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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

13
Jul22

Sabiam que...


João Silva

...cruzar os braços na corrida prejudica a postura e o desempenho?

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Passo a explicar: o movimento dos braços aquando da corrida não deve levar a que estes passem à frente do nosso tronco (faço muito isso, infelizmente). Porquê? Porque tal movimento vai levar a oscilações no tronco e isso provoca desequilíbrio e problemas posturais.

Idealmente, os braços devem seguir o movimento das pernas e devem estar "por cima" delas, num movimento direito.

Pensem nos sprinters. É assim que os braços devem mexer-se. O truque está em adaptar a rapidez do movimento à natureza da corrida. Numa maratona é impensável mexer os braços à velocidade de um sprint de 100 m.

07
Jul22

Sabiam que...


João Silva

...por cada ciclo de quatro semanas de treino se deve fazer uma semana de recuperação?

É uma etapa que não tem muitos fãs no mundo da corrida mas que é vital para assimilar o volume de treino do ciclo e para o integrar no nosso corpo.

Nessa semana de recuperação, que não é uma semana de não fazer nada nem de estar de papo para o ar, a redução do volume de treino deve andar entre os 40 e os 60 por cento.

Apesar de o período em causa ser de maior descanso, também se pode e deve fazer uma sessão mais curta de treino fracionado ou intervalado, por exemplo. Não deixa o corpo entrar em modo de hibernação e ajuda a estimular os músculos.

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22
Jan22

Sabiam que...


João Silva

...o progresso é filho da intensidade?

Leram bem. A chave da evolução na corrida está na intensidade dos nossos treinos.

Quanto mais intenso melhor. Os músculos são estimulados recebem mais oxigénio e são obrigados a gerar mais. 

Mas, como tudo, há um "gato" nisto: uma enorme intensidade tem tendência a criar um maior desgaste celular e muscular.

Pois é. Pois é, menino João! (Sim, estou a falar de mim). Maior intensidade obriga a maior descanso, porque a chave do desenvolvimento é o repouso e o soninho. 

Quanto mais dormimos, mais tendemos a regenerar (dependendo dos níveis de treino). 

Este é um processo demorado e não é fácil suportar treinos intensos, mas pode começar por pequenos sprints e "abanões" no final dos treinos normais. Isso já vai aumentar a necessidade de resposta do corpo.

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22
Ago21

Destrancar mesmo devagarinho


João Silva

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Quem tem filhos e pratica desporto deverá entender este problema  (também se pode aplicar o mesmo quando é para ir trabalhar ou às compras): falo de sair de casa para treinar (neste caso) sem acordar um bebé. É uma obra digna de se ver.

Fazer isto de madrugada e silenciosamente ainda é mais desafiante.

Basicamente, tenho de sair em pés de lã, nem ligo a luz do corredor, vou com o frontal ligado e voltado pelo chão. Rodo a chave muito devagarinho e, muitas vezes, só me calço fora de casa.

Às vezes, gosto de jogar ao risco e ainda tento levar a reciclagem para fora de casa por volta das 05h00 da manhã. 

Quando regresso, a aventura é a mesma. Sempre com o máximo de cuidado para não acordar o bebé.

Tudo menos acordar um bebé.

E desse lado também têm ou ja tiveram problemas do género?

 

20
Fev20

O Carlos tinha três e "você"?


João Silva

Logo em forma de ponto prévio, devo dizer que o artigo que sustentou esta minha publicação me foi passado pela minha estimada Diana, o que só prova o quanto ela também já está embrenhada no mundo do atletismo (na verdade, já estava. Sempre foi fã dos Jogos Olímpicos e costumamos passar belas sessões a debater performances).

Relativamente ao assunto de hoje, fiquei logo "preso" quando ouvi falar na questão das três passadas. Depois, não podia ficar indiferente ao testemunho de um campeão olímpico como o Carlos Lopes.

Na entrevista, feita pela publicação Corredores anónimos, o antigo atleta do Sporting revela que usava três tipos de passada. 

Na verdade, antes de vos deixar a minha opinião sobre a questão, confesso que fiquei fascinado ao ler que o campeão nunca abandonou o seu trabalho. Segundo ele, o atletismo era efémero. Esta "filosofia" não mostra outra coisa que não uma pessoa dotada de um grande espírito de sacrifício. Não tenho dúvidas de que foi isso que o conduziu ao sucesso.

A propósito do tema em concreto desta publicação, consigo perceber a ideia das três passadas, até porque se percebe que cada uma é própria de cada vertente do atletismo que ele praticou.

Entre vós, desportistas e corredores, quando correm, sobretudo em prova, fazem-no sempre da mesma forma?

Já tinha lido sobre isso há algum tempo no blogue do José Guimarães e, depois de ter começado a correr, pude, eu próprio confirmar que o desempenho e os resultados requerem estratégias diferentes. 

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Basta pensar no seguinte: quem corre em trails, devido às irregularidades e obstáculos, por norma, tem de adotar uma postura com os joelhos mais elevados e a aterragem do pé tem de ser mais afastada. Em estrada, por outro lado, devido ao desgaste do alcatrão, a passada pode ser mais curta e o tronco mais direito (sem estar rígido). Com efeito, a esse nível, consegui perceber no último ano que uma das chaves para uma evolução positiva dos tempos de corrida está na colocação da anca e no levantamento do joelho. Ou seja: anca direita e passada com pé a aterrar com a almoda da planta e depois com o calcanhar. É algo que se treina e que demora algum tempo a aperfeiçoar. Além disso, a tendência do cansaço é para retomar uma passada mais curta e os joelhos não sobem tanto. Se experimentarem contrariar isso, vou comprovar o que digo em relação ao ganho de velocidade. Passam a dar menos passos, mas percorrem mais espaço em menos tempo.

Não sei se também dão atenção a esse aspeto, mas confesso que ligo muito e que procuro estar constantemente a subir os joelhos (ou a tocar com os calcanhares no rabo).

O outro tipo de passada que já experimentei foi a do corta-mato, que obriga a uma maior rapidez, continua a permitir um ritmo constante, mas traz alguns obstáculos ao terreno, forçando assim uma colocação distinta dos pés.

Quantas passadas já experimentaram?

Como definiriam a vossa forma de correr?

Caso pretendam, podem ler a entrevista aqui e ouvir o campeão Carlos Lopes em primeira mão aqui:

 

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