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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

15
Nov20

Em estrada, na serra ou na areia...corrida e reforço muscular


João Silva

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Já vos falei algumas vezes do grupo francês Dans la tête d'un courreur. Na verdade, conheci o projeto por mero acaso, mas não larguei. Ouço regularmente os podcasts e vejo os vídeos que lançam no YouTube. 

Só num país tão grande e com tamanho gosto pelo desporto seria possível ter um projeto assim a vingar. Tanto assim é que já vão na terceira temporada e agora com episódios semanais. Incrível! 

No verão passado, Fred, o treinador de atletismo no Stade de France, fez vidéos muito úteis sobre como se pode treinar em terrenos como estrada, serra e areia e ainda wir "ferramentas" podemos utilizar para fazer exercícios simples (mas muito importantes) de reforço muscular. São coisas práticas e muito rápidas mas que podem fazer a diferença. 

Deixo os links abaixo, onde poderão ver os vídeos em causa e ler toda a explicação que Fred dá para cada exercício. 

Qualquer simpatizante de corrida (e de desporto "rápido" ) vai querer dar uma olhadela... 

https://danslateteduncoureur.fr/comment-sentrainer-en-ville/

https://danslateteduncoureur.fr/comment-sentrainer-en-foret/

https://danslateteduncoureur.fr/comment-sentrainer-a-la-plage/

 

 

29
Jun20

O quarto a correr com a Covid-19


João Silva

Nesta viagem de vereditos sobre a forma como a Covi-19 afetou cada um de nós, neste caso, em termos desportivos, ouvimos o testemunho do Francisco Silva, um veterano já nestas andanças das corridas, que, nesta altura, teve também de tratar de debelar uma lesão física.

Vejamos o que tem para nos dizer:

 

Francisco Silva.jpg

De que forma a Covid-19 afetou os seus treinos?

Aquando da declaração do Estado de Emergência, passei ao regime de teletrabalho o que me deu algum tempo livre (perdia cerca de 1h-2h/dia em deslocações) para poder treinar. Nessa altura o meu regime de treinos foi influenciado por mais duas questões: uma lesão que me limitava a capacidade para correr e o dever de recolhimento imposto. Assim, de 14 de Março até 3 de Maio, treinei todos os dias, alternando 2 dias de treino indoor, nomeadamente de alongamentos, reforço muscular do core (exercícios isométricos) e reforço muscular geral, com 1 dia de treino de corrida, mais curta e lenta que o habitual.

Como e quando passou a treinar após o desconfinamento?

Com o desconfinamento, por um lado, passei a ter de me deslocar alguns dos dias devido ao regime de teletrabalho parcial, por outro, devido à melhoria da lesão, pude correr mais vezes. Assim, deixei de poder treinar diariamente mas fiz mais treinos de corrida, mais rápidos e com maior distância. Isto resultou em menos treinos de reforço muscular. Continuo, ainda mais, a tentar evitar os locais mais frequentados por corredores e caminhantes, procurando percursos ou horários alternativos onde me cruzo com menos gente.

27
Jun20

A terceira a correr com a Covid-19


João Silva

A terceira desta senda é, nem mais nem menos, do que uma cara muito conhecida já deste blogue. Trata-se da Luísa de Sousa e podem acompanhar o blogue dela aqui.

Não sendo corredora, o enorme interesse de ter o seu veredito neste espaço é o facto de ter uma paixão interminável pelo desporto.

Além de tudo isso, no seu blogue de boa forma física partilhou diariamente planos exequíveis que visavam ajudar todos na prática desportiva.

Vejamos as respostas da Luísa:

 

De que forma a Covid-19 afetou os seus  treinos?

Como e quando passou a treinar após o desconfinamento?

 

Terei de responder as duas perguntas numa só, isto porque eu sempre fiz os meus treinos em casa.

Como tenho formação na área do envelhecimento, saúde e exercício físico, não foi nada difícil compor um plano de treinos a partir de casa, onde inclui cardio, exercícios de tonificação e flexibilidade, yoga e pilates.

Tenho um mini ginásio onde tenho os equipamentos essenciais para estar sempre em forma, tais como halteres de 1,5 a 3 Kilos, caneleiras, máquina de musculação multifunções, bandas elásticas e fil ball.

Fazer exercício físico ou uma modalidade desportiva é tão prazeroso e tão “obrigatório” que não concebo a minha vida sem me exercitar. Faz parte do meu dia que sigo religiosamente.

É graças a este meu “vício saudável” que, com 59 anos, sou muito saudável, cheia de energia, disposição e com o mesmo peso e medidas de quando era muito jovem.

Que este meu testemunho seja um incentivo para todos os que desejam envelhecer com saúde e de forma saudável.

IMG_20190901_113104.jpg

 

25
Jun20

O segundo a correr com a Covid-19


João Silva

Segue-se um velho conhecido destas andanças nos blogues, o estimado Último.

Perante o meu desafio, vejamos o que nos revelou este corredor, de quem aprecio a prudência. É bom ver que, apesar de pertencer a uma faixa etária jovem (a minha), tem boas ideias e adota medidas preventivas.

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De que forma a Covid-19 afetou os teus  treinos?

A Covid-19 obrigou a uma nova rotina e sobretudo a muita força de vontade.  Foi uma mudança radical quer na cadência, local e tipo de exercícios.
Procurei assimilar para mim próprio que a continuação do exercício físico seria essencial para um corpo são em mente sã. Arranjei um espaço na garagem, improvisei um tapete de uma espreguiçadeira, segui o plano que o ginásio que frequento disponibilizou, tentando fazer alguma coisa duas vezes por semana.
Assim, fiz apenas exercícios possíveis em casa e sem equipamento, algo que nunca tinha experimentado.

Como e quando passaste a treinar após o desconfinamento?

Apenas em maio, quando foi permitido. Comecei outdoor logo na primeira semana com muito cuidado na higienização e com 5 km, que fui aumentando progressivamente. Além de ser algo de que goste, precisa da sensação de estar ao ar livre. Tive também o cuidado de fazer bons aquecimentos e relaxamentos, pois foi um mês e meio sem esticar as pernas. 

23
Jun20

O primeiro a correr com a Covid-19


João Silva

Arrancamos esta nova rubrica com um testemunho do André Santos.

Tal como queria, as respostas foram sinceras e frontais. Ainda assim, para efeitos de "legibilidade", não poderei reproduzir na íntegra o termos usados por ele.

Foi o próprio que me deu "autorização" para suavizar o golpe. Ou seja, o texto:

André.jpg

De que forma a Covid-19 afetou os teus treinos?

A Covid veio dar cabo de tudo. Nunca corri muito, nunca fui rápido nem nunca liguei muito.

Nos primeiros tempos evitei correr de todo, não havia grandes certezas. Houve receio, medo de sair. Experimentei correr no pátio cá de casa. Aguentei 60 minutos. Fui intervalando com a bicicleta elítica. Ainda durante o confinamento, madruguei e fiz alguns quilómetros. Uns 8, coisa pouca. E também o fiz poucas vezes, o que levou o meu peso a aumentar aumentou 3 kg...ou mais.

 

Como e quando passaste a treinar após o desconfinamento?

Agora após desconfinamento...Espera isso já aconteceu...?

Aqui ainda estou/estamos em modo. O trabalho é muito e a criança está em teleescola/aulas assistida. A minha "Maria" também está a trabalhar em casa, umas 10 horas por dia...ou mais. Juntamos a isso, compras e muitas outras coisas...e eu não me queixo, certamente, há gente com casos bem piores, mas correr tem sido difícil. Resume-se a 3 vezes por semana, normalmente de madrugada.

Ainda há dias acordei às 5 e qualquer coisa da manhã e eram 6 horas estava na rua a correr. 12 km...não foi mau...O tempo e os quiómetros são o que menos me importa. Para mim o importante é ir. Tenho saudades da serra, do convívio, de tentar não ficar em último. 

Acho que na próxima prova quero ficar em último, primeiro a chegar, último a sair...:-)

 

21
Jun20

Correr com a Covid-19


João Silva

Na sequência das minhas ideias para aplicação do meu plano de "desconfinamento" no que à corrida diz respeito, ocorreu-me que seria útil, pertinente e importante saber na primeira pessoa de que forma muitos atletas viveram o período mais acentuado da pandemia em Portugal.

Nesse sentido, lancei o desafio a dez pessoas de me responderem às seguintes perguntas: de que forma a Covid-19 afetou os seus treinos? como e quando passaram a treinar após o desconfinamento?

E com base nesta curiosidade, lá irei criar mais uma rubrica, cujo título serve propósitos de ambiguidade, como eu bem gosto.

Portanto, segurem-se bem e não percam as resposas das várias "celebridades" que convidei para testemunhar nestes espaço. Um dia por cada pessoa e sempre em dias alternados.

Vamos, pois, correr com a Covid-19 a partir de dia 23.

IMG_20200430_100301.jpg

Por fim, importa ainda referir que, apesar de o pedido ter sio feito a algumas pessoas e de as respostas terem sido praticamente todas positivas, por agora, apenas quatro cederam as respostas, pelo que voltarei a publicar mais "episódios" desta rubrica quando tiver mais conteúdo da parte dos atletas.

05
Dez19

Memórias (quase) perdidas II


João Silva

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Em mais uma publicação sobre as memórias remotas de acontecimentos importantes em termos de corrida, falo-vos da primeira vez em que tomei verdadeira consciência de que também havia outros corredores a recorrer ao ziguezague como técnica.

O que é o ziguezague? Basicamente consiste em alternar o lado de corrida, sendo especialmente usado em subidas pois permite ganhar ritmo e uma boa cadência.

Como sou perdido por ciclismo, foi lá que aprendi esse método.

Curioso foi o facto de o atleta que adotou esse sistema na Eco Meia Maratona de Coimbra em 2018 ter sido o elo de ligação na minha mudança para a equipa ARCD Venda da Luísa.

Falo-vos do meu colega Joaquim Baltazar, que podem ver na foto acima. Quando o vi adotar aquela técnica, percebi logo o que estava a fazer. Também eu comecei a fazê-lo naquele momento. Desde então nunca mais me vi livre da dita "artimanha".

Meses mais tarde, já ambos vestidos de laranja, tive a oportunidade de confirmar isso mesmo com o colega no almoço da equipa.

Desse lado alguém já recorreu ao ziguezague como técnica? (Em embriaguez não vale).

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01
Dez19

Memórias (quase) perdidas


João Silva

FB_IMG_1528666232377.jpg

Esta rubrica nasceu em plena prova Eco Meia Maratona de Coimbra no passado mês de setembro. E porquê? Porque a corrida é uma excelente forma de nos ouvirmos a nós próprios. Particularmente, fico muito criativo quando corro.

E em que consiste? Basicamente, o meu objetivo é falar de detalhes, gerais ou técnicos, que me aconteceram em provas. É diferente da outra rubrica de histórias, porque essa destina-se mais a aventuras e a peripécias. Esta, por outro lado, diz respeito a pormenores mais específicos, pequenas coisas que foram mudando a minha forma de correr.

A primeira aconteceu na meia maratona da Figueira da Foz em 2018 (foto).

Foi a primeira vez em que combinei ritmo com outro corredor e assim consegui (conseguimos) melhorar muito o nosso tempo. Fiz 1h31 e até hoje é o meu recorde pessoal.

Para "irmos na roda de alguém", ou seja, a puxar um pelo outro é preciso encontrar um corredor com um ritmo semelhante. Além de demorar, isso pode mesmo ser impossível em determinadas provas.

Em teoria, já sabia o que era, mas nunca tinha passado à prática...até que naquele dia, em que choveu copiosamente, encontrei um senhor de Oliveira do Bairro.

Nos primeiros 10 km, andei "sozinho", mas, facto curioso, a dada altura vi que ele ia à minha frente com outro corredor. Pareceu-me simpático. A partir do momento em que demos a volta nas Abadias, comecei a endurecer o ritmo e senti que estávamos juntos. Os metros foram passando e começámos a meter conversa, num ritmo alto. Deu para tudo.

Quando demos por nós, estávamos a 03 km da linha de chegada e aí despedimo-nos e acabei por descolar, isto porque senti que tinha mais energia do que o senhor, cujo nome infelizmente já não me lembro.

Foi ali que percebi a importância de encontrar alguém com um ritmo semelhante ao nosso e foi também naquele local e naquele dia que compreendi finalmente por que razão o atletismo não é um desporto tão individual quanto se pensa.

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