Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

24
Out19

Coimbra teve muito encanto - melhores momentos


João Silva

Acho mesmo que a zona junto ao rio é mágica.
Tem outro encanto correr em Coimbra.
Talvez por isso tenha acordado devidamente encantado por poder correr aquela meia maratona no passado domingo.
A sensação de estar em casa, pela quantidade de pessoas conhecidas, a proximidade geográfica, o desafio, a paisagem. Valeu tudo a pena.

Isso é claro: poder ver tanta gente boa, começando pela minha equipa. Dado não fazer nem metade dos trails da maioria da ARCD Venda da Luísa, não tenho um contacto tão constante com os meus colegas, só quando decidem vir para o "meu habitat". Portanto, é sempre bom sentir e dar afeto desportivo, bem como motivar e ser motivado.

A título muito pessoal, importa destacar o meu bom amigo Ricardo Veiga (numa das fotos).
Já nos conhecemos há tantos anos, ainda era ele meu chefe e nós nem desconfiávamos que nos encontraríamos nestas andanças. Tem lugar cativo na minha família alargada, a das corridas. E companheiro de maratonas, a próxima já no Porto.

Quanto ao resto, vejam por vocês em baixo. Espero que transmita o quão desfrutei da prova do passado domingo.

IMG_20191020_093831.jpg

IMG_20191020_084355.jpg

IMG_20191020_114327.jpg

IMG_20191020_113508.jpg

IMG_20191020_094555.jpg

IMG_20191020_114141.jpg

IMG_20191020_093441.jpg

23
Out19

Percurso que vale pela primeira metade


João Silva

À exceção de uma mudança forçada por causa de obras num troço da cidade, o trajeto foi igual ao dos dois anteriores em que fiz a prova.
Se, por um lado, cria identificação com as provas do circuito EDP Meias Maratonas, fazendo com que as pessoas saibam ao que vão, por outro, torna-se parcialmente monótono.

Passo a explicar: a corrida é maravilhosa até ao quilómetro 09. Parte do "campus" das universidades, desce à zona do Alma, acede à beira-rio, entra na zona da câmara, passa pela estação nova, atravessa a ponte para a zona dos terminais e depois da entrada no Choupal torna-se muito monótona.

A corrida tem o epíteto de "Corrida do conhecimento", mas estamos 10 km (dos 9 aos 19) afastados de apoio e da cidade em si. Bem sei que haverá motivos de força maior, nomeadamente, impedir constrangimentos de trânsito e que a Mata Nacional do Choupal é património ambiental, mas a prova perde beleza pela monotonia e, sendo franco, essa característica fá-la perder estímulo competitivo.

Depois disto, os últimos dois são novamente na cidade, contando já com excelente apoio das pessoas, o que até nos faz levitar naquela fase.

Acho que fazia bem um estímulo diferente. Coimbra tem mais zonas bonitas....e duras.
Ainda assim, a corrida vale a pena pela primeira metade e pela moldura humana.
Sabe bem ter aquela noção "nacional" do que nos espera no Porto, no dia 03. Foi um cheirinho.

IMG_20191020_093441.jpg

IMG_20191020_092615.jpg

IMG_20191020_084512.jpg

IMG_20191020_094910.jpg

 

22
Out19

Quase nada a apontar à organização


João Silva

IMG_20191020_114401.jpg

IMG_20191020_084512.jpg


Não encontro mesmo nada que me possa "obrigar" a dizer que eles não estiveram bem.

A favor deles, Global Sports, há que dizer que trabalham como é com profissionais, que têm já tudo devidamente orientado, que a máquina está oleada e que contam com uma grande visibilidade, o que ajuda nos patrocínios e a levar milhares de pessoas às suas provas.

Não foi exceção em Coimbra.

Os levatamentos dos dorsais bem definidos, o certame de barracas, patrocinadores e ofertas devidamente identificado, o percurso igual, à exceção de uma mudança fruto das obras junto à estação.

Além disso, como bónus, houve ainda transmissão televisiva na TVI, muita animação "contratada" na rua, com grupos de cantares e tunas.

No fim, uma medalha diferente da dos anos anteriores, bem bonita e muitas ofertas dos patrocinadores.

Como não podia deixar de ser, deixo duas notas: primeiro, a camisola, apesar de muito bonita e de ter qualidade Joma, mantém a cor de todas outras provas da EDP meia maratona em 2019. Percebo que crie identificação, mas podia ser diferente, como foi em 2017 e em 2018. Dá outro brilho.

A segunda, não da responsabilidade da organização, é um pesar pela falta de apoio nas ruas. O incentivo é uma enorme ajuda e o tempo aguentou-se bem. Desta vez, achei que Coimbra deixou a desejar na motivação aos atletas. À exceção da meta.

 

21
Out19

Finalmente abaixo de 1h30 na Meia de Coimbra


João Silva

IMG_20191020_114222.jpg

IMG_20191020_114953.jpg

 

 

Nota prévia: o tempo de ontem na Meia maratona de Coimbra foi de 1h29m50s.

É verdade, consegui finalmente baixar de 1h30. Precisei de fazer dez meias maratonas para alcançar esta marca que considero tão importante para mim.

Tinha mesmo de ser em Coimbra. O ano passado fiz a corrida de 10 km e tinha dito que um objetivo para 2019 era ficar abaixo de 1h30.

Foi um ano estranho até agora porque precisei de sofrer muito para depois começar a melhorar.

E ontem foi um dia de ouro. Andei a semana toda com ideia de fazer menos de 1h30 na prova. Aliás, dizia a mim próprio que ia conseguir. Acho que foi aí que ganhei verdadeiramente, porque, quando me levantei ontem, senti que era o dia.

A prova proporciona bons tempos, há que admiti-lo, porque até aos 7 km é muito rápida, endurece do depois.

Estas descidas iniciais permitiram-me fazer 7 km em 30 minutos e ganhar a almofada que tanto queria para depois gerir o cansaço quando ele aparecesse.

Pela primeira vez, encaixe o 14 km numa só hora de corrida. Num treino forte de fartlkets, consigo chegar aos 13 km numa hora, portanto, o ritmo foi mesmo muito alto.

Confesso que não tive muitas preocupações com o corpo, porque estava bem, a distância que galguei foi "ajudada" pelo percurso e não por um esforço excessivo.

Entre os 12 e os 14 km, encontrei um senhor com um ritmo muito bom e acabei por beneficiar com isso na viragem do percurso, porque aumentei a cadência.

Até aos 16,500 km, achei que puxei muito e acabei por passar alguns atletas.

Na minha cabeça, já só estava o valor de 1h29. Isso e o relógio, pois estava sempre a controlar a evolução. Quando cheguei aos 19 km, senti o corpo a dar sinal de fadiga. Toca a corrigir a postura, anca para a frente e joelhos levantados, mais distância percorrida e menos desgaste.

Aos 20 km, na viragem da ponte de Santa Clara, foi olhar para a meta, bem ao longe, e desafiar o contador oficial que estava a querer chegar rapidamente a 1h30m de prova. Não deixei, ficou a 10 segundos, eu entrei para a minha história de resultados e senti uma felicidade muito grande.

É difícil não passar do: tanto trabalho para chegar ali. Mas foi, mas é, mas tem sido assim. E ainda bem.

Agora venha de lá a prova, aquela que me faz brilhar os olhos, dia 3 de novembro no Porto.

Screenshot_20191020_114535_com.runtastic.android.j

 

20
Out19

A última grande antes da maior


João Silva

FB_IMG_1540277577421.jpg

Vou para a terceira edição desta prova. Na verdade, depois de ter feito os 10 km em 2018 por uma medida de precaução, já que não sabia como o meu corpo ia reagir para a maratona, vai ser a segunda vez que farei o percurso referente aos 21 km. Aquela prova em 2018 marcou a minha primeira prestação ao serviço da ARCD Venda da Luísa. Foi aí que conheci os primeiro colegas de equipa.

Na minha estreia em 2017, segunda meia maratona do meu percurso, terminei a prova com o tempo de 1h35m. Foi um bom tempo. Ainda assim, na altura, fiquei com a sensação de que era possível fazer mais e melhor.

Como em 2018 percorri os 10 km, volto lá hoje para confirmar que é possível baixar.

Os indícios dos treinos de contrarrelógio e de fartleks revelam que baixar o tempo está ao meu alcance, até porque, além do mais, a prova da semana passada em Leiria me deixou às portas do "paraíso". 35 segundos separaram-me da marca abaixo de 1h30. O deseafio está lançado.

A minha ideia é sempre apostar em 1h30. Acho que é uma espécie de número mágico.

A prova em si vai lançar-me um desafio interessante, pois tem o perfil de corrida muito rápida na primeira metade e de muito "massacrante" na segunda, por ser um piso demasiado igual.

Portanto, importará aquecer muito bem para iniciar logo numa velocidade elevada.

Tentarei esticar os ritmos, fazer uma espécie de dança para evitar quebras.

Se no fim não conseguir? Não há problema, a prova serve de treino para o que virá daí a duas semanas, a maratona no Porto. E, mais importante do que isso, havendo saúde e bons treinos, poderei voltar a tentar baixar o tempo em 2020.

IMG_20181021_091958.jpg

17
Out19

Leiria com tão bons momentos


João Silva

Terminadas as análise à prova do passado domingo, é tempo de deixar algum registo fotográfico do que foi uma excelente manhã de domingo rica em bons momentos, mas que, na verdade, começou com muita má disposição e indisposição à mistura.

Como sempre, valeu a pena, sobretudo, por reencontrar boas pessoas.

Desta vez, além dos meus estimados e apreciados cunhados, ainda deu para trocar dois dedos de conversa com o Joel, um velho conhecido destas andanças, e para confraternizar durante bom tempo com o caro João Lima, um "papa" maratonas (terceira foto), uma pessoa com uma paixão enorme pela modalidade e com quem se aprende muito.

De coração, gostei muito de aprender com a conversa que tivemos.

Posto isto, deixo-vos com os melhores momentos da meia maratona de Leiria, edição de 2019:

2019-10-13_11_33_58_197.jpg

IMG_20191013_083908_BURST005.jpg

IMG_20191013_093413.jpg

IMG_20191013_094057.jpg

IMG_20191013_094102.jpg

IMG_20191013_095151.jpg

IMG_20191013_095636.jpg

IMG_20191013_095651.jpg

 

16
Out19

Boas adaptações ao percurso de Leiria


João Silva

IMG_20191013_095653.jpg

O percurso da meia maratona de Leiria foi alterado em relação ao ano passado.

No meu entender, foi uma boa adaptação, já que serviu o propósito de separar o trigo do joio, que é como quem diz: separar os 10 km e a meia maratona.

Excelente jogada.

No geral, o percurso tem tudo, desde diversas mudandas de direção a zonas ligeiramente inclinadas, sem esquecer retas, falsas retas, zonas mais rápidas e ainda algumas subidas para ninguém se ficar a rir.

No geral, gosto muito da prova. Já no ano passado tinha ficado com essa ideia.

A mudança em relação a 2018 começou a sentir-se ao quilómetro 5, onde o desvio nos levou a "trepar" até à zona dos bombeiros para descer a meio.

Quando pensava que íamos retomar uma parte de outubro do ano transacto, eis que há mais uma viragem para uma daquelas zonas que enganam: uma suposta reta com curvas à mistura e uma inclinação bem percetível para quem estava a percorrer aquela distância.

A segunda metade não sofreu qualquer alteração e assemelha-se a um pequeno carrossel. Leva-nos até à subida de Alqueidão, onde se faz depois o retorno. O que me deixa mais desgostoso na zona é que estamos mais isolado do contacto com o público, que, diga-se, este ano foi muito mais diminuto e menos entusiasta. Uma pena.

Engraçado o facto de estar a contar com uma ascensão ao quilómetro 18/19, que, na verdade, mais não era do que uma "pequena" inclinação.

Parte final mais rápida, em sentido descendente, mas com uma enorme dificuldade: o empedrado dificulta muito a locomoção.

Resumindo: mudanças positivas, percurso bem rico e diversificado e polvilhado com dificuldades que não "aparecem nos livros" e que fazem desta meia maratona uma das melhores provas do género em que já participei e que está longe de ser simples.

 

15
Out19

Bem organizado mas demasiado impessoal


João Silva

IMG_20191013_094102.jpg

É um pouco ingrato falar na organização da meia maratona de Leiria, a Atletas.net, porque, na verdade, não facilitaram em nada. 

Foram profissionais, deram-nos toda a assistência de que precisávamos, os abastecimentos estavam bem espaçados e com ajudantes mais do que suficientes para nos abastecer e auxiliar em caso de necessidade. 

Além disso, havia sempre alguém relativamente próximo para dar orientação no percurso, embora este estivesse muito bem delimitado. 

Dizer isto é, no fundo, muito positivo, porque não deixam créditos por mãos alheias, mas, como sempre, fica um gosto amargo, primeiro, porque se percebe que têm um dimensão mais nacional e que isso impede uma ligação aos atletas, algo que se nota noutras organizações.

Em determinados momentos, sobretudo, na chegada à meta, percebe-se claramente que estão ali para dar protagonismo a quem vence. Não há mal nisso, desde que seja na medida certa e que também se dê algum destaque a outros atletas. A prova é feita por outros corredores e caminheiros e existem sempre histórias fantásticas para partilhar, o que não é feito, porque não se dá voz a essas pessoas. 

Além disso, a garrafa de água pequena e uma laranja no final sabem a pouco. Certamente que não faria mal se incluíssem uma maçã ou algo mais variado.  Tudo isto dá sensação de que estamos ali para sermos despachados. 

De seguida, há uma coisa que me incomoda, embora perceba e não seja apenas nesta organização o: a entrega das medalhas é feita antes de chegarem todos. Sei que seria muito difícil, mas isso retira destaque e envolvência. 

Por último, falo ainda de uma coisa que me desagrada nesta organização e que já vem de outras provas (foi a minha quinta organizada por eles) : as medalhas carecem de beleza e as t-shirts são demasiado neutras. 

Naquilo que importa mesmo, apesar de tudo, não falharam e isso merece destaque 

IMG_20191013_095651.jpg

 

14
Out19

Recorde pessoal batido nos 21 km de Leiria


João Silva

 

IMG_20191013_114025.jpg

Foi fantástico.

Nem sei o que dizer, apenas que isto é o reflexo do trabalho. É tão cliché, mas quem partilha vida comigo sabe quanto invisto neste desporto por ser uma verdadeira paixão e sabe as mudanças adotadas para chegar aqui.

Cruzar aquela meta em Leiria com um tempo de 1h30m34 foi a confirmação e a validação de todas as mudanças desde junho deste ano.

Foi a minha melhor marca pessoal não só de 2019 como desde sempre na distância de 21,095 km e ainda me presenteou com um belo 39.º lugar geral e num fantástico 13.º no escalão sénio masculino.

A sensação foi absolutamente fantástica e fiquei novamente às portas da marca que persigo: abaixo de 1h30.

Está quase. E não vai fugir, mesmo que possa demorar um pouco ainda.

Em termos de desempenho, comecei forte. Já é a segunda prova em que arranco assim e percebi novamente que não preciso de ter medo disso para o decorrer da prova.

É certo que haverá uma quebra algures no tempo, mas já desenvolvi formas de lidar com isso.

Os primeiros 7 km foram fantásticos, mas depois senti necessidade de estabilizar o ritmo para não entrar em sobrerendimento. 

Nesta altura, fruto do muito vento e de algumas ascensões mais durinhas, tive de recorrer aos ziguezagues para encurtar distâncias para quem ia mais à frente.

Foi estranha a sensação de ter ido sozinho, com um fosso para a frente e outro para trás, até aos 12 km.

Por volta dessa quilometragem já andava a sondar o "mercado" para perceber se haveria algum corredor com quem poderia "seguir no encalço", algo que é ajuda imenso.

No entanto, não aconteceu. Por outro lado, assim de mansinho, de repente, dou com um atleta mesmo atrás de mim.

Ainda tentei acompanhar, mas ele ia com um ritmo muito alto para mim (em conversa com ele no final, tive conhecimento de que vai tentar fazer menos de 3h na maratona do Porto em novembro). Primeiro, deixei que fosse ele a estipular o ritmo. Ainda me aguentei cerca de 500 m, mas logo percebi que não tinha andamento para ele e "deixei-o" ir.

Curioso nisto foi nunca o ter perdido de vista e ter conseguido impor um ritmo alto, de tal forma, que ainda o consegui ultrapassar aos 20 km.

Essa última parte foi feita à base da garra. Prometo que é verdade: foi a minha crença em mim que me levou a conseguir fazer um km abaixo dos 3'50''.

Screenshot_20191013_113848_com.geonaute.geonaute.j

Na minha cabeça só ecoava o seguinte: vais fazer menos de 1h30, vais conseguir.

O último quilómetro, já no empedrado, foi muito doloroso porque comecei a sentir o esforço e a ter dificuldades em respirar de forma tão eficaz, mas foi mágico.

A chegada à meta e a sensação de ter conseguido o melhor de mim deixaram-me com a ideia de dever cumprido.

Ficou a faltar fazer menos de 1h30...por 34', mas acho que foi o meu inconsciente que me quis deixar esse alento para domingo que vem, na meia maratona de Coimbra, a última prevista para 2019.

E vou mesmo tentar passar para o grupo dos sub-1h30.

Screenshot 2019-10-13 18.23.58.png

 

13
Out19

Em Leiria para repetir o ano passado


João Silva

Mais de um mês depois, a prova seguinte. 

Como não podia deixar de ser, mais uma meia maratona.

Desta feita, de malas aviadas para a cidade do Lis, Leiria, uma terra que me diz muito, não só por ter "acolhido" o nascimento da minha esposa, mas também pelos familiares que lá se encontram e, claro está, pela beleza natural.

Daqui a uns minutos, novamente aquele calafrio bom e saudável de quem vai tentar fazer uma gracinha.

Farei a prova pela segunda vez, pelo que já tenho referências, embora tenha lido que o percurso iria ser um pouco diferente.

Em 2018, estava em "grande dinâmica" e numa excelente forma, algo que durou meses. Fiz 01h32m, o meu terceiro melhor resultado de sempre numa meia maratona.

FB_IMG_1541585240107.jpg

 

 

 

Este ano, depois da travessia do deserto, recuperei a boa forma, como já foi bem percetível no desempenho na prova de setembro. Além disso, o indicador mais importante, ou seja, os treinos, revela-me que tenho estado no bom caminho.

Sinto-me fresco fisicamente e tenho genuinamente o sentimento de que trabalhei muito bem desde junho para recuperar o que me fugiu em dezembro de 2018.

Posto isto e já com uma bagagem mais alargada de conhecimento técnico, vou à procura de fazer 1h30m. Ao contrário da eco meia maratona em Coimbra, esta vai ser mais "acidentada" e tem um maior desnível, mas acredito que, encarreirando bem num ritmo forte desde o início, sou capaz de chegar à marca que referi em cima. Não há que ter medo de tentar. Se não der para 1h30m, que dê para, pelo menos, igualar 1h35m de Coimbra. Não havendo hipótese de nenhuma das duas marcas, "lá" "terei" de tentar novamente, o que não é chato.

received_173260976885721.jpeg

O desafio será enfrentar bem aquilo a que chamo a "zona do deserto", que é quando saímos da cidade e ficamos em estrada nacional durante algum tempo, sem apoio do público (na mesma proporção) e com algumas dificuldades técnicas impostas pelo percurso.

No ano passado, consegui "forçar" companhia durante o percurso, o nos permitiu imprimir um ritmo bem forte. Vi um rapaz com um ritmo semelhante ao meu e perguntei-lhe declaradamente se queria "ir na roda" comigo. Foi por volta do quilómetro 13 e foi muito bom.

Em termos de técnica, vou tentar novamente o contrarrelógio, mas, desta feita, vou procurar dar uns esticões quando começar a perder a força com um jogo de Fartleks Watson.

E voilà, é isto. Agora é calçar as sapatilhas e ala que a multidão e a bela cidade de Leiria esperam por mim.

received_327795454620394.jpeg

08
Set19

À procura de coisas boas no Choupal


João Silva

Terminada a época estival, é tempo de retomar as provas. Não tanto para confirmar a evolução e os treinos, mas para perceber onde e como estou na hora de gerir aquelas "síndromes" pré, durante e pró competição.

O verão foi muito bom e termos de treinos, o que, tal como nos anos anteriores, já é uma característica minha. Dou-me bem com esta fase do ano.

A menos de três meses da maratona, é bom ter esta prova para poder reformular o que for necessário, sempre com o intuito de chegar bem ao Porto.

No ano passado, consegui fazer 1h30 em pouco mais de 20 km. Trata-se de uma Eco Meia Maratona, mas, na verdade, faltavam uns metros para chegar aos oficiais 21 km.

Seja como for, perante a evolução positiva que tive desde meados de junho, é legítimo pensar que consigo chegar aos números do ano passado. Ao que parece, a prova não mudou o seu percurso, pelo que já sei com o que contarei. E, ao contrário do Anadia Wine Run, não andamos "perdidos" nas vinhas, vamos explorar os milheirais do Choupal em Coimbra. Uma zona muito sossegada e propícia a mais uma bela manhã de corrida entre corredores.

Por isso, em termos práticos, proponho-me a fazer uma gestão consciente da prova, os primeiros 10 km não muito abaixo dos 5'/km e uma segunda metade a rondar os 4'30'' e sem quebras de forma algures entre os 16 e os 18 km. Em termos objetivos, quero fazer menos do que 1h30 (excelente mesmo era terminar com 1h25). No que toca aos abastecimentos, proponho-me a engolir o meu orgulho e a abastecer numa meia maratona sensivelmente aos 10 km, se possível, com fruta de digestão rápida. 

Por último, mais importante do que todas as contas e metas é poder passar excelentes momentos com os meus colegas de equipa e com a minha "família" das provas, aqueles que me fazem sentir "em casa" nestas provas. É indescritível a sensação de ir a uma prova e já saber que não sou indiferente. Aquela sensação de "pertença" é maravilhosa.

Quanto ao resto, que seja um dia com uma temperatura amena, propício à prática desportiva e que possamos sair dali com uma barrigada de bons momentos.

FB_IMG_1536691524267.jpg

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Links

Redes sociais

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub