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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

27
Jan23

A competitividade: exagero ou necessidade?


João Silva

Durante imenso tempo, escondi-me. Não me assumi. Alguém elogiava ou espicaçava com objetivos e eu preferia resguardar-me. Era sempre o medo de não superar as minhas expectativas. No entanto, o apoio que tenho recebido também me tem mostrado que tenho legitimidade para as criar. Mesmo altas. Claro que há sempre o risco da queda. Todavia, a vida é mesmo um risco e é um jogo. Umas vezes ganha-se, outras, perde-se.

Comecei a não ter medo de assumir resultados concretos, sonhos. Passei a verbalizar. Sim, sou competitivo, não apenas comigo. Procuro mais, quero mais, quero ficar à frente. Mas com regras e respeito pelos outros, sem passar por cima de alguém. Assumir isto de forma clara, dá-me leveza. Quando estou em prova e vejo um colega da equipa ou algum conhecido à frente, uso-os como faróis. Aconteceu com o Bruno e, mais tarde, com o Tiago. Um ainda ultrapassei na meia maratona de Leiria, o outro não consegui nas 4 estações da Venda da Luísa. No fim, mantive as excelentes relações com ambos.

Com um tipo de competição saudável, ficam todos a ganhar. Se o respeito e a amizade se mantiverem, todos usufruímos das boas prestações uns dos outros.

Sim, sou muito competitivo, mas também sou muito respeitador das prestações dos outros. Já por várias vezes dei os parabéns a atletas no final das provas. Sem segundas intenções.

25
Jan23

Um aperto bom para o corpo


João Silva

Refiro-me à fita desportiva, também conhecida por banda, que se usa para criar tração.

Basicamente, nunca tinha recorrido a este acessório simples e relativamente barato. Até ter feito fisioterapia, há mais de um ano, e me ter cruzado com ele.

Entre outras coisas, utilizei a fita para fazer agachamentos e ostras verticais. E com que propósito? Com o intuito de corrigir a postura dos joelhos. Nós agachamentos, por exemplo, a fita manteve os joelhos alinhados e ainda me obrigou a criar alguma força para não os deixar virar para dentro.

Resumindo, fiquei grande fã e percebi que uma fita é um mecanismo essencial para gerar força. A minha custou 2€ na The flying tiger e tem a dureza heavy. No fundo, o mais difícil é escolher a dureza, mas posso garantir que a fita não aperta, estica bem sem ficar solta. 

17
Jan23

Entre o fundamentalismo e a aceitação


João Silva

Nesta senda de partilhas de reportagens sobre a "verdade desportiva" vista pelo prisma do atleta, esses documentários foram financiados (ou divulgados, pelo menos) por uma plataforma de apostas desportivas.

Não tenho nada contra a empresa em causa e, valha a verdade, foi graças a eles que pude ver testemunhos maravilhosos e chocantes de atletas que idolatrava e com os quais vibrei pela televisão.

O que sinto em relação a este tipo de coisas é o mesmo quando vejo que um seminário de nutrição saudável é financiado por cadeias de fast-food que nada têm de saudável. Não consigo passar por cima do interesse subjacente.

E o meu ponto é este: numa coisa tão importante como o desporto e numa altura em que se procura chamar mais pessoas para as diferentes modalidades, não fazia mais sentido ter uma cadeia de televisão, pública, por exemplo, a financiar este tipo de reportagens? 

Assim não haveria associações duvidosas. Seria tudo muito claro.

Faz mais sentido financiar tardes infindáveis de feiras e músicas tradicionais? (Nada contra, mas, no meio de tanta emissão dessas, se calhar, era possível ter uma dedicada a reportagens sobre atletas especiais e sobre o seu lado humano.)

Ficam as questões...

23
Dez22

Qual o papel da medicina alternativa no desporto?


João Silva

Apesar de nunca ter tido uma experiência direta com medicina alternativa (de que me recorde), tenho casos na família que comprovam a eficácia deste tipo de tratamentos. A Diana quase não andava por causa de uma condromalácia na rótula que a medicina tradicional não curou. Foi a naturopata dos pais dela que lhe resolveu mesmo o problema em três sessões. Ao ponto de ter conseguido correr ao fim de 14 anos. Portanto, não houve tanga no processo.

Na verdade, acho mesmo que este tipo de medicina complementar e ajuda a tradicional, portanto, não entro numa ótica de trincheira.

Quando a minha zona sacro-ilíaca me fez encurtar uma das coxas e a minha banda iliotibial bloqueou, um familiar disse-me que deveria ir à tal naturopata. Como já estava na fisioterapia e o tratamento começava a fazer efeito, recusei (até porque não é nada barato).

Semanas mais tarde, percebi por que razão aquelas duas disciplinas poderiam funcionar a meu favor: a naturopatia poderia desfazer todos os nós na minha perna. Deixar-me-ia num brinco. Mas depois seria necessário reforçar os músculos da zona afetada porque só isso vai permitir que o problema não apareça (tão cedo, pelo menos). E é aqui que entra a fisioterapia. 

Mais de um ano depois, continuo a achar que são duas metodologias de tratamento inteiramente compatíveis. Para ser sincero, até acho que têm a ganhar muito, se trabalharem em conjunto.

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01
Dez22

O primeiro desmame


João Silva

Este foi o primeiro ano em que me lancei ao desafio de parar voluntariamente a corrida.

O quê?? Sim, leram bem. Era necessário. O corpo ficou muito desgastado no último ano, porque os treinos foram muito intensos. Assim, era preciso fazê-lo repousar um pouco.

Aproveitei a maratona de 6 de novembro e decidi fazer o meu primeiro desmame. Em 6 anos!

Durante o referido mês, aproveitei para testar coisas novas, para abrandar. Descansei, meditei muito, pedi a bicicleta ao meu vizinho e fui "ciclar", fiz treinos funcionais novos do Youtube, fiz treinos funcionais de dança, caminhei e fiz natação. No total do mês, corri 7 vezes, três delas em provas.

Se senti falta da corrida? Nem vos digo o quanto, mas faz tudo parte. Aceitei como normal e aproveitei este bocadinho para usufruir de outros desportos que adoro. 

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Achei tão útil este desmame que o farei novamente dentro de um ano.

25
Nov22

A transcendência já aconteceu...


João Silva

Quando trabalhamos para uma dada prova, acreditamos que precisamos de atingir um determinado nível para chegarmos ao nosso melhor resultado.

Numa entrevista relativamente recente, o grande Nelson Évora refutou essa ideia no programa "Era o que faltava" da Rádio Comercial. No seu ponto de vista, quando chegamos a uma prova, temos de alinhar o corpo e a mente para irmos recuperar aquilo que já vivemos no treino. Ou seja, ele acredita que nós já atingimos o nosso melhor resultado em treino e que, no fundo, o vamos replicar em prova. Isto é, a transcendência aconteceu primeiro em treino. 

Inicialmente, fiquei na dúvida. Concordo ou não? Sim, concordo em parte. O nível que metemos num treino vai determinar o resultado. Nesse sentido, o que vivemos nos treinos terá "apenas" de ser replicado. Onde discordo é na questão da transcendência, porque o modo de competição e a atmosfera condicionam, para o bem e para o mal, aqueles pozinhos extra de que precisamos.

Deixo-vos a ligação da entrevista abaixo e gostava muito de saber o que pensam sobre o assunto e sobre o "fardo" em que o desporto se pode tornar e que o Nelson descreve na perfeição. Também eu senti aquilo em muitos momentos e sou atleta amador.

https://radiocomercial.iol.pt/podcasts/era-o-que-faltava/t4/nelson-evora

12
Set22

Usar ou não usar?


João Silva

Venho agora falar de algo mais sério.

Falo do uso de analgésicos ou anti-inflamatórios como forma de tratamento de lesões/dores mas também como potenciadores de desempenho.

Refiro-me concretamente ao Ibuprofeno. Previamente, importa esclarecer que este princípio ativo não tem uma ação direta numa melhoria de desempenho desportivo (ou outro). Não pode, pelo menos até ver, ser metido no mesmo barco de substâncias como EPO.

O IBUPROFENO NÃO É DOPING.

Dito isto, pode (e deve) ser tomado como potencial aliviador da dor. Mas deve ser tomado com moderação.

O mesmo Ibuprofeno pode ser tomado numa manhã de prova (no caso do atletismo) por alguém que está cheio de dores (por várias razões) ou por alguém que procura diminuir o desgaste muscular e ter um melhor desempenho na corrida.

Sim, leram bem, é possível que o Ibuprofeno vos ajude a ter uma melhor prestação. Como? Sendo anti-inflamatório, impede que os músculos inchem na atividade física. Ou seja, não se produz tanto ácido láctico e não há tanto desgaste nos músculos. Ficam mais frescos.

Importa é não esquecer que o coração também é um músculo e que, por isso, é afetado, podendo ter dificuldades em fornecer oxigénio ao corpo e colapsar. 

Sou contra esse tipo de ações. Na verdade, só tomo medicamentos se estiver de tal forma empenado que não me consigo mexer.

Foi o caso há uns tempos por causa de adormecer o Mateus (tem de ser ao colo e a caminhar pela casa) e dos treinos. Assim, num rasgo de tontice, decidi perceber se havia mesmo melhoria no treino. Como tinha muitas dores na zona lombar, tomei 1 ibuprofen em cada um dos dias do fim de semana.

No primeiro, senti-me bem (e tinha dormido mal), mas não senti qualquer melhoria. Senti apenas ausência de dor, o que já não aconteceu no segundo dia e, menos ainda, no terceiro.

Moral da história: desnecessário e irrisório acreditar que isso pode melhorar o desempenho. Na verdade, alivia algumas dores, mas os treinos acima de hora e meia continuam a fazer mossa. Por todos os motivos e mais alguns, é absolutamente prescindível na vida de um atleta. (Profissional ou não).

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10
Set22

Aqueles desportos impossíveis de ver na TV


João Silva

Ouço muitas vezes algumas pessoas dizerem que ninguém vê uma prova de ciclismo do princípio ao fim.

Eu sou uma exceção. Mas tenho uma condição: a narração tem de ser boa. E no Eurosport costuma ser de eleição.as mesmo assim não estou cinco horas seguidas a olhar para o ecrã. Tenho de ter a TV ou o tablet ligado enquanto estou a fazer alguma coisa. Já era assim antes, "piorou" depois só nascimento do Mateus. Até com um jogo de futebol sou assim. Ponho a dar como "companhia" não como elemento principal. 

O caso do ciclismo é sintomático porque se insere num grupo de desportos que, de facto, são mais fáceis de praticar do que de ver de fio a pavio.

Outras modalidades nesse grupo são a maratona ou o triatlo. Pratico a primeira e sou admirador de quem faz a segunda, mas não passo quatro ou cinco horas a ver exclusivamente. E nem levo a mal quando alguém me diz que não vê dada maratona. São mesmo modalidades que têm algo de especial para quem faz. Algo que não passa da mesma forma para quem vê.

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Também fazem parte desse grupo? 

05
Jul22

Imaginar e projetar


João Silva

Uma das coisas que mais encontrei quando comecei a correr foi a importância de imaginar o momento de cruzar a meta como algo prazeroso e bem-sucedido.

Confesso que nem sempre faço e, nos últimos dois anos, chego morto e cansaço à cama e apago logo.

Mas recordo-me que fiz esse exercício de imaginação na véspera da minha primeira meia maratona, em 2018, na Figueira da Foz.

É importante. Diria que é uma forma de meditação que visa a criação de energias positivas.

Como não é algo inato, deve ser bem treinado, devemos forçar o pensamento no lado bom da prova. Numa maratona, por exemplo, isso é mesmo fundamental.

Imaginar o momento de cruzar a meta é criar na nossa cabeça a ideia de que conseguimos o objetivo. E conseguimos. 

Vou lendo as entrevistas de alguns atletas e acabo sempre com a informação de que se dedicam muito à meditação como forma de lidar com a pressão.

Imaginar e projetar coisas boas ajuda à concretização do objetivo. Mesmo que a realidade de uma chegada à meta seja mais dolorosa e dura. 

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18
Mai22

O travão da felicidade (e do sucesso)


João Silva

Já falei no balão de felicidade que só enche até certo ponto.

Também a nível psicológico, há outra forma de condicionar ou de impulsionar a evolução positiva de um atleta.

Aqui falamos do desporto, mas isso aplica-se a qualquer aspeto da nossa vida.

No caso, há quem acredite que poderemos projetar cenários horrendos na nossa cabeça como forma de gerar insegurança em nós e, em primeira análise, de baixar as expectativas. Em última análise, se não houver controlo, isso pode redundar numa valente depressão. 

Percebo a importância de baixar as expectativas ao nível do que é executável e real. 

Por outro lado, há um caminho muito negro, porque podemos minar-nos por completo.

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Se, no desporto, procuro projetar cenários reais positivos, no resto da minha vida, isso nem sempre é assim. Às vezes, de forma inconsciente, dou por mim a imaginar cenários horríveis de mortes de entes muito queridos. Nesses momentos, sinto uma fragilidade sem qualquer comparação. Fico mesmo muito pequenino. Não o faço propositadamente, mas acontece-me com muita frequência.

Regressando ao lado desportivo, lembro-me que um dos primeiros que li sobre a corrida falava na importância de idealizar um momento mágico ao cruzar a linha de meta. Fiz isso na minha primeira meia maratona e na primeira maratona. Foi bom, sim.

Depois já tive o lado inverso, embora nunca tenha achado que as imagens negativas tenham contribuído especialmente para provas menos boas.

Mas que é um limbo é! 

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16
Abr22

A lei do inversamente proporcional...


João Silva

Habituei-me desde cedo à ideia de que não posso ser feliz em horas coisas ao mesmo tempo. Se estou bem num polo, outro estará nas lonas...

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Esta é a palavra certa, porque as dificuldades dos últimos largos meses tiraram-me a possibilidade de participar em mais provas por agora, até conseguirmos inverter a espiral...

E, numa espécie de comiseração, acabo por dar por mim a pensar "logo agora que os resultados apareceram finalmente e vieram dar razão aos treinos". (Spoiler: não estou a pedir dinheiro a quem quer que seja, estou apenas a falar abertamente do investimento numa modalidade desportiva onde não existe qualquer apoio externo).

Seja como for, aquilo que procuro fazer conscientemente é avaliar o que fiz até agora e procurar preservar a crença de que tudo será mudado com dedicação. 

E o exercício de automotivação sem provas é duro, mas é algo bom porque me vai fortalecer. É nisso que penso. E foi por isso que decidi começar a preparar a minha maratona de novembro já em abril/maio. É uma prova que já tinha sido adquirida, é a minha prova de eleição e este tempo todo sem provas vai permitir-me trabalhar com calma e bem para tentar fazer menos de 3h21 (marca atual)...

08
Mar22

Será que os homens aceitariam o desafio?


João Silva

Será que os homens desportistas, sobretudo profissionais, têm noção da "sorte" que têm?

Hoje, Dia da Mulher, trago uma proposta: algum homem seria capaz de se submeter às limitações que as mulheres têm no desporto?

Principalmente no último ano, tenho tomado conhecimento de atletas femininas de elite que viram a sua vida passar a ser um inferno por terem sido mães. Perderam os patrocínios, deixaram de ter apoios e ainda tiveram de gerir toda a sua vida familiar e desportiva.

Num dos casos, assim que souberam que a atleta (alemã) estava grávida, informaram-na logo que estava na hora de fazerem uma restruturação e foram à sua vida.

Quando um homem decide ser pai, não se lhe pede que abdique da família, nem sequer se espera que escolha. É óbvio que pode ser um súper atleta.

Então e por que razão faz sentido exigir isso a uma mulher? Já o disse e reafirmo até morrer: filhos não são coisas de mulheres. São do casal, homo ou heterossexual. As responsabilidades e as expectativas têm de ser iguais. Por isso, não faz o mínimo sentido impedir as mulheres de terem as mesmas condições.

Como seria se um homem se queixasse de discriminação dos patrocinadores?

Deixo duas notas finais: sabiam que, a dada altura, se defendia que as mulheres não conseguiriam correr mais do que 1 km? Um absurdo completo!

Por último, um beijinho muito especial às mulheres da minha vida, em particular, à minha esposa, que respeito e a quem reconheço uma enorme inteligência e capacidade de luta pelos seus direitos.

 

07
Mar22

Treino interrompido....


João Silva

Esta foi uma sensação que comecei a ter muito desde o nascimento do Mateus. (E que agora regressou mesmo em grande, quase ao nível do nascimento. Ele está a atravessar uma fase muito complicada que terá começado há um mês, quando decidimos abandonar a chupeta para dormir. Falarei nisso lá muito para a frente. Naturalmente, ainda está a tentar encontrar a melhor forma de regular o seu novo sono.)

O nascimento de um filhote marca o fim do controlo que temos da nossa vida. Arriscaria a dizer que, se os dois pais fizerem as coisas de forma equitativa, é mesmo isso. Já não mandamos. Fazemos as nossas coisas e os nossos hobbies quando e se os filhos deixarem.

Uma das piores sensações que tenho é quando o telefone toca a meio de um treino (quando este está a correr bem) e tenho de regressar logo a casa.

Até há bem pouco tempo, o Mateus adormecia ao meu colo. Agora isso mudou um pouco, mas quando tem noites complicadas e não dorme depois das 05 horas da manhã, recebo as chamadas da Diana.

Para que tudo fique bem claro, não me estou a queixar por isso. Faz-se o que é necessário e a prioridade da minha vida é o filho. Mas também mentiria se dissesse que gosto da sensação de treino interrompido.

No início, ficava com o dia estragado. Remoía naquilo, porque ficava com a sensação de ter falhado! O tempo ajuda a curar tudo e lá aceitei. É o que é. E não posso fazer nada.

Se tinha marcado um treino de uma hora e meia e só fiz trinta ou quarenta minutos, pelo menos ainda corri um pouco. Tento tirar o lado bom da situação.

E quando tenho de regressar a casa, se o corpo deixar, procuro tirar o máximo daqueles quilómetros.

E já tive grandes treinos assim!!!

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E também aprendi que o pouco representa muitas vezes muito, em termos de treino (e não só). Depende sempre do que fazemos com esse pouco.

21
Fev22

1, 2, 3, uma entrevista de cada vez


João Silva

Hoje temos na berlinda um antigo colega de equipa que sempre se pautou por grandes feitos. É das tais lebres de que falo tanta vez. O que não sabia era o tamanho do seu lado humano. E isso impressionou-me. Com a idade dele, não é um dado adquirido submeter-se a desafios em prol de causas humanitárias.

Ora leiam lá o que diz o André Monteiro e vejam se não tenho razão.

Mondego Ultra Trail 50km.jpg

Nome:

André Miguel Lameiro Monteiro

Idade:
29 Anos

Equipa:
VIKINGS TRAIL RUNNERS / CCR ALCABIDEQUE

Praticante de atletismo desde:

Pratiquei atletismo (Velocidade – 100m/200m) durante dois anos (2008/2009) na AAC, parei e voltei novamente na vertente “TRAIL” em 2015.

EGT - 49km (VENDA DA LUÍSA) - Subida para a Torre

Modalidade de atletismo preferida:
Entre Trail e Estrada, prefiro trail sem dúvida.

Prefere curtas ou longas distâncias:

Pergunta difícil, principalmente porque sempre tive melhores resultados em provas curtas, mas sem dúvida que as provas longas deixam sempre marcas e histórias para contar… por isso, acho que no geral prefiro as provas longas.
 

Na atual equipa desde a época 2019/2020.

Picos do Açor - VIKINGS TRAIL RUNNERS em um momen

Volume de treinos por semana:
Tenho semanas que nem treino, outras que treino 2 ou três vezes (Varia sempre muito).
Não sou uma pessoa que fica muito stressada com as questões de treinar a tempo e horas. Treino um pouco por sensações. Não sou um ATLETA, sou uma pessoa que gosta simplesmente de correr e desafiar-se.

Poiares Trail  - Numa época que só fazia provas

A importância dos treinos:
Obviamente que sem treino não conseguimos obter os ditos “grandes resultados” e eu contra mim falo. Poderia obter melhores resultados se treinasse de maneira correcta e com certos métodos. Treinar tanto o físico como o “mental” é importante no que toca a provas longas.

Diferenças entre o atletismo passado e o atual:
Existe bastantes diferenças, sem dúvida.
A escolha de material desportivo era menor no passado, a tecnologia no que toca a provas e ou treinos eram menor ou até nula (relógios para marcar tempos, por exemplo), menos provas para competir. Felizmente o desporto, neste caso o atletismo tem evoluído muito e acho que alguns atletas têm aproveitado bem essa evolução.

Prova Endurance na ilha do Faial juntamente com o

Histórias insólitas, curiosas ou inéditas:
Histórias tenho sempre muitas no que toca a provas longas, a mais insólita talvez tenha sido na primeira edição do TransPeneda – Gerês 165km, no alto da serra amarela ao anoitecer um cavalo (Selvagem ou não, não consegui precisar), puxou com a boca o capuz do meu impermeável e ia caindo para trás… o atleta que vinha atrás foi cerca de 2/3 km a rir-se do momento :P

Aventura marcante:

A aventura mais marcante para mim foi o TRANSMONDEGO, um evento solidário que eu criei em 2021 com o objectivo de ajudar uma criança (O SORRISODOAFONSO), tendo começado na praia do relógio da Figueira da Foz e acabado no Mondeguinho – Serra da Estrela, o que fez de mim a primeira pessoa a fazer o percurso da Foz até a Nascente (do Rio Mondego) de forma seguida (sem ser por etapas), com passagem pela Serra da Lousã e pela Torre da Serra da Estrela, num total de 170km.

PT281+ Ultramarathon - A exigência dos desafios c

Participação em prova mais longa:
PT281+ Ultramarathon foi a prova mais longa que fiz até ao momento.

PT281+ Ultramarathon - Se não Conseguir correr ..


Objetivos pessoais futuros:
O meu futuro é um pouco incerto, porque para além de motivação, preciso de resolver algumas questões relativas a lesões que tenho tido recentemente. No entanto, se continuar espero criar alguns percursos desafiantes e “eventos” solidários, deixando um pouco as “competições de trail” para outras pessoas e ajudando quem realmente precisa.

PT281+ Ultramarathon - Sozinho com os pensamentos.

Como vê o atletismo daqui a 5 anos:
Espero ver um atletismo mais evoluído (se assim for possível) e sem casos caricatos de pessoas que tentam a todo custo ganhar (Doping). No geral espero que seja uma modalidade que tenha mais participantes e com mais apoios das equipas e outras entidades externas.


Como se vê no atletismo daqui a 5 anos?
Daqui a 5 anos? Eu gostava de dizer que estaria na mesma apaixonado pelas longas distâncias e que estaria a percorrer o país por esses trilhos, mas não sou pessoa de fazer grandes previsões. Vivo um dia de cada vez, cabeça no ar mas os pés bem assentes no chão.
No entanto, daqui a 5 anos espero continuar a dizer que ainda corro.

Resumo de 2021 - 3 Momentos.jpg

Como é que a COVID afetou a evolução como atleta?

Para ser sincero, o COVID não afetou em nada a minha vida no que toca a treinar.
Antes da Covid já tinha deixado há muito o lado competitivo do trail.
Acho que a COVID afetou mais as pessoas que gostam de competir contra outras pessoas nas diversas provas que iam surgindo.

O que mudou nas provas com a pandemia?
Ora, infelizmente acho que esta é a pior parte.
Preços inscrições aumentaram, algumas organizações também se aproveitaram por haver poucas provas. Para ser sincero, poucas foram as provas que realizei “pós-pandemia”. Penso que houve maior cuidado ao escolher as provas e maior cuidado das organizações com os atletas.

Treino na Serra da Lousã - Porque nem tudo são p

05
Fev22

Dia de prova é dia de não mudar a rotina


João Silva

Regra geral, levanto-me por volta das 05 da manhã. 

De há uns meses para cá, a minha ansiedade para conseguir treinar, trabalhar e prestar cuidados ao Mateus juntamente com a Diana, tem-me feito acordar algures entre as 04h e as 04h30. (Sim, isso deixa-me de rastos mas ainda não consegui mudar isso.)

 

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Mas nem me atrevo a mudar estas rotinas em dias de provas, onde normalmente só se começa a correr entre as 10 e as 11 horas. Sabem porquê? Porque o corpo ia reagir mal. Não está habituado e eu começaria a prova muito mais cansado do que se acordar à hora normal. 

Assim sendo, faço o que já é hábito em todos os outros dias: um treino (ligeiro) de flexibilidade e mobilidade e alguns abdominais menos agressivos. Desse modo, preparo o corpo para o que virá a seguir. Tem resultado e não tenho começado as provas cansado...

 

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