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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 66 kg graças à corrida e à reeducação alimentar. Desde então, o contador vai em 40 provas: 20 x 10 km, 7 trails, 10 meias maratonas e 3 maratonas.

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 66 kg graças à corrida e à reeducação alimentar. Desde então, o contador vai em 40 provas: 20 x 10 km, 7 trails, 10 meias maratonas e 3 maratonas.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

26
Nov19

O mesmo copo cheio e vazio


João Silva

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Na minha opinião, todos acabamos por ter uma certa dicotomia na forma como analisamos aquilo que nos rodeia.

É bastante comum algo que valorizámos com 20 passar a motivo de rejeição aos 35 anos.

No entanto, a racionalidade exige ponderação da nossa parte, o que nem sempre se verifica, seja porque demos asas à nossa impaciência, seja por interesse ou mesmo por motivos de stress.

Faço isto constantemente: analisar seja os meus resultados evolutivos (forma e não números, embora também olhe para eles), seja o meu comportanto, seja o meu corpo, as minhas atitudes.

Às vezes parece uma censura, mas acaba por ser uma forma de andar com a rédea curta e de me manter disciplinado, claro que isso conduz a muitos episódios de "explosão" e a momentos em que tenho de fechar os olhos para poder saborear um pouco a vida.

E porque refiro isso?

Porque no arranque de setembro vi um pouco o outro lado da moeda. 

Passo a explicar: aquilo que em julho e agosto considerei correto, adequado e bom em termos pessoais, alimentares e desportivos foi colocado em causa naquela semana. Fiz alguma coisa de diferente? Não, rigorosamente nada, "limitei-me" a trabalhar de forma disciplinada e a manter tudo como estava. Então o que mudou? A minha cabeça. E porquê? Porque nessa semana passei por alguns episódios de muito stress (também imposto por mim) e por vários momentos de angústia e ansiedade devido a acontecimentos na minha vida privada. 

E quando assim é, lá vem o meu cérebro tentar sabotar-me. É, na verdade, algo que já noto há imensos anos e que, a espaços, vou conseguindo desligar, mas que tem sempre forma de passar em momentos mais vulneráveis. Acredito que tem razões familiares por causa da infância e da adolescência que vivi. Talvez por essa razão seja tão persistente, porque é algo que está incrustado e impregnado em mim. 

Estamos em vésperas de alguma coisa boa, seja prova ou momento da minha vida? Lá vem o dito cérebro chatear-me e deixar-me inseguro e a colocar tudo em causa. Embora nem sempre o valorize como deveria, mas é aqui que a ação da minha esposa é muito importante, já que a sua visão das coisas e a sua racionalidade me obrigam a ver o ângulo oposto àquele onde me encontro.

E pronto, no caso, não baixei o empenho nem a acutilância dos treinos nem da alimentação, mas, não só pelos episódios pessoais, estávamos na semana anterior à primeira prova do segundo semestre, mais de dois meses depois da última, pelo que houve uma tentativa de "autosabotagem".

Mas tudo se aprende e hoje lido bem melhor com isso do que há 10 anos.

Em termos desportivos, diz-se muitas vezes que a cabeça é o mais importante (ou perto disso). Junto-me a essas vozes, por experiência pessoal, porque a linha entre o bom desempenho e o mau está muitas vezes na forma como a nossa cabeça se encontra naquele momento. E aqui tenho de fazer um desvio para criticar comentadores desportivos (só de futebol, para ser verdadeiro) que insistem em falar do que não percebem ou dominam, prejudicando assim a forma como os atletas se encontram em determinada altura.

Como dizia a Nala há uns meses no seu blogue, olhamos para nós e esquecemo-nos daquilo que os outros passam, o que não é de todo positivo.

Vocês também praticam a "autosabotagem" ou não têm esse problema? 

 

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