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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

07
Mai20

Silêncio de ouro


João Silva

2019-12-31_09_37_31_139.jpg

Quem se revê neste título?

Há já muito tempo que pensava nisso.

Não se trata de não querer falar com os outros ou de ser associal. Nada disso.

Sou uma pessoa social e extrovertida, embora privilegie o meu canto e as minhas pessoas em detrimento de saídas constantes.

No caso, não estarei a dar novidades a ninguém ao revelar que o silêncio é um processo muito útil no nosso quotidiano.

Em várias etapas da minha vida pude comprovar isso mesmo. Aquela em que notei mais esse impacto foi na minha profissão.

Enquanto tradutor, trabalho maioritariamente sozinho e apenas "falo" com o computador. No entanto, houve alturas em que tinha constantemente os podcats ou vídeos do Youtube ligados "como companhia".

 Se, por um lado, ajuda a ter a sensação de que não estamos sós, por outro, perturba o raciocínio. Pelo menos, no meu caso. Reparei que trabalho melhor sem esses "intrusos". E vocês?

Curioso ou talvez não, corro muito mais vezes com música ou podcasts do que com o silêncio. Sou um lobo solitário em termos de treinos, mas com os podcasts ligados sinto que nunca estou só. Quem se revê nisto?

Ainda assim, por uma questão de higiene auditiva, de tempos a tempos, preciso de correr sem ruído de fundo para poder absorver todos os sons naturais dos espaços que me envolvem.

Vocês são iguais?

26
Mar20

Silêncio, meditação, cérebro


João Silva

IMG_20190518_085004.jpg

Aflorei esta questão há uns dias, mesmo a terminar o mês de março e agora dou-lhe o remate final.

Disse que o silêncio era importante sem, no entanto, explicar verdadeiramente o motivo.

Em termos científicos, o silêncio assume, face ao cérebro, a mesma função que o esquecimento. Ou seja: são mecanismos de limpeza. Ao contrário do esquecimento, cuja importância se revê mais na limpeza e na higiene cerebral, o silêncio permite a assimilação do conhecimento. É, na verdade, o elemento responsável pela entrada em cena dos nossos pensamentos mais básicos.

Podem fazer a seguinte experiência: não ter nada ligado nem ninguém por perto. Verão que daí a uns minutos o vosso cérebro vai viajar sozinho para terrenos distantes, bem remotos, mas sempre com base nas informações que recolheram.

No fundo, o silêncio é o indutor da meditação, daqueles pensamentos puros (não necessariamente bons) que circulam e navegam no nosso cérebro. Aliás, numa fase em que não pude fazer sessões "reais" de meditação, foi assim que consegui organizar ideias e arrumar a minha cabeça.

Mais tarde, em pesquisas e em programas científicos, percebi que o silêncio ajuda, de facto, a compartimentar a informação, sendo ainda benéfico para as redes neuronais, porque lhes oferece organização. É desta mistura de silêncio, abstração e meditação que sai um cérebro mais completo e mais capaz de lidar com fases negativas. 

E entre vós, quantos são os que valorizam uma bela dose de silêncio? E preferem de manhã, de tarde ou à noite?

 

 

17
Set19

Por algum lado tem de sair


João Silva

Hoje trago-vos um assunto que mete água. Na verdade, mete transpiração.

Primeiro, importa abolir aquele mito de que só quando suamos é que perdemos peso ou calorias, bem como aquela ideia peregrina de que muita transpiração quer dizer treino muito bom e pouca treino muito mau.

Nada mais errado. Antes de mais, transpirar significa que o corpo está a expulsar o excesso de temperatura sob a forma de água (e sal). Pode fazê-lo com maior ou menor abundância. Isso depende de cada pessoa e de cada organismo.

Da mesma forma, no final de cada treino, deve haver obrigatoriamente uma recuperação desses líquidos perdidos. Dou-vos o exemplo das maratonas: se não formos ingerindo água (em alguns casos, mesmo isotónico) durante a prova, vamos chegar a um ponto de desidratação, ou seja, deixamos de funcionar, ficamos com cãibras e perdemos a destreza mental. Temos de parar e de receber uma "injeção" de líquidos.

No meu caso, em treinos longos e maratonas, vou ingerindo água sempre de forma faseada, estratégica (em determinados quilómetros e momentos do relógio) e em pequenas quantidades. Terminado o treino ou a prova, bebo até me fartar. Por norma, só de água, ingiro uma média diária de 2,5 l - 3,0 l para repor tudo o que perdi.

O suor é expelido por dois tipos de glândulas: as écrinas e as apócrinas.

As primeiras têm a função de refrigerar o corpo quando a temperatura deste sobe, estão presentes em todo o corpo.

As segundas, as apócrinas, têm uma função mais específica: antes de mais, localizam-se nas axilas e nas virilhas, também são acionadas quando a temperatura corporal aumenta, mas estão principalmente associadas a fenómenos de stress, oscilações hormonais e ansiedade. Além disso, o suor tem um aspeto mais leitoso e mistura-se com as bactérias da pele, o que lhe confere um odor muito próprio.

Normalmente, não transpiro muito, mas nem sempre foi o caso. Quando tinha excesso de peso, isso acontecia muito. Descobri, entre outras coisas, que isso se deve a uma maior necessidade de energia para realizar determinada atividade.

Agora, tirando treinos específicos ou épocas do ano muito próprias, nem pinga. A minha esposa pode confirmá-lo. Está-se sempre a "queixar" que não transpiro.

 

Uma parte deste texto foi inspirada pelo que li aqui.

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