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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 66 kg graças à corrida e à reeducação alimentar. Desde então, o contador vai em 40 provas: 20 x 10 km, 7 trails, 10 meias maratonas e 3 maratonas.

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 66 kg graças à corrida e à reeducação alimentar. Desde então, o contador vai em 40 provas: 20 x 10 km, 7 trails, 10 meias maratonas e 3 maratonas.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

01
Set20

Ai o que o sono (ou a falta dele) faz a este rapaz!


João Silva

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Acabámos o mês passado com as aventuras ligadas ao Mateus e é com outras peripécias do género que comecamos agora este.

Ao longo dos últimos meses foram muitas as aventuras associadas à falta de descanso. Tudo by Mateus.
Só para vos deixar com um certo sorriso alheio de "já todos passámos por isso", escolhi alguns episódios:

Ainda estávamos no primeiro mês, de madrugada, chego-me perto da esposa e com as mãos em arco pergunto-lhe "onde é que o ponho?". Ela olha para mim incrédula, viu que não tinha nada nos braços (o bebé estava a dormir) e mandou-me deitar. Acatei a ordem.

Certa madrugada de adormecimento difícil, lá conseguimos derrotar o sono do rapaz, eis que ele começa a palrar. Meio a dormir, já deitado no meu lado da cama, solto um "já? Ai, f***-**!".

Tambem de madrugada, sempre essa abençoada, e depois de sessão de berraria, digo à esposa, "tenho de ir ao WC, preciso que o agarres". Tudo muito bem, mas o Mateus estava ao colo dela e não ao meu.

Num final de tarde, após ter passado a roupa do Mateus a ferro, comecei a adormecer para cima da tábua. A querer despachar-me para irmos dormir (às 21h!!), fui arrumar os bodies do rapagão cá de casa...na gaveta das meias da mãe. Só descobri onde está alguns dias mais tarde.

Por último, numa noite de fortes choros do Mateus, acordei sobressaltado e fui mudar-lhe a fralda. Tentei de tal forma apressar tudo que lhe vesti a parte de trás das calças virada para a frente.

Fico curioso para receber aqui histórias que tenham acontecido convosco.

 
19
Jul20

Onde para o descanso quando é mais requisitado?


João Silva

 

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Descanso é treino. É uma forma de recuperar do esforço e de permitir que o corpo assimile os tratos dados na sessão de treino ou em competição.

Que um pai recente é uma pessoa cansada, disso não há dúvidas. Nem sequer me estou a lamentar. Não fui o primeiro e não hei de ser o último a passar por isso. Portanto, faz parte do processo.

Aqui o foco do cansaço vai depois para a (in)capacidade para o meu corpo dar uma resposta funcional. Nos últimos meses, regra geral, os treinos parecem sessões de tortura, não pela falta de vontade, porque isso não entra neste dicionário, mas pela falta de frescura física para responder à altura do que quero.

A capacidade mental diminuiu muito desde o dia 30 de abril. Na verdade, embora estivesse longe de saber qual a dimensão da pancada, estava certo de que a levaria. Só não sabia que iria passara alguns treinos como zombie. A sensação que tenho, e sei que é apenas fruto do desaste do momento, é que o descanso não existe. E sem ele fica mais difícil fazer alguma coisa de jeito em termos físicos.

Estou naquela fase de tentar encaixar o trabalho com a paternidade e com os treinos. Nada de novo, nada de especial, nada digno de palavras de ânimo. Apenas a constatação de um facto e sei que sou um "afortunado" por poder trabalhar a partir de casa . Ainda assim, tal significa que são muitas as vezes em que acordo às 4 ou 5 da manhã, no fundo, aproveitando o embalo dos despertares do senhor Mateus, e vou treinar...Quer dizer, vou mexer o corpo e tentar fazer algo pela minha saúde, o que acaba por ser um contrassenso, tendo em conta que isso deveria implicar descanso. Só que eu roço a estupidez e a mediocridade a esse nível e aí fica mais díficil. 

Sou um pouco a personificação daquele ditado: "os cães ladram e a caravana passa". Conclusão: cansaço e saturação nos píncaros, descanso nas lonas, sanidade mental e física inexistentes.

22
Fev20

Reduzir ou destruir?


João Silva

Gosto disto: ler, ver ou pensar em alguma coisa aleatória e depois utilizar para refletir sempre com o foco e o termo comparativo na corrida.

Desta feita, uma vez mais, foi a minha querida Diana que me sugeriu o texto que esteve na base desta publicação. Podem lê-lo na íntegra aqui: 

https://corredoresanonimos.pt/actualidade/especialistas/reducao-treinos-maratona

MAS PRIMEIRO TOCA A VER O QUE VOS DIZ ESTE VOSSO ESTIMADO! 

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Quando se aproxima uma prova da dimensão de uma maratona, é importante perceber que há uma fase decisiva para determinar, em grande medida, o vosso desempenho.

Tenho lido e percebido que há um grande dilema sobre o que fazer perto do grande dia.

As opiniões dividem-se entre treinar, abrandar o ritmo ou parar por completo-

Pela experiência pessoal, defendo que é necessário abrandar, pois isso vai permitir que o corpo assimile a carga dos últimos meses e recupere energias para a prova. Na minha primeira experiência, as duas semanas anteriores à prova redundaram numa redução da carga de corrida e na repetição continuada de reforço muscular. Folguei no dia anterior à prova.

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Na segunda passagem, em Aveiro, procedi da mesma forma. Cheguei relaxado mas bem, ativado, sem perda de foco muscular. Na terceira, optei por manter um nível aceitável de corrida na semana que antecedeu a aventura no Porto e não folguei. Na véspera, decidi fazer duas horas de reforço muscular nos braços e peito. Posso dizer que ajudou, já que me senti bem soltinho e consegui um bom desempenho, que conta mais para mim do que o resultado final.

Isto para dizer o quê? Que em momento algum me passou pela cabeça parar por completo. Não o faço por convicção e por necessidade de equilíbrio mental e de regulação do peso. Ainda assim, parece unânime, como poderão ver na ligação da referida reportagem do Corredores Anónimos, que não é aconselhável parar por completo. Porquê? Simples de explicar: os sinais enviados ao corpo são de que não há necessidade de manter o "alerta", pelo que a consequência será um grande relaxamento. Logicamente, a ativação perde-se e a forma vai atrás, embora não na totalidade, dificultando muito a resposta do corpo no dia da prova.

Na verdade, como certamente percebem, abrandar não é parar, o que implica manter algum exercício. No artigo que sustentou este meu texto, têm "direito" a ficar com alguns conselhos para adotar na fase de aproximação ao grande dia. O volume de treinos, ainda que menos intenso, permite igualmente não baixar a guarda, manter o foco. Mentalmente, é muito importante. A performance passa muito pela força psicológica para enfrentar as dificuldades.

Portanto, antes de vos "deixar" ir ler o texto, pergunto: reduzir ou destruir?

 

13
Dez19

O medo de perder a forma é inibidor


João Silva

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A boa forma não vai embora de um momento para o outro. Portanto, toca a meter isso na cabeça.

Contra mim falo e após ter recuperado os bons treinos senti muito mais isso.

Parece que bate aquele medo de perder tudo se se mudar um treino ou se não se fizer durante algum tempo um determinado tipo de treino.

Dou-vos um exemplo prático: se tiver uma prova, não poderei fazer séries nessa semana, senão vou chegar esgotado e com dores. Como diz o meu estimado colega de equipa José Carlos, pior do que ir sem treinar é ir cansado para uma prova. Portanto, está fora de questão, mesmo que no passado não tenha sido assim, mas por isso é que se chama aprendizagem e evolução. O mesmo tenho a dizer de fartleks ou de treinos de rampas pela dureza. Conclusão, essa semana tem de ser mais suave. E isso é muito difícil de encaixar na minha cabeça, porque fico sempre a pensar que perdi tudo. Mas não, nada mais errado. Nós temos uma memória muscular para alguma coisa.

Além disso, mau seria deixar de treinar, agora treinando, mesmo que diferente ou de forma mais suave, mantém o corpo ativo e não apaga o que se conquistou.

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Na primeira semana de setembro tive de preparar a Eco meia maratona de Coimbra, logo, optei por suavizar treinos. Tinha previsto treino de corrida de 1h30 e tive de o passar para 1h00 de corrida e outra de trabalho funcional porque sabia que só me ia fazer mal correr tanto tempo seguido. Não é na semana da prova que se vai meter quilómetros nas pernas. Além disso, no sábado anterior, tinha feito mais uma das minhas e tinha percorrido 38 km. Portanto, quilómetros já o meu corpo tinha de sobra. Era para dar e vender.

Custou a chegar lá, a pôr de parte o coração e a chamar a razão, mas optei por fazer uma espécie de progressivo, embora ainda não domine bem este método. Foi uma boa ajuda, permitiu-me jogar aos ritmos em andamento e ainda usei esse treino para perceber a minha respiração. Se não me enganei, são três passadas para as inspirações e outras tantas para as expirações. 

Como gerem a vossa forma?

28
Nov19

Fecha ciclo, abre ciclo


João Silva

Terminada mais uma maratona, a terceira oficial, tenho pela frente uma tarefa muito exigente: fechar o ciclo. Ou seja, é chegada a fase do desmame, que mais não é do que uns dias dedicados a descansar o corpo, a não correr e a deixar tudo assentar. Porquê? Porque o organismo precisa de descomprimir e de libertar tudo o que sofreu nos meses anteriores. Ter objetivos e, no meu caso, que eles sejam maratonas é muito importante porque ensina a saber fechar e abrir ciclos de treino.

No primeiro ano não o fiz e depois paguei bem caro, porque entrei rapidamente em subrendimento e porque as dores tomaram conta do meu treino. Mais curioso ainda é o facto de elas só surgirem umas boas semanas após a competição, não é logo no dia seguinte.

Embora tivesse feito a de Aveiro numa forma mais deficitária face à do Porto em 2018, fiz o fecho do ciclo na primeira semana de maio. Contudo, quando falo em encerrar ciclos não quero dizer ficar de papo para o ar. Isso pode (e deve) ser feito nos dois dias seguintes, mas depois é necessário ajudar o corpo a recuperar. Como? Caminhando sem abusar, fazer reforço muscular e ingerir alimentos antioxidantes e repletos de vitaminas. Só assim se consegue recomeçar bem.

Em bom rigor, deveria fazer um desmame maior. Os profissionais fazem desmames de corrida na ordem das três semanas, por se estimar que só ao fim desse tempo o corpo apaga a memória muscular e regenera por completo. Isso não consigo, porque preciso do desporto para o meu equilíbrio mental, também no que à regulação do peso (mesmo não tendo uma alimentação desregrada). Ou seja, no meu caso, fico uma semana sem correr, embora não deixe de recuperar ativamente. Acreditem que depois tudo fica melhor. 

Terminada uma maratona, é tempo de preparar a seguinte, pelo menos, para mim, pelo que depois é necessário integrar faseadamente exercícios com maior carga.

No vosso caso, fazem algum tipo de desmame de exercício? Em que alturas e de que tipo?

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25
Nov19

Outubro, o mês do alívio


João Silva

Tal como previsto, a "maluqueira" que tinha no corpo só podia durar até finais de setembro, pois o mês de outubro obrigava-me a baixar a intensidade dos treinos. 

A maratona já estava à porta, pelo que quis baixar a carga. O corpo precisa de tempo para regenerar e o objetivo era estar bem para dia 03 de novembro.

Além disso, as mudanças neste mês, com o adiamento da meia maratona de Leiria para o dia 13 de outubro, também apresentavam desafios de sobra.

Fiquei com duas meias maratonas muito seguidas, apenas com uma semana de intervalo, e queria fazer bons resultados. Assumo-o perfeitamente: estava à procura de baixar o meu recorde pessoal. E consegui.

Portanto, e como era suposto e também saudável, o número de quilómetros baixou em outubro (em comparação com julho, agosto e setembro) e também os treinos de reforço foram menos intensos, embora, em abono da verdade, como se pode ver abaixo, não tenha havido um decréscimo significativo em quilómetros. Mas caramba, nunca me senti assim tão bem.

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Estratégias, cada um com a sua, mas todas viáveis desde que saudáveis.

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