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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

10
Mai22

Do mau perder à aceitação


João Silva

Falo-vos de um menino que jogava à bola em pequeno e que detestava perder. De tal maneira que chegava a inventar desculpas para anular vitórias dos outros ou que destruía as balizas feitas com paus.

Esse menino era eu e isto começou com 10 anos e deve ter-se prolongado até aos 15/16. Refiro-me ao pico do mau perder.

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O tempo foi passando e as derrotas (da vida e as do desporto com os amigos) foram-se acumulando. Portanto, havia dois caminhos: forçava o mau perder e minava tudo à minha volta ou aceitava e reconhecia quando os outros eram melhores do que eu.

Felizmente, foi a segunda opção a vingar.

Não fico especialmente maravilhado nem posso dizer que fico feliz pelas vitórias dos outros quando estas acontecem "em troca" de derrotas minhas ou de equipas que apoio. Mas aprendi a ser empático e, acima de tudo, a ser crítico e a reconhecer valor.

Penso sobretudo no futebol, mas isso também acontece no atletismo ou no ciclismo. Quando não consigo chegar onde quero, sou o primeiro a apontar o dedo (ae se aponto!), mas a mim, não aos outros. E sim, consigo ficar contente por alguém próximo de mim chegar a determinado objetivo.

Uma das grandes vantagens do atletismo é o facto de não dar para culpar outros pelos nossos falhanços.

Ainda assim, nas equipas federadas de topo mete muito trabalho coletivo, pois não é o atleta que se ocupa de preparar a sua roupa ou de ir comprar os seus abastecimentos, por exemplo.

No desporto amador, não é bem assim. É tudo "One man/woman show". Portanto, não faz qualquer sentido ignorar o bom trabalho dos outros que são melhores do que nós. É a lei do corpo de cada um que dita sucessos e insucessos (isso e o conhecimento/treino que cada um usa para evoluir).

Aceitar que alguém tem mérito e que nós não somos a última cereja torna-nos lúcidos...mas não nos pode roubar os sonhos nem as ambições.

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03
Dez19

Perder e falhar são dois direitos que tenho...


João Silva

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Para ser honesto, esses direitos também se estendem a todos vós.

Penso muitas vezes nessa ideia e à medida que vou envelhecendo dou por mim a aceitar melhor o facto de que o erro e o falhanço são tão importantes como o sucesso e a glória, não só porque os primeiros são os impulsionadores dos segundos, mas porque é uma relação fechada. Não existem de forma individual, tal como a tristeza e alegria.

Claro que aqui trago o assunto associado ao desporto, mas ele "estica-se" a tudo na nossa vida. Não se trata da ideia do "errar é humano". Prefiro seguir na linha de "errar permite evoluir".

De uma forma geral e sem contemplar as exceções, o erro é o elemento responsável por desencadear uma reflexão, logo, é o primeiro grande contributo não só para impedir a repetição das falhas como também favorece o crescimento, a evolução.

Cada vez mais, dou por mim a procurar casos de atletas que falharam de alguma forma e que canalizaram esse fracasso para transformarem a sua carreira num verdadeiro sucesso.

Não faço isso por sadismo mas para meter na cabeça que é legítimo errar e que isso deve ser visto como algo de positivo, mesmo que no momento não seja apreciado dessa forma.

Claro que não estou a defender ou a dizer que um insucesso deve ser celebrado no momento como uma vitória. Porém, após deixarmos o tempo atuar e a nossa consciência analisar o que se passou, devemos aproveitar essa oportunidade "perdida" para estabelecer a ponte para o lado positivo.

Aceito o argumento de que não me devia preocupar com isso porque não sou profissional, mas, como sempre defendo, não sou profissional na carteira nem nos patrocínios, mas sou-o na minha cabeça. Afirmo-o sem qualquer presunção, com a consciência de que exijo muito de mim, não porque acredite que vá ganhar alguma prova algum dia, mas porque essa é uma característica forte da minha personalidade.

Não me vejo de outra maneira, nem quero, mas preciso de compreender que a derrota e o erro podem ser uma "bênção".

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