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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 66 kg graças à corrida e à reeducação alimentar. Desde então, o contador vai em 40 provas: 20 x 10 km, 7 trails, 10 meias maratonas e 3 maratonas.

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 66 kg graças à corrida e à reeducação alimentar. Desde então, o contador vai em 40 provas: 20 x 10 km, 7 trails, 10 meias maratonas e 3 maratonas.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

06
Jun20

A very good Shoyce


João Silva

Na passada quinta-feira, recebo uma chamada de uma transportadora para me entregar uma encomenda.

Estranhei, pois não estava à espera de nada. Ainda assim, fiquei muito agradado, claro, por se terem lembrado de mim.

Até que vejo o remetente e percebo que se tratava da marca de bebidas vegetais Shoyce, que conheci pela primeira na meia maratona da Figueira da Foz em 2017.

Confesso que, na altura, fiquei fã pela alternativa que constituía, por exemplo, para pessoas como a minha esposa que é intolerante à lactose.

Logo ali, ficámos rendidos à bebida de amêndoa. Mais tarde, já na sequência da maratona de Aveiro, em 2019, a minha esposa provou a versão de noz e não quis outra coisa. Além disso, a gama deles conta ainda com bebida de coco, arroz e aveia, por exemplo.

São, de facto, excelentes alternativas para quem pretende fugir ou não pode beber leite de vaca.

Agora, e foi isso que me foi endereçado nesta oferta, criaram duas versões dedicadas aos mais diversos desportistas.

Trata-se de produtos com alto teor de proteína vegetal, uma variante cada vez mais apreciada por quem pratica desporto.

Neste caso, um dos sabores inclui chocolate. 

A versão de chocolate tem 16 g de proteína, a "natural" chega mesmo aos 20 g. Ou seja, na melhor para recarregar energias e restabelecer o corpo do que uma bebida com este teor proteico. Por exemplo, para esforços muito prolongados e intensos, a variante de 20 g vai saciar mais, embora a de chocolate tenha sempre aquele gosto mais docinho, dando também um certo conforto e aconchego depois do "sofrimento".

Ainda assim, para tentar não ser tão guloso e pensando apenas na recuperação muscular, aconselharia vivamente a bebida "natural".

Tal como a própria marca alega, não foram adicionados açúcares para garantir um melhor sabor.

E vocês já conhecem esta marca? Como a conheceram?

Gostaram dos produtos? Qual é o favorito.

Podem consultar aqui as informações nutricionais dos produtos em causa.

11
Mai20

Até começou tudo bem


João Silva

 

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De facto, este tem sido um ano de aventuras e novidades.

No início de janeiro e até meados de março, corri, corri, corri e corri.

Como podem ver na imagem, foram valores excelentes em termos de quilometragem nas pernas.

Com a invasão da pandemia no nosso país, acatei as ordens de quem sabe mais do que eu e tive de me reinventar.

Parei as corridas e saltei para a bicicleta estática com roda de inércia de 6 kg.

Em termos de horas por dia, acabei por treinar mais ainda, sempre com o intuito de chegar ao nível que já tinha alcançado em corrida.

Foi o necessário, o mais aconselhável e também o mais correto não só pela minha família mais direta, que é mesmo tudo para mim, mas também pela minha pessoa.

No entanto, embora o treino tivesse passado a ser diferente e sentisse muita falta das minhas passadas ao ar livre, treinei muito bem.

Nesta segunda imagem, trago-vos os valores em bicicleta estática no mês de março, momento do início da quarentena.

Poderei sempre alegar que me preparava para alcancar um registo (ainda mais) fantástico de quilómetros (per)corridos em 2020.

Pergunto-me muitas vezes onde poderia estar em termos de corpo, de forma física. Modéstia à parte, sei que fiz tanto ou mais para chegar ao nível que já tinha alcançado na estrada. No entanto, fiz o que pude e apenas uma pandemia excecional me deu cabo dos planos.

Como dizia a minha avó: o que não tem remédio, remediado está.

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13
Dez19

O medo de perder a forma é inibidor


João Silva

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A boa forma não vai embora de um momento para o outro. Portanto, toca a meter isso na cabeça.

Contra mim falo e após ter recuperado os bons treinos senti muito mais isso.

Parece que bate aquele medo de perder tudo se se mudar um treino ou se não se fizer durante algum tempo um determinado tipo de treino.

Dou-vos um exemplo prático: se tiver uma prova, não poderei fazer séries nessa semana, senão vou chegar esgotado e com dores. Como diz o meu estimado colega de equipa José Carlos, pior do que ir sem treinar é ir cansado para uma prova. Portanto, está fora de questão, mesmo que no passado não tenha sido assim, mas por isso é que se chama aprendizagem e evolução. O mesmo tenho a dizer de fartleks ou de treinos de rampas pela dureza. Conclusão, essa semana tem de ser mais suave. E isso é muito difícil de encaixar na minha cabeça, porque fico sempre a pensar que perdi tudo. Mas não, nada mais errado. Nós temos uma memória muscular para alguma coisa.

Além disso, mau seria deixar de treinar, agora treinando, mesmo que diferente ou de forma mais suave, mantém o corpo ativo e não apaga o que se conquistou.

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Na primeira semana de setembro tive de preparar a Eco meia maratona de Coimbra, logo, optei por suavizar treinos. Tinha previsto treino de corrida de 1h30 e tive de o passar para 1h00 de corrida e outra de trabalho funcional porque sabia que só me ia fazer mal correr tanto tempo seguido. Não é na semana da prova que se vai meter quilómetros nas pernas. Além disso, no sábado anterior, tinha feito mais uma das minhas e tinha percorrido 38 km. Portanto, quilómetros já o meu corpo tinha de sobra. Era para dar e vender.

Custou a chegar lá, a pôr de parte o coração e a chamar a razão, mas optei por fazer uma espécie de progressivo, embora ainda não domine bem este método. Foi uma boa ajuda, permitiu-me jogar aos ritmos em andamento e ainda usei esse treino para perceber a minha respiração. Se não me enganei, são três passadas para as inspirações e outras tantas para as expirações. 

Como gerem a vossa forma?

18
Nov19

Sem vontade para participar mas com final muito feliz


João Silva

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Como tinha dito antes, esta era a última etapa do circuito 4 estações em 2019.
Uma prova remodelada com um percurso novo e uma distância também ela diferente.
A juntar a tudo isto, a possibilidade de rever bons velhos conhecidos destas andanças, como a minha cara Lígia, que teve um fantástico desempenho na maratona de Chicago em outubro passado, e os colegas de equipa.

Todos estes eram fatores que, seguramente, tinham tudo para motivar. Contudo, talvez por estar agora numa fase de maior introspeção fruto de todas as mudanças que vão ocorrer na minha vida em 2020 e de algumas considerações que prefiro guardar para mim, não estava mesmo nada motivado para fazer a prova. Para correr, sim, estou sempre, mas, não querendo ser rude, precisava daquele tempo para um treino a sós com a minha cabeça. Aliás, tanto assim foi que nem no próprio dia acordei com aquele bom feeling.

Além disso, uma constipação chata, fruto de treinos debaixo de belas cargas de água, também não ajudou mesmo nada a "set the mood".

É o que é e há dias assim.

Quanto à prova, estando a reiniciar um novo ciclo de treinos após a maratona, não tinha a mesma capacidade pré-maratona. Anyway, o meu corpo tinha-me reservado mais umas surpresas agradáveis.

Seja como for, os últimos treinos da semana já tinham dados boas indicações e sabia que não estava mal, mas que precisava de abanar o corpo em algumas fases para acabar bem.

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Na prova, não foi preciso dar estímulos adicionais para render.

Por causa das conversas paralelas após a foto de "família", não arranquei colocado onde queria ou gosto. Portanto, com as estradas estreitas, tive de tentar passar pelos pingos da chuva para me chegar a uma zona mais confortável.

Valha a verdade, o percurso foi bem mais duro do que esperava, mas adorei genuinamente. Comecei muito forte.

Durante meses, tive medo de arrancar forte e "morrer" rápido, mas os meus treinos ajudaram a dar-me confiança, mas também capacidade muscular e respiratória para ter um arranque sustentável.

Olhando para trás, estive "coerente" comigo nas três grandes subidas, sendo que foi mesmo aí que consegui ganhar mais vantagem e progressão.

A última subida foi a mais durinha, claro que custou um pouco, mas foi feita com a anca bem levantada e direita, com recurso a ziguezagues para aumentar a progressão e com uma boa cadência que depois utilizei a meu favor para descer rápido e forte: joelhos bem levantados e passada bem larga como nos treinos. Só faltou ter uma aterragem mais suave da planta do pé e isso custou-me um pouco, porque senti mais o alcatrão no corpo.

Seja como for e é isto que me deixa mais contente e feliz (muito mais do que o tempo): as minhas provas (qual reflexo dos meus treinos) têm sido muito consistentes, não tenho notado quebras e chego à meta com o corpo em forma, sem dar mostras de cansaço. Sinal de que estou a trabalhar bem e que as dores dos treinos depois se transformam em coisas boas nas provas. Modéstia à parte, sinto-me muito mais consciente da energia e da força do meu corpo.

Quanto a tempos, fiquei feliz: o meu relógio marcou 00:50:32, o que foi perfeitamente dentro das minhas projeções. Abre-me boas perspetivas para o campeonato distrital de Coimbra em março. Até lá, sofrer...e desfrutar.

Custou chegar aqui, mas custa mais não estragar o que foi feito.

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13
Nov19

Sem açúcar adicionado é impossível


João Silva

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Meus caros, sou um teimoso inveterado em muitas coisas e não é por cliché que aponto a teimosia como um dos meus defeitos.

Desde há uns valentes meses a esta parte, meti na cabeça que ia deixar de abastecer com barras de geltinas em treinos acima de 2 horas e que o ia tentar fazer na maratona.

Em relação aos treinos, como adotei um sistema de inclusão de muitos treinos superiores as 2 horas, também com o auxílio da água consegui lidar bem com essa questão. O meu corpo aguenta bem e num ritmo bastante satisfatório.

Nos treinos até 03h20, também já consegui fazê-lo, embora tenha chegado ao fim completamente esgotado, mesmo tendo bebido água de forma faseada, por exemplo, a cada 10-15 minutos.

O problema é que, apesar de fazer milagres, a água não impede a acumulação de cansaço e quem já fez treinos ou provas muito longos sabe muito bem que o corpo se começa a ressentir.

Da experiência que já vou tendo, é a partir dos 30 km que tudo acontece, mas a ingestão de sólidos não pode ser guardada apenas para essa fase. Tem de ser um processo de acumulação. E é aqui que as barras de gelatina atuam no seu melhor: graças à maltodextrina, reduzem a sensação de fadiga, além de ajudarem no controlo das cãibras, já que oferecem um belo aporte de glicose aos músculos, que é a sua fonte de energia.

Portanto, findas todas as experiências, percebi a meio de setembro que não podia abdicar das ditas na maratona. E não se trata apenas de prestação desportiva, trata-se da sensação de que não acabaria uma prova dessas sem um sólido do género.

Porém, e isso foi um enorme ganho dos últimos meses, como a gestão do ritmo é diferente e se trata de uma prova longa, é possível reduzir a quantidade de gelatinas a ingerir. Nada contra quem o faz, mas meti na cabeça que quero o meu corpo livre dessas coisas, já me chegou os "maus tratos" que lhe dei dos 18 aos 28 anos. Resumindo: sim, tive de ingerir barras de gelatina, mas o mínimo "aceitável" para me permitir acabar bem a prova.

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