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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

03
Mar21

Se faz diferença? Ai se faz!


João Silva

Hoje falo mais um pouco das sapatilhas de corrida, desta feita, sobre a influência que o seu peso pode ter no desempenho.

Se estivermos a falar de um ou dois treinos por semana, a questão do peso não se deve colocar, porque não há uma grande exigência. Tudo serve. Aí, dentro de certos limites, tudo serve para correr.

Quanto a prática começa a ser superior a dois dias e a sessões de uma hora, acreditem, tudo tem influência. Não indo eu para calçado com placas de carbono nem mais leve dentro de gamas de preço mais elevadas, fico-me por gamas mais baixas, que são, à partida, mais pesadas. 

Ainda assim, há aquelas que pesam uma "tonelada". Há uns tempos, falei-vos das Joma Vitality.

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Adorei as sapatilhas, mas eram pesadas e só me apercebi disso quando voltei a recorrer à gama Kalenji, que já usava anteriormente.

 E onde percebi isso? Na passada, na elevação do pé e no alívio do joelho. Que diferença, meus senhores! E até já estava avisado e já sabia que isso tinha influência no corpo. Portanto, até aqui, nada de novo. No entanto, sentir toda aquela diferença foi como uma chapada de luva branca. 

No treino dessa mudança, não houve diferenças de tempos ou ritmos, mas notei o meu corpo menos castigado no momento das passadas (apesar de andar cansadíssimo e foi por isso que o tempo foi igual). 

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Portanto, aqui fica um conselho que me parece útil: seja qual for a gama de preço, vejam se há alguma sapatilha mais leve que vos sirva. Vão notar uma grande diferença! 

 

 

03
Fev21

O volume importa mesmo?


João Silva

A partir de quantos quilómetros deixa de ser seguro usar as sapatilhas de corrida?

É uma questão controversa, de certo modo. 

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Ao longo dos últimos anos, as marcas desta indústria têm vindo a falar nos 500 km como limite máximo de desgaste. No entanto, não há um fundamento técnico real para isso. Na verdade, o argumento da perda gradual de amortecimento a partir desse limite não é bem assim. 

Naturalmente, o desgaste torna-se evidente e a sapatilha vai perdendo alguma qualidade, mas, por experiência própria, sei que pode aguentar mais de 500 km. Sendo honesto, diria que, à exceção de um modelo demasiado pequeno, todas as minhas sapatilhas de corrida compradas no último ano fizeram mais de 1000 km e nem estou a falar de sapatilhas de marca consagrada, já que uso sobretudo Kalenji. 

A título de exemplo, tive umas Kalenji breath que suportaram aprox. 1700 km antes da reforma. 

Com efeito, só na última fase é que senti desconforto e dor nas articulações, dois sinais reais e efetivos de que está na hora de mudar de calçado. 

Outro fator que podem ter em conta na hora de saber se já têm de mudar de calçado é a composição do material. Se o tecido já estiver a rasgar nas laterais, então já nao é seguro usá-lo para treinar. 

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Por último, a palmilha também é um bom indicador da (ainda existente ou não) qualidade do calçado. Se estiver muito mole, se desfizer ao toque do dedo e se "deixar" sentir as pedras, está na hora.

Portanto, o volume importa até certo ponto, mas não é o único fator, até porque, como acontece com a tecnologia, o material não é feito para durar sempre. 

Desde lado, quanto tempo aguentam até trocar as vossas sapatilhas? 

26
Jan21

Uma espécie de regresso ao passado


João Silva

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Em vários domínios da sociedade, caminhamos para um regresso às origens. A corrida não foge à regra. O nosso corpo veio devidamente equipado para correr. Algures no tempo, lá achámos que precisávamos de algo que nos ajudasse a correr melhor e criámos sapatilhas próprias. A meu ver, uma grande evolução para ajudar o corpo a suportar mais e a adiar os seus limites.

Ainda assim, talvez graças à liberdade de cada um, começámos a ver pessoas a correr descalças e/ou com sandálias!?

E sabem que mais? Eles não estão errados e, mais, até conseguem tirar mais partido do corpo.

Passo a explicar: de acordo com alguns investigadores ligados ao desporto e ao desempenho físico afirmam que o nosso corpo tira mais partido de uma corrida sem calçado e que, além disso, são menores as lesões ligadas ao "sistema" dos pés que sustenta o nosso corpo.

O quê? Mas como pode ser, considerando a dureza de uma corrida de estrada ou de um trail?

Desde logo, não nos podemos lançar à maluca para isto e temos de o fazer com acompanhamento e de forma gradual. Há duas razões para isso: como espécie animal, deixámos de andar descalços com regularidade e, além disso, um corpo habituado ao calçado tem uma biomecânica diferente.

Depois dessa habituação e de ganharmos calo na planta dos pés, diz quem o faz, tudo se torna suportável.

Ao contrário do que se pode pensar, correr descalço reduz o impacto do solo no corpo. Na verdade, estima-se que o amortecimento natural dos pés seja melhor do que o das sapatilhas, pois, não havendo drop, não há força que leve o calcanhar a aterrar primeiro, quando, na verdade, a bem da saúde física, devia ser a almofada do pé (antepé) quem devia tocar primeiro no chão para amparar melhor o impacto e transferir melhor a energia pelo corpo, levando-o a uma passada mais economizadora (como não há deficiências na aterragem, não há perda de energia nem a postura é afetada).

A juntar a tudo isto, temos os benefícios sensoriais e musculares, já que usamos todos os músculos do pé e ganhamos uma melhor perceção do espaço. 

Correr descalço é mesmo considerado melhor do que usar sandálias. Quanto muito, fala-se na utilização de luvas para pés, pois protegem de feridas e não afetam o comportamento do pé.

Ao pesquisar sobre o assunto, percebi que há povos (sobretudo africanos mas também existe um muito especial no México) que correm desde sempre descalços. Com resultados fantásticos para o corpo e em termos de classificação.

Outra das coisas que percebi melhor foi que o drop (distância do calcanhar ao solo) não deve ser muito grande para não forçar o calcanhar a aterrar primeiro. 

Cresci a gostar de andar descalço no quintal dos meus pais e ainda hoje adoro andar assim casa. No entanto, não tenho coragem de me pôr a correr sem sapatilhas, nem mesmo de forma gradual. Alguém com vontade de se aventurar desse lado? 

14
Set19

O barato sai mesmo caro??


João Silva

Aviso já que o tema pode ser polémico para muitos e é possível que muitos leitores discordem do que vou escrever, mas a verdade é que compro quase exclusivamente sapatilhas de gama baixa e média da Decathlon. 

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No primeiro ano, ainda comprei dois modelos de trail, mas, tendo em conta que corro 99% do tempo em estrada, agora aposto apenas em calçado para esse tipo de terreno.

A primeira razão para a aquisição de modelos baratos da Decathlon é, desde logo, a mais pertinente: não tenho patrocínios de marcas, logo, tenho de comprar tudo. Portanto, primeiro, preciso de não mergulhar o meu orçamento familiar numa crise à conta da prática desportiva, pelo que sigo as ordens da carteira. Em segundo lugar, faz sentido apostar numas sapatilhas a rondar os 100 euros para treinos, quando, em condições normais, chego em três meses perto dos 1000 km? A título de exemplo, em julho, comprei umas Kalenji Run Active (são o meu modelo preferido, já tenho 4 pares, como poderão ver mais abaixo). No final desse mês, esse par já contava com perto de 360 km. Ou seja, num ápice, tenho de voltar a investir num par novo. Conclusão: no meu caso, faz sentido ter vários pares. Por último, os modelos em causa são bastante confortáveis e dão-me a estabilidade necessária. Claro que poderiam ter um amortecimento maior ou mais duradouro, mas, como são "para estourar" num instante, isso acaba por contar pouco. 

Em abono da verdade, devo acrescentar que já sigo este "formato" há três anos e que nunca tive nenhuma lesão, o que significa que o meu corpo e o meu pé se adaptou bem ao calçado.

Só houve uma vez em que fiz asneira neste capítulo e foi quando, após ter perdido muito peso e os meus pés terem diminuído de tamanho, decidi comprar um par número 42 em vez do meu tradicional 43. Correu mal em termos de bolhas e foles. Ainda assim, problema rapidamente resolvido.

Em termos de recomendações do fabricante, aqueles modelos mais baratos destinam-se sobretudo a quem corre em estrada uma média de 10 km por sessão e cerca de três vezes por semana. No meu caso, falamos de seis vezes e, regra geral, mais de 10 km/dia. Uma vez mais, percebo todos os argumentos contra e compreendo que deveria respeitar essas indicações, mas tenho o meu investimento desportivo contado e prefiro não comprar mais caro do que posso pagar.

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Por norma, aconselha-se a troca de sapatilhas ao fim de 500 - 600 km. Também neste âmbito sou "rebelde". Esses modelos ditos de gama baixa aguentam perfeitamente 900 - 1000 km. Só quando atingem esta marca é que se começam a desfazer, como poderão ver no modelo laranja das Kalenji Run Active.

Como a minha passada é pronada, o desgaste é maior na zona exterior do pé, mais especificamente na zona do calcanhar, mas aí o "problema" é do pé e não do calçado. De todas, aquelas que sofreram mais nessa zona foram as Kalenji Kiprun, oferta da minha esposa e sapatilhas oficiais das maratonas. Uma vez que a construção é diferente e que elas são mais voltadas para a rapidez (ja fiz crónica no blogue), o suporte o amortecimento fica visível mais depressa do que no caso das anteriores.

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Por último, mais recentemente, na altura do meu aniversário, atenta como só ela, a minha esposa ofereceu-me um novo modelo: trata-se das Kalenji Run Support Breathe, uma sapatilha com maior arejamento, com um rasto bem distinto do das Kalenji Run Active, e com um amortecimento em espuma, mais macio do que na gama mais baixa. No seu site, a Decathlon não revela o drop (desnível) da parte traseira face à dianteira das sapatilhas Run Support Breathe. Já no caso das Run Active, o amortecimento tem 10 mm.

Muito curioso é o facto de a Decathlon referir que as Active são mais leves (254 g no número 43) do que as Support Breathe (258 g no número 43), quando, ao pegar em ambas, a sensação é precisamente a oposta. Seja como for, acho-as muito leves e, acima de tudo, igualmente confortáveis. A espuma do amortecimento dá-nos a ideia de que estamos a correr no céu.

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Na minha perspetiva, quem corre tanto quanto eu por mês deve apostar na quantidade. Claro que a qualidade é importante, não defendo que o ideal é ter 10 pares que não prestem, mas, dentro das opções mais baratas, é pertinente testar e ver quais se adaptam melhor às nossas necessidades e depois escolher um modelo mesmo XPTO e guardá-lo para as provas ou corridas mais marcantes.

E desse lado, como funciona? Têm muitos pares ou optam por um mesmo bom?

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