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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 66 kg graças à corrida e à reeducação alimentar. Desde então, o contador vai em 40 provas: 20 x 10 km, 7 trails, 10 meias maratonas e 3 maratonas.

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 66 kg graças à corrida e à reeducação alimentar. Desde então, o contador vai em 40 provas: 20 x 10 km, 7 trails, 10 meias maratonas e 3 maratonas.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

16
Nov19

Finalmente percebi o vazio


João Silva

IMG_20190831_112853.jpg

Na altura em causa, optei por não falar nisso, muito sinceramente, para me proteger de eventuais comentários desagradáveis. Sei porque fiquei assim naquele momento e a coisa foi devidamente resolvida.

Já ouviram falar em vazio no desporto? Principalmente no ciclismo é comum. Passo a explicar: é o momento em que um corredor, aparentemente bem e em boa forma, não consegue responder a um ataque do adversário e não sai daquele marasmo. É como se estivesse a pedalar sempre no mesmo sítio.

Na corrida isso também acontece. Na semana de 26 a 31 de agosto, passei por isso três vezes, a última no treino mais longo de 38 km. E o que senti? Primeiro, um dos fatores causadores, não dormi bem nessa semana, muitas preocupações na cabeça. Já acordei meio zonzo. No entanto, aquilo de que falo é haver uma altura no treino em que o corpo continua a correr mas sem desenvolver, parece que não dá sinais de vida durante alguns minutos. Depois passa, mas é muito importante estar consciente e não deixar o cérebro desligar. Como se pode fazer isso? Tentando fazer um sprint ou uma mudança brusca de direção para o corpo acordar.

Aquilo assustou e foi claramente falta de glicose no corpo, senti a marca dos treinos todos daquele mês e daquela semana em particular. E não repus devidamente a energia. Como o corpo não é de ferro, ressentiu-se e, confesso, deixou-me um pouco preocupado para a maratona, mas correu tudo bem. Felizmente.

Já vos aconteceu o mesmo? Como resolveram a situação?

12
Out19

Se abrandou, mete estímulo


João Silva

No final de agosto já tinha falado sobre a importância dos esticões nos treinos como forma de melhorar a forma e de obrigar o corpo a sair da zona de conforto e da habituação.

Recordo-me de na altura ter contado com um belo parecer da estimada Luísa de Sousa. Em relação aos seus treinos, ela dizia que mudava o cárdio para sessões de HIIT como forma de estimular o corpo e o metabolismo.

Efetivamente, é a melhor forma de explicar o que quero dizer quando afirmo que é importante estimular o corpo. No caso da corrida, para os atletas amadores ou mesmo para os curiosos da corrida, sugeri jogos de velocidade durante os treinos para ajudar a abanar o corpo.

No fundo, os estímulos são isso mesmo, ruturas bruscas e repentinas numa determinada metodologia que têm o "condão" de levar o vosso corpo a pensar "mas o que é que este gajo está a fazer?".

tIME-TRIAL 18 KM 26.08.19.jpg

 

Acreditem, ao fim de algum tempo, a "máquina" fica viciada e, como gasta sempre a mesma energia e trabalha sempre da mesma forma, não desenvolve, não vos deixa sair da "cepa torta". Mudar de exercícios e de duração das sessões de treinos vai ajudar imenso. Diz-se, e com razão, que a transpiração não é sinal de maior queima de calorias, no entanto, é normalmente um sinal bem forte de que o corpo precisa de mais esforço para regular a temperatura. E, valha a verdade, anda tudo à volta disso: da capacidade que ele tem para nos manter em equilíbrio. Como tem de haver sempre perda de energia nesses casos, o metabolismo terá de acelerar e isso é benéfico para a vossa evolução. Em pouco tempo notarão melhorias.

Falando do meu caso, quando decidi aumentar ainda mais o volume dos treinos em maio não sabia bem até que ponto iria notar evolução. A esta distância temporal, percebo que foi o melhor que fiz.

O truque aqui também passa por ser paciente, porque o corpo demora algum tempo a assimilar novos métodos e novas estratégias para ser funcional. Mas, meus caros, paciência é um bem muito precioso e muito escasso na sociedade atual. Contra mim também falo.

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