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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

27
Mai20

Corridas da e na quarentena


João Silva

Foram três as sessões de corrida nesse período de confinamento e nenhuma foi propositada. 

Ocorreram sempre na sequência de consultas com a esposa.

Foi curioso porque só no dia é no momento em causa tive a hipótese de fazer mesmo aquilo de que mais gosto: correr.

 O objetivo foi sempre proteger a esposa e o bebé na gravidez (tal como o é agora que ele nasceu) e, por isso, não tive sequer a coragem de esboçar algum percurso longe da vista humana.

No entanto, naqueles três dias, apesar do medo de ser contagiado, consegui ser tão feliz como em poucos casos. E nem sequer foram sessões longas. Como não podia entrar no centro de saúde ou na maternidade, aproveitava e ia correr. Em Condeixa, do lado oposto à passagem de peões, mas em Coimbra, na zona do Cidral, o que fiz foi agastar-me sempre do raio de passagem de pessoas.

Não me arrependo, apesar de ser uma situação melindrosa, pois parecia que estava a fugir de tudo e todos. 

Nessa vez em Coimbra, ainda antes de o Mateus nascer treinei mesmo com sapatilhas casuais, sem amortecimento, com a mala dos documentos na mão, sem óculos e com máscara. Apesar do desconforto na respiração, senti-me seguro.

Se as duas primeiras sessões foram em março e abril, a outra, mais prolongada, já foi em maio e aí estive nas minhas sete quintas, numa estrada escondida, sem movimento, lá fiz 40 minutinhos de sonho.

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13
Mai20

Foi tão curto mas soube tão bem


João Silva

No passado dia 27 de março, acompanhei a esposa a mais uma consulta de maternidade.

Perante o impedimento de entrar no Centro de Saúde devido ao Covid-19, acabei por ficar "à porta".

Ora, apesar da pandemia, decidi que ia aproveitar aquele tempo de espera para treinar um pouco ao ar livre.

Não sou mais do que os outros e estava de perfeita consciência comigo. Já não saía de casa desde o dia 12 de março e, sempre com cuidado para não me aproximar de pessoas e para não tocar em nada, lá consegui fazer 25 minutos de corrida e de exercícios. O espaço é recatado e bem "abastado". Ou seja, não precisava de ocupar a área de quem lá passasse. Em bom rigor, dada a necessidade de ter atenção, sempre que via alguém no passeio, mantinha-me alerta.

Posso revelar-vos que me senti uma criança novamente, de tão feliz por poder fazer uma das coisas que amo na vida.

Desinfetei-me como era suposto. Aliás, o exterior do meu corpo deve ter uma acumulação inédita de "resíduos" de lixívia.

Quando finalmente a grávida apareceu, tinha um sorriso de orelha a orelha.

A verdade é uma: com estas situações, aprendemos a valorizar melhor aquilo que antes demos por adquirido e isso não tem nada de filosófico.

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