Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 66 kg graças à corrida e à reeducação alimentar. Desde então, o contador vai em 40 provas: 20 x 10 km, 7 trails, 10 meias maratonas e 3 maratonas.

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 66 kg graças à corrida e à reeducação alimentar. Desde então, o contador vai em 40 provas: 20 x 10 km, 7 trails, 10 meias maratonas e 3 maratonas.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

12
Dez19

Um carro no meio do milho


João Silva

Em mais uma peripécia ocorrida em provas, venho contar uma história insólita e à qual não achei muita piada no momento.

Já no regresso à linha da meta pelos milheirais que envolvem o Choupal em Coimbra, começo a ouvir um carro a aproximar-se.

classificação prova (83).jpg

Nem queria acreditar. Com tanta gente naquela zona, fossem atletas ou caminheiros, como foi possível deixar um carro atravessar aquela via, levantando tanto pó que mal conseguíamos respirar em condições.

É tão insólito que custa a acreditar que tenha acontecido.

Quando o dito passou por mim, vi algumas pessoas dentro dele com camisola de prova. Não sei se se sentiram mal e estavam a ser "rebocados". Sei, por outro lado, que aquela poeira em simbiose com o muito calor que se fez sentir foram muito prejudiciais.

E convosco também já aconteceu algo assim tão caricato?

24
Out19

Coimbra teve muito encanto - melhores momentos


João Silva

Acho mesmo que a zona junto ao rio é mágica.
Tem outro encanto correr em Coimbra.
Talvez por isso tenha acordado devidamente encantado por poder correr aquela meia maratona no passado domingo.
A sensação de estar em casa, pela quantidade de pessoas conhecidas, a proximidade geográfica, o desafio, a paisagem. Valeu tudo a pena.

Isso é claro: poder ver tanta gente boa, começando pela minha equipa. Dado não fazer nem metade dos trails da maioria da ARCD Venda da Luísa, não tenho um contacto tão constante com os meus colegas, só quando decidem vir para o "meu habitat". Portanto, é sempre bom sentir e dar afeto desportivo, bem como motivar e ser motivado.

A título muito pessoal, importa destacar o meu bom amigo Ricardo Veiga (numa das fotos).
Já nos conhecemos há tantos anos, ainda era ele meu chefe e nós nem desconfiávamos que nos encontraríamos nestas andanças. Tem lugar cativo na minha família alargada, a das corridas. E companheiro de maratonas, a próxima já no Porto.

Quanto ao resto, vejam por vocês em baixo. Espero que transmita o quão desfrutei da prova do passado domingo.

IMG_20191020_093831.jpg

IMG_20191020_084355.jpg

IMG_20191020_114327.jpg

IMG_20191020_113508.jpg

IMG_20191020_094555.jpg

IMG_20191020_114141.jpg

IMG_20191020_093441.jpg

23
Out19

Percurso que vale pela primeira metade


João Silva

À exceção de uma mudança forçada por causa de obras num troço da cidade, o trajeto foi igual ao dos dois anteriores em que fiz a prova.
Se, por um lado, cria identificação com as provas do circuito EDP Meias Maratonas, fazendo com que as pessoas saibam ao que vão, por outro, torna-se parcialmente monótono.

Passo a explicar: a corrida é maravilhosa até ao quilómetro 09. Parte do "campus" das universidades, desce à zona do Alma, acede à beira-rio, entra na zona da câmara, passa pela estação nova, atravessa a ponte para a zona dos terminais e depois da entrada no Choupal torna-se muito monótona.

A corrida tem o epíteto de "Corrida do conhecimento", mas estamos 10 km (dos 9 aos 19) afastados de apoio e da cidade em si. Bem sei que haverá motivos de força maior, nomeadamente, impedir constrangimentos de trânsito e que a Mata Nacional do Choupal é património ambiental, mas a prova perde beleza pela monotonia e, sendo franco, essa característica fá-la perder estímulo competitivo.

Depois disto, os últimos dois são novamente na cidade, contando já com excelente apoio das pessoas, o que até nos faz levitar naquela fase.

Acho que fazia bem um estímulo diferente. Coimbra tem mais zonas bonitas....e duras.
Ainda assim, a corrida vale a pena pela primeira metade e pela moldura humana.
Sabe bem ter aquela noção "nacional" do que nos espera no Porto, no dia 03. Foi um cheirinho.

IMG_20191020_093441.jpg

IMG_20191020_092615.jpg

IMG_20191020_084512.jpg

IMG_20191020_094910.jpg

 

22
Out19

Quase nada a apontar à organização


João Silva

IMG_20191020_114401.jpg

IMG_20191020_084512.jpg


Não encontro mesmo nada que me possa "obrigar" a dizer que eles não estiveram bem.

A favor deles, Global Sports, há que dizer que trabalham como é com profissionais, que têm já tudo devidamente orientado, que a máquina está oleada e que contam com uma grande visibilidade, o que ajuda nos patrocínios e a levar milhares de pessoas às suas provas.

Não foi exceção em Coimbra.

Os levatamentos dos dorsais bem definidos, o certame de barracas, patrocinadores e ofertas devidamente identificado, o percurso igual, à exceção de uma mudança fruto das obras junto à estação.

Além disso, como bónus, houve ainda transmissão televisiva na TVI, muita animação "contratada" na rua, com grupos de cantares e tunas.

No fim, uma medalha diferente da dos anos anteriores, bem bonita e muitas ofertas dos patrocinadores.

Como não podia deixar de ser, deixo duas notas: primeiro, a camisola, apesar de muito bonita e de ter qualidade Joma, mantém a cor de todas outras provas da EDP meia maratona em 2019. Percebo que crie identificação, mas podia ser diferente, como foi em 2017 e em 2018. Dá outro brilho.

A segunda, não da responsabilidade da organização, é um pesar pela falta de apoio nas ruas. O incentivo é uma enorme ajuda e o tempo aguentou-se bem. Desta vez, achei que Coimbra deixou a desejar na motivação aos atletas. À exceção da meta.

 

21
Out19

Finalmente abaixo de 1h30 na Meia de Coimbra


João Silva

IMG_20191020_114222.jpg

IMG_20191020_114953.jpg

 

 

Nota prévia: o tempo de ontem na Meia maratona de Coimbra foi de 1h29m50s.

É verdade, consegui finalmente baixar de 1h30. Precisei de fazer dez meias maratonas para alcançar esta marca que considero tão importante para mim.

Tinha mesmo de ser em Coimbra. O ano passado fiz a corrida de 10 km e tinha dito que um objetivo para 2019 era ficar abaixo de 1h30.

Foi um ano estranho até agora porque precisei de sofrer muito para depois começar a melhorar.

E ontem foi um dia de ouro. Andei a semana toda com ideia de fazer menos de 1h30 na prova. Aliás, dizia a mim próprio que ia conseguir. Acho que foi aí que ganhei verdadeiramente, porque, quando me levantei ontem, senti que era o dia.

A prova proporciona bons tempos, há que admiti-lo, porque até aos 7 km é muito rápida, endurece do depois.

Estas descidas iniciais permitiram-me fazer 7 km em 30 minutos e ganhar a almofada que tanto queria para depois gerir o cansaço quando ele aparecesse.

Pela primeira vez, encaixe o 14 km numa só hora de corrida. Num treino forte de fartlkets, consigo chegar aos 13 km numa hora, portanto, o ritmo foi mesmo muito alto.

Confesso que não tive muitas preocupações com o corpo, porque estava bem, a distância que galguei foi "ajudada" pelo percurso e não por um esforço excessivo.

Entre os 12 e os 14 km, encontrei um senhor com um ritmo muito bom e acabei por beneficiar com isso na viragem do percurso, porque aumentei a cadência.

Até aos 16,500 km, achei que puxei muito e acabei por passar alguns atletas.

Na minha cabeça, já só estava o valor de 1h29. Isso e o relógio, pois estava sempre a controlar a evolução. Quando cheguei aos 19 km, senti o corpo a dar sinal de fadiga. Toca a corrigir a postura, anca para a frente e joelhos levantados, mais distância percorrida e menos desgaste.

Aos 20 km, na viragem da ponte de Santa Clara, foi olhar para a meta, bem ao longe, e desafiar o contador oficial que estava a querer chegar rapidamente a 1h30m de prova. Não deixei, ficou a 10 segundos, eu entrei para a minha história de resultados e senti uma felicidade muito grande.

É difícil não passar do: tanto trabalho para chegar ali. Mas foi, mas é, mas tem sido assim. E ainda bem.

Agora venha de lá a prova, aquela que me faz brilhar os olhos, dia 3 de novembro no Porto.

Screenshot_20191020_114535_com.runtastic.android.j

 

20
Out19

A última grande antes da maior


João Silva

FB_IMG_1540277577421.jpg

Vou para a terceira edição desta prova. Na verdade, depois de ter feito os 10 km em 2018 por uma medida de precaução, já que não sabia como o meu corpo ia reagir para a maratona, vai ser a segunda vez que farei o percurso referente aos 21 km. Aquela prova em 2018 marcou a minha primeira prestação ao serviço da ARCD Venda da Luísa. Foi aí que conheci os primeiro colegas de equipa.

Na minha estreia em 2017, segunda meia maratona do meu percurso, terminei a prova com o tempo de 1h35m. Foi um bom tempo. Ainda assim, na altura, fiquei com a sensação de que era possível fazer mais e melhor.

Como em 2018 percorri os 10 km, volto lá hoje para confirmar que é possível baixar.

Os indícios dos treinos de contrarrelógio e de fartleks revelam que baixar o tempo está ao meu alcance, até porque, além do mais, a prova da semana passada em Leiria me deixou às portas do "paraíso". 35 segundos separaram-me da marca abaixo de 1h30. O deseafio está lançado.

A minha ideia é sempre apostar em 1h30. Acho que é uma espécie de número mágico.

A prova em si vai lançar-me um desafio interessante, pois tem o perfil de corrida muito rápida na primeira metade e de muito "massacrante" na segunda, por ser um piso demasiado igual.

Portanto, importará aquecer muito bem para iniciar logo numa velocidade elevada.

Tentarei esticar os ritmos, fazer uma espécie de dança para evitar quebras.

Se no fim não conseguir? Não há problema, a prova serve de treino para o que virá daí a duas semanas, a maratona no Porto. E, mais importante do que isso, havendo saúde e bons treinos, poderei voltar a tentar baixar o tempo em 2020.

IMG_20181021_091958.jpg

12
Set19

O Choupal ficou cheio de cor - momentos fotográficos


João Silva

Eu bem disse que ia à procura de bons momentos. No "saco" trouxe também um excelente resultado, mas o dia do passado domingo foi mesmo impagável pela quantidade de boas pessoas que revi.

Senti mesmo que, da outra parte, também houve muita gente a gostar de me ver. Aqueles olhares condescentes, afirmativos e sorridentes não enganam ninguém. Estamos mesmo "entre família". 

Claro que foi fantástico estar com todos os meus colegas de equipa ARCD Venda da Luísa, sendo que aqui vou destacar alguns por motivos específicos: o Artur pela sua boa disposição, o João por me parecer uma espécie de meu "camarada 'fanático' do ciclismo", o André por ter treinado comigo e por ter feito a sua primeira meia maratona, o José pela pessoa que é e pela sua história, o Nélson e a Sara tipos porreiraços e por serem camaradas com quem vou correr a maratona do Porto. Uma "menção honrosa" para o Pedro e para a Beta e também para o Nélson.

Além disso, foi muito bom trocar uns dedos de conversa com o Joel ou com o João Pereira. Incrível mesmo foi rever a Lígia e o Ricardo. Ela acabou mal fisicamente mas fez um excelente resultado no escalão e ele sentiu algumas dificuldades, mas aguentou-se que nem um bravo e ainda houve tempo para me telefonar no fim e para estarmos mais de 20 minutos à conversa, a analisar tudo e já a antever maluqueiras em treinos e um reencontro na maratona do Porto.

Posto isto, deixo-vos com imagens daquele que foi um dia memorável.

Elas aqui estão:

classificação prova (23).jpg

classificação prova (67).jpg

classificação prova (69).jpg

classificação prova (72).jpg

classificação prova (73).jpg

classificação prova (107).jpg

 

11
Set19

Percurso plano com o sol como elemento castigador


João Silva

classificação prova (79).jpg

classificação prova (136).jpg

classificação prova (153).jpg

Estas fotos são relativas à parte inicial e à final da meta. Não obtive imagens do "interior" do circuito, sendo que, na verdade, não era um circuito no sentido de repetições.

Fazendo análise ao percurso, diria que não mudou em relação ao ano passado e que é muito rolante. Ao contrário do anunciado na maratona de Aveiro, a eco maratona de Coimbra foi de facto muito rápida e plana, permitindo tanto uma boa cadência como uma perfeita manutenção de ritmo.

O calor, ao qual a organização é alheia, foi a maior dificuldade que enfrentámos. Obrigou-nos a gerir muito bem a quantidade de água a ingerir e a levar muitas proteções face ao sol. A minha bandana já virou moda nestas andanças estivais. Better safe than sorry, já diz o ditado.

De resto, ainda acerca do percurso, refiro que tinha muitas viragens, o que requer algum jogo de cintura, mas as mesmas estavam muito espaçadas entre si, permitindo perfeitamente ganhar ritmo suficiente para as domar.

O desnível foi praticamente inexistente. Para variar dos meus treinos e de algumas provas, foi muito bom.

10
Set19

A organização foi prestável mas podia ter havido consequências


João Silva

classificação prova (180).jpg

É a organização de eventos desportivos em que mais confio. Não tenho problemas em dizer que tenho um carinho especial pelo Guilherme e pela Esmeralda. São incansáveis e inexcedíveis em tudo e nunca senti falta de apoio deles. Não faço sequer ideia das dificuldades associadas à organização de uma prova, nunca nada é perfeito e qualquer das minhas críticas deve ser vista como uma sugestão, não como "manda abaixo".

classificação prova (32).jpg

Começando pelos aspetos positivos: percurso fantástico, policiamento impecável, assistência de emergência na meta, prestabilidade em recuperar atletas em estado deficitário, águas bem frescas à nossa espera, percurso muito bem delimitado e identificado, esforço por ter sempre elementos por perto, sobretudo, nas zonas de viragem.

Além disso, apraz-me elogiar a escolha da camisola. Adorei. As fitas da medalha são bonitas mas a medalha do ano passado tinha um aspeto maravilhoso.

classificação prova (42).jpg

Todavia, como disse, nem tudo foi bom. Começo por duas observações que ouvi de outros atletas, sendo que, num dos casos, não posso dar a minha opinião. Inicia-se por aí: houve queixas de que os abastecimentos aos 16 e aos 17 km e qualquer coisa não era úteis por serem tão próximos. Sinceramente, nem me apercebi disso. Não serve de justificação, mas, acrescento, cada atleta também tem a responsabilidade de acautelar aquilo que vai ingerir.

classificação prova (49).jpg

Já no caso da outra observação, posso meter o meu bedelho: as tarjas dos quilómetros estavam colocadas em zonas erradas. Além de mim, que só reparei mesmo nisso a partir dos 10 km, houve mais dois atletas a notar a falha. No fim, deu os 21,095 km. Até aí tudo bem, mas animicamente pode ter influência.

Deixo nota de dois problemas que me afetaram, sendo que não sei até que ponto a organização tem responsabilidades no primeiro: a dada altura, por volta dos 16-17 km, vi atletas a barafustarem porque havia um carro a passar no estradão e a levantar pó, dificultando ainda mais a oxigenação. Desconheço se haveria outra forma de passar ali e se se tratava de algum problema de saúde, mas foi muito complicado para nós.

Para último deixo algo que me pareceu muito grave e que podia ter consequências terríveis. E sei que não fui o único a ver isso desse prisma: houve pelo menos seis atletas à minha volta a criticar o mesmo: com tanto calor e sem grande vento ou "proteção" das árvores, das duas uma: ou a prova não se realizava ou era antecipada em, pelo menos, duas horas. Dois dias antes,  organização alertou para temperaturas elevadíssimas e até antecipou a partida dos 10 km. Aliás, toda a semana passada foi um sufoco. Portanto, já se sabia o que iria acontecer e acho que ninguém levaria a mal se não houvesse prova. Não sei por que razão não houve adiamento ou antecipação, sou empático nesse sentido, mas garanto que é horrível correr com um nível de desidratação tão elevado e levei quase um litro de água na mochila.

No meu entender, a melhorar.

09
Set19

Resultado muito bom e o dia em que me senti um corredor a sério


João Silva

final da prova.jpg

Não há corredores a brincar e nem pretendo rebaixar ninguém, mas, caramba, ontem fui um verdadeiro atleta. Cheguei ao fim e fiquei orgulhoso de mim, não por ter feito um tempo excelente que valeu um 31.º lugar na prova (podem ver nas imagens abaixo), mas porque consegui gerir o meu desempenho e porque, a dada altura, percebi que já não tinha mais para dar e, mais do que tentar forçar, tentei limitar os estragos. Foi precisamente na altura em que compreendi que já não daria para fazer menos de 1h30. Ainda não foi desta, mas há de ser este ano, tenho essa sensação, sobretudo, porque este foi o meu melhor resultado em provas em 2019.

1-3 km.jpg

Analisando em maior detalhe, como se pode ver pela quilometragem, arranquei muito bem, ao contrário do que é meu costume. Na verdade, já tinha previsto uma prova em modo de contrarrelógio e, por ser em prova, "sabia" que o ritmo seria mais alto do que em treinos. Ainda assim, foi muito melhor do que esperava.

4-6 km.jpg

Como estava mesmo muito calor, optei por ingerir pequenas quantidades de água de 08 em 08 minutos. Foi muito importante e sem isso teria acabado numa valeta. As condições climatéricas não estiveram a nossa favor.

Ainda assim, foi dando para manter um ritmo alto, embora na parte final dos 06 km já começasse a sentir alguma necessidade de um sólido.

7-8 km.jpg

Levei uma gelatina em barra comigo, mas sou demasiado teimoso e tenho uma enorme aversão a ingerir açúcares adicionados. É uma loucura e nem sei bem o que poderia fazer em termos de resultados, se comesse o raio da barra.

Nesta fase, já achei que ia muito rápido e que poderia haver quebra mais cedo do que o costume.

Os tempos parciais acima refletem isso mesmo. 

10-12 km.jpg

No entanto, talvez por me encontrar próximo de vários atletas com um ritmo muito bom e semelhante ao meu, mantive a cadência e fui muito constante. Foram cerca de 06 km ao mesmo ritmo. Isto só foi possível por causa dos treinos de fartleks.

13-15 km.jpg

A partir dos 12 km, comecei de facto a sentir quebra. Mais do que água, precisava de sólido, mas recusei-me. Claro que o corpo não quis saber e "castigou-me", ainda que de forma consciente, porque a ordem foi dada por mim. Percebi que precisava de estabilizar para chegar a uma ponta final mais forte.

16-18 km.jpg

Aqui foi muito bom, primeiro, ter perguntado a um atleta de outra equipa se queria fazer uma espécie de aliança. Passo a explicar: no ciclismo é muito comum unir forças para aumentar ritmo. É difícil de perceber, mas as cadências dos corredores ficam muito próximas e ora uns ora outros endurecem o ritmo. É como se um trabalhasse mais para "puxar" os outros, mas, na verdade, todos beneficiam. Chama-se ir na roda no ciclismo e também se usa no atletismo.

Foi um enrome sinal de maturidade porque havia momentos em que sentia que podia esticar mas depois ia acabar por ficar sozinho e perderia ritmo. Ou seja, ora abrandava para se juntarem a mim, ora eram eles a fazer o mesmo, isto porque houve elemento da equipa Nascidos para correr a juntar-se a nós os dois.

19-21 km.jpg

20-22.jpg

E assim fomos até ao quilómetro 18, mas cheguei a esse ponto e percebi que já não tinha força para aumentar a carga, tendo "deixado" um dos corredores seguir bem lançado. Foi nesse momento que voltei a ser atacado por um fenómeno de vazio, algo que explicarei nas próximas semanas, mas que não é mais do que uma perda súbita de energia. O corpo continua, mas o "motor partiu", para usar mais uma expressão do atletismo.

E foi aqui que percebi que amadureci como atleta. Porquê? Porque há um ano ficaria muito triste a exigir mais e mais de mim mesmo já não dando para mais e chegaria ao fim irritado, sem usufruir e a pensar que tinha sido um fracasso.

classificação prova oficial.jpg

Ontem foi tudo menos isso. Senti orgulho e dever cumprido, vi que não deu para fazer menos de 1h30, objetivo que tinha proposto, mas dei tudo o que tinha, logo, não podia inventar. E, modéstia À parte, o tempo é bom. E é o meu melhor no ano em curso, portanto, fui e fiquei feliz e foi isso que me fui dizendo entre os 19 e os 21 km. 

Acabei em sprint, esgotado, sem qualquer energia, mas feliz.

runtastic percurso.jpg

Já em casa, ao consultar os resultados, vi que fiz a minha melhor classificação numa prova do género, portanto, missão cumprida.

 

08
Set19

À procura de coisas boas no Choupal


João Silva

Terminada a época estival, é tempo de retomar as provas. Não tanto para confirmar a evolução e os treinos, mas para perceber onde e como estou na hora de gerir aquelas "síndromes" pré, durante e pró competição.

O verão foi muito bom e termos de treinos, o que, tal como nos anos anteriores, já é uma característica minha. Dou-me bem com esta fase do ano.

A menos de três meses da maratona, é bom ter esta prova para poder reformular o que for necessário, sempre com o intuito de chegar bem ao Porto.

No ano passado, consegui fazer 1h30 em pouco mais de 20 km. Trata-se de uma Eco Meia Maratona, mas, na verdade, faltavam uns metros para chegar aos oficiais 21 km.

Seja como for, perante a evolução positiva que tive desde meados de junho, é legítimo pensar que consigo chegar aos números do ano passado. Ao que parece, a prova não mudou o seu percurso, pelo que já sei com o que contarei. E, ao contrário do Anadia Wine Run, não andamos "perdidos" nas vinhas, vamos explorar os milheirais do Choupal em Coimbra. Uma zona muito sossegada e propícia a mais uma bela manhã de corrida entre corredores.

Por isso, em termos práticos, proponho-me a fazer uma gestão consciente da prova, os primeiros 10 km não muito abaixo dos 5'/km e uma segunda metade a rondar os 4'30'' e sem quebras de forma algures entre os 16 e os 18 km. Em termos objetivos, quero fazer menos do que 1h30 (excelente mesmo era terminar com 1h25). No que toca aos abastecimentos, proponho-me a engolir o meu orgulho e a abastecer numa meia maratona sensivelmente aos 10 km, se possível, com fruta de digestão rápida. 

Por último, mais importante do que todas as contas e metas é poder passar excelentes momentos com os meus colegas de equipa e com a minha "família" das provas, aqueles que me fazem sentir "em casa" nestas provas. É indescritível a sensação de ir a uma prova e já saber que não sou indiferente. Aquela sensação de "pertença" é maravilhosa.

Quanto ao resto, que seja um dia com uma temperatura amena, propício à prática desportiva e que possamos sair dali com uma barrigada de bons momentos.

FB_IMG_1536691524267.jpg

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Links

Redes sociais

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D