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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

14
Dez21

A prova de eleição


João Silva

Terminada a exposição das diferentes formas de correr em cada distância em estrada, venho revelar-vos aquela que é a prova de eleição.

Antes disso, digo o seguinte: para mim, não há melhor prova do que uma maratona. Realiza-me genuinamente. É a resistência humana na sua condição mais pura (sem ir para outros palcos ou contextos). Esse desafio e a disciplina por detrás da preparação de uma maratona são algo que não se encontra nas outras distâncias mais típicas da estrada.

No entanto, em termos de resultado final e de "trabalho para obter tempos", sou obrigado a reconhecer que a meia maratona é a prova perfeita: tem uma grande distância, conta com muitos participantes, requer resistência e gestão de aspetos como abastecimentos e quebras de ritmo. O seu maior trunfo é não ser excessivamente longa. Por exemplo, numa maratona, o corpo fica imensamente desgastado a partir dos 30 km. A produção de lactato leva à perda de capacidade.

Ora, numa meia maratona é possível antecipar e impedir tudo e recuperar rapidamente o ritmo. Além disso, oferece a possibilidade de fazer mais oscilações de velocidade, o que ajuda a um melhor desempenho global.

Como não há o sofrimento extremo, o corpo fica mais livre para gerar nova energia na cadeia de movimentos.

Adoro esta distância precisamente por me parecer equilibrada. Fazer um bom tempo é uma realidade mais próxima.

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12
Dez21

Como correr 42 km


João Silva

Falar sobre a distância da maratona é algo que me agrada imenso. Este é o tipo de prova onde me enquadro mais.

Antes de falar na melhor forma de a correr, aponto o tipo de corredores para esta distância.

Desde logo, profissionais já bem habituados a estas andanças, depois, amadores com muita experiência no atletismo e conheçam bem o seu corpo, de seguida, atletas que já tenham experimentado pelo menos uma vez o meio fundo (21 km). Os curiosos também podem experimentar, mas diria que devem ter um acompanhamento por parte de alguém que já sabe o que é correr 42 km. Deixo para o fim as pessoas que se querem transcender e que pretendem fazer da maratona uma prova de vida.

Em termos de abordagem, a meu ver, o primeiro passo é respeitar a distância e encará-la como uma barreira, porque o será, embora também seja transponível.

O passo seguinte é adotar um plano de treinos com uma base mínima de 12 semanas para levar o corpo num brinquinho.

Ajuda perceber o tipo de abastecimento que se quer fazer e em que altura da prova.

Em relação às corridas em si, entendo sempre que a maratona é para começar devagar e acabar "depressa" (= bem animicamente).

Uma enorme parte da prova é o lado psicológico. É decisivo acreditar que é possível, mas também é fundamental saber aceitar os sinais do corpo. Este jogo de respeito ajuda imenso. A partir dos 30 km, é só a cabeça que corre.

Não pensar no número de quilómetros em falta também ajuda imenso, pelo menos, a mim. De vez em quando, lá penso que "só" faltam x km. A mim ajuda, mas não o posso fazer sempre.

Por último, ter uma boa resistência é fundamental. O corpo vai precisar dela. E também vai precisar de alegria no que se está a fazer para se chegar à meta.

Seja como for, a chave é a crença de que se vai conseguir

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09
Dez21

Como correr 21 km


João Silva

Disse anteriormente que os 15 km eram um intermédio para algo mais duro. E são um belo teste, de facto.

Ainda assim, o que se encontra nos 21 km, a meia maratona, já é bem diferente, mete um componente mental forte. 

Por isso é que nem todos querem experimentar. Mas vale cada metro.

É transcendente e pode abrir portas para voos mais longos.

Este tipo de prova requer gestão de corrida, pelo que a desaconselho a quem corre há muito pouco tempo. Saltar dos 5 ou dos 10 km para aqui é muito complicado.

A parte mental também é muito requisitada para gerir os abastecimentos e as quebras que poderão aparecer a dada altura. 

É a prova ideal para quem quer manter o foco e testar as longas distâncias.

A meu ver, a melhor forma de correr está prova é atacá-la desde o início, não ir ao ritmo máximo, mas a um ritmo alto que permita esticar mais quando for hora e que permita gerir quebras físicas por antecipação com abastecimentos de qualidade. Esta estratégia requer uma boa condição física porque não permite grandes "abrandamentos".

É uma boa amostra de uma parte da maratona .

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