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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

22
Mar22

Primeiro pódio...num trail. Como assim?


João Silva

Não é partida de 1 de abril. Ainda faltam uns dias para essa data e não costumo alinhar.

A verdade é que no sábado passado fiz os 10 km no Trail dos Moinhos na Bajouca e fiquei em 3.° lugar na classificação geral.

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Num trail!! Eu... Que adoro estrada e que praticamente não faço trails...

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Foi inesperado mas não posso deixar de dizer que fiquei muito feliz. Eu trabalho para me superar e já sonhava com algo do género há imenso tempo. Não em trails, é certo, mas levo isso como uma conquista na mesma.

Podia dizer tanto e seriam apenas clichês. A melhor descrição que posso fazer de tudo é: não ia com esse objetivo, mas acreditei desde o início, superei as partes técnicas de lama e subidas de pedra  e desfrutei de cada pedaço. Cruzei a meta e gritei e saltei. Saiu tudo. Sobretudo nesta fase que tem sido tão difícil a nível profissional. Saiu tudo. E foi bom. Se me iludo e fico a pensar que os trails é que são? Não, isto serviu para me mostrar que correr trails também pode ser prazeroso, mas a minha modalidade é a estrada. Até porque, o "preço" deste pódio foi um pequeno derrame e inchaço no tornozelo direito e o equivalente a mais três dias se correr, só a treinar em bicicleta estática. Portanto, não, não é uma opção enveredar pelos trails. Mas foi muito saboroso.

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Antes de passar ao registo gráfico, dou os parabéns a todos os membros da organização na terra natal da Diana. Criaram um trail que tinha muitas partes rolantes, mas não esqueceram as partes bem duras de lama, água, pinheiros caídos, zonas de passagem com corda, pedras... Adorei!! E levei para casa o meu primeiro pódio, que é mais uma confirmação de que tenho vindo a trabalhar bem desde a lesão e mais uma bela prova na presença do bom amigo Filipe...

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23
Fev22

Roçou os 40' mas ficou nos 39' (outra vez)


João Silva

Não há duas sem três, já diz o ditado. Por um lado, parece que virou hábito (mas eu sei que não virou), por outro, custa a cada tentativa.

No passado domingo tive mais uma prova de 10 km. Foi em Coimbra e contou com 454 corredores e muitos caminheiros (foi a prova em que estive com mais gente até agora e confesso que me incomodou um pouco. Apesar de muita gente achar que sim, esta bodega ainda não terminou).

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 Voltei a fazer menos de 40 minutos aos 10 km e isso deixa-me muito feliz, mas também sei que foi por pouco, que baixei um pouco o nível entre os 7,5 km e os 8,5 km e que foi a prova mais dura de todas até ao momento.

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A prova tinha alguma dureza, sobretudo, pelas duas subidas no acesso à ponte Europa. Assim sabe melhor ainda. Dia bem soalheiro com muita gente a marcar presença e um Parque Canção bem recheado de desportistas.

Entre eles, bons velhos conhecidos da equipa e, claro, o bom amigo Filipe. É sempre um regresso aos tempos de ensino básico.

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Voltando à prova, tive algumas situações curiosas: primeiro, na inscrição colocaram-me na grelha C (para quem faz entre 45'-50'). É apenas um papel, é certo, mas já fiz mais de dez provas desta organização e, salvo erro, só por duas vezes fiquei acima de 45'. Não percebi, confesso. Qual o problema disto? Tive de partir mais atrás e isso é sinónimo de confusão para poder passar para zonas com menos gente. Felizmente, ouvi o Filipe e cheguei-me mais à frente.

O segundo ponto curioso: um dado colega de equipa, mais velho e que, até dezembro de 2021 sempre correu mais rápido do que eu e agora já leva quatro provas atrás de mim, deu-se ao trabalho de se vir meter comigo, sendo que a dada altura, meteu um "mas tu estás mais gordo do que há uns dois ou três anos, não estás?" (Não estou, chama-se massa muscular, não é relevante, mas percebi a intenção dele e só gostava que percebesse o mal que pode fazer a quem já passou por problemas de peso. Felizmente, nada daquilo me afeta agora. Foi só triste e, ainda por cima, sempre o vi como um grande atleta e como uma referência de corrida. É engraçado como as coisas mudam).

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Fica ainda a referência a alguma desorganização (reincidente) por parte da organização. Recorrem a sistemas de categorização dos tempos mas não têm em atenção os registos das provas deles. Seria muito mais fácil, porque se trata de muitos atletas que correm as 4 estações todos os anos. Mais um atraso de 10 minutos na partida. Estamos em Portugal, claro, mas não pode ser desculpa.

Já não é a primeira vez, mas senti que não se deu muita importância à obrigatoriedade de máscara. Isso estava escrito, mas houve muitos atletas a não usar. Por último, não percebo como é que uma organização oleada e estruturada não consegue ter chips nos dorsais. É tudo à unha e com base na boa fé...

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No fim de tudo, fica mais uma boa prova, um excelente domingo e mais um registo abaixo dos 40', num desempenho onde comecei muito bem e mantive um ritmo elevado até perto dos 07 km. Consegui, a dada altura, ir taco a taco com a atleta feminina do Marítimo e que foi a vencedora das mulheres. Aliás, em tom de orgulho, digo que consegui ir à frente dela desde os 06 aos 09 km. O que mudou? Ela cerrou os dentes e teve um desempenho extraordinário, foi sempre muito regular e, na verdade, foi o meu farol quando vinha atrás dela. Ela foi e é uma excelente atleta (estava a ser acompanhada pela Federação Portuguesa de Atletismo).

Moral da história: fiquei muito feliz, foi um percurso mais duro, mas consegui ficar em 38.° lugar num total de 454 corredores (fui o 17.° do meu escalão).

 

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30
Jan22

Outra vez abaixo dos 40'


João Silva

Não virou moda, mas nem me importava.

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Fiz outra vez menos de 40 minutos numa prova de 10 km. Desta feita, em Leiria, por ocasião da Corrida do Adepto.

Eram mais de 300 corredores, fiquei em 27.° e em 14.° no meu escalão.

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De certo modo, sinto-me um pouco vaidoso hoje, mas também sei o que me saiu do corpo para voltar a correr abaixo de 40'. É o que dizem todos os corredores. Não sou exceção. 

Sobretudo numa fase em que desvaneceram os motivos de felicidade por estas bandas, correr assim deixou-me muito bem. 

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Ao contrário do que aconteceu em Soure na semana passada, nesta prova senti mais dificuldades e passei um pouco mal entre os 6,5 km e os 8,00 km. Os últimos dois quilómetros foram na base da garra e da crença. E isso manda muito.

Falei-lhe também a presença do pacer (atleta que marca ritmo). Foi sempre o meu farol e fui no encalço dele até perto dos 6 km. Devia ter ido um pouco mais para não ter passado mal. Seja como for, consegui esquecer o meu estado nos últimos quilómetros.

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Apesar do imenso frio na hora de levantar o dorsal, esteve um dia muito bonito para correr numa cidade tão bonita e direcionada para o desporto ao longo de toda a "marginal" do rio Liz. Assim dá gosto.

Quanto à organização, esteve impecável, mais uma que ligou à questão dos testes e dos diplomas. Assim vale a pena. Apesar de me limitar muito nas interações que tenho nas provas, tenho-me sentido seguro. 

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Tem-me custado muito não fazer grandes distâncias nesta altura, mas tenho procurado fazer as coisas com mais cabeça. É sempre um pau de dois bicos, porque os resultados do treino específico estão a surgir agora: 2 provas de 10 km abaixo de 40'.

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Por outro lado, sinto muita falta mesmo de correr grandes distâncias. Ao que parece e se a vida não me trocar as voltas, as meias maratonas e a maratona voltam no segundo semestre...

22
Dez21

São Silvestre em Barbalimpa?

Ou a São Silvestre imaginada pelo Milorde


João Silva

 

A vila de Barbalimpa já está toda enfeitada para a época natalícia. Iluminações nas árvores, estrelas brilhantes nas rotundas e vários arcos suspensos de luzes e letras a desejas um Feliz Natal e um próspero Ano Novo fazem parte da maior decoração de Natal que Barbalimpa jamais viu em toda a sua existência. Nisso o nosso presidente da junta está de parabéns.

No entanto, pensei eu cá com os meus botões, Barbalimpa precisa de algo mais grandioso não só para comemorar esta época, mas também para que a nossa vila fique mais conhecida. Então decidi organizar, juntamente com o meu amigo João, uma corrida São Silvestre em Barbalimpa. Por norma, as São Silvestre acontecem entre o Natal e o Ano Novo por isso tenho tempo mais que suficiente.

A primeira coisa que fiz foi falar com o presidente da junta que aceitou de bom grado tal evento e assim obtive também o segundo participante, não fosse ele adepto de corridas. “Mas quem é o primeiro participante?” – perguntam vocês. O João, claro! “E tu, Milorde?” – voltam a perguntar vocês, pessoas insistentes e curiosas. Vocês acham que eu tenho idade para participar nessas coisas?! Nem pensar, eu sou uma pessoa doente!

A segunda coisa que fiz foi aplicar os meus conhecimentos informáticos e criar um sítio na internet para obter mais inscrições seguido de uma página no Facebook onde paguei uma publicidade para todas aquelas pessoas que colocaram nos seus interesses “corrida” para assim a minha página aparecer no feed de notícias dessas pessoas e angariar ainda mais participantes.

“Então, mas Milorde, tu não tens dinheiro nem para tocar um cego, como é que vais pagar uma publicidade no Facebook para uma corrida?” – voltam a perguntar vocês. Já paravam com essas perguntas, não? Já me estão a irritar, mas eu respondo sem problema nenhum. Eu estou a investir para depois ganhar o dobro! Ou acham que eu não vou ganhar uma comissão com o dinheiro de todas estas inscrições? Aprendam comigo que eu não duro para sempre.

Passados uns dias já tenho para cima de mil inscritos! Não só de habitantes locais, mas pessoas de outras vilas e cidades. Agora só falta uma coisa, os prémios para os três primeiros classificados. Então dirigi-me à fábrica de colchões daqui da vila que me ofereceram um colchão ortopédico em troca de um grande cartaz para publicitar os seus produtos. Pronto, o primeiro prémio está encontrado. Há lá coisa melhor que um colchão para o corredor descansar depois!

A Flama ofereceu um micro-ondas também em troca da publicidade que tal evento lhes irá proporcionar. Segundo prémio. A D. Emília ofereceu dois galos vivos e uma garrafa do vinho que produz, também para publicitar. Terceiro prémio.

O evento irá decorrer no dia 28 de dezembro pelas 15 horas e o percurso será de 10km. Irá iniciar-se na Rua da Junta de Freguesia, onde a vice-presidente dará o “tiro” da partida (já que o presidente também vai participar), depois os participantes descerão por ali abaixo até ao caminho do Calvário, entram pelo mato adentro, saem na Capela da senhora dos Remédios, passam pela casa do Ti Zé das Couves e pelo café do Jorge (sem parar porque senão serão desclassificados), sobem pela Rua das Desgraças, dão duas voltas à igreja de São Pedro e chegam à meta ali perto da rotunda das estrelas.

Cada atleta receberá um diploma de participação que no fundo não irá servir para nada, mas é sempre um agrado.

Por fim, e não menos importante, este evento é patrocinado por:

 

  • Fábrica de colchões Pinheiro Manso - há 50 anos a trabalhar para o seu descanso;
  • Flama - marca portuguesa de eletrodomésticos;
  • D. Emília – quem quiser bom vinho, venha ter ao meu caminho;
  • Jorge Bar – café de qualidade, sandes variadas e cerveja para acompanhar;
  • Banco Recebê – deposite aqui o seu dinheiro e depois logo se vê;
  • Barbalimpa Jornal Oxum – o jornal mais lido da vila pois não há mais nenhum.




 

Esta história é da criação do Milorde, que acedeu ao meu pedido para inventar literalmente uma narrativa em torno das provas São Silvestre. O meu muito obrigado por esta primeira parte deliciosa. Falta a segunda...

10
Dez21

O regresso às provas (vídeo e fotos)

Corrida 4 estações - Venda da Luísa


João Silva

Dois anos e um mês depois, voltei a correr numa prova. De um modo geral, nota-se entre as pessoas que houve uma rotura com a dinâmica do passado, mas falarei nisso noutra altura. 

Em termos pessoais, depois de dois meses sem correr devido a lesão e com apenas.um mês de regresso a um ritmo lento, a divisa era levar tudo com calma. Não consegui, porque estes ambientes pedem transcendência.

Falarei disso mais tarde, mas posso dizer que o corpo me surpreendeu imenso. Esteve sempre muito estável e aguentou todos os esticões, como se pode ver aqui:

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Mas estas análises ficarão mais para adiante.

Por agora, deixo algumas memórias boas da prova.

Em imagens:

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Esta última foto foi uma cortesia do fotógrafo Ivo Carrito

E em vídeo (no canal do YouTube)

 

 

26
Ago21

Vamos lá a isso?


João Silva

O ano não tem corrido bem. Não esperava um ano louco de retoma, mas confesso que não perspetivava tanta incerteza ainda nesta fase.

Já estou vacinado há algum tempo e desde então que me começou a morder o bichinho da competição. De tal forma que penso seriamente em fazer a maratona do Porto. Na verdade, já estou a trabalhar para isso desde a segunda metade de junho, sempre sem saber quando seria vacinado e se teria coragem para estar presente nessa multidão. Porque, na verdade, aqui é que está o meu problema, conseguir sentir-me bem e seguro no meio de tanta gente.

A organização ainda não informou se haverá lugar a cancelamento, pelo que, face ao atual ponto de desconfinamento, tudo se encaminha para a realização da prova. 

Sem saber se terei capacidade mental para enfrentar este receio de multidões (que, normalmente, não cumprem regras), continuo a treinar com a secreta certeza (muito duvidosa, de facto) de que lá estarei.

Se não for, será uma enorme pena e fica a frustração de um ano que podia ter nessa prova o ponto alto, mas pronto. A saúde e a segurança da minha pessoa e dos meus estão acima de tudo.

Muitos poderão achar um exagero, eu chamo-lhe precaução e algum medo, confesso.

Neste momento, a cabeça manda ter prudência quanto às expectativas, mas o coração acredita que vai lá estar.

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26
Mar21

À distância mas foi um sonho


João Silva

Já la vão sete dias desde o Dia do pai, o meu primeiro nessa condição.

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Como aquilo que melhor faço por esta altura é pôr os pés na estrada e correr, o meu filhote, na pessoa da sua mãe, deu-me uma prenda muito especial: inscreveu-me na Corrida Virtual do Dia do Pai, organizada pela Runporto.

Por acaso ou talvez não, era uma corrida que gostava de fazer no local, caso não houvesse pandemia. 

Assim, todo lamechas e vaidoso, lá vesti a cisola que me foi enviada com o kit da prova e tracei um percurso de 10 km. Na verdade, foram mais quilómetros, mas a organização só contava os ditos 10 e então fracionei o treino.

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Foi um percurso que me deu imenso prazer e, no fim, ainda houve direito a medalha finisher. Uns dias depois foi emitido o diploma. 

Ainda assim, para mim contou como a minha primeira corrida do Dia do pai. Estou um lamechas irrecuperável.

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17
Nov20

Aquela prova revivida IV


João Silva

Termino esta sequência de belos momentos de 2019 com uma prova que, muito honestamente, nem queria fazer.

Queria era ficar em casa. Ainda assim, a contragosto, lá fui até à Venda da Luísa. 

Na ressaca da maratona, pensava que aqueles 12 km que constituíam um novo percurso das 4 Estações iam custar horrores. 

Uma vez mais, enganei-me e, uma vez mais, consegui acabar aquela prova com um excelente resultado: 12 km em 52 minutos. Era um excelente indicador para o campeonato distrital em março de 2020. Este era um dos objetivos deste ano, por causa da pandemia e da gravidez do Mateus. Talvez em 2021.

A juntar a tudo isto, foi dia de foto de equipa, de muito convívio e risada e ainda de muitos reencontros. 

Foi a última vez que competir numa prova. De lá para cá, só treinos. Muitos. 

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06
Nov20

Aquela prova revivida III


João Silva

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É a prova, aquela prova, a minha prova! 

Até agora, foi a única para a qual consegui pôr em prática treinos, planos e metodologias próprias. 

É diferente de todas as outras pelo encanto e pela localidade, que me diz imenso. 

Falo da maratona do Porto. 

Foi o corolário de meio ano muito intenso em termos de treinos e do período de seis meses em que mais evoluí desde que me tornei corredor amador. Falei na altura em todas a a ferramentas novas que levava no corpo para a prova. Funcionou tudo de tal forma que tirei 12 minutos ao tempo de 2019. Acabei a prova com 3h21.

Gestão de sonho, tempo à Zé Carlos (e como percebi que rendo melhor com chuva!!!), companhia de topo (pena o Zé Carlos não ter podido ir e a minha esposa ter ficado a cuidar do nosso pequenito, que ainda estava no forno) e, por fim, evolução da prova melhor do que tinha imaginado. 

Não menos importante em todo este dia foi a animação que se viveu no carro do Nélson, que se estreou n distância. Já à Sara era uma habituée e tinha feito a prova comigo em 2019.

Saímos de madrugada e chegámos de noite serrada, debaixo de uma chuva copiosa. 

Tirando a ausência da minha esposa, foi um dia perfeito. Correu tudo melhor do que queria. 

 

 

 

 

04
Nov20

Passaram dois anos e a primeira continua a ser a mais especial


João Silva

Numa altura em que já teria feito a quarta maratona oficial, caso não houvesse pandemia, importa recordar aquele dia em que passei a ser um maratonista oficial. 

Foi a 4 de novembro de 2018 no Porto. 

O tempo foi bom (3h33m), mas foi tudo o resto que me encantou: começou pelo companheirismo na viagem com o Zé Carlos, a Sara, o Paulo e a minha querida esposa Diana (claro que ela não poderia faltar num dia tão especial). 

A semana anterior à prova com algum nervosismo natural e direito a deitar bem perto das 21 h para ter o corpo num brinquinho. 

Viagem a partir de Condeixa com o Zé Carlos ao leme, tudo isto, por volta das 6 horas da manhã. 

Muitas histórias, muita animação, tudo novidade. Alguma ansiedade, mas dentro de mim crescia a sensação de que poderia acabar a prova e fazer um bom tempo. 

Chuva, muita chuva, logo desde o início, para nos bafejar na chegada ao Porto. 

Ansiedade, coração a palpitar, olhos esbugalhados a querer absorver tudo, uma criança aos saltos por dentro. 

Arranca a prova, a Diana ficou à nossa espera debaixo de tremendas chuvadas, pensamento nela, foco e prazer. Foi puro prazer o que senti nas ruas daquelas duas cidades (Porto e Gaia). Senti-me em casa, eu que adoro aquelas duas terras e que já lá tinha passado algum tempo durante a universidade. 

Uma comunhão sem igual com o público, os incentivos sempre que via o Zé Carlos e a Sara durante o percurso e explosão emocional à chegada. 

Chorei tanto, mas tanto, que as minhas lágrimas se confundiram com a chuva. 

Um dia feliz para mim. O dia do meu renascimento como homem e em que percebi que tudo o que estava para trás tinha valido a pena. Tantas horas de treino para aquilo, uma das minhas maiores proezas como ser humano.

Pouco para muitos, imenso para mim.

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03
Abr20

Sessão de alongamentos


João Silva

Sem querer, tropecei nos vídeos do grupo Globe-Runners.fr.

Felizmente, foi um bom tropeção. 

Partilham informação útil de forma constante e sem fim. 

Trata-se de uma espécie de manancial de boas práticas para quem corre.

Para hoje, decidi partilhar convosco uma sessão simples de alongamentos para todo o tipo de corredores: desde os de estrada aos de Trail, desde os profissionais aos amadores. 

Alguns deles já fazia antes, outros fiquei a conhecer agora. 

Não sou nenhum moralista e não procuro dar lições a ninguém, mas queria mesmo alertar para a importância dos alongamentos. 

Se pensar no meu caso, em que ando há meses a correr entre 400 e 600 km por mês, seria impensável fazê-lo, se não tivesse uma boa base de alongamentos para recuperar do esforço.

Deixo-vos o vídeo aqui:

 

12
Dez19

Um carro no meio do milho


João Silva

Em mais uma peripécia ocorrida em provas, venho contar uma história insólita e à qual não achei muita piada no momento.

Já no regresso à linha da meta pelos milheirais que envolvem o Choupal em Coimbra, começo a ouvir um carro a aproximar-se.

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Nem queria acreditar. Com tanta gente naquela zona, fossem atletas ou caminheiros, como foi possível deixar um carro atravessar aquela via, levantando tanto pó que mal conseguíamos respirar em condições.

É tão insólito que custa a acreditar que tenha acontecido.

Quando o dito passou por mim, vi algumas pessoas dentro dele com camisola de prova. Não sei se se sentiram mal e estavam a ser "rebocados". Sei, por outro lado, que aquela poeira em simbiose com o muito calor que se fez sentir foram muito prejudiciais.

E convosco também já aconteceu algo assim tão caricato?

22
Nov19

A última 4 estações do ano em imagens


João Silva

Já é um habitué, depois de uma prova, nada melhor do que recordar os bons momentos, aquelas imagens que valem sempre a pena e que nos fazem querer voltar a uma prova.

No fundo, é uma espécie de "alerta" para o que perderemos no ano seguinte, se não formos àquela prova.

Gostei muito de alguns reencontros, em especial, com a mui caríssima Lígia, que belos dedos de conversa sobre as suas gloriosas aventuras na maratona de Chicago. 

Além disso, claro, belas sessões de palheta intermináveis com muitos colegas da Venda, destacando aqui o André Santos, o João Nobre e o Sandro. Já merece uma tardada na conversa com este pessoal.

No fim, não deu para ficar no almoço, há outros valores que se levantam nesta fase, mas posso garantir que a "coisa" vale mesmo muito pelas belas conversas.

Por agora, sejamos parcos nas palavras e passemos tempo de qualidade a ver as belas imagens do passado domingo.

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21
Nov19

O melhor percurso 4 estações de sempre


João Silva

Que belo percurso e que bela forma de provar que é possível transformar um percurso "limitado" em algo mais abrangente, mais exigente e desafiante. 

Surpreendeu-me muito mais do que estaria à espera, até porque, sendo honesto, achava que o conhecia e não. Ou melhor: conhecia as estradas porque treino por lá, mas não o percurso naquela forma.

Extensível ao Sebal Pequeno mas também a Anobra e ao Casal da Légua, este percurso ganhou dureza por causa das subidas, que foram muito intensas: a primeira, na zona industrial da Venda, foi logo uma espécie de sneek peek para a última, já na ligação de Anobra a Palhagões. Foram durinhas, mas adorei. Deu-me novas ideias para treinos e ganhou um fã incondicional deste percurso.

Na verdade, toda a estruturação do percurso, desde logo, pelo aumento de 2 km face a 2018, fez da prova uma "mais-valia" para a promover junto de outras entidades. Sem dúvida, um chamariz. Pois recria em estrada uma espécie de trail urbano, um aspeto cada vez mais em voga para os amantes de corridas com maior grau de aventura.

Seja como for, o percurso de 2019 mereceu a minha total aprovação. Sua-se a sério e, mais uma vez, somos obrigados a uma bela superação. Muitos parabéns à organização e oxalá não mudem a configuração para 2020.

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20
Nov19

Bem organizados com uma ou outra observação


João Silva

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Como já conheço muito bem esta organização e, na verdade como já a analisei noutras provas, não há muito mais a dizer, porque, em abono da verdade, o padrão foi o mesmo, tirando um ou outro aspeto em que só agora reparei.

A continuidade, neste caso, foi uma boa conselheira. O percurso era novo e essa alteração foi previamente informada, bem como horas e locais de estacionamento, pelo que ninguém se deve poder queixar de falta de informação a esse nível. A propósito dessa mudança, os meus parabéns. Foi a melhor prova de sempre.

Assistência e abastecimentos devidamente identificados e também previamente comunicados na newsletter enviada, embora, sobretudo no final, estivesse à espera de uma oferta maior, até mesmo pelo padrão. No pavilhão, estavam laranjas cortadas em quartos, pequenas barras da Prozis às metades, garrafas de água e o que me pareceu ser isotónico.

Adorei a camisola escolhida, um tom azul escuro com uns traços laranjas mesmo a lembrar o outono e as cores da Venda da Luísa. Confesso que não gostei tanto do padrão estampado na camisola por ser demasiado simplista, mas até aqui não houve quaisquer alterações em relação às etapas anteriores.

No fim, a medalha que faltava para completar o circuito de 2019 e já lá vão três ciclos destas provas desde 2017, embora, a este propósito, reconheça sem problemas que não gosto dos efeitos das medalhas deste ano. As de 2018 eram muito mais bonitas.

Ficam apenas dois desabafos: percebo perfeitamente a estratégia comercial de se colocar o levantamento dos dorsais dentro da zona de vendas do Intermarché, mas confesso que um ambiente mais sossegado seria mais agradável.

Além disso, fiz questão de o referir no final da prova: o meu dorsal tinha o número 455 e o meu chip era o 454. Com outra organização, teria ficado desconfiado. Como ali me garantiram que estava tudo em conformidade, confiei plenamente, porque são boa gente.

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