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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

08
Nov20

Evolução... às vezes, forçada...


João Silva

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Às vezes, a vida obriga-nos a encontrar uma forma de conciliar tudo aquilo que nos é importante, querido e essencial.

Quanto a isso, nada mal. É algo de positivo que nos faz evoluir.

Neste caso concreto, olhando para trás, até novembro de 2016, percebo que o meu treino e os meus métodos para melhorar a minha capacidade de atleta mudaram. Por vezes, foram mesmo alterados de forma subtil, mas isso aconteceu. No geral, nunca poderei dizer que foi para pior. Consegui sempre retirar coisas boas dessa mudança. 

Por todas as razões e mais algumas, sabia que em 2020 isso seria ainda mais necessário para não deixar de treinar. Foi pois, por isso, que me passei a levantar às 5h00 da manhã, mesmo após noites em que só consegui adormecer pouco tempo antes. Contingências e circunstâncias da vida de um pai (ou mãe). Faz parte. 

Apesar da dureza de tudo isto e do facto de ter corrido diariamente de junho a setembro sempre 2 horas, aproveitei muito. Senti-me grato por ter essa possibilidade, por poder ver a serra e a vida animal a acordar, por perceber as rotinas das pessoas e da vila a que chamo casa. 

A dada altura, já sabia que, por ter mais uma "obrigação" a partir da última semana de setembro, teria de fazer nova mudança. 

Assim foi: das duas horas de corrida diárias passei para uma hora e meia de corrida diária de segunda a sexta e para dois treinos de três horas ao sábado e ao domingo. As exigências são outras, mas a grande mudança está na maior repetição de percursos nos dias úteis. Por outro lado, aos fins de semana, tenho a possibilidade de voar pelas estradas secundárias do meu concelho e do meu distrito. O lado b de agora só conseguir correr uma hora e meia por dia durante a semana é o facto de poder treinar mais o lado técnico da corrida. E que útil isso se tornou! 

Nada se perde. Tudo se transforma!! 

 

09
Jun20

Conceito de higiene


João Silva

Aqui está um termo que surgiu durante a pandemia e que parece ter vindo para ficar.

No caso concreto deste post, serve para dizer que me inspirei no que a Liga alemã de futebol (DFL) fez, de forma a garantir o regresso da competição.

Não está aqui em causa o lobby do futebol, porque só assim se percebe que possa ter sido retomado antes dos outros desportos e, na verdade, sou contra esse benefício. No entanto, também é necessário admitir: os responsáveis fizer um excelente trabalho para garantir que os contágios eram reduzidos e para poderem prosseguir atividade (mais financeira do que desportiva).

Posto isto, pus-me a pensar numa forma de poder calçar as sapatilhas e sair para correr, isto porque as saudes apertam. Desde 11 de março que tudo tem sido tão fugaz em termos de corrida. Continuei a treinar, mas quantas mais semanas passei sem correr mais percebi o quanto preciso de o fazer.

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Por outro lado, também não quero meter a minha família em perigo.

Assim sendo, lá engendrei um plano que tratei de apresentar ao conselho administrativo e executivo desta família, agora enriquecida com mais um elemento.

O plano tinha a seguinte forma:

  • 3 corridas de 1h a 1h15 por semana: segunda, quarta e sexta
  • Período experimental de 2 semanas
  • Hora de saída: 6h30, ou seja, levantar às 6h, para não haver cruzamento com pessoas
  • Mesmo percurso nesta fase experimental (zonas rurais e sem grande contacto com pessoas): Rua Elsa Sotto, estádio, zona da Rivolta, Castellum de Alcabideque, regresso pelo Triplo Jota, desvio para Conímbriga, passagem pelo café de Condeixa-a-Velha, descida à estrada paralela ao IC3, corte de terra para escola, urbanização circundante da minha casa
  • Vestuário: camisola de manga comprida e calções
  • Sempre as mesmas sapatilhas, que, no fim, ficariam em quarentena
  • Máscara descartável e frasco desinfetante numa mala de corrida para qualquer eventualidade
  • Não entrar em casa sem estar desinfetado nas mãos

O conselho deliberou e decretou...

 

 

31
Mai20

De treino à sessão de exercício físico


João Silva

Já se passou um mês desde o dia mais feliz da minha vida. 

Os desafios têm sido muitos e bons, embora também muito complexos.

Não vou falar agora disso, haverá um momento para o fazer. 

Ainda assim, como já esperava, a paternidade trouxe uma mudança enorme na minha forma de treinar, que agora virou prática de exercício.

Isto é: o treino com método, com horas à vontade do freguês, disciplina, técnica e método deram lugar à prática de exercício físico quando possível, por um tempo muito mais limitado e apenas destinado à preservação da minha saúde.

Já sabia que ia ser assim e foi por isso que lutei comigo próprio durante meses. Precisava de encontrar uma forma, de ajustar as minhas expectativas, de fazer cair as minhas ilusões. Sabia que o novo "cargo" ia ser mais importante, mas doeu de morte abandonar alguns sonhos pessoais. Talvez um dia, dirão uns, talvez nunca, dirão outros, mas a verdade é que esse foi o meu maior desafio em todo o processo: ajustar-me e não reclamar nem sofrer se faço exercício apenas 1h por dia ou por semana  em vez das habituais 2/3 ou 14/21 respetivamente.

Por isso, agora todos os 10 minutos contam para fazer alguns exercícios, todos os segundos são úteis e importantes para fazer o bem pela saúde e para tentar manter o peso, outro dos aspetos que me perseguem.

Não sei se algum dia voltarei a ter hipótese de treinar como o fiz em quase dois anos. E isso tem o poder de me fazer duvidar de mim e da minha capacidade para voltar a competir. Muitos já provaram que é possível. E é. Mas o meu problema está precisamente aí, em acreditar nisso e em deixar o medo de perder o que trabalhei para conseguir (em termos físicos e psiquicos).

Por agora, questiono a minha vontade/capacidade para competir em novembro na única prova em que ainda estou inscrito. No entanto, se a mesma se realizar, fazê-la em condições físicas precárias não é uma opção, pelo que terei mesmo de analisar. Isso e a eventual persistência do Covid-19.

Não se pode ter tudo, temos de abdicar de umas coisas para conseguirmos melhores, mas, honestamente, gostava de não perder o caminho traçado.

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07
Out19

Muitos apeadeiros para chegar à paragem atual


João Silva

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É sempre assim com tudo, não é?

Nunca se obtém um resultado final e quando se chega a um determinado ponto, há sempre algo a melhorar e a adaptar.

Foi um pouco assim todo o processo ligado à minha alimentação.

Já falei disso há algum tempo, mas, olhando para trás, é curioso perceber a evolução que as coisas tiveram desde há três anos.

Com efeito, foi a reeducação foi profunda ao ponto de ter deixado de sentir necessidade de comer determinadas coisas.

Passo a explicar: este ano nem sequer comi um gelado dos de compra. Os que ingeri foram feitos por mim. Outro exemplo, há meses que não bebo um copo de vinho ou como um bolo de pastelaria. Como aqui sempre digo e não é para ferir suscetibilidades, não sou mais do que ninguém. Contudo, não como porque não quero, mas não há qualquer mal em comer esses alimentos de forma equilibrada, mas tive a felicidade de ter deixado que a bolha do desporto me isolasse dessas vontades.

O meu pensamento está todo canalizado para a minha evolução física e para a funcionalidade do meu corpo, pelo que não penso sequer nesse tipo de alimentos e por essa razão é que afirmo que não tenho sentido vontade.

Podia dizer que sentia a ausência desses produtos e que tinha dificuldade em controlar-me, mas não é o caso.

No início, ainda comia algumas dessas coisas, pelo menos, uma vez por semana. Foi importante e voltava a fazê-lo, é fundamental perceber que a recusa voluntária acaba mal. Sei disso por experiência própria. O que fiz foi comer quando sentia falta, numa primeira fase, uma vez por semana.

Com o tempo e com a evolução que as coisas tiveram, foi fácil "promover" a ausência, descurar a cobiça.

Há que admiti-lo, tive uma sorte descomunal, já que a bola de neve do desporto e do que quis começar a construir me levou a abdicar inconscientemente dessas coisas.

Sinto-me feliz assim, porque consegui suprir as ausências desses doces processados, por exemplo, através de alternativas diferentes.

Foi, no fundo, fruto da dedicação e do treino. Sem isso, é provável que a evolução não tivesse sido essa.

 

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