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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 66 kg graças à corrida e à reeducação alimentar. Desde então, o contador vai em 40 provas: 20 x 10 km, 7 trails, 10 meias maratonas e 3 maratonas.

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 66 kg graças à corrida e à reeducação alimentar. Desde então, o contador vai em 40 provas: 20 x 10 km, 7 trails, 10 meias maratonas e 3 maratonas.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

06
Abr20

Eu ex-obeso me confesso! (REPUBLICAÇÃO EDITADA)


João Silva

Na sequência da comemoração do primeiro ano deste espaço, que também acaba por ser o vosso canto, decidi trazer-vos o primeiro texto de todos.

Foram as primeiras palavras e as primeiras linhas no blogue. Serviu de catarse e sabem que mais? Ajudou a tirar um grande peso de cima.

Há coisas que não são fáceis de partilhar e, honestamente, há muita coisa que tem de ficar para nós próprios. No entanto, após o devido tratamento e processamento de tudo o que vivi desde novembro de 2016, senti que só tinha a ganhar com o desabafo.

Olho para o texto que vos deixo abaixo com muita "ternura", pois fui eu "in meinem Element", como dizem os alemães. Ou seja: fui eu próprio, sem "filtros".

Fiquem, pois, com o primeiro texto deste blogue:

 

IMG_20161106_112715.jpg

É caso para dizer: quem te viu e quem te vê!

Esta foto data de 06 de novembro de 2016 e funciona como o meu atestado de obesidade, tendo atingido a "mágica" marca dos 118 kg.

Desde muito novo que sempre tive propensão para engordar, não só por tudo aquilo que comia, pela falta de regras e de consciência alimentar e nutricional (e escassez de dinheiro), como também pela disposição "genética". Nunca fui alvo de nenhum exame que provasse essa mesma disposição genética, mas posso proferir a afirmação anterior com base em tudo o que foi e é a minha família.

Posto isto, passei por várias fases. Na adolescência sofri da "síndrome da rejeição", nunca fui um alvo apetecível para o sexo oposto. Na fase final da minha adolescência e na inicial da minha vida adulta, graças à prática de futebol amador num clube da terra, o U. D. Gândara, perdi cerca de 50 kg em apenas três meses. Foi um tempo monstro. Privei-me de todo o tipo de comida, o que, agora a uma distância temporal de 12 anos, confesso que se tratou de um erro.

Dado o processo de emigração dos meus pais, vivia sozinho na altura e estava prestes a entrar na Universidade de Aveiro.

Ao mudar de distrito, voltei a mudar de hábitos, trabalhei e estudei em simultâneo durante a licenciatura e o mestrado em tradução (francês e alemão) e abandonei por completo a prática desportiva, algo que sempre fora uma paixão.

Tudo isto conciliado com o facto de ter trabalhado numa pizaria e posteriormente num hipermercado com horários loucos redundou em nova subida de peso. No fundo, deixei de lutar contra a tendência e foi como se tivesse fechado o ciclo anterior da mesma maneira que o comecei: com excesso de peso. No fim de todas estas vivências, estava com 118 kg. E ainda nem tinha chegado aos 30 anos.

Passada uma fase agitada com mudança de emprego, casamento e mudança de residência, abracei novamente a missão de recuperar a minha saúde.

Foi então que "descobri" as caminhadas; primeiro com a minha cara-metade, depois com os meus cunhados (juntamente com a minha esposa, os grandes pilares e precursores da minha mudança). No dia 19 de novembro de 2016, já com duas semanas de caminhadas no corpo, decidi começar a correr.

A partir daí, mudei literalmente de vida. O gosto que sempre tive pelo desporto revelou-se o combustível certo para começar a alterar o meu padrão de alimentação e, consequentemente, a forma como via as coisas.

Agora, em abril de 2019, estou a 24 dias de fazer a minha segunda maratona oficial. Será no dia 28 deste mês em Aveiro, cidade onde vivi durante 10 anos e onde estudei, trabalhei e me casei. Será especial, sem dúvida!

Este espaço surge agora como forma de explicar ao "mundo" como a corrida mudou a minha vida e me transformou nisto:

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Haverá tempo e disposição para vos contar tudo o que fiz neste processo, para vos falar dos meus treinos diários, da minha alimentação, das minhas preferências de corrida, da minha vida desportiva, das minhas ambições pessoais e desportivas, bem como de outros assuntos que naveguem na minha cabeça, como a minha paixão louca pela Bundesliga e pelo Borussia Dortmund.

Partilharei também vídeos pessoais, relacionados com desporto ou não, artigos de entendidos, registos e informações sobre as diferentes provas. No fundo, este será um espaço que me permitirá contar-vos um pouco de mim.

Será um prazer ter-vos por aqui e contar com as vossas opiniões e/ou sugestões.

Não se "acanhem".

 

03
Ago19

E as ovelhas lá seguiram como se nada fosse


João Silva

A partir de agora, tentarei partilhar convosco algumas histórias insólitas com que me tenho cruzado ao longo dos últimos quase três anos de corrida.

A minha ideia é que essas narrativas surjam neste espaço com franca regularidade. Claro que o material também depende sempre do que encontrar por aí. A parte boa é que costumo palmilhar muitas estradas e estradões, pelo que, espero eu, a fonte de matérias-primas não se esgota.

Tenho muita dificuldade em contextualizar temporalmente a primeira história que aqui vos trago. Tenho a vaga ideia de que foi entre 2017 e 2018, mas não consigo ser mais preciso.

Num dos treinos efetuados a meio da tarde, fui em direção à zona da pousada em Condeixa. Trata-se de um local rodeado por uma escola, pela biblioteca, por uma creche, mas também por uma zona verde. 

Precisamente nesta zona, apercebo-me de um grande rebanho de ovelhas a pastar. Ainda estava longe. Qual não foi a minha admiração quando, ainda distante, vejo as ovelhas a atravessarem a estrada com mais respeito pelas regras do que muitos adultos. 

Perante a presença de carros, juntaram-se na berma da estrada e só depois de os veículos passarem é que se aventuraram a atravessar.

Mais tarde nesse dia, numa zona próxima, vejo-as todas bem comportadas a "limpar" uma zona adjacente ao antigo campo do Clube Condeixa.

Um excelente exemplo de civismo. Fiquei maravilhado e, confesso, tive mesmo de soltar uma gargalhada. Nunca tinha visto nada assim.

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20
Jul19

It takes one to know one


João Silva

Esta publicação tem o objetivo claro de agradecer à estimada Luísa Sousa pela enorme amabilidade que teve em destacar o meu blogue no dia de ontem.

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No mínimo, o que poderia fazer era dar-vos a conhecer uma boa pessoa, que não poupa esforços para chegar a vários "lados", desde o exercício físico ao envelhecimento ativo, passando pela reflexão pessoal e pela apreciação e divulgação de moda

São quatro os espaços desta mulher formada em gerontologia e todos eles merecem uma espreitadela bem prolongada. Além de nos fazer refletir sobre nós próprios e sobre a nossa vivência com os que nos rodeiam, partilha bons conselhos de exercícios para diferentes grupos de pessoas (de grávidas a idosos, sem esquecer os desportistas), transmite a sua visão sobre moda e, aquilo que mais importante me parece, dirige-se claramente à 3.ª idade. Tem uma abordagem inclusiva e dá-nos dicas sobre como chegarmos novos a velhos, um bem tão precioso.

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Por tudo isto, recomendo mesmo várias visitas em todos os blogues delas. Trata-se de uma pessoa que, uma vez "detetada", não pode ser "largada". 

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A juntar a tudo isto, traz-nos belas molduras da incrível ilha da Madeira, de onde é natural, tem uma paixão intensa pelo exercício.

Foi graças a ela e às suas partilhas que fiz pilates pela primeira vez.

Vão lá espreitar e digam-lhe coisas boas. Ela merece =)

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