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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

16
Mar21

São eles que nos levam para o mundo deles


João Silva

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O 1.º gelado de leite materno do Mateus

A frase não é minha, vi-a numa série (Candice Renoir) e nem serei o único pai a sentir o que ela transmite, mas deixou-me a pensar no quão verdade é.

Referia-se ao facto de serem os filhos a levar-nos para o mundo deles e não o contrário. Ou seja,  nós não os trazemos para o nosso mundo, mergulhamos inteiramente e de cabeça no deles.

Não tenho a menor dúvida de que é mesmo assim.

No meu caso, é ele que me ajuda a ser melhor, a ter mais calma, a ser feliz, mesmo quando não estou para aí virado. Tirando a mãe, é o único capaz de me pôr um sorriso genuíno no rosto. O que me dá a mim é mais do que alguma vez lhe conseguirei dar. O mínimo que posso fazer por ele é, juntamente com a mãe, ser um exemplo de cidadania e ensinar-lhe o valor do respeito por si e pelos outros.

Portanto, quando passo por problemas e olho para ele, é ele que me faz descer ao seu mundo e que me enche a alma e o coração.

Resumindo sem conseguir transmitir tudo aquilo que sinto: os filhos são a poção mágica da vida dos pais. 

Reveem-se nesta ideia? 

01
Set20

Ai o que o sono (ou a falta dele) faz a este rapaz!


João Silva

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Acabámos o mês passado com as aventuras ligadas ao Mateus e é com outras peripécias do género que comecamos agora este.

Ao longo dos últimos meses foram muitas as aventuras associadas à falta de descanso. Tudo by Mateus.
Só para vos deixar com um certo sorriso alheio de "já todos passámos por isso", escolhi alguns episódios:

Ainda estávamos no primeiro mês, de madrugada, chego-me perto da esposa e com as mãos em arco pergunto-lhe "onde é que o ponho?". Ela olha para mim incrédula, viu que não tinha nada nos braços (o bebé estava a dormir) e mandou-me deitar. Acatei a ordem.

Certa madrugada de adormecimento difícil, lá conseguimos derrotar o sono do rapaz, eis que ele começa a palrar. Meio a dormir, já deitado no meu lado da cama, solto um "já? Ai, f***-**!".

Tambem de madrugada, sempre essa abençoada, e depois de sessão de berraria, digo à esposa, "tenho de ir ao WC, preciso que o agarres". Tudo muito bem, mas o Mateus estava ao colo dela e não ao meu.

Num final de tarde, após ter passado a roupa do Mateus a ferro, comecei a adormecer para cima da tábua. A querer despachar-me para irmos dormir (às 21h!!), fui arrumar os bodies do rapagão cá de casa...na gaveta das meias da mãe. Só descobri onde está alguns dias mais tarde.

Por último, numa noite de fortes choros do Mateus, acordei sobressaltado e fui mudar-lhe a fralda. Tentei de tal forma apressar tudo que lhe vesti a parte de trás das calças virada para a frente.

Fico curioso para receber aqui histórias que tenham acontecido convosco.

 
14
Ago20

A parentalidade dá fome


João Silva

Parece uma forma de desculpar a minha gula e de justificar qualquer ingestão acéfala que tenho por hábito levar a cabo.
Ainda assim, não é por isso que trago este texto a exposição hoje.
Ser pai ou mãe é não ter regras, como todos os que o são sabem. Isso afeta a qualidade do sono.
Até aqui, nada de novo.
Como essa afetação, é o nosso sistema nervoso e de autorregulação que sofre.
Este processo vai depois ter fortes implicações na forma como o nosso hipocampo vai regular a nossa fome, o filtro do córtex central e o nosso sono.
Assim sendo, é bastante comum não se conseguir controlar aquilo que se come nem as horas a que se come. Não é gula, chama-se mecanismo de compensação e visa usar a comida como forma de equilibrar as perdas do corpo provocadas pela ausência de períodos mais prolongados e reparadores de sono.
A parte do córtex central foi aqui referida para vincar que o nosso humor e que a nossa capacidade de discernimento sofrem a bom sofrer.
No meu caso, notei muito mais dificuldade para controlar os meus impulsos alimentares. O problema já vinha de trás, mas agrsvou-se claramente com a chegada do Mateus e com tudo aquilo que isso implicou. Felizmente, não foi deixar de comer bem para comer mal, teve, sim a ver com a quantidade de comida ingerida, o que me obrigou a treinar mais para transformar energia em músculo ou, pelo menos, para não deixar que essa energia passasse a gordura pura.
A adaptação e a reinvenção de treinos também não foi nada benéfica a esse nível.
Não consegui dizer que não muitas vezes e perdi as estribeiras outras tantas.
Foi e está a ser um período de grandes desafios e mesmo muito complicado de lidar, mas sempre ouvi dizer que o que não nos mata nos torna mais fortes...quando se entra na parentalidade, o "fortes" também pode ganhar dimensão física.

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15
Jul20

E não é que já é um lutador?


João Silva

Esta é a história de um menino que nasceu a 30 de abril de 2020.

Dá pelo nome de Mateus e já leva 2 meses e meio desta vida.

E o que já salta à vista?

É que o rapaz é incansável. Sim, não sei onde foi buscar a ideia de que era fixe lutar contra o sono.

Aparentemente, é comum isso acontecer com os recém-nascidos. Este não fugiu à regra, mas o que eu (nós) não sabia era que bater em si próprio e arranhar a própria cara era uma estratégia infalível para evitar esse bicho do demo que é o sono.

Ainda funcionou durante algum tempo. Até que os papás, sim, esses seres que nada têm contra o sono e que, tomara eles, só queriam era poder dar-se ao luxo de ter sono a mais, isto é, o stock já reposto e a transbordar, lá começaram a perceber que aquela mão direita a levantar era sinal de ataque aos próprios olhos.

Além das mãos, outra ferramenta muito especial para conter essa "doença" chamada dormir é, ao que consta, esbugalhar os olhos.

Mais uma vez, foi bastante curioso o pai deste menino Mateus procurar embalá-lo na sala, em plena madrugada e às escuras, e sentir "dois faróis" a mirá-lo e a tentar hipnotizá-lo.

É caso para perguntar: mas que mal te fez o sono, rapaz?

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