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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

18
Mar21

Quedas e mais quedas


João Silva

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Quem nunca?

Já tenho um grande historial a este nível. 

Fosse por descoordenação ou por ir com muita sede ao pote. 

Nem falo das quedas em trails. Tudo o que fossem pedras e troncos era motivo de beijinhos ao chão. 

No entanto, trails são coisa rara no meu "currículo" e há dois anos e meio que treino logo pela manhã, logo, há mais luz.

Acontece que a chegada do Mateus obrigou a alguns ajustes e passei a treinar de madrugada, porque depois consigo organizar melhor o meu dia em função das exigências do trabalho e da família.

Acontece que às 5h00 ou às 5h30 ainda é de noite, por vezes, cerrada.

Além disso, nem sempre o frontal ilumina tudo. Moral da história: há pouco tempo, foram dois os espalhanços de boca a fundo após ter tropeçado em paralelos levantados. Por sorte, nos dois casos, fui rápido e consegui cair com as mãos primeiro e de lado. Talvez ainda sejam influências dos tempos  em que fui guarda-redes. Isso já não sei. 

Sei que, apesar de tudo, doeu tanto na anca direita (nos dois casos!). É que não é só a queda, são as dores que ficam registadas no corpo. Fica lá tudo bem memorizado. 

E desse lado também há queda para as quedas? 

 

19
Jun20

Meu louco e motivador mês de maio


João Silva

É, maio é o meu mês da boa loucura. 

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Confesso que nem sei bem explicar qual o motivo. Certamente que o tempo mais soalheiro será propício a boas sensações, mas não deve ser apenas isso.

Então não é que se chega este mês, regra geral, já bem recheado de boas e também de trágicas memórias, e este jovem desata a ganhar uma maior predisposição para diversificar métodos e para experimentar novas modalidades e tipologias de treino.

Em 2019, depois de meses a fio a lutar com quebras de forma, cheguei a esta fase e comecei a carregar na intensidade dos treinos, a retomar as séries e os treinos mais longos. Introduzi o ciclismo de estrada e aprimorei o recurso ao ioga. O pilates apareceu meses mais tarde. Lembro-me ainda que foi precisamente nesta fase que passei pela primeira a marca dos 100 km de corrida numa semana. A perfeita loucura!

Em 2020, por força das circunstâncias, fui obrigado a pensar constantemente em novos estímulos para evitar a estagnação. Desde janeiro que assim foi.

No entanto, foi em maio, depois de dois meses sem pôr os pés o asfalto para fazer uma semana de treinos, que decidi criar um plano de higiene que me permitisse voltar ao sítio onde sou verdadeiramente feliz: as corridas de estrada.

Além disso, neste primeiro mês após o nascimento do meu filho, fui também obrigado a reinventar-me. Que prazer (apesar da dificuldade) me deu pensar em tudo como forma de não estar parado! Até "obriguei" o Mateus a praticar desporto (ainda que ao meu colo), tal era e é a ânsia por não parar. Esse sim é o meu verdadeiro medo.

Portanto, olhando e comparando tudo, diria que maio é o meu mês da reinvenção, da readaptação e do lançamento de alicerces para uma forma física condizente com o que procuro para mim.

Curioso também o facto de este ser considerado por muitos como o mês do coração.

Coração e corrida são suas coisas intimamente ligadas à minha personalidade!

Como é por essas bandas?

 

02
Jun20

Um mês: mais um ou menos um


João Silva

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Já transporto este epíteto há mais de um mês. Olhando para trás, diria que passou lentamente, muito lentamente, mas de forma estrondosamente intensa que nem sei bem como descrever.

Desde o passado dia 30 de abril que sou pai de um jovem rapaz, bem esguio e conservado, por sinal, que passou a tomar conta dos destinos da minha vida e dos da mãe.

E foi assim, nesta nova realidade a três e depois de meses à espera e de um pós-parto duro devido a algumas particularidades, que passámos o mês de maio.

Os minutos viraram horas, as horas dias, os dias semanas e as semanas meses. Tudo isto ao mesmo tempo e acho que é a melhor forma de descrever esta nova vida, que, certamente, ainda carece de muitos meses até nos fazer perceber a razão e o encaixe de tudo.

Por agora, mais do que pais e educadores, somos cuidadores. Prestamos cuidado a um ser que tem tanto de mágico quanto de desafiante.

Passei a rir e a chorar mais vezes em simultâneo e descobri bem melhor o que significa estar feliz e triste no mesmo minuto.

Tirando consultas e videochamadas com os mais próximos, a realidade é de confinamento. Nada de família, nada de visitas nem de passeios. A seu tempo lá chegaremos e, se há coisa que esta miserável pandemia nos trouxe, foi algum tempo a sós. Afigura-se uma realidade triste pensar num cenário que não tivesse sido o de "paz" nas primeiras semanas.

Há tanto para dizer, gostava de explicar o que sinto, como estou a lidar com esta realidade muito superior a mim e como me sinto nestes mares. Mas, por agora, não consigo e não quero. Tudo a seu tempo e não pretendo atrair comentários para uma realidade individual e que em nada implica o bem-estar da família. 

O desafio é muito maior do que nós, disso não tenho dúvidas ao fim destas semanas.

Porém, esse desafio tem também um lado muito importante, que não aparece tanto nesta altura, mas que incide na capacidade (ou falta dela) para formar vida. Gerar, com as devidas exceções, é relativamente simples. Tudo o resto não. No entanto, desde sempre que a humanidade passa por isto, portanto, nem aqui há algo de diferente a referir.

No futuro, sejá lá ele quando for, tratarei de contar peripécias desta nova profissão que tenho.

16
Abr20

Perseguição canina


João Silva

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A história é muito insólita mas também é muito fácil de contar: já falei tantas vezes do perigo que é deixar os cães soltos e do quanto eles se "passam" com corredores ou ciclistas.

Nada disso mudou e, em abono da verdade, até tem vindo a ser cada vez pior. Ao longo dos últimos meses encontrei mais cães soltos, muito deles grandes. E é desses que tenho muito medo, confesso, pois sei que não me conseguiria defender caso me atacassem.

No entanto, também há um lado enternecedor nisto: no passado dia 05 de março, quando seguia pela estrada que liga Ega a Campizes, do nada, olho para trás e vejo que estou a ser perseguido por duas cadelas, completamente encharcadas pela chuva que se fazia sentir. Já as conhecia de outras sessões de treino. Talvez por isso, acharam que eu era de confiança e seguiram-me, sempre a uma boa distância e sem me atacar, durante aprox. 4 km. Só quando deixei a zona industrial de Condeixa, perto da Venda da Luísa, é que decidiram regressar "a casa".

Tentei afastá-las várias vezes, sempre de forma assertiva, mas isso só fazia com que continuassem atrás de mim. Não se tratou de uma perseguição, mas de uma companhia. Para mim e para elas.

Na altura, foi confrangedor por causa de todo o tráfego na zona. A esta distância, olho com carinho para o episódio.

Se me seguiram assim foi porque sentiram que era "boa pessoa". Caso contrário, ter-me-iam atacado à primeira oportunidade. 

 

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