Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

26
Mai21

Há muitas, mas há alguma imaculada?


João Silva

Há uns tempos, recebi uma newsletter de atletismo proveniente de Espanha. 

O grande argumento daquela edição (que entretanto perdi) era uma máscara bem bonita por sinal e que, segundo eles, era perfeita para a corrida. 

Não sei se conhecem de alguma perfeita para corredores e, se souberem, peço que partilhem comigo. 

Não sou apoiante desta ideia maluca de correr com uma máscara, mas tenho muita curiosidade para perceber como são. 

Porquê?

Desde logo porque já corri uma vez, no dia 24 de abril de 2020 (primeiro confinamento e, como não me deixaram entrar na maternidade, aproveitei). Em segundo, porque o bom tempo desta altura do ano vai trazer ajuntamentos e provas e gostaria de perceber como tudo se vai passar.

A insegurança não diminuiu, pelo menos, não a minha. Ainda assim, não vejo a máscara como opção para correr. Entre fazer uma prova com uma e não fazer, optava pela segunda hipótese.

Quem já o fez, sabe que a respiração fica mais curta, que o fôlego é escasso e não nos permite recuperar rápido. É uma espécie de asfixia permanente. 

O que fiz para me adaptar foi mudar as horas de treino, escolher sítios não movimentados e procurar não me cruzar com pessoas. 

Quando isso acontece, desvio-me para a faixa contrária, mas, mesmo assim, não deixo de saudar pessoas nem de cumprimentar, pondo a mão à frente da boca e mantendo a distância própria da estrada.

Correr com máscara é um pouco como querer correr para receber ar puro e ir treinar para as grandes metrópoles chinesas como Xangai ou Pequim. 

IMG_20200424_125933.jpg

 

24
Mai21

Se não souber, escolha neutro


João Silva

Muito tenho falado em pés por esta altura, mas prometo que não é um fetiche.

É apenas uma forma de perceber o que pode afetar e influenciar uma das principais áreas da corrida. 

Dada a vasta escolha de calçado de corrida hoje em dia, é normal não saber o que escolher. 

Há sítios que permitem colocar o pé numa estrutura, deixando assim saber qual o tipo de passada. 

Aqui não há bom nem mau. Não há passadas melhores do que outras. Há biologia e fisionomia e a necessidade de termos algo que se adapte à nossa maneira de correr para melhorar o nosso conforto e a nossa forma de correr.

Posto isto, a passada é importante para perceber qual o local de maior carga do pé na hora de aterrar (segunda fase da cadeia cinética). 

Com o tempo e as pesquisas, percebi que a minha passada é supinada. Além desta, há também a neutra e a pronada.

Muito rapidamente, na passada supinada, a força do pé é feita pela parte externa (desgaste no lado de fora da sapatilha, no calcanhar, por exemplo). Na passada neutra, o pé apoia totalmente bem no chão e a força sai da zona do peito do pé. Já na passada pronada, o pé flete para dentro e a força sai da parte interna (desgaste na extremidade do arco e do calcanhar).

Em caso de dúvidas na hora das compras, devem optar sempre por uma sapatilha neutra. Apesar de conhecer a minha passada, é o que faço. 

Deixo-vos uma ilustração da página FUTfanatics que vos mostra do que falo.

Screenshot_20210224_104424.jpg

Se quiserem saber mais sobre o assunto, podem consultar aqui, por exemplo: 

https://www.institutotrata.com.br/tipos-de-pisada/

06
Abr21

Certo e sabido


João Silva

Já era algo que pairava no ar há uns meses valentes. Portanto, agora o que venho aqui fazer é "comunicar" a minha opção. Ainda para mais, depois de a própria organização ter anunciado o cancelamento da prova. 

Face a todos os desenvolvimentos do último ano, em particular dos primeiros três meses de 2021, não conseguiria ter coragem para fazer a maratona oficial de Aveiro, marcada originalmente para o final deste mês, no dia 25.

Toda a evolução negativa do danado do bicho acabou por fazer das suas e já era expectável que a organização não avançasse. E bem, a meu ver. O anúncio pecou por tardio. Foi feito há pouco mais de um mês.

Na verdade, ainda antes disso não tinha condições nem confiança para estar no meio de multidões. Ainda não estou preparado para correr e estar próximo de muitas pessoas, muita gente mesmo. 

Não se faz de uma maneira, faz-se outra. Felizmente, nunca tive problemas em correr sozinho e, como tal, lá irei tentar fazer uma maratona oficiosa no espaço de um mês.

A capacidade de treino está lá, embora o desempenho tenha decrescido imenso por vários fatores. Ainda assim, há que dar a devida continuidade aos treinos. Quero acreditar que haverá mais oportunidades e, tendo em conta o medo e o risco, prefiro resguardar-me e aos meus, sem deixar de fazer desporto, o meu desporto, mas sem me mandar para fora de pé.

IMG_1555779041133.jpg

Quem sabe?! Talvez em abril do próximo ano a consiga fazer. 

25
Fev21

O esboço por detrás da obra


João Silva

IMG_20201108_090225.jpg

Embora seja possível alcançar alguns feitos sem preparação, acredito plenamente que tudo é fruto do trabalho.

Nesse sentido, depois de ter feito duas maratonas (em treino) entre setembro e novembro, venho explicar agora o que me fez tirar 22 minutos ao tempo de setembro.

Basicamente, um plano que estruturei devidamente para me tornar mais consistente no desempenho. O objetivo de outubro a dezembro foi sempre esse.

Assim, vou explicar melhor tudo o que fiz:

A começar a 5 de outubro, fiz 4 semanas com a mesma estrutura: à segunda, recuperação do esforço do fim de semana, à terça, treino intervalado com 12 séries de 400 m, às quartas, treino de transição, à quinta, treinos de fartleks Watson com 8 séries de 4 minutos em ritmo alto e outras tantas de ritmo mais baixo. As sextas, usei para fazer a transição para os longões do fim de semana: corrida de 3 h ao sábado e outras tantas ao domingo, com incidência nas subidas.

Depois, entrei numa semana diferente, com um treino à terça com 6 séries e 6 sequências de fartleks. Na quarta, aumentei em 15 minutos o tempo habitual de corrida durante a semana (1h45 em vez de 1h30) e no sábado encurtei para 2 horas para depois fazer a maratona no domingo. 

Na semana seguinte à maratona de novembro, fiz treinos de 1h30 mas com um ritmo mais baixo para recuperar e no fim de semana, corri 2h30 no sábado e no domingo. No final destas 2h30, fiz dois treinos de 30 minutos com saltos à corda, escadas e técnicas de corrida para potenciar as minhas capacidades técnicas. 

Terminada esta primeira fase, decidi fazer o mesmo plano de outubro mas durante 6 semanas para cimentar melhor a capacidade de adotar um ritmo alto durante mais tempo. No final deste período, seguiu-se nova maratona. 

17
Fev21

Aqueles tops bonitos de se ver


João Silva

Não, não falo de tops de vestir, seus depravados!

Trago-vos dois vídeos com algumas das melhores chegadas em maratonas e meias maratonas.

Estas são sempre provas onde a emoção não tem qualquer tipo de limites e, nesse sentido, também tenho a minha quota de momentos inesquecíveis à chegada de algumas provas dessas distâncias.

Assim de repente, lembro-me de uma chegada em que ia vomitando numa Eco Meia Maratona de Coimbra ou de quatro chegadas efusivas e com lágrimas nas meias maratonas de Coimbra e de Leiria e em duas edições da maratona do Porto.

Deixo-vos, pois, com momentos de pura magia.

E desse lado, como é maioritariamente cruzar a meta?

 

 

 

12
Jan21

As lesões de um corredor - parte V


João Silva

Para terminar esta rubrica, que já vem longa, exponho as duas últimas lesões apresentadas no livro Corrida e maratona, da editora DK.

Como último capítulo, falamos de fascites, ou de inflamações nas fascias, uma zona suave de revestimento dos músculos e que é muito importante na horas de proteger estes últimos. 

Portanto, no menu temos tendinopatia de Aquiles, fascite e

IMG_20200913_180524.jpg

lesões nos tendões do pé e do tornozelo. 

IMG_20200913_180532.jpg

Acrescentariam mais alguma à toda esta lista das últimas semanas?

Mantenham-se longe das lesões e próximos das corridas. 

10
Jan21

As lesões de um corredor - parte IV


João Silva

Segue-se mais um capítulo nesta senda de divulgações do livro da DK, Corrida e maratona.

Na linha do que expliquei ainda em dezembro, o objetivo disto passa por vos dar conhecimento na hora de perceberem se têm uma lesão, onde se encontra e como pode ser debelada.

Portanto desta feita, exponho a canelite (que afeta imensas pessoas e que, na verdade, pode ser facilmente debelada, se for detetada a tempo), a síndrome compartiments (que não conhecia, confesso) 

IMG_20200913_180509.jpg

e ainda com as malfadada lesões nos tornozelos, uma zona do corpo que paga a fatura do esforço e, muitas vezes, dá "negligência". 

IMG_20200913_180516.jpg

Por aí há alguém que já tenha tido alguma lesão destas? 

08
Jan21

As lesões de um corredor - parte III


João Silva

Ano Novo, continuação das rubricas antigas. 

Terminámos a falar de lesões e são estas que retomamos agora em 2021, sempre com o objetivo de partilhar conhecimento. Até porque saber é poder.

Por isso, seguem-se mais duas lesões com textos e imagens da revista Corrida e maratona, da editora DK:

lesão nos ligamentos (daquelas que podem acabar com os sonhos de qualquer corredor) 

IMG_20200913_180435.jpg

e fraturas de esforço e joelho de corredor (não, não é ter um joelho musculado, sequinho e de fazer inveja) 

IMG_20200913_180440.jpg

Ja houve algum destes problemas desse lado? 

 

27
Dez20

As lesões de um corredor - parte I


João Silva

Felizmente, não há uma relação direta comigo ou com algum problema físico que tenha tido, no entanto, achei que faria todo o sentido apresentar-vos algumas páginas do livro Corrida e maratona (edições DK). Porquê?

Porque, munidos de imagens da zona corporal afetada, expõe a lesão, como pode ter ocorrido, qual o tratamento e qual a ligação com outras zonas do corpo. 

Todas as imagens que surgirem na sequência destas publicações das lesões provêm da revista supramencionada.

Arrancamos hoje com duas lesões, que dão pelo nome de luxação

IMG_20200913_180342.jpg

e de bursite (desconhecia esta por completo). 

IMG_20200913_180350.jpg

Alguém já fez parte do grupo de afetados destas duas? 

09
Dez20

Antevisão de 2021


João Silva

Sem tocar na imprevisibilidade privada, dadas as circunstâncias da Covid-19, em termos desportivos, já pensaram no que pretendem fazer em 2021, caso haja provas com regularidade?

É um exercício dos infernos nesta fase, bem sei, mas, de certo modo, deve ser feito, até porque isso dá um certo alento e propósito a tudo o que vamos fazendo. 

FB_IMG_1574463598979.jpg

Confesso que, primeiro, terei de enfrentar o receio de não ser contaminado numa das provas. Esse será o grande desafio.

Derrubada essa barreira, terei todo o prazer em participar em algumas provas novas. 

Desde logo, gostava de participar nos 15 km distritais em Alba. Além disso, fazer novamente a maratona de Aveiro e a meia maratona da Figueira da Foz. A estas juntar-se-ia a novidade da meia maratona de Guimarães e o GP Bajouca.

Para o primeiro semestre estaríamos conversados. 

Na segunda metade do ano, gostava de voltar ao Bodo em Pombal, à Eco Meia Maratona de Coimbra e de experimentar a meia maratona de Viseu. No mês de outubro, voltaria a participar nas meias maratonas de Coimbra e de Leiria, como forma de preparar a maratona do Porto, único evento que já tenho confirmado para o próximo ano.

Para acabar o ano em beleza, gostava de voltar à São Silvestre de Coimbra e de experimentar a de Aveiro. 

Se acho que farei todas estas? Nem por sombras! Não só por não ser economicamente viável (mais ainda com um filho em casa), mas também por questões de segurança e de agenda.

Acredito, eventualmente, nas duas maratonas e nas duas meias maratonas, que já acontecem em outubro. Se ainda pudesse juntar o campeonato distrital ou a meia maratona da Figueira da Foz, ficava muito feliz. 

No entanto, acredito que, a acontecer, só voltarei a competir em provas em abril, por já ser mais habitual no meu calendário, mas também por uma questão de maior segurança. Não acredito que tudo isto se resolva já em janeiro. 

E desse lado, como se antevê o calendário de provas/treinos? 

 

 

09
Dez20

Antevisão de 2021


João Silva

Sem tocar na imprevisibilidade privada, dadas as circunstâncias da Covid-19, em termos desportivos, já pensaram no que pretendem fazer em 2021, caso haja provas com regularidade?

É um exercício dos infernos nesta fase, bem sei, mas, de certo modo, deve ser feito, até porque isso dá um certo alento e propósito a tudo o que vamos fazendo. 

FB_IMG_1574463598979.jpg

Confesso que, primeiro, terei de enfrentar o receio de não ser contaminado numa das provas. Esse será o grande desafio.

Derrubada essa barreira, terei todo o prazer em participar em algumas provas novas. 

Desde logo, gostava de participar nos 15 km distritais em Alba. Além disso, fazer novamente a maratona de Aveiro e a meia maratona da Figueira da Foz. A estas juntar-se-ia a novidade da meia maratona de Guimarães e o GP Bajouca.

Para o primeiro semestre estaríamos conversados. 

Na segunda metade do ano, gostava de voltar ao Bodo em Pombal, à Eco Meia Maratona de Coimbra e de experimentar a meia maratona de Viseu. No mês de outubro, voltaria a participar nas meias maratonas de Coimbra e de Leiria, como forma de preparar a maratona do Porto, único evento que já tenho confirmado para o próximo ano.

Para acabar o ano em beleza, gostava de voltar à São Silvestre de Coimbra e de experimentar a de Aveiro. 

Se acho que farei todas estas? Nem por sombras! Não só por não ser economicamente viável (mais ainda com um filho em casa), mas também por questões de segurança e de agenda.

Acredito, eventualmente, nas duas maratonas e nas duas meias maratonas, que já acontecem em outubro. Se ainda pudesse juntar o campeonato distrital ou a meia maratona da Figueira da Foz, ficava muito feliz. 

No entanto, acredito que, a acontecer, só voltarei a competir em provas em abril, por já ser mais habitual no meu calendário, mas também por uma questão de maior segurança. Não acredito que tudo isto se resolva já em janeiro. 

E desse lado, como se antevê o calendário de provas/treinos? 

 

 

05
Dez20

Quando e como se pode dizer que se tem ou se perdeu a forma?


João Silva

Aqui está uma questão difícil de responder, porque tem um lado muito subjetivo. 

Ainda assim, atrevo-me a dar o meu ponto de vista:

Screenshot_20200912_094240_com.runtastic.android.j

Como referi há bastante tempo, não é um treino bom que me dá a forma nem é um mau que ma tira. 

O que vos parece?

Se, em média, demoramos 4 semanas a assimilar as mudanças dos planos e as inovações dos treinos, não será muito viável avaliar a forma física nesse período. Portanto, só após as 4 semanas conseguimos avaliar se os desempenhos nos treinos mudaram a nossa forma.

Como se trata de um processo contínuo, é igualmente necessário comparar várias sessões de treinos durante, por exemplo, umas duas semanas para verificar se há algum padrão. Nesse sentido, se o padrão sofrer desníveis para cima ou para baixo em muitas sessões daquele período, poderemos dizer que estamos perante uma boa ou má forma. 

Falo-vos no meu caso concreto: no verão que passou, não incuti mudanças técnicas no plano, mas aumentei muito a quilometragem. Nesse sentido, podia dizer que estava em forma, porque consegui correr muitos quilómetros. No entanto, a minha média de ritmo aumentou, ou seja, piorei e precisei de maos tempo para chegar à mesma quilometragem. Portanto, embora não possa dizer que não estava em forma, posso afirmar que houve um declínio a certa altura e que o corpo não teve uma performance tão boa. 

 

21
Out20

Aquela prova revivida II


João Silva

IMG_20191020_094555.jpg

Nesta senda de reviver o que de melhor me aconteceu nas provas de 2019, não podia contornar a meia maratona de Coimbra. 

Foi um dia de sonho em termos desportivos. Ia com uma estratégia muito bem definida: começar muito forte para depois aguentar a parte de plano que surgia na segunda metade. 

Já lá vamos ao desempenho. Antes disso, foi tempo de beber um pouco do ambiente e de trocar impressões com o estimado Ricardo Veiga (foto de cima). Naquela fase, já era um habitué em provas em conjunto. 

IMG_20191020_114141.jpg

Quanto ao desempenho propriamente dito: dei tudo o que tinha. Não havia muito mais após a chegada à meta. 

Arranquei forte como nunca e foi aí que aprendi o verdadeiro sentido de aproveitar uma descida numa prova.

Contrariamente ao que o relógio dizia a dada altura, o meu corpo estava a dizer-me que dva para ficar bem abaixo de 1h30.

IMG_20191020_113820.jpg

Para ficar abaixo dessa marca, como veio a acontecer, tive de ir buscar as minhas reservas. Não era assim tão fácil. 

Foi com base nesse último esforço e com o meu pequeno (que já estava a caminho) que me consegui motivar ainda mais. Fiz 1h29.

Dá para melhorar, mas já foi recorde pessoal absoluto. 

IMG_20191020_094906.jpg

Esta foi uma prova em que a motivação e a energia positiva que levei no corpo ditaram a minha sorte ao cruzar a meta. 

24
Ago20

Uma oportunidade para aquecer e não para arrefecer


João Silva

Vivemos uma fase muito complicada com muitos aspetos novos, que, sem dúvida, vieram alterar os planos de muitos.
Em termos de desporto, sobretudo no atletismo, há e vai ter de haver uma abordagem diferente. É um desporto onde o nível de contágio é elevadíssimo, apesar de ter uma forte componente de ar livre.
Como não podia deixar de ser, houve muitos adiamentos e cancelamentos de provas.

Razão que me leva ao ponto de afirmar que não competirem oficialmente em 2020.
Na verdade, já achava que não seria diferente, mas relativamente aos priemrios sete meses do ano, já que o nascimento do Mateus obrigava a uma grande readaptação.


O que não contava é que essa decisão se estenderia aos últimos seis meses deste ano.
Na verdade, tendo em conta as minhas dúvidas em termos de forma e o meu receio com a disseminação da doença Covid-19, até "deu jeito" ter a decisão tomada por mim.


Por outro lado, como regressei aos treinos de estrada no final de maio, já me sentia mais capaz de preparar algumas provas a partir de setembro.
Assim sendo, nada feito.


Vendo noutra perspetiva, tudo isto gera uma enorme oportunidade: a de ter tempo para definir bons objetivos de corrida para 2021, a de escolher as provas com detalhe e a de fazer uma boa preparação em termos de treino.


Portanto, aqui reside o foco e a responsabilidade: fazer deste tempo a rampa perfeita para estar bem e em forma.


Se não deixar que a irresponsabilidade tome conta de mim nem que o ímpeto leve a melhor, será uma época perfeita para treinar e adotar novos métodos de treino.

2019-10-20_11_36_06_827.jpg

 

Se...

04
Ago20

Mais tarde ou mais cedo, é hora de tomar decisões


João Silva

IMG_20191216_112600.jpg

Passado todo o período de confinamento e de restrições, já é tempo de olhar para a nova realidade.

No meu caso, se, para me salvaguardar, já via poucas notícias durante o pico da pandemia em Portugal, na fase de desconfinamento, ainda que por outros motivos, menos vejo.

Sei, ainda assim, que, aos poucos, os eventos desportivos estão a ter lugar. É o ciclo normal da vida, aquela forma de nos lembrar que tudo tem de continuar.

Perante tudo e sem me querer desculpar com a paternidade e a pandemia, confesso que o receio de estar em multidões é muito grande, também por ter um pequenito sem grandes vacinas nesta fase, o que me leva à seguinte questão: vou ou não participar em provas em 2020? Por agora, estou inscrito (e com inscrição paga) na maratona do Porto, que se realiza em novembro. No entanto, custa-me a acreditar que será permitido realizar uma prova onde habitualmente estão cerca de 15 mil atletas. Pelo medo das pessoas e da minha forma física.

Não deixei de treinar, mas não consigo fazê-lo de modo a apresentar uma forma física digna para aguentar 42 km em alto nível, no meu melhor, portanto, que, no fundo, é isso que me importa para o caso.

 E perante toda esta realidade, chegada a hora de planear os próximos meses em termos de treino, fico com sérias dúvidas quanto à minha presença. Preparar uma prova desse calibre implica fazer alguns "ensaios" em meias maratonas. Ora, tal requer que me meta em aglomerados de pessoas algures entre julho e outubro. E vou arriscar a fazer isso? Mais importante ainda: quando conseguirei ter tempo para fazer novamente treinos de 3/3h30 para preparar algo desta dimensão?

Não sou mais do que ninguém e muitos outros têm este problema do tempo, portanto, ainda assim, nem me posso queixar.

O facto de desistir da participação, em si, não encerra nenhum mal, mas deixa-me seriamente a pensar se isso não significará o fim da minha presença em provas de atletismo. Uma coisa não implica a outra, mas eu também me conheço um pouco...O medo disso, pelo menos, está lá

 

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Links

Redes sociais

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub