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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

18
Jun21

Reféns dos patrocínios


João Silva

Isto do desporto é mesmo giro. 

Todos dizem que fazer é uma espécie de milagre para a nossa saúde, o que não me atrevo a desmentir. 

Além disso, o desporto é tido como um prazer. O que também é verdade. 

Mas se tudo isto é uma realidade, onde é que têm lugar as histórias de atletas profissionais que deixam de poder treinar e competir porque perderam os patrocínios?

Alguns perdem as bolsas ou mesmo os patrocínios, porque deixaram de apresentar resultados. Outros ficam sem nada porque se lesionaram e as marcas foram à sua vida. E, como se não bastasse, ainda temos o caso de atletas mulheres que deixam de ter quem aposte nelas porque, veja-se, foram mães.

Cada vez mais recorrentemente, tenho ouvido relatos de profissionais que viram a sua vida cair em desgraça porque as marcas perderam o interesse.

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Apesar de saber há muito que a nossa sociedade só valoriza números, e se for dinheiro melhor ainda, não deixo de ficar triste quando percebo que o crédito das pessoas se esgota no dia em que deixam de render. Então e onde fica o legado da pessoa? E onde se esgotam os seus valores morais e o exemo que dá aos mais novos e o caminho desportivo que mostra?

Só vale se ganhar? Recuso-me a aceitar essa ideia. 

10
Jun21

No meu tempo...


João Silva

Apesar de fazer muitas referências ao passado em muitos assuntos, ainda não recorro muito à expressão que usei no título. Talvez porque ainda não me sinta velho e, de certeza, porque não o sou. Curioso, em forma de antítese, a ideia do meu pai, que se acha velho e tem apenas 55 anos. 

A propósito disso, há uns tempos, a falar de corrida, porque ele também foi atleta, disse-me "no meu tempo, não queríamos saber disso, era pôr os pés na estrada e correr". O tema incidia sobre a importância da técnica de corrida. Chutei para canto.

Mais recentemente, quando lhe expliquei por que usava sapatilhas de corrida, disse-me que não havia melhores do que as dele. Diga-se que as dele eram sapatilhas casuais normais, com uma sola rígida e ideais para deslocar uma rótula ao primeiro impacto.

Aquela conversa fez-me pensar nas muitas diferenças entre o corredor típico da época do meu pai e o da minha.

Tendo em conta que o investimento não era uma prioridade na altura, já que o dinheiro tinha para onde ir, não deixa de ser interessante que um corredor de há 35 anos so precisava de uma t-shirt e de uns calções. Quanto a meias e a sapatilhas, era o que houvesse.

Quando penso em mim e no que considero essencial, vejo que não é nada assim. Por outro lado, há que admitir, também se cai muito no excesso. 

Voltando a mim: sapatilhas de corrida (mesmo que a um preço muito acessível), meias próprias, perneiras, collants no inverno, joelheiras por causa do impacto em alguns treinos, calções, luvas no inverno, t-shirt respirável, bolsa para telemóvel, gorro no inverno. Como corro de madrugada, ainda acrescento frontal, dínamos e fita refletora. Ah, e relógio GPS. Pouca coisa, portanto. É preciso uma sessão só para me vestir.

Mais a sério, há aqui algumas coisas dispensáveis, mas os tempos são outros. Mais do que de estilo, falamos de tornar uma atividade desportiva dura em algo confortável.

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Tal como noutras áreas da vida, houve evolução e já nem me atrevo a ir para a mentalidade, porque aí as diferenças são mais gritantes. Alongamentos, exercícios complementares de reforço muscular e treino cruzado são coisas que ainda não existem para muitos corredores mais velhos. 

E por aí, como se vê a evolução geracional naquilo que gostam de fazer. 

29
Mai21

A explicação do silêncio


João Silva

Já pertinho do final do mês, é hora de fechar finalmente o capítulo 50 km, até porque o corpo já trabalha a pensar numa próxima "brincadeira".

Como referi há dois dias, à exceção da Diana e do Mateus, masi ninguém sabia que ia correr 50 km no dia 24 de abril. Havia uma ou outra pessoa que tinha conhecimento dessas intenções mas que desconhecia se isso ia ou não para a frente.

Como sempre, fechei-me em copas e trabalhar para chegar onde cria.

Missão cumprida.

A explicação para este silêncio é muito fácil de dar: não gosto de dizer que vou fazer, gosto de dizer que fiz.

Eu não controlo o que vou fazer (ainda para mais, depois de ter sido pai), mas controlo o que já fiz.

E pronto, no fundo, trata-se de mostrar a minha presença mas com factos, com "obra", não com palavras. Sou um homem de línguas, adoro comunicar, mas, como já dizia o outro, "palavras leva-as o vento".

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28
Mai21

Quem és tu?


João Silva

Ao ver o vídeo de YouTube de uma página de corrida do Uruguai não pude deixar de me rir muito. 

Já me cruzei com imensas pessoas com um estilo de corrida muito próprio. Não há bom ou mau, há estilos. 

Na verdade, também uso muitos deles dependendo do treino e do desgaste.

Infelizmente, a de rastos não está representada. 

Ilustraria bem alguns dias 😅😋

 

 

 

Qual é o vosso estilo de corrida?

27
Mai21

O agradecimento dos 50 km


João Silva

Como sempre, quando se chega ao fim de um desafio do género, é importante perceber que não fomos só nós.

Na verdade, o meu corpo executou a minha vontade, mas se não houvesse compreensão e apoio da família tudo teria sido muito mais difícil.

Assim, claramente, o meu genuíno obrigado aos meus dois amores, a Diana e o Mateus. Suportaram as minhas irritações e parvoíces (e inseguranças) e deram-me o ânimo de que precisava (como fazem sempre).

Embora a participação mais ativa tenha sido da Diana, o Mateus merece um enorme obrigado (e um beijinho repenicado), porque teve um comportamento exemplar. É que isto de ser pai tem destas coisas: a minha "missão" estava marcada, mas o rapaz podia ter outros planos e lá se iam as intenções. Apesar de ter passado por uma fase complicada naquele mês, o Mateus descansou bem e isso foi uma enorme ajuda para os papás.

E pronto, como mais ninguém sabia das minhas intenções, fica o enorme e sincero obrigado aos dois amores da minha vida.

Foi feito por um, mas foi e será sempre dos três.

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26
Mai21

Há muitas, mas há alguma imaculada?


João Silva

Há uns tempos, recebi uma newsletter de atletismo proveniente de Espanha. 

O grande argumento daquela edição (que entretanto perdi) era uma máscara bem bonita por sinal e que, segundo eles, era perfeita para a corrida. 

Não sei se conhecem de alguma perfeita para corredores e, se souberem, peço que partilhem comigo. 

Não sou apoiante desta ideia maluca de correr com uma máscara, mas tenho muita curiosidade para perceber como são. 

Porquê?

Desde logo porque já corri uma vez, no dia 24 de abril de 2020 (primeiro confinamento e, como não me deixaram entrar na maternidade, aproveitei). Em segundo, porque o bom tempo desta altura do ano vai trazer ajuntamentos e provas e gostaria de perceber como tudo se vai passar.

A insegurança não diminuiu, pelo menos, não a minha. Ainda assim, não vejo a máscara como opção para correr. Entre fazer uma prova com uma e não fazer, optava pela segunda hipótese.

Quem já o fez, sabe que a respiração fica mais curta, que o fôlego é escasso e não nos permite recuperar rápido. É uma espécie de asfixia permanente. 

O que fiz para me adaptar foi mudar as horas de treino, escolher sítios não movimentados e procurar não me cruzar com pessoas. 

Quando isso acontece, desvio-me para a faixa contrária, mas, mesmo assim, não deixo de saudar pessoas nem de cumprimentar, pondo a mão à frente da boca e mantendo a distância própria da estrada.

Correr com máscara é um pouco como querer correr para receber ar puro e ir treinar para as grandes metrópoles chinesas como Xangai ou Pequim. 

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24
Mai21

Se não souber, escolha neutro


João Silva

Muito tenho falado em pés por esta altura, mas prometo que não é um fetiche.

É apenas uma forma de perceber o que pode afetar e influenciar uma das principais áreas da corrida. 

Dada a vasta escolha de calçado de corrida hoje em dia, é normal não saber o que escolher. 

Há sítios que permitem colocar o pé numa estrutura, deixando assim saber qual o tipo de passada. 

Aqui não há bom nem mau. Não há passadas melhores do que outras. Há biologia e fisionomia e a necessidade de termos algo que se adapte à nossa maneira de correr para melhorar o nosso conforto e a nossa forma de correr.

Posto isto, a passada é importante para perceber qual o local de maior carga do pé na hora de aterrar (segunda fase da cadeia cinética). 

Com o tempo e as pesquisas, percebi que a minha passada é supinada. Além desta, há também a neutra e a pronada.

Muito rapidamente, na passada supinada, a força do pé é feita pela parte externa (desgaste no lado de fora da sapatilha, no calcanhar, por exemplo). Na passada neutra, o pé apoia totalmente bem no chão e a força sai da zona do peito do pé. Já na passada pronada, o pé flete para dentro e a força sai da parte interna (desgaste na extremidade do arco e do calcanhar).

Em caso de dúvidas na hora das compras, devem optar sempre por uma sapatilha neutra. Apesar de conhecer a minha passada, é o que faço. 

Deixo-vos uma ilustração da página FUTfanatics que vos mostra do que falo.

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Se quiserem saber mais sobre o assunto, podem consultar aqui, por exemplo: 

https://www.institutotrata.com.br/tipos-de-pisada/

23
Mai21

Os 50 km em imagens


João Silva

Apesar de ainda faltar um ou outro aspeto desta missão de correr 50 km seguidos, é hora de mostrar o registo visual de alguns dias que antecederam a dita e do próprio dia, onde se vê bem a expressão de quem começa e o fantasma de quem chega ao fim de 50 km.

Havia muito mais fotos, mas ficaram tremidas porque foram tiradas a correr.

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22
Mai21

Desengonçado!


João Silva

Muito recentemente, falei aqui do facto de ter tido os pés tortos quando comecei a andar, em bebé. 

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O tempo passou e a prática foi ajudando a melhorar esse problema. Na verdade, chegam-me relatos da situação, pois não tenho memória disso.

Pratiquei desporto em miúdo e em adolescente e nunca tive problemas diretos.

Os meus pés endireitaram. Vendo melhor agora e analisando o desgaste em todo o meu calçado e, agora, particularmente nas sapatilhas de corrida, chego à conclusão de que isso influenciou a minha forma de correr e de andar. 

Logicamente (qualquer podologista o confirmará), a minha postura também sofre. 

E talvez isso também explique alguma descoordenação em alguns momentos da corrida. 

No ano em que corri a minha primeira maratona, tive problemas nos tornozelos, não por lesões de corrida, mas porque o calcanhar inclinava mais para dentro em corridas mais rápidas e batia lá, descascando aquela zona do corpo. Ficaram umas feridas muito jeitosas.

Outro detalhe desta descoordenação inconsciente é a ligeira inclinação para dentro do joelho. Se não atentar ao que estou a fazer, é certo que me vou magoar.

No primeiro ano de corrida, quando ainda fazia alguns trails, caía muito. Muitas vezes por tropeçar (fraco leventamento do joelho) e algumas por não coordenar os meus movimentos. Talvez por isso prefira caminhar em serra e correr em estrada. 

Tudo isto são especulações, mas a verdade é que tenho hoje algumas marcas físicas que se podem explicar por esse tal problema na tenta infância. 

21
Mai21

Os números dos 50 km


João Silva

Depois de ter partilhado a aventura que foi domar 50 km em estrada, venho agora partilhar os números desse desafio, onde podem ver o percurso e aspetos altitude ou ritmo. 

Fiquei genuinamente surpreendido por ter conseguido um ritmo dentro do habitual (esperava demorar muito mais). Essa foi a grande surpresa e penso que isso se ficou a dever aos abastecimentos.

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No fim de tudo, fica a sensação de que voltarei a repetir. Doeu imenso no período de recuperação, mas foi uma bela forma de superação.

Não sei explicar, mas isto transcende. 

20
Mai21

Pé que nasce torto pode vir a endireitar


João Silva

Ainda no seguimento dos textos sobre sapatilhas e cuidados a ter, partilho com quem me lê uma particularidade da minha pessoa: em pequeno, tinha os pés tortos. A dada altura da minha infância, talvez quando comecei a andar, as pernas faziam um arco e os pés fletiam para dentro.

Ao que consta, nunca andei em tratamentos (o dinheiro era escasso) e o problema acabou por "desaparecer".

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Curioso ou não, isso influencia a minha postura na corrida. Ainda hoje o desgaste no calçado se verifica mais na extremidade de fora.

Não corro curvado, mas direito também não. Portanto, a forma que o meu pé tem hoje ganhou-a na infância.

Também notam diferença nos vossos pés? 

19
Mai21

O dia dos 50 km


João Silva

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O dia de me lançar à estrada para quebrar o meu recorde de distância até então (era de 42,500 km) chegou. Foi no dia 24 de abril.

Uma espécie de antecipação da liberdade que a corrida me faz ter.

E, se não houvesse pandemia, provavelmente, estaria a correr a maratona em Aveiro.

De forma a ser bem claro, vou estruturar o relato em diferentes pontos:

Início

 O despertador soou às 3 horas e 30 minutos da manhã. Ou melhor: ele estava agendado para essa hora, mas alguma agitação noturna do Mateus e alguma ansiedade minha fizeram-me sair da cama uns 10 minutos mais cedo. 

Tempo de me aprontar, vestir o manto sagrado e de comer o pequeno almoço que antecede todos os meus treinos (iogurte natural magro com aveia, banana e café solúvel misturado). 

O percurso

Já tinha falado anteriormente no percurso que ia fazer. Na verdade, até já o tinha percorrido de forma faseada no fim de semana anterior. 

No entanto, a dureza excessiva que estava prevista para uma fase próxima dos 30 km ia rebentar por completo comigo. Após muito remoer e muito lutar, dei ouvidos à razão (à esposa, claro) e alterei o trajeto, contemplando mais subidas nas duas primeiras horas. 

Portanto, o percurso real teve estes contornos: Condeixa-a-Nova, GNR de Condeixa, pavilhão e piscinas municipais, Centro de Saúde de Condeixa, Alcabideque, Triplo Jota, Valada, Atadoa, Avessada, Rivolta, Orelhudo, Eira Pedrinha, Entrada de Condeixa, Arrifana, Ega, Campizes, Casével, Sebal, Venda da Luísa, Gorgulhão, IC2 entre Intermarché e Condeixa, casa. Foram estes os nomes das terras que me viram passar. 

Os abastecimentos

Como disse, tudo tinha de estar pensado ao pormenor. Fruto do que a corrida deu, tive de ir adaptando. Não serve de muito ser rígido neste aspeto. 

Sólidos: 2 bananas, 1 ao fim de 1h30 e outra já com 2h40. Porquê estes tempos? Não sendo uma bomba de açúcar com maltodextrinas ou dextroses, a banana demora a ser assimilada pelo corpo. Como durante a semana corro sempre 1h30, o corpo está "programado" para aguentar bem esse tempo. A segunda banana foi antes das 03h de corrida, precisamente para fazer efeito quando chegasse a essa fase, que é também o limite máximo habitual dos treinos de sábado e domingo. Devo dizer que foi perfeito. Não senti quebras significativas de rendimento. Muito pelo contrário. Uma dica importante: mastigar bem enquanto se corre para se absorver a banana mais rapidamente. 

Líquidos: água no depósito específico da mochila (tem mangueira para facilitar o processo durante a corrida). Do início até às 2h40 de corrida, ingeri pequenos goles de água a cada 30 minutos (aproximadamente). É importante manter o corpo hidratado sem o sobrecarregar (por causa das pontadas). Entre as 2h40 e as 3h40 de corrida, pequenos goles de água de 20 em 20 minutos. Como o corpo está mais cansado, precisa de água mais vezes. As perdas também são maiores, daí ser necessário ingerir mais. Das 3h40 às 04h00,  pequenos goles de 10 em 10 minutos pelas mesmas razões. A partir das 4h00, ingeri pequenos goles de 05 em 05 minutos. Foi fundamental. 

Evolução e sensações da corrida

Hora 1

Ritmo baixo, de adaptação, com sensações mistas. A cabeça dizia que talvez fosse noutro dia, mas o corpo dava ares de quem estava bem (dentro das condicionantes). Fase do percurso com mais subidas, mas tudo dentro de um ritmo baixo, para não me criar problemas logo desde início.

Hora 2

O tempo de tirar algumas fotos (tremidas). O ritmo já estava mais interessante, mas ainda sem exageros. Foi também a fase de fazer contas à evolução da corrida e de apanhar um susto valente, quando, junto ao sopé da serra, fui "encadeado" pelo frontal de outro corredor (maluco?) que por ali andava àquelas horas da madrugada.

Esta fase marcou também a passagem de transição por Condeixa e o acesso a Arrifana. A partir de aqui, entrei num percurso mais estável.

Hora 3

Hora de olhar para o relógio e de perceber os sinais do corpo. Tinha a sensação de que ia fazer menos do que as 5 horas previstas. Por outro lado, o corpo já dava sinais de fadiga e já havia dificuldade em oscilar rapidamente entre ritmos. Procurei uma passada confortável que me permitisse resolver uma pontada forte no lado direito (provavelmente, um ou outro gole de água mais "cheio"). Entrei numa zona do percurso que já metia terra batida, o que até ajudou na estabilização do ritmo. Foi aqui que passei a barreira dos 42 km.

Hora 4

Já com um novo recorde pessoal no corpo, contava quilómetro a quilómetro para chegar aos 50 finais. Não foi tanto por dores ou problermas físicos, foi pela emoção de estar a chegar onde queria. Sabia que já era difícil escapar. Ainda enfrentei uma pequena inclinação nos últimos três quilómetros, mas fi-lo a bom ritmo.

Veredito final

Como se pode perceber pelo discurso, consegui mesmo correr os 50 km. A missão foi cumprida e comprida, mas foi, uma vez mais, uma enorme prova de que é possível. De que dá, quando se quer muito (às vezes não é assim, bem sei). Já depois de ter terminado, enquanto estabilizava, caminhei e deixei que as dores viessem ter comigo. É sempre a pior parte. Ainda assim, foi algo que se superou com muitos e bons alongamentos (e rolo). 

Missão cumprida!

 

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18
Mai21

Não lave isso, homem !


João Silva

Não sei se trago uma novidade para todos. Para mim, há uns anos, foi. 

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O calçado de corrida não deve ser lavado na máquina! Nem a secagem deve ser na máquina. Sabiam? Pois é!

Estes produtos requerem um tratamento mais cuidado. Portanto, paninho húmido com água tépida e muito ar fresco para secar.

As máquinas só estragam este tipo de produto, pois submetem os materiais sintéticos e têxteis a pressões e temperaturas elevadas e destroem a qualidade. 

Da próxima vez, vão pensar duas vezes de pisam aquela poça de lama, certo?

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15
Mai21

A companhia nos 50 km


João Silva

Nesta missão, não podia fazer diferente do resto dos treinos e tive de pensar em tudo ao pormenor.

Uma das coisas que procurei ter comigo foi a companhia sonora.

Já corri com música, sem som de fundo e agora corro com podcasts há mais de ano e meio, porque é a minha forma de ter "contacto" com o mundo, de refletir e de ficar bem-disposto. É também o momento certo para treinar a compreensão das outras línguas que falo (alemão, francês e inglês).

Por isso, para esta empreitada de algumas horas, tinha mesmonde escolher a dedo o que ia ouvir.

Como podem ver na imagem, centrei-me no humor e nos podcasts de entretenimento em português e um ou outro em alemão e francês.

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