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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

22
Set19

De certeza que sim


João Silva

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Se não fosse corredor, de certeza que seria ciclista. Adoro ciclismo, acho mesmo que é o meu desporto preferido na ótica de espetador, muito à frente do futebol, paixão de infância.

Quanto ao atletismo, confesso que adoro os Jogos Olímpicos e vejo sempre que posso, mas não consigo assistir na TV a provas de meio fundo ou fundo (ou mesmo trails). Prefiro praticar a modalidade e não trocava por nada. No entanto, desde pequeno que me lembro de assistir a provas de ciclismo. Conforme seria expectável enquanto português, comecei a seguir a Volta a Portugal. Só na altura da universidade me tornei fã incondicional do Tour e agora já sou espetador regular e assíduo do Eurosport. Sempre que posso, vejo tudo o que há para ver de ciclismo.

Pela dureza e pela complexidade, as provas que mais me fascinam são as que metem muita montanha (média e alta) ao barulho. Com o tempo e graças aos comentadores do Eurosport Portugal, passei a gostar também de chegadas em linha e de contrarrelógio, que, ainda assim, é a categoria que me deixa mais desconsolado.

Tal como muita gente, andei de bicicleta quando era mais novo, mas foi já trintão que experimentei pela primeira vez ciclismo de estrada numa bicicleta profissional que me foi emprestada por uma pessoa com um excelente coração.

Até tremi quando peguei no "raio" da bicicleta, não só por saber que tinha custado os olhos, mas por estar a realizar um sonho. O "raio" do brinquedo tremia que nem varas verdes. Sente-se tudo, a colocação de mudanças é, por si só, merecedora de um curso e a nossa posição no assento e face ao guiador são muito importantes para não irmos dar um bejinho ao chão.

O ciclismo profissional é, talvez, o desporto mais duro, sobretudo, pelas condições climatéricas a que se está sujeito, pela horas intermináveis na estrada, pelo esforço físico e mental, pela dureza dos trajetos, mas também pelas altitudes quase inumanas.

Bem sei que o ciclismo ganhou muito má fama devido a alguns episódios infelizes, mas é muito mais do que isso. Além do mais, devido ao baixo impacto na estrutura óssea (em comparação com a corrida), serve como importante complemento. É incrível. Garanto que foi um dos motivos para ter conseguido "dobrar" a má forma em que estava. Confere-nos uma resistência absolutamente invejável.

Não menos importante, apresenta alguns conceitos muito úteis e que podem ser usados como auxílios de corrida. Foi, por exemplo, a ver ciclismo que percebi a importância do "ir na roda", ou seja, de encontrar alguém com o mesmo ritmo de passada e de, dessa forma, melhorar o desempenho em prova. 

Também graças a este desporto comecei a usar "ziguezagues" para subir em inclinações complicadas. Simplificando, trata-se de mudar constantemente de lado da estrada, em ziguezague, de forma progressiva. Desse modo, sobe-se mais rapidamente e o esforço é menor. Já pude comprovar a teoria.

Por tudo, o ciclismo de estrada é mesmo uma paixão que tenho e pareço um miúdo cada vez que saio para umas pedaladas. O último treino que fiz levou-me de Condeixa a Miranda do Corvo. Perante o entusiasmo, não resisti e tive de ir até à Lousã, regressando depois à casa de partida. Nesse dia foram quase 70 km de um sonho.

O lado negativo? Não havendo calções próprios, o rabo ressente-se e, a dada altura, fica dormente. A prática continuada sem o dito par de calções transforma-nos num verdadeiro babuíno.

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