia. Vê-se o fenómeno do crescimento da natureza in loco.

Quando regresso, uma, duas ou três horas deppis, dependendo dos treinos, venho muito mais feliz e muito mais pronto a enfrentar o mundo. Tenho uma outra disposição para abordar a vida e as pessoas. De todos os horários em que já treinei, por ser uma pessoa madrugadora e com alguma ansiedade em despachar tarefas, correr antes de ouvir o galo cantar foi uma das melhores alterações que os meus treinos sofreram no último ano.

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23
Nov20

O mês de outubro visto (não muito) ao longe


João Silva

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"Ops, I did it again!", já cantava a outra.

Ainda assim, este "did it again" foi uma enorme surpresa.

Em agosto tentei chegar aos 700 km, em outubro, não me passava pela cabeça.

Os meus horários de treino mudaram um pouco e também foi necessário alterar alguma duração. A vida familiar a isso obrigou. No entanto, mais do que tudo isso, os motivos prendiam-se com a necessidade que senti de implentar um plano de treinos mais disciplinado para fazer a segunda maratona em treino numa condição superior à primeira.

Posto isto, durante todo este mês, não liguei ao número de quilómetros, embora suspeitasse que pudessem ser novamente elevados.

Com os treinos longões a sério a ficarem para o fim de semana, cheguei ao dia 30 de outubro com 665 km.

Uma coisa levou a outra e mesmo sem as melhores sensações de um treino longo, lá consegui tocar novamente na marca dos 700 km. 

Se me perguntarem o que é preciso para correr tantos quilómetros, terei de usar uma frase do ciclista João Almeida: "é tudo mental. O sofrimento físico está lá sempre, a cabeça é que manda no resto".

21
Nov20

Uma laranja longe de estar espremida


João Silva

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Sempre gostei da máxima "não se sai de onde se está bem".

Assim sendo, a lógica mandava mesmo que me deixasse estar.

E assim será : em 2021 continuarei a vestir a laranjinha e a fazer parte de uma equipa onde sinto bem. Além disso, o facto de não ter vestido às cores da Venda da Luísa em 2020 foi algo que me ficou atravessado. 

É verdade que, face à pandemia e às incertezas que lhe estão associadas, tenho medo de voltar a estar em locais de prova. No entanto, alimento a esperança de que já me sinta confortável para competir aquando da maratona de Aveiro, em abril. 

Agradeço o facto de também me querem no seio desta equipa.

E como tenho algumas ambições para as meias e as maratonas, pode ser que 2021 me ofereça mais fotos com as cores laranjinhas. Saudades não faltam. 

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15
Nov20

Em estrada, na serra ou na areia...corrida e reforço muscular


João Silva

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Já vos falei algumas vezes do grupo francês Dans la tête d'un courreur. Na verdade, conheci o projeto por mero acaso, mas não larguei. Ouço regularmente os podcasts e vejo os vídeos que lançam no YouTube. 

Só num país tão grande e com tamanho gosto pelo desporto seria possível ter um projeto assim a vingar. Tanto assim é que já vão na terceira temporada e agora com episódios semanais. Incrível! 

No verão passado, Fred, o treinador de atletismo no Stade de France, fez vidéos muito úteis sobre como se pode treinar em terrenos como estrada, serra e areia e ainda wir "ferramentas" podemos utilizar para fazer exercícios simples (mas muito importantes) de reforço muscular. São coisas práticas e muito rápidas mas que podem fazer a diferença. 

Deixo os links abaixo, onde poderão ver os vídeos em causa e ler toda a explicação que Fred dá para cada exercício. 

Qualquer simpatizante de corrida (e de desporto "rápido" ) vai querer dar uma olhadela... 

https://danslateteduncoureur.fr/comment-sentrainer-en-ville/

https://danslateteduncoureur.fr/comment-sentrainer-en-foret/

https://danslateteduncoureur.fr/comment-sentrainer-a-la-plage/

 

 

08
Nov20

Evolução... às vezes, forçada...


João Silva

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Às vezes, a vida obriga-nos a encontrar uma forma de conciliar tudo aquilo que nos é importante, querido e essencial.

Quanto a isso, nada mal. É algo de positivo que nos faz evoluir.

Neste caso concreto, olhando para trás, até novembro de 2016, percebo que o meu treino e os meus métodos para melhorar a minha capacidade de atleta mudaram. Por vezes, foram mesmo alterados de forma subtil, mas isso aconteceu. No geral, nunca poderei dizer que foi para pior. Consegui sempre retirar coisas boas dessa mudança. 

Por todas as razões e mais algumas, sabia que em 2020 isso seria ainda mais necessário para não deixar de treinar. Foi pois, por isso, que me passei a levantar às 5h00 da manhã, mesmo após noites em que só consegui adormecer pouco tempo antes. Contingências e circunstâncias da vida de um pai (ou mãe). Faz parte. 

Apesar da dureza de tudo isto e do facto de ter corrido diariamente de junho a setembro sempre 2 horas, aproveitei muito. Senti-me grato por ter essa possibilidade, por poder ver a serra e a vida animal a acordar, por perceber as rotinas das pessoas e da vila a que chamo casa. 

A dada altura, já sabia que, por ter mais uma "obrigação" a partir da última semana de setembro, teria de fazer nova mudança. 

Assim foi: das duas horas de corrida diárias passei para uma hora e meia de corrida diária de segunda a sexta e para dois treinos de três horas ao sábado e ao domingo. As exigências são outras, mas a grande mudança está na maior repetição de percursos nos dias úteis. Por outro lado, aos fins de semana, tenho a possibilidade de voar pelas estradas secundárias do meu concelho e do meu distrito. O lado b de agora só conseguir correr uma hora e meia por dia durante a semana é o facto de poder treinar mais o lado técnico da corrida. E que útil isso se tornou! 

Nada se perde. Tudo se transforma!! 

 

09
Out20

Meus queridos 11 dias loucos


João Silva

Nunca tinha feito tal coisa, embora já me tivesse aproximado nas semanas anteriores do dito desafio: de 30 de Julho a 09 de agosto, fiz todos os dias 2 horas de corrida (a 8 e a 9 de agosto fiz 2h20 e 2h30) numa média de 24 km diários. Foi, sem dúvida, um desafio enorme em termos físicos.


Honestamente, em termos mentais estava bem, não me custou propriamente, até porque queria ver se conseguia fazer mais de 200 km seguidos. Esse combustível ajudou a atenuar o desgaste físico que foi enorme. Ainda assim, garanto que falo verdade, adorei a experiência e consegui sentir novamente aquela adrenalina de chegar a distâncias ainda mais longas. A primeira vez que voltei às 2h30 após 5 meses foi um excelente indicador.

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22
Ago20

De génio e de louco todos temos um pouco


João Silva

Tenho de discordar do ditado popular porque de génio tenho muito pouco ou nada.

Do segundo, tenho para vender.

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No caso, a propósito do arranque da segunda fase do meu processo de desconfinamento na corrida, passei a corrida de três sessões semanais para quatro, mas acabei a fazer cinco.

Sendo honesto, mais do que fui quando gizei o plano, já sabia que não me contentava com quatro.
Tudo se iniciou na semana de 08 de junho.

Nas cinco sessões, fiz 2 horas de corrida em cada uma, uma média de 23 km por treino, ou seja, passei a barreira dos 100 km numa semana.
Nada de novo em mim ou não fosse o facto de ter feito, pela primeira vez, quatro sessões seguidas com um tempo mínimo de 2 horas.
Não fui o primeiro nem serei o último a fazê-lo, mas tenho de reconhecer a estupidez para o corpo.

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Como podem ver pelas imagens individuais das sessões, a dureza e a carga foram aumentando com a repetição da distância.
Moral da história: na segunda-feira seguinte, no dia 15, tive de fazer bicicleta, pois o joelho esquerdo inchou e começou a agradecer-me com dores infernais.

Essa é a paga (bem merecida) por uma abordagem irresponsável, imprudente e displicente.

Semana muito intensa em junho.jpg

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