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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 66 kg graças à corrida e à reeducação alimentar. Desde então, o contador vai em 40 provas: 20 x 10 km, 7 trails, 10 meias maratonas e 3 maratonas.

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 66 kg graças à corrida e à reeducação alimentar. Desde então, o contador vai em 40 provas: 20 x 10 km, 7 trails, 10 meias maratonas e 3 maratonas.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

30
Nov19

1, 2, 3, uma entrevista de cada vez


João Silva

MIUT - 42 Km 2018.jpg

Foto: Trail MIUT (Madeira), 42 km em 2018

A pessoa que vos apresento hoje neste espaço chama-se Carla e é minha colega de equipa. Só a conheço há um ano, mas posso dizer, sem quaisquer problemas, que é das pessoas por quem mais sinto empatia. É daquelas coisas que não se explicam, mas o facto de ela ser muito simpática e comunicativa é, sem dúvida, um elemento que me cativa.

Além disso, embora não conhecesse o seu desempenho anteriormente, tem "ar" de guerreira. Dá-me a sensação que, do ponto de vista desportivo, atravessou uma fase menor crença nas suas capacidades. Depois de ter "renascido das cinzas", a Carla é hoje uma atleta que transpira confiança e é isso que mais me surpreende. Quer tenha sido com ajuda de familiares, amigos ou treinadores, quer tenha sido por "vontade própria", é agora alguém que "voa" em provas duríssimas e que, por isso, posso afirmar, me enche e à equipa ARCD Venda da Luísa de enorme orgulho.

A juntar à festa, reúne algumas características parecidas às minhas e também sofre com ansiedade antes de provas duras, grandes e importantes. 

Vamos, pois, conhecer a Carla na primeira pessoa:

Primeira Prova Ultra - Ultra Trail de Conimbriga S

Foto: Primeiro Ultra trail no Ultra Trail de Sicó (Conímbriga)

  • Nome

Carla Patrícia Romeiro

  • Idade

45

  • Equipa

ARCD Venda da Luísa

  • Praticante de atletismo desde

Sempre gostei de praticar desporto, apesar de não ser numa vertente “séria”, no fundo, sempre gostei de movimento. Quando era miúda/adolescente tinha apenas a rua para brincar com as minhas amigas, algumas bonecas, uma bicicleta e pouco mais. Na escola inscrevia-me sempre nos corta--matos. Agora, assim atletismo, dito desta forma séria e a praticar com alguma regularidade, só mesmo desde 2015.

  • Modalidade preferida

Não desfazendo de todas as modalidades existentes, a minha predileta, de eleição, sem dúvida, é o Trail Running. Desconhecia por completo esta vertente do atletismo, até que, através do meu primo Sérgio Lúcio, que era um adepto e praticante desta modalidade, descobri a sua existência. Foi ao ler as publicações que ele fazia que me despertou a curiosidade e vontade de experimentar, receosa claro, pois, para mim correr 10 km era quase um limite intransponível.

  • Prefere curtas ou longas distâncias

No início, quando comecei esta aventura, jamais me passaria pela cabeça realizar uma prova de Ultra Trail. Era quase surreal, algo extremo. No entanto, fui aumentando gradualmente as distâncias das provas até que experimentei os 54 km do Sicó, distância mais longa feita até agora. Fiquei fã e hoje prefiro, sem dúvida, alguma as longas distâncias. Fazer uma longa distância em Trail funciona para mim como uma terapia e as provas longas dão-nos esse privilégio, raramente vou com o tempo contado. Tenho tempo para pensar em tudo e em nada, chegando ao final com a mente limpa, ou quase limpa. Tenho tempo de “panicar”, de acalmar, de morrer e ressuscitar. Tenho tempo de fazer novas amizades, de conversar e de conhecer os meus limites.

  • Na actual equipa desde

2017

  • Volume de treinos por semana

5/6 treinos (dependendo da vontade)

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Foto: Trail UTAX, 25 km em 2016

  • Importância dos treinos

Os treinos são importantes para que mantenhamos o corpo activo. Os nossos músculos funcionam como se tivessem cérebro e para tal precisam de ser estimulados e treinados para que o nosso organismo não sinta um choque demasiado grande ao ter de enfrentar distâncias e dificuldades maiores ao que se está habituado.

Quando se pensa em realizar provas mais exigentes, ou tentar atingir um patamar mais elevado, considero que deve existir um plano de orientado e trabalhado especificamente para tal, de acordo com o objectivo de cada um, para se poder evoluir, melhorar e evitar lesões.

No meu caso, a existência de um plano de treino ajuda-me a ser disciplinada, a sentir-me “responsabilizada” a ter de treinar, porque às vezes nem apetece, está frio, está calor, etc . E também porque me permite ter outra dinâmica, outra performance quando participo em provas, evitando que as termine com a sensação de frustração, exaustão e desgaste superior ao necessário.

  • Treinador

Acho que treinador não é bem o termo, porque para mim treinador é aquela pessoa que acompanha pessoal e presencialmente os nossos treinos. Mas tenho um “orientador”, o Miguel Baptista da WRT Running coach, excelente profissional, amante do Trail, que me organiza os planos de treino, me “puxa as orelhas” sempre que necessário e que, principalmente, me ajuda a melhorar todos os dias, treino após treino.

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Foto: 42 km no MIUT

  • Diferenças existentes entre atletismo passado e actual

Nunca pratiquei outro tipo de atletismo anteriormente. Não faço ideia de como era no passado, mas, pelo que via, o atletismo tinha muito poucos adeptos praticantes, principalmente de trail. Hoje em dia, e há cerca de dois anos a esta parte, há uma emancipação da modalidade, principalmente, devido à organização de pequenos grupos que se juntam para correr pelas ruas e também a um grande aumento de realização de provas. Apesar de a modalidade de trail não ser recente, só há pouco tempo é que começou a ganhar adeptos, e na minha opinião funciona um pouco por modas.

  • Histórias insólitas, curiosas ou inéditas

Acho que não tenho… não me lembro...só se forem as vezes em que me perco durante um prova porque vou sempre no mundo da lua.

  • Aventura marcante

A maior parte das provas que realizei marcou-me de uma forma ou de outra. Na sua maioria, pela positiva. Pelos locais por onde passei, pelas experiências durante a sua realização, pela capacidade de superação e de evolução. A minha primeira prova de 25 Km, o UTAX, foi uma realização, foi o atingir de algo que pensava ser intransponível, mas, sem dúvida, houve uma que me marcou mais: foi o Trail do Piodão em 2019, distância de 52 Km, com condições climatéricas adversas, muito frio, neve, granizo e trovoada.

Quando tenho uma prova assim, um pouco mais longa, por norma, costumo ficar com “borboletas na barriga”, ouço os comentários de outros atletas acerca da prova e começo a pensar nas dificuldades e tudo me parece medonho. No Piodão, este ano, devido às condições climatéricas que se faziam sentir nesse dia, entrei em pânico interiormente. Morria de medo de entrar em hipotermia e de ter de desistir. Durante toda a prova apanhámos mau tempo, trovoada, queda de granizo, vento muito forte, nevoeiro cerrado e neve. Os últimos 10 km foram feitos com muita queda de neve e não se conseguia ver mais de 1 metro à nossa frente. Deixei mesmo de sentir as mãos. Foi de facto uma prova desafiante. Um desafio ao medo e à superação.

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Foto: Trail de 25 km em São Miguel, Açores

  • Participação em prova mais longa 

Ultra trail de Conimbriga 54 Km

  • Objetivos pessoais futuros:

Inscrevi-me novamente na ATRP e pretendo fazer o campeonato Ultra, não com qualquer tipo de objectivo competitivo, mas simplesmente para concluir. Quero desfrutar das provas, de preferência, diferentes das anteriores. Quero superar-me a cada prova, a cada participação. Quero tentar ultrapassar limites que para mim possam ser intransponíveis. Gostava muito de fazer uma prova de 3 dígitos, acho que a maioria de nós mais tarde ou mais cedo quer realizar, mas a longo prazo . Para já, talvez fazer uma prova no país vizinho, uma daquelas que nos faz “panicar” a sério.

  • Como vê o atletismo daqui a 5 anos

Daqui a 5 anos espero ver muito mais gente a praticar esta modalidade, mesmo que seja só por hobbie. É sinal que as mentalidades estão em plena mudança para uma vida saudável e ativa.

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Foto: 35 km no Trail de Santa Justa

  • Como se vê no atletismo daqui a 5 anos

(Gargalhada) Daqui a 5 anos, entro no F50 (feminino, 50 anos). Espero continuar a correr, fazer provas marcantes, épicas, não com grande velocidade…mas também desejo muito continuar ativa e ser exemplo para muitas pessoas. Há uns anos conheci (não pessoalmente) uma senhora, que entretanto já faleceu, e que aos 70 anos ainda praticava trail endurance. Ela tinha uma disposição fantástica, via o trail com uma simplicidade e adorava fazer longas distâncias. A Analice foi uma mulher que me inspirou e me despertou este desejo de superar a inércia. Portanto daqui a 5 anos, ainda sou uma menina (gargalhada) e gostava muito de ser como a Analice.

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  • Porque existem tão poucas mulheres a fazer atletismo e porque há tão poucas em provas de grandes distâncias?

Eu acho que o número de mulheres a fazer atletismo está a aumentar cada vez mais. No que se refere a provas de longa distância ou de endurance, de facto, o número é muito reduzido. Uma prova de longa distância/endurance não é feita por qualquer atleta, requer bastante treino, dedicação, e, como diz o Canais (elemento "veterano" da nossa equipa), uma grande percentagem de força psicológica (atributo que, valha a verdade, nós até temos bastante). Todos estes fatores são muitas vezes constrangidos pela indisponibilidade pessoal e familiar das atletas. Um facto é que o número tem tendência a aumentar e há muitas probabilidades de o sexo feminino vencer o masculino (sorrisos).

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  • Existem diferenças de tratamento em relação aos homens?

Se existem, nunca me dei conta de tratamento diferenciado. Pode sempre existir, mas isso não é só no atletismo. Agora quando uma mulher participa numa prova, faz o mesmo percurso, a mesma distância e o mesmo grau de dificuldade que um atleta do sexo masculino. Não somos mais beneficiadas nem temos a vida facilitada por sermos do sexo feminino. E também nunca senti desprezo ou um tratamento inferiorizado por essa razão.

24
Nov19

Um ano depois, mais fã da laranja


João Silva

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Entrei para esta família na segunda metade de outubro de 2018. A minha primeira prova já como membro "oficial" da ARCD Venda da Luísa foi precisamente a minha primeira maratona, a 03 de novembro de 2018.

Já passou bem mais de um ano...e continuo nesta equipa. Sabem aquela sensação de estarmos felizes e bem num espaço, de nos sentirmos acolhidos? É assim que me sinto e, portanto, não há muito que inventar. Se estamos num sítio e num grupo que nos faz feliz e onde se valorizam as relações humanas, deixamo-nos estar. Pelo menos, eu vejo as coisas assim.

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Já falei tanta vez da equipa que este texto serve como mera formalidade do momento.

Por respeito, não me parece pertinente destacar uns elementos a outros. 

Como já disse, há sempre uma afinidade maior com uns do que com outros, pelo que é perfeitamente normal.

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Em tão pouco tempo, foram muitos os bons momentos e as "sessões" de aprendizagem. As histórias e as vivências pessoais são incomensuráveis. É suposto que assim seja, mas nem sempre é assim, claro.

No início, da minha parte, senti necessidade de mostrar o meu valor, que não era "mais um", também porque não participo no mesmo tipo de provas da maioria dos atletas. Quando se chega a um "público" tão grande, é normal que demoremos a conquistar o nosso espaço. Para mim, em tudo na vida, não se trata apenas de estar ali a fazer número.

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E no seio desta "turma" nunca senti isso, mas, ainda assim, cometi alguns abusos em termos de treino porque queria que vissem o quão empenhado era no desporto.

Acredito que todos desempenhamos um papel e julgo ter vindo a descobrir o meu no seio grupo. Sem falsas modéstias.

É impagável a sensação quando alguém nos pede a opinião sobre treinos ou aspetos gerais de corrida.

Já nem falo no imenso prazer que sinto em treinar com alguns colegas da ARCD.  Espero que o sintam na mesma proporção do que eu.

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Da minha parte, sinto-me grato por todo o convívio e pela simpatia que tenho merecido por parte dos atletas e dos diretores.

Só posso desejar que estes momentos se repitam por muitos e bons anos.

Resta-me fazer pelos novos elementos aquilo que os outros fizeram por mim aquando da entrada na equipa.

A terminar, aproveito para desejar um excelente final de temporada/ano civil a todos os meus colegas e, já agora, a todos os outros atletas e conhecidos das mais variadas equipas e mesmo àqueles que não têm qualquer equipa. 

A terminar, mais algumas fotos da convivência laranjinha.

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22
Nov19

A última 4 estações do ano em imagens


João Silva

Já é um habitué, depois de uma prova, nada melhor do que recordar os bons momentos, aquelas imagens que valem sempre a pena e que nos fazem querer voltar a uma prova.

No fundo, é uma espécie de "alerta" para o que perderemos no ano seguinte, se não formos àquela prova.

Gostei muito de alguns reencontros, em especial, com a mui caríssima Lígia, que belos dedos de conversa sobre as suas gloriosas aventuras na maratona de Chicago. 

Além disso, claro, belas sessões de palheta intermináveis com muitos colegas da Venda, destacando aqui o André Santos, o João Nobre e o Sandro. Já merece uma tardada na conversa com este pessoal.

No fim, não deu para ficar no almoço, há outros valores que se levantam nesta fase, mas posso garantir que a "coisa" vale mesmo muito pelas belas conversas.

Por agora, sejamos parcos nas palavras e passemos tempo de qualidade a ver as belas imagens do passado domingo.

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21
Nov19

O melhor percurso 4 estações de sempre


João Silva

Que belo percurso e que bela forma de provar que é possível transformar um percurso "limitado" em algo mais abrangente, mais exigente e desafiante. 

Surpreendeu-me muito mais do que estaria à espera, até porque, sendo honesto, achava que o conhecia e não. Ou melhor: conhecia as estradas porque treino por lá, mas não o percurso naquela forma.

Extensível ao Sebal Pequeno mas também a Anobra e ao Casal da Légua, este percurso ganhou dureza por causa das subidas, que foram muito intensas: a primeira, na zona industrial da Venda, foi logo uma espécie de sneek peek para a última, já na ligação de Anobra a Palhagões. Foram durinhas, mas adorei. Deu-me novas ideias para treinos e ganhou um fã incondicional deste percurso.

Na verdade, toda a estruturação do percurso, desde logo, pelo aumento de 2 km face a 2018, fez da prova uma "mais-valia" para a promover junto de outras entidades. Sem dúvida, um chamariz. Pois recria em estrada uma espécie de trail urbano, um aspeto cada vez mais em voga para os amantes de corridas com maior grau de aventura.

Seja como for, o percurso de 2019 mereceu a minha total aprovação. Sua-se a sério e, mais uma vez, somos obrigados a uma bela superação. Muitos parabéns à organização e oxalá não mudem a configuração para 2020.

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20
Nov19

Bem organizados com uma ou outra observação


João Silva

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Como já conheço muito bem esta organização e, na verdade como já a analisei noutras provas, não há muito mais a dizer, porque, em abono da verdade, o padrão foi o mesmo, tirando um ou outro aspeto em que só agora reparei.

A continuidade, neste caso, foi uma boa conselheira. O percurso era novo e essa alteração foi previamente informada, bem como horas e locais de estacionamento, pelo que ninguém se deve poder queixar de falta de informação a esse nível. A propósito dessa mudança, os meus parabéns. Foi a melhor prova de sempre.

Assistência e abastecimentos devidamente identificados e também previamente comunicados na newsletter enviada, embora, sobretudo no final, estivesse à espera de uma oferta maior, até mesmo pelo padrão. No pavilhão, estavam laranjas cortadas em quartos, pequenas barras da Prozis às metades, garrafas de água e o que me pareceu ser isotónico.

Adorei a camisola escolhida, um tom azul escuro com uns traços laranjas mesmo a lembrar o outono e as cores da Venda da Luísa. Confesso que não gostei tanto do padrão estampado na camisola por ser demasiado simplista, mas até aqui não houve quaisquer alterações em relação às etapas anteriores.

No fim, a medalha que faltava para completar o circuito de 2019 e já lá vão três ciclos destas provas desde 2017, embora, a este propósito, reconheça sem problemas que não gosto dos efeitos das medalhas deste ano. As de 2018 eram muito mais bonitas.

Ficam apenas dois desabafos: percebo perfeitamente a estratégia comercial de se colocar o levantamento dos dorsais dentro da zona de vendas do Intermarché, mas confesso que um ambiente mais sossegado seria mais agradável.

Além disso, fiz questão de o referir no final da prova: o meu dorsal tinha o número 455 e o meu chip era o 454. Com outra organização, teria ficado desconfiado. Como ali me garantiram que estava tudo em conformidade, confiei plenamente, porque são boa gente.

18
Nov19

Sem vontade para participar mas com final muito feliz


João Silva

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Como tinha dito antes, esta era a última etapa do circuito 4 estações em 2019.
Uma prova remodelada com um percurso novo e uma distância também ela diferente.
A juntar a tudo isto, a possibilidade de rever bons velhos conhecidos destas andanças, como a minha cara Lígia, que teve um fantástico desempenho na maratona de Chicago em outubro passado, e os colegas de equipa.

Todos estes eram fatores que, seguramente, tinham tudo para motivar. Contudo, talvez por estar agora numa fase de maior introspeção fruto de todas as mudanças que vão ocorrer na minha vida em 2020 e de algumas considerações que prefiro guardar para mim, não estava mesmo nada motivado para fazer a prova. Para correr, sim, estou sempre, mas, não querendo ser rude, precisava daquele tempo para um treino a sós com a minha cabeça. Aliás, tanto assim foi que nem no próprio dia acordei com aquele bom feeling.

Além disso, uma constipação chata, fruto de treinos debaixo de belas cargas de água, também não ajudou mesmo nada a "set the mood".

É o que é e há dias assim.

Quanto à prova, estando a reiniciar um novo ciclo de treinos após a maratona, não tinha a mesma capacidade pré-maratona. Anyway, o meu corpo tinha-me reservado mais umas surpresas agradáveis.

Seja como for, os últimos treinos da semana já tinham dados boas indicações e sabia que não estava mal, mas que precisava de abanar o corpo em algumas fases para acabar bem.

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Na prova, não foi preciso dar estímulos adicionais para render.

Por causa das conversas paralelas após a foto de "família", não arranquei colocado onde queria ou gosto. Portanto, com as estradas estreitas, tive de tentar passar pelos pingos da chuva para me chegar a uma zona mais confortável.

Valha a verdade, o percurso foi bem mais duro do que esperava, mas adorei genuinamente. Comecei muito forte.

Durante meses, tive medo de arrancar forte e "morrer" rápido, mas os meus treinos ajudaram a dar-me confiança, mas também capacidade muscular e respiratória para ter um arranque sustentável.

Olhando para trás, estive "coerente" comigo nas três grandes subidas, sendo que foi mesmo aí que consegui ganhar mais vantagem e progressão.

A última subida foi a mais durinha, claro que custou um pouco, mas foi feita com a anca bem levantada e direita, com recurso a ziguezagues para aumentar a progressão e com uma boa cadência que depois utilizei a meu favor para descer rápido e forte: joelhos bem levantados e passada bem larga como nos treinos. Só faltou ter uma aterragem mais suave da planta do pé e isso custou-me um pouco, porque senti mais o alcatrão no corpo.

Seja como for e é isto que me deixa mais contente e feliz (muito mais do que o tempo): as minhas provas (qual reflexo dos meus treinos) têm sido muito consistentes, não tenho notado quebras e chego à meta com o corpo em forma, sem dar mostras de cansaço. Sinal de que estou a trabalhar bem e que as dores dos treinos depois se transformam em coisas boas nas provas. Modéstia à parte, sinto-me muito mais consciente da energia e da força do meu corpo.

Quanto a tempos, fiquei feliz: o meu relógio marcou 00:50:32, o que foi perfeitamente dentro das minhas projeções. Abre-me boas perspetivas para o campeonato distrital de Coimbra em março. Até lá, sofrer...e desfrutar.

Custou chegar aqui, mas custa mais não estragar o que foi feito.

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10
Nov19

Gala laranja


João Silva

Na passada sexta, foi dia de encerrar a época 18/19 e de começar a nova temporada.
Como dizia a minha avó: rei morto, rei posto.
E como fizemos isso na ARCD? Com uma bela jantarada entre todos os membros da equipa, como forma de receber os novos e de saudar quem vai para outras andanças. Naturalmente que esse é sempre o lado mais triste, porque o ciclo não continua com os mesmos, mas ficam as boas memórias e os conhecimentos.
Quanto aos novos, é bom poder criar já bons alicerces para o futuro.

Para terminar, deixo algumas imagens para vos darem uma bela ideia do que foi aquele momento de convívio.

Venham mais momentos destes:

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01
Nov19

1, 2, 3, uma entrevista de cada vez


João Silva

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Foto: Chegada à meta na Corrida 4 estações Venda da Luísa em novembro de 2018

Não desfazendo de ninguém, porque não é, de todo, o caso, a pessoa que vos apresento hoje é um verdadeiro exemplo, um "monstro" incansável de correr que, tal como eu, adora correr muito e sem destino. Conheci-o pouco tempo antes de fazer a minha primeira maratona, mas due para perceber que o ia venerar, não pelos títulos, isso pouco ou nada lhe interessa, mas pela pessoa que é e pelos conhecimentos que guarda dentro de si.

Ter feito aquela primeira prova mágica na sua companhia, aliás, desfrutando da sua boleia também, foi uma espécie de "benção". Não vos consigo transmitir com fiabilidade aquilo que sinto de cada vez que o ouço dizer que tenho "garra". Foi a pessoa que mais boleias me deu em tão curto espaço de tempo, nunca treinei com ele, o que é uma pena, mas tenho muito respeito por tudo o que correu e por tudo o que suportou em termos de saúde para ser admirado por todos. Na nossa equipa, ARCD Venda da Luísa, é conhecido por "The Special One". Porque acham que é?

A humildade não se finge. Ou se tem ou não. Ele tem na dose suficiente para perceber também que é um bravo.

O meu objetivo era dar a conhecer a sua história a poucos dias de mais uma maratona no Porto. Infelizmente, não estará presente, o que, sendo sincero, me deixou muito triste no momento em que me explicou por que razão afinal não poderia ir. Sinto que temos uma espécie de "clã", porque tanto ele como eu estamos sempre a tentar puxar mais colegas para correrem aquela distância mítica. O José já conseguiu "prender" o sobrinho Fernando, um porreiraço sempre bem disposto, e o Fábio, seu afilhado e um tipo bem às direitas. Já nem vale a pena dizer que o seu filho mais novo, que é andebolista, também já foi "pescado" para estas andanças.

Portanto, peço-vos que leiam abaixo quem é este homem que já leva 86 provas de fundo no currículo, entre maratonas e ultramaratonas. Apesar de não poder contar com a sua presença no Porto, é uma forma de o homenagear. Estão a ver aquele avô que se senta junto aos netos para lhes contar histórias do tipo "no meu tempo"? Nunca me canso de o ouvir. São tantas as aventuras que não há repetição possível.

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Foto: Final da EDP meia maratona de Coimbra em outubro de 2018

  • Nome

José Carlos Fernandes

  • Idade

55 anos

  • Equipa

Até 2009 - Clube de Veteranos de Viseu
Até 2017 - Abutres Running Team
Atual - ARCD Venda da Luísa

  • Praticante de atletismo desde

Não tenho ideia mas sei que é desde muito cedo, talvez desde o secundário. Lembro-me de ir para o Fontelo em Viseu e correr com miúdos que treinavam com treinador para as Paraolimpíadas. Fazíamos perto de meia hora no sobe e desce do Fontelo e corríamos que nos fartávamos. O treinador deles deixava-me ir com eles para fora do estádio, pois queria que desfrutassem da sensação de correr à vontade sem circuito e cronómetro. Antes de ir para a tropa, fui Oficial Paraquedista e aí já gostava de sair de casa aos domingos de manhã e fazer umas voltas com cerca de 25 km.

 

  • Modalidade de atletismo preferida

 

Corrida em estrada, montanha ou serra. Para mim, a corrida de fundo e meio fundo é a modalidade que melhor permite relaxar e refletir sobre tudo e mais alguma coisa sem qualquer stress.

 

  • Prefere curtas ou longas distâncias

Longas. Sem dúvida, porque prolonga o prazer da corrida e permite descansar o espírito. As longas permitem-nos também "desfrutar da viagem", "andar por lá", como dizia uma amiga minha também corredora por prazer. Sejam provas ou treinos longos, gosto de "andar por lá" e o tempo que por lá andamos permite-nos conhecer, ajudar, transmitir as nossas vivências e conhecimentos e absorver também conhecimentos de outros. Todos os dias aprendemos, seja connosco próprios, seja com os outros amigos.

  • Na atual equipa desde fevereiro 2017

Precisamente na prova dos 111 km do trail de Sicó com 4 grandes atletas da ARCD Venda da Luísa (o Marco Oliveira, a Célia Santos, o Carlos Canais e o Rui Mateus), que, com um enorme espírito de sacrifício e força de vontade, em quase 5 meses resolveram dar o salto de provas com cerca de 30 km para os 111 km na Serra do Sicó.

  • Volume de treinos por semana

3 a 4 por semana

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Foto: Trail do Infante em Penela

  • Importância dos treinos

A importância depende dos objetivos e do atleta. Não tenho como objetivo o pódio e corro por prazer, por esse motivo, para mim os treinos são importantes porque posso desfrutar mais quando corro.
É mais do que óbvio que são importantes para chegar aos resultados pretendidos, mas também é verdade que conheço pessoas que correm e não vão às provas, por isso os treinos são importantes, no meu entender, para nos manter ativos e apaixonados pelo prazer da corrida e para continuarmos a conhecer e a desafiar de forma sustentável, claro, o nosso corpo.

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Foto: Trail de Alcabideque, Castellum trail 2019

  • Se tem ou não treinador

Não tenho treinador. A conjugação dos objetivos pessoais com disponibilidade pessoal e familiar não é compatível com a existência de um treinador, seja ele presencial, seja sob forma de "treinador por correspondência" como está muito em voga hoje em dia.
Considero, no entanto, que tanto um tipo de treinador como outro trazem uma grande mais-valia a médio e longo prazo quando o atleta tem ambições que sem ajuda (do seu ponto de vista) possam ser mais difíceis de alcançar.
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Foto: Momentos que antecederam a maratona do Porto em novembro de 2018

  • Aventura marcante

Há muitas aventuras marcantes. Mencionar apenas uma seria de uma ingratidão enorme.
Os Caminhos do Tejo em 2010 foram espetaculares pela convivência durante a prova e pela organização única até ao momento.
Os 101 km de Ronda em 2012: desde o levantar de madrugada para não falhar a inscrição da equipa de 5, onde se incluíram os meus amigos Fernando Fonseca e Ico Bossa, passando pela sopa de ovo organizada pelo Ico, até aos "motoristas particulares" que durante a prova nos brindaram com uma caneca de cevada líquida super fresca.
Os 100 km de Mérida em 2010 como primeira prova de 3 dígitos, onde devido à desistência de última hora do Fernando Pinto, tive de fazer sozinho a viagem de 5 horas, fazer a prova durante a noite e voltar sozinho, não sem antes, depois de sair de Mérida, parar para dormir 25 minutos.
O UTAX (Ultra Trail Aldeias do Xisto), como atleta, com o meu amigo e futuro coorganizador João Lamas e mais tarde, como vassoura, com o meu afilhado Fábio Fernandes, pelo companheirismo vivido durante tantas horas na Serra da Lousã.

A que realmente definiu um marco na minha vida no mundo da corrida, foi sem dúvida a Estafeta Porto-Lisboa em 2006 (se a memória não me falha, sem consultar os meus registos) e onde, pela primeira vez fiz perto de 70 km. Na altura o Clube do Stress, organização responsável pela prova, tinha bons atletas com muita experiência em grandes distâncias a marcar o ritmo da Estafeta, o que me permitiu perceber que estava mais do que pronto para dar o salto da Maratona para as Ultras.
No ano seguinte inscrevi-me na segunda edição da Serra da Freita e fiquei fã incondicional do Ultra trail.
Já conhecia o Trail praticado no Cross da Laminha e quadruplicar a distância do Vítor Ferreira era, no mínimo, quadruplicar o prazer de desfrutar da corrida, ainda mais numa Serra com a beleza da da Freita.
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Foto: Com o amigo Rui Monteiro no final das 4 estações na Venda da Luísa em novembro de 2018

  • Participação em prova mais longa

Caminhos do Tejo em 2008 com partida em Ponte de Lima e 2009 com partida em Vila Praia de Âncora com perto de 160 km, no entanto, foi em 5 etapas.
De 2010 a 2015, fiz os Caminhos do Tejo, de Lisboa Oriente a Fátima. A primeira vez penso que tinha cerca 146 km, mais km menos km.

  • Objetivos pessoais futuros


Não tenho objetivos. Pretendo sim continuar a correr como, quando e onde poder e, se possível, ajudando outros atletas a adquirir o prazer de correr de forma sustentável e apoiá-los, seja treinando com eles, seja a acompanhá-los no salto para as distâncias que possam ter como seus objetivos futuros.
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Foto: Comigo no final das 4 estações em Condeixa em maio de 2019

  • Como vê o atletismo daqui a 5 anos

É complicado prever o atletismo daqui a 5 anos. Houve uma fase em que apenas quem estava por dentro é que sabia das provas. O público em geral tinha alguma dificuldade, por não saber antecipadamente em se inscrever. Predominavam as meias maratonas míticas com a Meia Maratona de Ovar, Marinha Grande, Viseu, Nazaré. Nas provas locais predominavam as do Inatel e das coletividades locais. O custo  com policiamento e o cada vez menor apoio dos municípios e entidades particulares fez a primeira filtragem e desapareceram, na altura, algumas meias maratonas e muitas provas abaixo dos 15.
O BTT estava em alta e nas grandes superfícies comerciais de material de desporto só se via material de BTT e pouco de corrida. Nessa altura, corria-se maioritariamente com equipamento de estrada.
O aumento de provas fora de estrada trouxe maior sustentabilidade financeira á modalidade, e a partir de certa altura começou a notar-se um êxodo do BTT para o Trail. Muitos até acumulam estas duas modalidades.

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Foto: MUT em 2018


De há cerca de 10 anos pra cá, a divulgação das provas começa a chegar cada mais e melhor ao grande público. O incremento de percursos alternativos mais curtos e de caminhadas faz com que quem caminhou num ano volte lá no ano seguinte para correr.
Estamos numa fase caracterizada por uma grande proliferação de provas de atletismo. Algumas organizações com qualidade outras nem tanto. Algumas com intenção de continuidade, outras com intenção de ato isolado. Umas com um calendário já adotado pelos aficionados outras que não conseguiram ainda definir a sua própria identidade e dessa forma marcar posição.
Cada vez mais o atletismo amador está dependente da iniciativa de amantes da corrida, do trabalho no terreno, das horas que dão em prol dos outros.
A participação das autarquias locais, municípios, juntas de freguesia, associações locais é um fator determinante na sustentabilidade e continuidade do atletismo como o conhecemos atualmente.
Com tanta prova pelo país já não há muita desculpa para aquele pessoal mais sedentário não sair do sofá, isto porque a corrida vai até eles.

  • Como se vê no atletismo daqui a 5 anos

Espero ver-me com os mesmos objetivos que tenho atualmente. Sem tirar nem pôr, aliás, para daqui a 20 são os mesmos.

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Foto: Momentos antes da partida da maratona de Aveiro em abril de 2019 com o afilhado Fábio Fernandes, com o sobrinho Fernando Morgado e comigo

24
Mai19

Quando o sonho ganha forma...


João Silva

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Ao longo das últimas semanas fui desvendando o véu, mas agora já se pode ver mesmo e adquirir o "rebento".

Algo com que sempre sonhei ganhou forma e já se encontra disponível na maioria das livrarias online, incluindo as internacionais.

Trata-se do livro "O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista".

Este livro foi pensado e estruturado durante os treinos "longões" de preparação para a maratona da Europa em Aveiro.

No fundo, versa sobre todos os pontos importantes da preparação desde o treino específico às distâncias percorridas, sem esquecer a relevância da alimentação e dos abastecimentos nem os aspetos psicológicos associados como a depressão.

Poderão encontrá-lo aqui, aqui, aqui, aqui, aqui ou aqui.

Fico bastante feliz se sentir e souber que pode ter contribuído para a evolução de algum de vós.

 

 

03
Mai19

A lógica jogou a sua cartada...


João Silva

Esta publicação tem como propósito falar-vos do meu "currículo associativo" como atleta: conforme já referi, comecei sozinho. De forma individual. Ainda hoje treino sobretudo assim.

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Pela minha disponibilidade e pela minha agenda, sempre foi óbvio que estaria sozinho durante algum tempo nesta aventura. 

E aqui, deixem-me que vos diga, em tom autoelogioso é verdade, que é necessário haver uma grande motivação própria para enfrentar chuva, frio, noite, madrugada. Mas foi algo que o próprio gosto pela corrida ajudou a alimentar. E, por conseguinte, nem senti esse "peso". 

Corri sempre que quis, por onde quis e como achei mais correto e útil para mim. No que toca à definição do próprio estilo de corrida, foi muito importante.

Nas provas, inscrevia-me como individual. 

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Assim foi até setembro de 2017. Na minha cabeça, começava a surgir um "bichinho" para tentar encontrar uma equipa próxima da minha localidade, onde pudesse trocar ideias com quem tinha mais experiência e que me permitisse evoluir e absorver mais conhecimento. Na minha fase "solitária", fazia as provas e, à exceção de um ou outro conhecido, não partilhava opiniões com mais ninguém. Não só nesta fase, mas essencialmente aí, a minha esposa era uma confidente desportiva, a pessoa com quem partilhava as minhas ideias sobre as corridas. 

Juntando o útil ao agradável, na sequência de uma conversa com dois conhecidos de uma ótica em Condeixa, fui convidado para fazer parte da Casa do Benfica de Condeixa.

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Após alguma deliberação, aceitei. Não tinha nada a perder. 

A certa altura na evolução de um indivíduo ou de um desportista, é necessário dar o passo seguinte. Alargar os horizontes. E houve um certo carinho que sempre senti por parte de alguns colegas. Foram algumas as boleias que me deram, o que serviu para trocar impressões, para estreitar laços.

Contudo, ao longo do ano de 2018, fui-me sentindo novamente sozinho. Não pelos treinos, porque aí sempre corri dessa forma, mas pelo frequente afastamento que fui notando em relação à direção. Percebi a dada altura que não poderia continuar num sítio onde não me identificava com as linhas motrizes da coletividade. Na minha cabeça, surgiram duas opções óbvias para mim: ou mudava de equipa ou regressava às raízes. Ou seja, descia novamente à categoria individual.

Com base nos conhecimentos pessoais que fui amealhando, "sondei o mercado". E encontrei a equipa onde estou atualmente, a ARCD Venda da Luísa.

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A dimensão assusta. São perto de 80 atletas mais os diretores. É uma família. Tal como me foi dito na altura. E a verdade é que continuo a treinar sozinho, mais por "culpa" minha, mas encontrei nessa associação o canto certo para evoluir, não só pelas condições que nos são oferecidas como pelo interesse manifestado na nossa evolução e no companheirismo que se vivencia.

Não sei como será o futuro, mas sinto que a minha decisão se mostrou acertada.

O conhecimento que já absorvi, por vezes só através da observação, tem sido gratificante. Ter conhecido uma espécie de guru das maratonas, o "mestre" José Carlos Fernandes, valeu muito a pena (sem qualquer.desprimor para com os outros colegas). E, aconteça o que acontecer no futuro, terá sido sempre com a camisola da ARCD Venda da Luísa ao peito que terminei as minhas duas primeiras maratonas oficiais.

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