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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

03
Mar22

Recuperação ativa ou passiva?


João Silva

Acabámos um treino duro ou uma prova que fez chorar os nossos atacadores e o pessoal deseja-nos sempre uma boa recuperação.

Palavras gentis, sem dúvida, mas o que significam na prática?

Desde logo há três grandes hipóteses: recuperação ativa, recuperação passiva ou papo para o ar.

Embora a última também tenha o seu valor em determinados momentos, não é chamada para o caso.

Sobram-nos as outras duas.

Na recuperação ativa, mexemos o corpo, fazemos alguns exercícios como alongamentos dinâmicos ou estáticos e fazemos uma corrida, normalmente, em ritmo muito baixo. O objetivo é pôr o sistema circulatório a funcionar, é irrigar os músculos e potenciar assim a sua recuperação total. É uma forma de pegar no cansaço do corpo e de canalizar para a recuperação. É uma tipologia cada vez mais adeptos. O próprio lactato, que se pensava ser um inibidor do movimento, é utilizado neste processo ativo.

Por outro lado, há momentos em que as nossas profissões não permitem está forma ativa de recuperar de uma prova. 

Aí recorremos ao método passivo. Deixamos que o corpo faça o seu trabalho com os músculos quietos, sem grandes ações. Apesar de ser uma boa forma de recuperação, vai ser muito mais lenta. É muito reparadora, mas muito morosa também e deverá atrasar o nosso regresso à forma sem dores. Aqui a alimentação desempenha um papel importantíssimo. Em função dos alimentos escolhidos, a recuperação poderá ser mais rápida ou mais lenta.

Deixo-vos agora um vídeo onde podem perceber melhor o que significa recuperar ativa ou passivamente num cenário continuo de treinos:

Além disso, este vídeo revela ainda que, ao contrário do que se pensava, o lactato pode ser usado como um mecanismo de recuperação do corpo.

06
Jan22

Os medos


João Silva

Por muito que haja força de vontade em retomar a corrida, uma lesão com paragem é sempre um ponto de viragem.

Tem de suscitar sempre alterações no nosso interior. 

Nada pode ser como era, pelo menos, no início. E o início pode demorar tanto...

IMG_20210424_083751.jpg

Algo que senti com o aproximar do regresso foi uma certa retração na hora de conceber determinados tipos de treino.

Olhando para o que fazia antes, o volume excessivo de treinos, as grandes distâncias seguidas e os vários treinos de velocidade seguidos eram algo impossível de replicar como tal logo nos primeiros tempos. Mesmo agora, tem de ser com calma e ponderação. Ainda não passei os treinos de 80 minutos e sinto-me k.o. quando faço dois treinos intensos seguidos acima de 60 minutos. Sinto mais necessidade de dar descanso ao corpo. Não me posso precipitar...

Um dos maiores medos foi, precisamente, a paciência necessária para não saltar etapas. Conheço-me e sei que resvalo com facilidade.

Mas de todos os medos e pensamentos na hora do regresso, houve um que me acompanhou durante a segunda metade da fisioterapia: medo do aparecimento da dor com o impacto.

Isto só se combate com a prática, com a vontade de correr e com o treino. 

Mas faz hesitar, oh se faz!

24
Fev20

Contra o RICE, PEACE & LOVE


João Silva

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Há uns tempos, falei-vos da diferença entre quente e frio para cuidar de lesões e da importância do gelo quando bem aplicado.

Agora, volvidos alguns meses, chegou-me aos olhos, fruto do trabalho de "pesquisa" da minha incansável treinadora e eposa, um artigo da DECO Proteste a explicar que, afinal, o gelo pode mesmo ser prejudicial no processo de recuperação de lesões em tecidos moles. Qual a razão? Apesar de continuar a ser seguro logo após uma lesão, o gelo tem tendência para impedir o processo de regeneração, já que impede a migração das células para a zona afetada.

Portanto, o método RICE, durante anos tido como profícuo, tem-se revelado ineficaz, como confirma, em parte, o próprio responsável pela descoberta daquela forma de tratamento.

Assim, de RICE (Rest, Ice, Compression, Elevation), passamos a lidar com dois conceitos diferentes: um, o PEACE, incide na fase imediatamente após a lesão, o outro, o LOVE, responsável pelo processo de recuperação.

PEACE significa, na verdade, ProteçãoElevação, Anti-inflamatórios (no sentido de evitar), Compressão e Educação (no sentido de gerir expectativas).

Por seu turno, LOVE designa Load (adaptação da carga e implementação gradual), Otimismo, Vascularização (aumentar o fluxo sanguíneo sem causar dor),  Exercício

Podem ler o artigo na íntregra através da seguinte ligaçãohttps://www.deco.proteste.pt/saude/exercicio-fisico/dicas/gelo-e-o-mais-eficaz-para-lesoes-musculares

E por aí, há adeptos de RICE, PEACE, LOVE ou dos três?

 

https://www.deco.proteste.pt/saude/exercicio-fisico/dicas/gelo-e-o-mais-eficaz-para-lesoes-musculares

02
Dez19

Como recuperar do desgaste para uma prova


João Silva

IMG_20190831_112849.jpg

Trago-vos um episódio que me marcou muito e que foi revelador do trabalho "fora do treino" para se recuperar um atleta.

Uma mais vez, reforço a ideia da importância de fisioterapeutas, massagistas e assistentes na recuperação de alguém. São verdadeiros "milagreiros" que, além de lidarem com o mau feitio, ainda têm de resolver as (muitas) asneiras cometidas pelos corredores.

No meu caso, falo-vos da semana anterior à minha Eco meia maratona em Coimbra, realizada a 08 de setembro, porque foi uma fase em que senti muito desgaste dos treinos nos meses anteriores, mas também dores fortes nas canelas, nos adutores, nas coxas e nas virilhas.

Como não poderia ser de outra forma, fui o grande responsável pelos abusos que me deixaram assim.

Por outro lado, em jeito de autoelogio, fui cuidadoso o suficiente para perceber que teria de me ajudar na recuperação.

Assim sendo, o que fiz? Desde logo, fiz sessões extra de alongamentos, depois, vários períodos de quente com uma botija daquelas de colocar nos pés. Além disso, fiz sessões (dolorosas) de rolo que acabei por comprar nesta sequência, alternei frio e quente no banho por causa da vasoconstrição e da vasodilatação e, por último, fiz uma caminhada bem leve para ajudar na circulação sanguínea pelos músculos.

Honestamente, foi incrível ver a evolução do corpo de dia para dia naquela semana.

Em muitas ocasiões, mais do que planear os treinos, aconselho vivamente que procurem informação pertinente relativa à recuperação muscular. Pode salvar-vos a participação numa prova ou "simplesmente" a forma física.

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