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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 66 kg graças à corrida e à reeducação alimentar. Desde então, o contador vai em 40 provas: 20 x 10 km, 7 trails, 10 meias maratonas e 3 maratonas.

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 66 kg graças à corrida e à reeducação alimentar. Desde então, o contador vai em 40 provas: 20 x 10 km, 7 trails, 10 meias maratonas e 3 maratonas.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

12
Jan21

As lesões de um corredor - parte V


João Silva

Para terminar esta rubrica, que já vem longa, exponho as duas últimas lesões apresentadas no livro Corrida e maratona, da editora DK.

Como último capítulo, falamos de fascites, ou de inflamações nas fascias, uma zona suave de revestimento dos músculos e que é muito importante na horas de proteger estes últimos. 

Portanto, no menu temos tendinopatia de Aquiles, fascite e

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lesões nos tendões do pé e do tornozelo. 

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Acrescentariam mais alguma à toda esta lista das últimas semanas?

Mantenham-se longe das lesões e próximos das corridas. 

10
Jan21

As lesões de um corredor - parte IV


João Silva

Segue-se mais um capítulo nesta senda de divulgações do livro da DK, Corrida e maratona.

Na linha do que expliquei ainda em dezembro, o objetivo disto passa por vos dar conhecimento na hora de perceberem se têm uma lesão, onde se encontra e como pode ser debelada.

Portanto desta feita, exponho a canelite (que afeta imensas pessoas e que, na verdade, pode ser facilmente debelada, se for detetada a tempo), a síndrome compartiments (que não conhecia, confesso) 

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e ainda com as malfadada lesões nos tornozelos, uma zona do corpo que paga a fatura do esforço e, muitas vezes, dá "negligência". 

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Por aí há alguém que já tenha tido alguma lesão destas? 

08
Jan21

As lesões de um corredor - parte III


João Silva

Ano Novo, continuação das rubricas antigas. 

Terminámos a falar de lesões e são estas que retomamos agora em 2021, sempre com o objetivo de partilhar conhecimento. Até porque saber é poder.

Por isso, seguem-se mais duas lesões com textos e imagens da revista Corrida e maratona, da editora DK:

lesão nos ligamentos (daquelas que podem acabar com os sonhos de qualquer corredor) 

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e fraturas de esforço e joelho de corredor (não, não é ter um joelho musculado, sequinho e de fazer inveja) 

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Ja houve algum destes problemas desse lado? 

 

27
Dez20

As lesões de um corredor - parte I


João Silva

Felizmente, não há uma relação direta comigo ou com algum problema físico que tenha tido, no entanto, achei que faria todo o sentido apresentar-vos algumas páginas do livro Corrida e maratona (edições DK). Porquê?

Porque, munidos de imagens da zona corporal afetada, expõe a lesão, como pode ter ocorrido, qual o tratamento e qual a ligação com outras zonas do corpo. 

Todas as imagens que surgirem na sequência destas publicações das lesões provêm da revista supramencionada.

Arrancamos hoje com duas lesões, que dão pelo nome de luxação

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e de bursite (desconhecia esta por completo). 

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Alguém já fez parte do grupo de afetados destas duas? 

09
Dez20

Antevisão de 2021


João Silva

Sem tocar na imprevisibilidade privada, dadas as circunstâncias da Covid-19, em termos desportivos, já pensaram no que pretendem fazer em 2021, caso haja provas com regularidade?

É um exercício dos infernos nesta fase, bem sei, mas, de certo modo, deve ser feito, até porque isso dá um certo alento e propósito a tudo o que vamos fazendo. 

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Confesso que, primeiro, terei de enfrentar o receio de não ser contaminado numa das provas. Esse será o grande desafio.

Derrubada essa barreira, terei todo o prazer em participar em algumas provas novas. 

Desde logo, gostava de participar nos 15 km distritais em Alba. Além disso, fazer novamente a maratona de Aveiro e a meia maratona da Figueira da Foz. A estas juntar-se-ia a novidade da meia maratona de Guimarães e o GP Bajouca.

Para o primeiro semestre estaríamos conversados. 

Na segunda metade do ano, gostava de voltar ao Bodo em Pombal, à Eco Meia Maratona de Coimbra e de experimentar a meia maratona de Viseu. No mês de outubro, voltaria a participar nas meias maratonas de Coimbra e de Leiria, como forma de preparar a maratona do Porto, único evento que já tenho confirmado para o próximo ano.

Para acabar o ano em beleza, gostava de voltar à São Silvestre de Coimbra e de experimentar a de Aveiro. 

Se acho que farei todas estas? Nem por sombras! Não só por não ser economicamente viável (mais ainda com um filho em casa), mas também por questões de segurança e de agenda.

Acredito, eventualmente, nas duas maratonas e nas duas meias maratonas, que já acontecem em outubro. Se ainda pudesse juntar o campeonato distrital ou a meia maratona da Figueira da Foz, ficava muito feliz. 

No entanto, acredito que, a acontecer, só voltarei a competir em provas em abril, por já ser mais habitual no meu calendário, mas também por uma questão de maior segurança. Não acredito que tudo isto se resolva já em janeiro. 

E desse lado, como se antevê o calendário de provas/treinos? 

 

 

09
Dez20

Antevisão de 2021


João Silva

Sem tocar na imprevisibilidade privada, dadas as circunstâncias da Covid-19, em termos desportivos, já pensaram no que pretendem fazer em 2021, caso haja provas com regularidade?

É um exercício dos infernos nesta fase, bem sei, mas, de certo modo, deve ser feito, até porque isso dá um certo alento e propósito a tudo o que vamos fazendo. 

FB_IMG_1574463598979.jpg

Confesso que, primeiro, terei de enfrentar o receio de não ser contaminado numa das provas. Esse será o grande desafio.

Derrubada essa barreira, terei todo o prazer em participar em algumas provas novas. 

Desde logo, gostava de participar nos 15 km distritais em Alba. Além disso, fazer novamente a maratona de Aveiro e a meia maratona da Figueira da Foz. A estas juntar-se-ia a novidade da meia maratona de Guimarães e o GP Bajouca.

Para o primeiro semestre estaríamos conversados. 

Na segunda metade do ano, gostava de voltar ao Bodo em Pombal, à Eco Meia Maratona de Coimbra e de experimentar a meia maratona de Viseu. No mês de outubro, voltaria a participar nas meias maratonas de Coimbra e de Leiria, como forma de preparar a maratona do Porto, único evento que já tenho confirmado para o próximo ano.

Para acabar o ano em beleza, gostava de voltar à São Silvestre de Coimbra e de experimentar a de Aveiro. 

Se acho que farei todas estas? Nem por sombras! Não só por não ser economicamente viável (mais ainda com um filho em casa), mas também por questões de segurança e de agenda.

Acredito, eventualmente, nas duas maratonas e nas duas meias maratonas, que já acontecem em outubro. Se ainda pudesse juntar o campeonato distrital ou a meia maratona da Figueira da Foz, ficava muito feliz. 

No entanto, acredito que, a acontecer, só voltarei a competir em provas em abril, por já ser mais habitual no meu calendário, mas também por uma questão de maior segurança. Não acredito que tudo isto se resolva já em janeiro. 

E desse lado, como se antevê o calendário de provas/treinos? 

 

 

05
Dez20

Quando e como se pode dizer que se tem ou se perdeu a forma?


João Silva

Aqui está uma questão difícil de responder, porque tem um lado muito subjetivo. 

Ainda assim, atrevo-me a dar o meu ponto de vista:

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Como referi há bastante tempo, não é um treino bom que me dá a forma nem é um mau que ma tira. 

O que vos parece?

Se, em média, demoramos 4 semanas a assimilar as mudanças dos planos e as inovações dos treinos, não será muito viável avaliar a forma física nesse período. Portanto, só após as 4 semanas conseguimos avaliar se os desempenhos nos treinos mudaram a nossa forma.

Como se trata de um processo contínuo, é igualmente necessário comparar várias sessões de treinos durante, por exemplo, umas duas semanas para verificar se há algum padrão. Nesse sentido, se o padrão sofrer desníveis para cima ou para baixo em muitas sessões daquele período, poderemos dizer que estamos perante uma boa ou má forma. 

Falo-vos no meu caso concreto: no verão que passou, não incuti mudanças técnicas no plano, mas aumentei muito a quilometragem. Nesse sentido, podia dizer que estava em forma, porque consegui correr muitos quilómetros. No entanto, a minha média de ritmo aumentou, ou seja, piorei e precisei de maos tempo para chegar à mesma quilometragem. Portanto, embora não possa dizer que não estava em forma, posso afirmar que houve um declínio a certa altura e que o corpo não teve uma performance tão boa. 

 

21
Out20

Aquela prova revivida II


João Silva

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Nesta senda de reviver o que de melhor me aconteceu nas provas de 2019, não podia contornar a meia maratona de Coimbra. 

Foi um dia de sonho em termos desportivos. Ia com uma estratégia muito bem definida: começar muito forte para depois aguentar a parte de plano que surgia na segunda metade. 

Já lá vamos ao desempenho. Antes disso, foi tempo de beber um pouco do ambiente e de trocar impressões com o estimado Ricardo Veiga (foto de cima). Naquela fase, já era um habitué em provas em conjunto. 

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Quanto ao desempenho propriamente dito: dei tudo o que tinha. Não havia muito mais após a chegada à meta. 

Arranquei forte como nunca e foi aí que aprendi o verdadeiro sentido de aproveitar uma descida numa prova.

Contrariamente ao que o relógio dizia a dada altura, o meu corpo estava a dizer-me que dva para ficar bem abaixo de 1h30.

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Para ficar abaixo dessa marca, como veio a acontecer, tive de ir buscar as minhas reservas. Não era assim tão fácil. 

Foi com base nesse último esforço e com o meu pequeno (que já estava a caminho) que me consegui motivar ainda mais. Fiz 1h29.

Dá para melhorar, mas já foi recorde pessoal absoluto. 

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Esta foi uma prova em que a motivação e a energia positiva que levei no corpo ditaram a minha sorte ao cruzar a meta. 

24
Ago20

Uma oportunidade para aquecer e não para arrefecer


João Silva

Vivemos uma fase muito complicada com muitos aspetos novos, que, sem dúvida, vieram alterar os planos de muitos.
Em termos de desporto, sobretudo no atletismo, há e vai ter de haver uma abordagem diferente. É um desporto onde o nível de contágio é elevadíssimo, apesar de ter uma forte componente de ar livre.
Como não podia deixar de ser, houve muitos adiamentos e cancelamentos de provas.

Razão que me leva ao ponto de afirmar que não competirem oficialmente em 2020.
Na verdade, já achava que não seria diferente, mas relativamente aos priemrios sete meses do ano, já que o nascimento do Mateus obrigava a uma grande readaptação.


O que não contava é que essa decisão se estenderia aos últimos seis meses deste ano.
Na verdade, tendo em conta as minhas dúvidas em termos de forma e o meu receio com a disseminação da doença Covid-19, até "deu jeito" ter a decisão tomada por mim.


Por outro lado, como regressei aos treinos de estrada no final de maio, já me sentia mais capaz de preparar algumas provas a partir de setembro.
Assim sendo, nada feito.


Vendo noutra perspetiva, tudo isto gera uma enorme oportunidade: a de ter tempo para definir bons objetivos de corrida para 2021, a de escolher as provas com detalhe e a de fazer uma boa preparação em termos de treino.


Portanto, aqui reside o foco e a responsabilidade: fazer deste tempo a rampa perfeita para estar bem e em forma.


Se não deixar que a irresponsabilidade tome conta de mim nem que o ímpeto leve a melhor, será uma época perfeita para treinar e adotar novos métodos de treino.

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Se...

04
Ago20

Mais tarde ou mais cedo, é hora de tomar decisões


João Silva

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Passado todo o período de confinamento e de restrições, já é tempo de olhar para a nova realidade.

No meu caso, se, para me salvaguardar, já via poucas notícias durante o pico da pandemia em Portugal, na fase de desconfinamento, ainda que por outros motivos, menos vejo.

Sei, ainda assim, que, aos poucos, os eventos desportivos estão a ter lugar. É o ciclo normal da vida, aquela forma de nos lembrar que tudo tem de continuar.

Perante tudo e sem me querer desculpar com a paternidade e a pandemia, confesso que o receio de estar em multidões é muito grande, também por ter um pequenito sem grandes vacinas nesta fase, o que me leva à seguinte questão: vou ou não participar em provas em 2020? Por agora, estou inscrito (e com inscrição paga) na maratona do Porto, que se realiza em novembro. No entanto, custa-me a acreditar que será permitido realizar uma prova onde habitualmente estão cerca de 15 mil atletas. Pelo medo das pessoas e da minha forma física.

Não deixei de treinar, mas não consigo fazê-lo de modo a apresentar uma forma física digna para aguentar 42 km em alto nível, no meu melhor, portanto, que, no fundo, é isso que me importa para o caso.

 E perante toda esta realidade, chegada a hora de planear os próximos meses em termos de treino, fico com sérias dúvidas quanto à minha presença. Preparar uma prova desse calibre implica fazer alguns "ensaios" em meias maratonas. Ora, tal requer que me meta em aglomerados de pessoas algures entre julho e outubro. E vou arriscar a fazer isso? Mais importante ainda: quando conseguirei ter tempo para fazer novamente treinos de 3/3h30 para preparar algo desta dimensão?

Não sou mais do que ninguém e muitos outros têm este problema do tempo, portanto, ainda assim, nem me posso queixar.

O facto de desistir da participação, em si, não encerra nenhum mal, mas deixa-me seriamente a pensar se isso não significará o fim da minha presença em provas de atletismo. Uma coisa não implica a outra, mas eu também me conheço um pouco...O medo disso, pelo menos, está lá

 

10
Abr20

Uma espécie de travessia do deserto


João Silva

Como já esperava, 2020 tem sido um ano diferente e a missa ainda vai no adro.

Certamente que o melhor ainda está para vir e que tudo será ainda mais diferente do que nestes últimos meses.

No entanto, desde logo, houve muita coisa que mudou. Não deixei de treinar e, a esse nível, não me posso queixar, mas organizei-me de maneira diferente. Aumentei a exigência dos treinos, mas também consegui abordar com mais clareza outros aspetos da minha vida.

No meio disto tudo e enquanto o "dono" da família ainda está ausente num espaço quentinho e devidamente acondicionado, numa primeira fase, optei por abdicar voluntariamente da participação em provas. Como fiz questão de referir no passado, nunca me medi pela participação em provas. Ou seja, na prática, a minha motivação não é influenciada pela competição, o que até é bom, pois permite ver as coisas noutra perspetiva.

Embora reconheça que as provas, sobretudo meias e maratonas, dão aquele quentinho no coração e ajudam a potenciar a evolução de qualquer atleta, senti em dezembro que seria difícil competir em condições, até porque o trabalho meu obrigou a reconfigurar a minha planificação e porque o cansaço dos treinos se tornou mais constante, tendo em conta que passei a treinar todos os dias. Foi consciente.

Numa segunda fase, o avançar da gravidez trouxe outro tipo de prioridades e deixou de ser possível estar muito tempo longe de casa. A assistência à esposa e ao pequenote tornaram-se muito mais relevantes, pelo que foi "forçado" a deixar as competições para outras núpcias.

Portanto, desde 17 de novembro de 2019 que só tenho feito uma coisa: treinar pelo prazer puro. Por mim, para me encontrar. Para me perder (no bom sentido). Em termos anímicos, tem funcionado bem, já que, após um período de adaptação, consegui aumentar a intensidade para o nível que pretendia.

Por agora, só estou inscrito na maratona do Porto, que se realiza em novembro deste ano. É preferível assim, até porque não sei o que me espera a partir das próximas semanas. Não me sinto triste com nada disso. Estou entusiasmado com este novo desafio que aí vem. Além disso, a minha grávida mostra uma confiança inabalável em mim, o que me dá confiança para dobrar esta travessia do deserto em termos de provas.

E há ainda outro lado positivo: estar sem competir permite intensificar treinos durante mais tempo e refletir sobre o que pode ser melhorado quando voltar a abraçar as provas.

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22
Dez19

Assim corri as maratonas em 2019


João Silva

Nada melhor do que analisar a performance deste vosso caríssimo em 2019 do que falar nas provas que lhe dão um sorriso de orelha a orelha: os 42 km, as maratonas.

Cedo pecebi que são o meu elemento de trabalho e que são a minha plataforma de aperfeiçoamento e melhoria de treino.

Além disso, cheguei também à conclusão de que estou melhor na segunda metade do ano do que na primeira. Este ano deu-me essa prova e não me permitiu refutar a ideia. O volume de treinos foi muito superior, mas as técnicas, os exercícios e as metodologias de trabalho também foram distintas...para melhor. Contudo, apesar de ter sido assim, não posso deixar de considerar que a maratona de abril foi o elemento que me catapultou para uma subida de rendimento no segundo semestre.

MARATONA DE AVEIRO - ABRIL 2019

Primeira edição e logo numa data muito especial e numa cidade que me falou muito ao coração. O desempenho não foi esplêndido, embora tenha terminado abaixo das 4h (3h49'26''). Não posso dizer que a gestão tenha sido má para enfrentar a dureza do calor, do percurso e da distância, mas, olhando agora em retrospetiva, percebo que não estava num pico de forma, que cometi erros em treinos, mas também com a alimentação. É uma experiência a repetir no futuro, porque me permitirá trabalhar tão metodicamente como o fiz para a prova de novembro. Por questões familiares, em 2020 não poderei ir. Terei uma prova muito mais dura e imprevisível pela frente. Mas voltarei no futuro.

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MARATONA DO PORTO - NOVEMBRO 2019

Não sei explicar, mas acho que se deve ao ambiente e à cidade o facto de considerar esta a minha prova de eleição. Sinto-me verdadeiramente feliz por ir lá correr, por beber todo aquele apoio. É uma prova mágica e tê-la como objetivo faz-me trabalhar muito bem para obter um excelente resultado. Foi, até ao momento, a prestação de uma vida por tudo o que melhorei num só ano e por, mais uma vez, ter percebido que a solução estava dentro de mim, mesmo tendo de reccorer ao exemplo de outros atletas melhores do que eu. Quando deixei de me focar tanto nos lados e comecei a olhar mais para a frente, o desbloqueio aconteceu naturalmente. Acabei a prova com 11 minutos a menos face a 2018: 3h21m58s em 2019!! Fiquei genuinamente orgulhoso e com a certeza de que trabalhei muito bem. Objetivo para 2020: abaixo das 3h20m...quem sabe se dá para as 3h15m?!

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Esta foto foi cortesia da página "Objetiva em movimento".

21
Dez19

Assim corri os trails em 2019


João Silva

Foram poucos os trails que fiz em 2019, o mesmo número de 2018: 2.

Já é sabido que a minha paixão está na estrada e que não tenho nada contra quem corre trails, muito pelo contrário. Contudo, tiro muito mais prazer da estrada e é aí que quero e vou evoluir.

Ainda assim, em jeito de balanço, corri o trail de Sicó e o Anadia Wine Run.

TRAIL DE SICÓ - FEVEREIRO 2019

Uma prova estranha por ter sido a minha primeira do ano e por não ter estado a um excelente nível. Apesar de tudo e de não ter dado para aplicar os conceitos e as estratégias da estrada, serviu para conviver com os meus colegas e para ganhar mais alguma resistência. Tudo tem pontos positivos e esta prova, que teve lugar na minha terra, foi um bom teste. Fisicamente não saí bem, andei uns dias à procura da recuperação, mas valeu a pena: fiz 15 km em 1h36'17''.

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ANADIA WINE RUN - JUNHO 2019

Fiquei desiludido porque esperava algo diferente, sobretudo, ao nível do tempo. O envolvimento foi interessante e valeu pelo convívio, mas entrei a pensar na retoma da estrada e saí com a certeza de que aquela prova nunca poderia contar como fator de análise. Contudo, as 2h que demorei a percorrer os 23 km serviram para aumentar a resistência e para me preparar a sério para um segundo semestre muito intenso.

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20
Dez19

Assim corri as meias maratonas em 2019


João Silva

21 km foi a distância que mais percorri em provas neste ano que agora fecha.

É um segmento que adoro, onde me sinto bem e onde considero que tenho potencial para baixar tempos. Continua a estar atrás das maratonas na minha lista de preferências, mas merece um lugar de destaque. Ao contrário das provas de 10 km, aqui há forma de gerir bem as várias componentes da corrida, desde a postura aos abastecimentos. Além disso, é mais "fácil" de suportar o desgaste, que não é explosivo mas sim prolongado.

O ano começou com a pior marca de sempre no registo e acabou com um recorde pessoal e um desempenho que me deixou feliz e justificou todos os passos dados.

MEIA MARATONA DE ÍLHAVO - ABRIL 2019

1h44'45'', o pior dos piores, num dia em que tudo deu errado, desde a saída de casa até ao regresso. Um momento de aprendizagem a todos os níveis, mas que me deixou muito triste por ter menosprezado partes importantes da gestão de uma prova. Os primeiros 5 km acima do que o corpo dava, o resto da prova a apanhar cacos.

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MEIA MARATONA DA FIGUEIRA DA FOZ - JUNHO 2019

Uma prova que fiz pela terceira vez, embora agora com novo percurso. 1h42'25'' foi o tempo, o pior das três edições, mas tratou-se claramente de uma fase de retoma. Os índices motivacionais e de performance já começavam a apontar para cima. Não consegui manter um nível elevado em toda a prova, tive uma primeira parte complicada, mas recordo que cavalguei nos últimos 5 km. Boas recordações e a certeza de que só podia melhorar.

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ECO MEIA MARATONA DE COIMBRA - SETEMBRO 2019

Depois de um verão fantástico em termos de volume de treinos, mas também de componentes técnicas, um resultado mais dentro da linha dos anos anteriores: 1h35'24''. Mais do que tudo isto, destaco a gestão quase perfeita que só cedeu nos últimos 2 km e que enfrentou muito calor. Foi também a prova em que melhor estive na hora de aproveitar e de gerar desempenho coletivo.

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MEIA MARATONA DE LEIRIA - OUTUBRO 2019

Segunda melhor marca do ano, na altura, a primeira e também recorde pessoal, com 1h30'35''. Em termos de gestão, de capacidade de impressão de ritmo e de jogar com abastecimentos e com a estratégia definida, foi o meu melhor desempenho do ano. Cheguei quase sem força, mas com o coração e a garra levaram-me a conseguir uns 5 km finais dignos de alguém tão dedicado.

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MEIA MARATONA DE COIMBRA - OUTUBRO 2019

Recorde pessoal absoluto com 1h29'25'' (tempo do chip) e com uma felicidade maior do que eu. Porém, a frio, importa referir que não foi tão boa quanto a de Leiria e que tirei partido da primeira parte, apesar de ter sentido também que fiz uma segunda metade com imensa garra e crença de que ia chegar ao que queria.

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