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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

14
Jul21

Precisas de uma lebre


João Silva

Em conversa com um estimado colega destas andanças, partilhei um dos meus grandes objetivos (sonhos) num futuro próximo e a médio prazo: entrar no grupo dos que correm uma maratona em menos de 3 horas.

Neste momento, ando algures entre 3h20 e 3h30, o que significa que ainda é um belo esticão. 

Esse meu colega disse-me a dada altura: precisas de uma lebre a correr contigo.

Sendo um lobo solitário, não dei especial importância, até porque sei o que preciso de fazer para correr mais rápido: aprimorar o meu plano para treinos de Vma. 

No entanto, os últimos meses mostraram que, afinal, seria importante ter uma lebre a puxar por mim. Seria uma espécie de benefício mútuo. 

Se facto, por muito que treine no limite, nunca estarei no limite das minhas capacidades porque me falta aquela motivação extra do fator "competição".

Penso bem na "coisa", os grandes atletas têm uma equipa de atletas (os pacers) a trabalhar com eles para os fazer chegar mais além.

Por razões várias, por agora, não estou a "aceitar candidaturas" para lebres. Por agora...porque me parece que vou precisar para atingir o nível seguinte.

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12
Jul21

Cais e tens de te levantar


João Silva

Embora não tenha a qualidade nem os resultados de quem vos trago aqui, não podia ficar indiferente à questão da sobrecarga de treino. 

Por ser alguém que facilmente cai no excesso de treino, nutro grande empatia pelo testemunho deste corredor amador francês a viver no Canadá. 

Já vos falei dele, porque é o autor do Running addicted, uma das minhas referências no atletismo. 

Este ano decidiu participar num Ironman e, como tal, foi expondo a sua evolução. Os dois primeiros meses de treino foram excelentes. Mesmo assim, isso não o impediu de cair no excesso de treino, algo tão habitual em quem tem tanto gosto pela corrida.

Levou-se de tal forma ao limite que acabou a rever os seus treinos. Nas palavras dele, o corpo deu o "tilt", ficou vazio e sem mais sumo para espremer. Em vez de prosseguir o plano de treino, teve de romper rápida e bruscamente para não pôr em causa o próprio corpo e a sua presença no Ironman, evento que se realiza este ano. Teve de se reinventar, o que, segundo o próprio, não foi nada fácil.

Só que continuar em excesso ia dar em asneira e minar a sua evolução.

É preciso uma grande ombridade para assumir que se entrou no limite. 

A dada altura, diz que se sentia bem, mas o corpo é que manda e não tinha outra hipótese. 

Esta é a grande moral disto: mesmo que não queiras ou não sintas que precisas, o corpo é quem mais ordena.

Aqui fica o testemunho original do atleta:

 

30
Jun21

Ressaca


João Silva

Não vos "trago" álcool.

Falo-vos da ressaca do corpo de cada vez que tem de recuperar de um treino duro.

No último ano senti várias dificuldades com o processo de recuperação. Desde logo, o erro de fazer treinos longos de corrida todos os dias e o de não parar um único dia desde meados de setembro. Isto cria um grande desgaste no corpo (e na cabeça).

Depois desta parte que já dificulta muito a recuperação de uns dias para os outros, vem a maior pedrada: o nascimento do Mateus trouxe algumas noites mais duras, alguns momentos de colo... em movimento. 

Passo a explicar: como forma de o embalar, acalmar e adormecer quando ele precisa (e quando eu preciso), caminho pela casa (normalmente, na divisão onde estamos) com o meu filhote nos braços. Isto faz-me passar algumas horas (a mais, em comparação) em pé. Como tal, os músculos mais sacrificados não relaxam e, durante a noite, no processo de restauro do corpo, sinto muitas dores.

Os levantares pós-treinos mais duros são mesmo muito dolorosos. E o início dos treinos é sempre muito penoso. Demoro uns três ou quatro dias a ficar bem. Se, nesse processo, consigo descansar melhor, o dia seguinte a uma noite mais "normal" parece um atropelo de um camião. É algo normal, já que o corpo aproveita para refazer o material muscular danificado pela corrida.

Nada disto foi uma queixa. Esta é a minha realidade agora e é a ela que tenho de me adaptar, mas não duvido de que encontrei um novo conceito de ressaca. 

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24
Jun21

Do you think you can breathe?


João Silva

É uma coisa básica, certo? Todos sabem respirar. Fazêmo-lo de forma inata.

Então e o que nos pode trazer uma consciencialização daquela ação? Desde logo, pode ajudar a detetar eventuais falhas respiratórias.

Além disso, quando devidamente controlada, a respiração pode ser um enorme aliado na hora de melhorar a performance desportiva, em especial, na corrida.

Vejam lá se o que alguém habituado a estas andanças diz faz sentido ou não:

 

29
Mai21

A explicação do silêncio


João Silva

Já pertinho do final do mês, é hora de fechar finalmente o capítulo 50 km, até porque o corpo já trabalha a pensar numa próxima "brincadeira".

Como referi há dois dias, à exceção da Diana e do Mateus, masi ninguém sabia que ia correr 50 km no dia 24 de abril. Havia uma ou outra pessoa que tinha conhecimento dessas intenções mas que desconhecia se isso ia ou não para a frente.

Como sempre, fechei-me em copas e trabalhar para chegar onde cria.

Missão cumprida.

A explicação para este silêncio é muito fácil de dar: não gosto de dizer que vou fazer, gosto de dizer que fiz.

Eu não controlo o que vou fazer (ainda para mais, depois de ter sido pai), mas controlo o que já fiz.

E pronto, no fundo, trata-se de mostrar a minha presença mas com factos, com "obra", não com palavras. Sou um homem de línguas, adoro comunicar, mas, como já dizia o outro, "palavras leva-as o vento".

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27
Mai21

O agradecimento dos 50 km


João Silva

Como sempre, quando se chega ao fim de um desafio do género, é importante perceber que não fomos só nós.

Na verdade, o meu corpo executou a minha vontade, mas se não houvesse compreensão e apoio da família tudo teria sido muito mais difícil.

Assim, claramente, o meu genuíno obrigado aos meus dois amores, a Diana e o Mateus. Suportaram as minhas irritações e parvoíces (e inseguranças) e deram-me o ânimo de que precisava (como fazem sempre).

Embora a participação mais ativa tenha sido da Diana, o Mateus merece um enorme obrigado (e um beijinho repenicado), porque teve um comportamento exemplar. É que isto de ser pai tem destas coisas: a minha "missão" estava marcada, mas o rapaz podia ter outros planos e lá se iam as intenções. Apesar de ter passado por uma fase complicada naquele mês, o Mateus descansou bem e isso foi uma enorme ajuda para os papás.

E pronto, como mais ninguém sabia das minhas intenções, fica o enorme e sincero obrigado aos dois amores da minha vida.

Foi feito por um, mas foi e será sempre dos três.

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24
Mai21

Se não souber, escolha neutro


João Silva

Muito tenho falado em pés por esta altura, mas prometo que não é um fetiche.

É apenas uma forma de perceber o que pode afetar e influenciar uma das principais áreas da corrida. 

Dada a vasta escolha de calçado de corrida hoje em dia, é normal não saber o que escolher. 

Há sítios que permitem colocar o pé numa estrutura, deixando assim saber qual o tipo de passada. 

Aqui não há bom nem mau. Não há passadas melhores do que outras. Há biologia e fisionomia e a necessidade de termos algo que se adapte à nossa maneira de correr para melhorar o nosso conforto e a nossa forma de correr.

Posto isto, a passada é importante para perceber qual o local de maior carga do pé na hora de aterrar (segunda fase da cadeia cinética). 

Com o tempo e as pesquisas, percebi que a minha passada é supinada. Além desta, há também a neutra e a pronada.

Muito rapidamente, na passada supinada, a força do pé é feita pela parte externa (desgaste no lado de fora da sapatilha, no calcanhar, por exemplo). Na passada neutra, o pé apoia totalmente bem no chão e a força sai da zona do peito do pé. Já na passada pronada, o pé flete para dentro e a força sai da parte interna (desgaste na extremidade do arco e do calcanhar).

Em caso de dúvidas na hora das compras, devem optar sempre por uma sapatilha neutra. Apesar de conhecer a minha passada, é o que faço. 

Deixo-vos uma ilustração da página FUTfanatics que vos mostra do que falo.

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Se quiserem saber mais sobre o assunto, podem consultar aqui, por exemplo: 

https://www.institutotrata.com.br/tipos-de-pisada/

23
Mai21

Os 50 km em imagens


João Silva

Apesar de ainda faltar um ou outro aspeto desta missão de correr 50 km seguidos, é hora de mostrar o registo visual de alguns dias que antecederam a dita e do próprio dia, onde se vê bem a expressão de quem começa e o fantasma de quem chega ao fim de 50 km.

Havia muito mais fotos, mas ficaram tremidas porque foram tiradas a correr.

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21
Mai21

Os números dos 50 km


João Silva

Depois de ter partilhado a aventura que foi domar 50 km em estrada, venho agora partilhar os números desse desafio, onde podem ver o percurso e aspetos altitude ou ritmo. 

Fiquei genuinamente surpreendido por ter conseguido um ritmo dentro do habitual (esperava demorar muito mais). Essa foi a grande surpresa e penso que isso se ficou a dever aos abastecimentos.

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No fim de tudo, fica a sensação de que voltarei a repetir. Doeu imenso no período de recuperação, mas foi uma bela forma de superação.

Não sei explicar, mas isto transcende. 

19
Mai21

O dia dos 50 km


João Silva

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O dia de me lançar à estrada para quebrar o meu recorde de distância até então (era de 42,500 km) chegou. Foi no dia 24 de abril.

Uma espécie de antecipação da liberdade que a corrida me faz ter.

E, se não houvesse pandemia, provavelmente, estaria a correr a maratona em Aveiro.

De forma a ser bem claro, vou estruturar o relato em diferentes pontos:

Início

 O despertador soou às 3 horas e 30 minutos da manhã. Ou melhor: ele estava agendado para essa hora, mas alguma agitação noturna do Mateus e alguma ansiedade minha fizeram-me sair da cama uns 10 minutos mais cedo. 

Tempo de me aprontar, vestir o manto sagrado e de comer o pequeno almoço que antecede todos os meus treinos (iogurte natural magro com aveia, banana e café solúvel misturado). 

O percurso

Já tinha falado anteriormente no percurso que ia fazer. Na verdade, até já o tinha percorrido de forma faseada no fim de semana anterior. 

No entanto, a dureza excessiva que estava prevista para uma fase próxima dos 30 km ia rebentar por completo comigo. Após muito remoer e muito lutar, dei ouvidos à razão (à esposa, claro) e alterei o trajeto, contemplando mais subidas nas duas primeiras horas. 

Portanto, o percurso real teve estes contornos: Condeixa-a-Nova, GNR de Condeixa, pavilhão e piscinas municipais, Centro de Saúde de Condeixa, Alcabideque, Triplo Jota, Valada, Atadoa, Avessada, Rivolta, Orelhudo, Eira Pedrinha, Entrada de Condeixa, Arrifana, Ega, Campizes, Casével, Sebal, Venda da Luísa, Gorgulhão, IC2 entre Intermarché e Condeixa, casa. Foram estes os nomes das terras que me viram passar. 

Os abastecimentos

Como disse, tudo tinha de estar pensado ao pormenor. Fruto do que a corrida deu, tive de ir adaptando. Não serve de muito ser rígido neste aspeto. 

Sólidos: 2 bananas, 1 ao fim de 1h30 e outra já com 2h40. Porquê estes tempos? Não sendo uma bomba de açúcar com maltodextrinas ou dextroses, a banana demora a ser assimilada pelo corpo. Como durante a semana corro sempre 1h30, o corpo está "programado" para aguentar bem esse tempo. A segunda banana foi antes das 03h de corrida, precisamente para fazer efeito quando chegasse a essa fase, que é também o limite máximo habitual dos treinos de sábado e domingo. Devo dizer que foi perfeito. Não senti quebras significativas de rendimento. Muito pelo contrário. Uma dica importante: mastigar bem enquanto se corre para se absorver a banana mais rapidamente. 

Líquidos: água no depósito específico da mochila (tem mangueira para facilitar o processo durante a corrida). Do início até às 2h40 de corrida, ingeri pequenos goles de água a cada 30 minutos (aproximadamente). É importante manter o corpo hidratado sem o sobrecarregar (por causa das pontadas). Entre as 2h40 e as 3h40 de corrida, pequenos goles de água de 20 em 20 minutos. Como o corpo está mais cansado, precisa de água mais vezes. As perdas também são maiores, daí ser necessário ingerir mais. Das 3h40 às 04h00,  pequenos goles de 10 em 10 minutos pelas mesmas razões. A partir das 4h00, ingeri pequenos goles de 05 em 05 minutos. Foi fundamental. 

Evolução e sensações da corrida

Hora 1

Ritmo baixo, de adaptação, com sensações mistas. A cabeça dizia que talvez fosse noutro dia, mas o corpo dava ares de quem estava bem (dentro das condicionantes). Fase do percurso com mais subidas, mas tudo dentro de um ritmo baixo, para não me criar problemas logo desde início.

Hora 2

O tempo de tirar algumas fotos (tremidas). O ritmo já estava mais interessante, mas ainda sem exageros. Foi também a fase de fazer contas à evolução da corrida e de apanhar um susto valente, quando, junto ao sopé da serra, fui "encadeado" pelo frontal de outro corredor (maluco?) que por ali andava àquelas horas da madrugada.

Esta fase marcou também a passagem de transição por Condeixa e o acesso a Arrifana. A partir de aqui, entrei num percurso mais estável.

Hora 3

Hora de olhar para o relógio e de perceber os sinais do corpo. Tinha a sensação de que ia fazer menos do que as 5 horas previstas. Por outro lado, o corpo já dava sinais de fadiga e já havia dificuldade em oscilar rapidamente entre ritmos. Procurei uma passada confortável que me permitisse resolver uma pontada forte no lado direito (provavelmente, um ou outro gole de água mais "cheio"). Entrei numa zona do percurso que já metia terra batida, o que até ajudou na estabilização do ritmo. Foi aqui que passei a barreira dos 42 km.

Hora 4

Já com um novo recorde pessoal no corpo, contava quilómetro a quilómetro para chegar aos 50 finais. Não foi tanto por dores ou problermas físicos, foi pela emoção de estar a chegar onde queria. Sabia que já era difícil escapar. Ainda enfrentei uma pequena inclinação nos últimos três quilómetros, mas fi-lo a bom ritmo.

Veredito final

Como se pode perceber pelo discurso, consegui mesmo correr os 50 km. A missão foi cumprida e comprida, mas foi, uma vez mais, uma enorme prova de que é possível. De que dá, quando se quer muito (às vezes não é assim, bem sei). Já depois de ter terminado, enquanto estabilizava, caminhei e deixei que as dores viessem ter comigo. É sempre a pior parte. Ainda assim, foi algo que se superou com muitos e bons alongamentos (e rolo). 

Missão cumprida!

 

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16
Mai21

Uma "analasics"


João Silva

Tal como prometi, aqui revelo os meus novos "bombons" de estrada.

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Podia vir falar numa gíria técnica, mas isso não teria piada para quem não liga muito à corrida. Os que pretendem saber "as linhas com que se cozem" estas sapatilhas podem fazê-lo aqui: https://www.asics.com/pt/pt-pt/gel-excite%E2%84%A2-7/p/1011A657-001.html?width=Standard

Falando das minhas sensações, digo, honestamente, que o meu primeiro juízo foi "mas para que raio fui comprar isto, se me dou melhor com as mais baratas?!". 

Ora bem, esse feeling deveu-se a um grande cansaço emocional nos dias anteriores à "estreia". 

Uma semana mais tarde, já mais "dentro do espírito", lá fui testá-las novamente. 

E foi bem melhor dessa vez. E melhorou de cada vez que as calcei. 

A sapatilha é robusta, um pouco pesada, mas estamos a falar do número 44.5, logo, tem muito material. 

A malha é bem resistente e protege o pé do frio, por exemplo. A sola tem um amortecimento independente e sustém bem o pé, o que é muito importante. O conforto que dão na passada é algo que nunca tinha tido nestes pezinhos. 

Os acabamentos têxteis são muito bons, resistentes mesmo. 

A palmilha é muito confortável, pois tem esponja, o que ajuda o pé na aterragem. 

A maior adaptação é ao peso total, mas a sapatilha é mesmo muito boa. 

 

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14
Mai21

Dar "Asics" ao sonho


João Silva

Já andava há algum tempo para investir numa marca mais reconhecida do mundo da corrida. 

Não era uma questão de ser vaidoso, era apenas um gosto de correr com algo diferente.

Ao fim de quatro anos e meio de corrida, dei uma oportunidade a mim próprio.

Lá fui eu à procura de um par jeitoso com um orçamento com trela.

Alguma pesquisa e tcharammm... 

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(daqui a uns dias falo nas ditas) 

29
Abr21

Estais vivo, senhor?!


João Silva

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Quando passei pela fase mais intensa do emagrecimento, perdi a camada adiposa que me protegia do frio. Desde 2016 que rapo um frio desgraçado, porque o meu calor se dissipa rapidamente. 

Ora, há algum tempo (talvez entre janeiro e Fevereiro), num dia de temperaturas rondar o zerinho e após um treino intenso, tive de me deslocar à Segurança Social da minha terra.

Quando lá cheguei, mediram-me a temperatura para saberem se me podiam deixar entrar.

Nenhuma das três medições deu resultados. Nada, parecia que estava morto. E não, aquilo não estava avariado. Quem entrou ao mesmo tempo apresentou temperatura.

Lá me deixaram entrar, não sem antes fazerem a piada do  "você está morto, homem!"

Agora que estamos no bem bom da primavera isso não me afeta, mas os meus invernos roçam a hipotermia muitas vezes.

Mas estou vivo! 

24
Abr21

Treina com as estrelas


João Silva

Não é segredo nenhum que sou adepto do Borussia Dortmund, até porque a própria foto de perfil me denuncia. 

Regra geral, não falo aqui de futebol. Não é uma regra, mas já há tanto espaço para isso que me interessa divulgar coisas sobre corrida e, no fundo, sobre exercício físico. 

E porquê isto agora? Porque vos trago um vídeo de uma vasta sequência de treinos de reforço muscular das estrelas da equipa profissional com fitness coaches conhecidas na Alemanha.

Foi a forma que o clube encontrou para estar próximo dos seus adeptos e para promover a sua com coisas muito simples que, no geral, não requerem equipamentos nem investimentos. 

São já muitos os vídeos. A língua original é o alemão, mas têm legendas em inglês. 

Valem a pena.

Não são maçudos, prometo.

https://youtu.be/0XUkhrDjxzo

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