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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

24
Jul21

1, 2, 3, uma entrevista diferente desta vez


João Silva

Como disse na última entrevista, o Carlos Canais está em toda a parte. O homem não pára: ele corre, ele trabalha, ele tem família. Ele tem uma função importantíssima para unir a equipa. Ele é o mestre por detrás de toda a burocracia associada à gestão da equipa.

Pelo fascínio que isso desperta em mim, tinha mesmo de ir para o lado administrativo da corrida para perceber os meandros do ramo. Cansa só de saber o que é preciso fazer para tratar de inscrições, de papelada, de participações, de treinos gerais e para ainda ter força para correr. 

Bem, o melhor é mesmo verem o que o Carlos Canais tem para nos dizer a esse respeito:

· Ligação ao atletismo desde

1986 até 1988, no Clube de Condeixa, mas com um grande interregno que terminou em 2012 quando foi retomada a ligação à modalidade na ARCD Venda da Luísa… até hoje!

Pódio 110m barr. Campeonato Nacional INATEL, Port

Foto: pódio 110 m barreiras no Campeonato Nacional INATEL, Porto, 1987

· Funções atuais principais na equipa

Neste momento, aquilo a que se pode chamar um colaborador da Direção.

Pódio 400m barr. Campeonato Nacional INATEL, Port

Foto: pódio 400 m barreiras no Campeonato Nacional INATEL, Porto, 1987

· Abrangência e implicação das funções

Como em todas as coisas em que me meto, faço-o por gosto, mas exigindo bastante de mim próprio. Sou o responsável pela ligação da Direção aos restantes elementos da equipa, e sou o responsável pela inscrição dos elementos da equipa nas provas, fazendo a ponte entre a equipa e as organizações.

· Porquê esta equipa 

Porque sou sócio (n.º 4) desde a fundação da Associação e sou dos elementos fundadores da equipa de atletismo, para além do facto de ter residido na Venda da Luísa durante muitos anos.

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Foto: com a esposa no Trail de S. Martinho (Ega), 2018

· Maior dificuldade na gestão das atividades/provas

 Atualmente está a ser a pandemia. Neste contexto de COVID que todos vivemos está a ser demasiado difícil gerir expectativas e manter o interesse dos elementos da equipa na competição. Mesmo que para se fazer parte da equipa esta época ninguém tenha tido a obrigação de se comprometer com nada, tem havido um número muito grande de atletas que não competiram desde o início da pandemia. Como é lógico, compreendemos, e nunca houve qualquer pressão para o fazerem. Antes da pandemia, a maior dificuldade era obter dos atletas (mais de 100) respostas atempadas às perguntas que se fazem: se pretendem participar em determinada prova, se querem estar presentes num jantar ou convívio, se querem adquirir determinada peça do equipamento, etc… as respostas surgem sempre lentamente e tiradas a ferros. Obviamente que depois dos prazos terminarem há sempre alguém que afinal queria ter-se inscrito ou queria ter adquirido aquela peça de equipamento. Às vezes é possível remediar a situação, outras nem por isso.

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Foto: 111 km do Trail de Sicó - Maio de 2021

· Motivos de orgulho a nível diretivo

 Pertencer a uma organização que tem as contas em dia e que, mesmo não procurando por novos atletas, eles venham à nossa procura, por indicação de amigos ou familiares que já estão na equipa. Esse é o maior orgulho. Também o cuidado que temos na comunicação com os atletas. É fundamental que os atletas saibam que alguém está atento por eles a pormenores competitivos, a prazos e a preços mais baixos. Apesar de nos orgulharmos de ter todos os atletas que temos, sentimos um orgulho especial por aqueles que podiam obter melhores condições económicas noutras equipas, e preferem estar connosco porque se sentem bem tratados, bem acolhidos e porque sabem que nos preocupamos com o seu bem-estar. O simples facto de gastarmos grande parte dos apoios que temos no pagamento de clínica de fisioterapia para tratamento gratuito de lesões que eventualmente possam vir a sofrer, é algo diferenciador que nos orgulhamos de fazer. 

Trail Conimbriga Terras de Sicó - Fevereiro 2012.

Foto: Trail Conimbriga Terras de Sicó - Fevereiro 2012

· Maior envolvência e empenho em ter mais mulheres ou isso é irrelevante?

 Dá-nos um orgulho muito grande em ter no seio da equipa um tão grande número de mulheres, mais de um terço da totalidade dos membros atuais, mas não nos temos empenhado particularmente nesse aspeto. Mais do que isso, orgulha-nos ter mais de 70% da equipa no escalão de veteranos. Ao contrário dos jovens que têm muitas alternativas para praticarem desporto, provavelmente sem a existência da equipa, grande parte destes veteranos (maiores de 35 anos de idade) fariam parte do grande número de sedentários do nosso país.

· Momentos difíceis como gerente

Esta pandemia tem sido muito difícil de gerir. De resto, apenas um momento ou outro de maior aperto de tesouraria que, felizmente, têm sido raros. Apesar de não ser dirigente, partilho com eles essas dificuldades…

· Momentos positivos marcantes

 A fundação da equipa com 5 atletas da terra, a que se juntaram num abrir e fechar de olhos outros tantos ainda no primeiro ano de vida foi um momento marcante. Também foram marcantes os primeiros pódios, os primeiros títulos e os primeiros prémios. O atingir do centésimo atleta também foi marcante, bem como o baixo número de saídas de ex-elementos para outras equipas: dois! Julgamos que atesta o quanto os atletas aqui se sentem bem.

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Foto: Treino de equipa - Janeiro de 2020

· Realidade de apoios/subsistência de clubes mais pequenos 

Os apoios que temos não são muitos, mas são bons. O apoio da Câmara Municipal é fundamental para a nossa equipa, bem como para a grande maioria das equipas do nosso concelho. Sem ele não poderíamos oferecer o pouco que oferecemos. Depois o apoio de outro grande amigo do Desporto na nossa região, o Intermarché de Condeixa. São estes os dois únicos patrocinadores que temos nas nossas camisolas. Apesar dos atletas poderem obter patrocínios para si, não tem sido habitual fazerem-no. Temos ainda o apoio das duas freguesias a que a Venda da Luísa pertence. Temos essa sorte (de pertencer a duas freguesias, Sebal e Anobra) uma vez que a divisão das freguesias passa a meio da aldeia e a sua ajuda, apesar de modesta, também é bem-vinda. Julgamos que tal como nós, a grande maioria dos pequenos clubes subsiste desta forma: apoios das Câmaras e das Juntas e de um ou outro patrocinador que oferece pequenas quantias. Nós optámos por ter, para além da Câmara, apenas um patrocinador, e termos a camisola de prova sem os inúmeros pequenos patrocínios que outras equipas têm. Felizmente fazemo-lo porque conseguimos, mas a realidade mais frequente é aquela referida antes. São poucas as equipas que podem suportar as filiações, pagamentos de seguros, inscrições nas provas e equipamentos para todos os atletas. E às vezes ainda pagam prémios. A maioria penso ser como nós: pagam as filiações e os seguros, parte dos equipamentos (no nosso caso para criar um compromisso com a equipa não oferecemos a totalidade do valor do equipamento) e uma inscrição ou outra para provas. Raras são as equipas que oferecem os tratamentos médicos aos seus atletas, como nós fazemos. Mas apesar deste cenário, há alguns anos atrás os apoios ainda eram menos, principalmente autárquicos.

 Projetos futuros

Eventualmente poderá surgir uma equipa de BTT, uma vez que muitos dos nossos atletas praticam também esta modalidade. Mas ainda nada está decidido.

Trilhos dos Abutres - Janeiro de 2017 - 1ª Ultra.

Foto: Trilhos dos Abutres - Janeiro de 2017 - 1.ª Ultra

· Objetivos da equipa

Manter a equipa com este espirito e tentar manter as condições que oferecemos aos nossos atletas. Tudo o que vier por acréscimo será bem-vindo!

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Foto: Trail de Piódão - Abril de 2019

22
Jul21

1, 2, 3, uma entrevista de cada vez


João Silva

Finalmente tenho a possibilidade de dar a conhecer este atleta já bem experimentado no atletismo.

Falo-vos de uma pessoa que não pára quieta, que tem mil e uma funções e que procura garantir o bem-estar de todos no seio da equipa. 

Sim, é da minha equipa e todos os elementos lhe farão uma vénia por tudo o que nos tira do caminho.

Como se não bastassem os afazeres administrativos, ainda corre por diversão, como o próprio defende, e acumula grandes distâncias como quem acorda, tal é o gosto que tem pela corrida em serra/montanha.

Deixo-vos com as respostas do Carlos Canais. Já lhe tinha pedido esta entrevista há imenso tempo. Demorou, mas aconteceu agora finalmente. Mais vale tarde do que nunca. E valeu bem a pena.

25-07-2011 - Dia em que comecei a correr com 95Kg.

Foto: 25-07-2011 - Dia em que começou a correr com 95 Kg

Nome

 Carlos Canais

Idade

 51 anos

Equipa

ARCD Venda da Luísa

Praticante de atletismo desde

2012

Modalidade de atletismo preferida

 Trail

Prefere curtas ou longas distâncias

Longas

Na atual equipa desde

2012, ou seja, desde a sua fundação.

Campeonato Distrital Pista Veteranos 2019 - 100m.J

Foto: Campeonato Distrital Pista Veteranos 2019 - 100 m

Volume de treinos por semana

Conforme disponibilidade e objetivos (às vezes temos de arranjar disponibilidade mesmo que a horas pouco convencionais), mas normalmente 2 treinos durante a semana e um mais longo ao fim de semana.

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Foto: Poiares Trail 2019

Importância dos treinos

Grande. Para promover a atividade física em primeiro lugar e para se atingir alguns objetivos, o que no meu caso passa por conseguir terminar as provas, usufruindo das mesmas, sem qualquer sofrimento. E também para promover a união dos atletas da nossa equipa. É algo que muito me agrada: estar numa equipa que treina junta sem grandes compromissos, apesar dos objetivos desportivos distintos de cada elemento. Isso não impede que treinemos juntos, apesar de cada um ao seu ritmo.

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Foto: Campeonato Distrital Pista Veteranos 2021 - 110 m barreiras

Se tem ou não treinador

Não

Diferenças existentes entre o atletismo passado e atual

Pratiquei atletismo entre os 17 e 18 anos de idade (1986 e 1987) e depois deixei de o fazer. Veio o ensino superior, o início da vida profissional e, depois quando comecei a ter disponibilidade, o futebol até aos trinta anos. As diferenças que noto passam essencialmente pelo número de praticantes (que agora são muito mais do que naquela altura), pelo grande número de mulheres, pelo número de pessoas mais maduras com quarenta, cinquenta e sessenta anos, pela informação e preparação que os atletas têm, pelo maior apoio que existe das entidades públicas e, principalmente, pela forma como é vista pela sociedade a prática do atletismo. Hoje é tudo normal. Naquele tempo se te viam a treinar perguntavam se não tinhas trabalho para fazer. O que também mudou foi o surgimento da vertente do Trail e da corrida em natureza, grande responsável pelo aumento de praticantes da modalidade.

Campeonato Distrital Pista Veteranos 2019 - salto

Foto: Campeonato Distrital Pista Veteranos 2019 - salto em altura

Histórias insólitas, curiosas ou inéditas

Curiosamente, quando pratiquei atletismo na minha juventude eu gostava principalmente de provas de pista. As minhas preferidas eram as de velocidade como os 200 e 400 metros, as de barreiras, tanto de 110 como de 400 metros e o salto em altura. Na altura, o INATEL era o grande promotor do atletismo e cheguei a ser vice-campeão nacional de 110 e 400 metros barreiras. O que detestava mesmo eram as provas longas, quer fossem de estrada ou de corta mato. Mal sabia que anos mais tarde seriam as provas longas que me dariam maior gozo. Outra história que posso contar, esta mais recente, surgiu no início da pandemia e no primeiro confinamento. Para não parar totalmente, e com a ajuda do meu pai, abrimos trilhos com uma roçadeira e fizemos um circuito de corrida no pinhal atrás da minha casa com mais de 500 metros. Na altura fiz questão de não andar a correr na rua (mesmo que não implicasse cruzar-me com quem quer que fosse), até para dar o exemplo, e foi uma ótima forma de poder continuar a praticar. Finalmente, sempre que vou para uma prova (normalmente longa), lembro-me sempre de algo que aprendi com o Zé Carlos Fernandes, um dos portugueses com mais maratonas e ultramaratonas no currículo pessoal, e que nos dá a honra de ser nosso colega de equipa: "antes mal preparado que cansado". Apesar de saber que o preferível é estar preparado, a verdade é que se chegarmos a uma prova com treinos a mais e cansados não a conseguimos acabar. Pelo contrário, mesmo que a preparação não seja a ideal, nem que seja devagar e parando de vez em quando, conseguimos acabar a prova.

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Foto: II Trilhos dos Abutres - Janeiro 2012

Aventura marcante

 A aventura da minha vida aconteceu no Trail do Piódão de 2019 disputado sob condições meteorológicas adversas. Foi chuva, granizo e neve, muita neve, ao longo dos cerca de 50 km de prova, o que a tornou inesquecível. Nos últimos 10 km a neve era tanta que não conseguia ver as pegadas da pessoa que ia cerca de 50 metros à minha frente. Foi uma aventura e tanto, passada na maioria dos Km com duas colegas de equipa, a Carla e a Elza que, com toda a certeza, também terão tido a aventura das suas vidas. Outra aventura que não esquecerei foi a primeira vez que terminei os 111 km do Sicó. Foi uma prova que fiz juntamente com 4 colegas de equipa (o Zé Carlos, o Marco, a Célia e o Rui) do início ao fim, sempre todos juntos. 

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Foto: 111 km no Trail de Sicó 2019

Participação em prova mais longa

 111 km do Sicó.

Objetivos pessoais futuros

 Continuar a ter força e vontade de correr pela diversão e partilha de momentos. Não tenho objetivos competitivos…até porque, recomecei a correr para perder peso (já me pareço com alguém que conheço [risos]) – em julho de 2011 pesava 95kg e em setembro, menos de dois meses depois estava com 84kg e fiz a Meia Maratona do Porto!

Fim de treino às 4 da madrugada a preparar os pri

Foto: Fim de treino às 4 da madrugada a preparar os primeiros 111 km de Sicó - Outubro de 2016

Como vê o atletismo daqui a 5 anos

Com mais praticantes e com melhores condições. Penso que haverá uma seleção natural do exagerado número de provas que existem atualmente e que visam principalmente o lucro sem se preocuparem com as condições que oferecem aos atletas. A seleção será feita pelos percursos e sua qualidade, inovação, condições de segurança, conforto e boa organização. Pelo menos é o que espero!

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Foto: Fim de treino em Sicó - Fevereiro 2020

Como se vê no atletismo daqui a 5 anos Como disse antes, apenas quero continuar a divertir-me e a poder usufruir da companhia dos meus colegas de equipa e dos restantes atletas.

Meia Maratona do Porto, setembro 2011 - 1ª prova

Foto: Meia Maratona do Porto, setembro 2011 - 1.ª prova após décadas sem correr, já tinha baixado para 84 Kg

08
Jul21

ARCD VENDA DA LUÍSA - POSIÇÕES ORGANIZATIVAS


João Silva

Passado o dia de aniversário desta associação do concelho de Condeixa-a-Nova, distrito de Coimbra, terminamos toda esta série de apresentações com a posição da própria face à Federação Portuguesa de Atletismo e ao estado das competições da modalidade em Portugal.

Uma vez mais, muito obrigado pela gentileza na cedência de todas estas informações transmitidas ao longo dos últimos dias.

Posição da associação:

Apesar de não estarmos alinhados em todos os aspetos com as decisões e orientações da FPA ou da ADAC, julgamos que deve ser no seu seio que as mesmas devem ser tratadas. Por isso, é nossa intenção continuarmos filiados e ajudarmos a mudar algumas coisas que julgamos que poderiam ajudar a aumentar a competitividade do trail e das provas de estrada. Os circuitos de trail distritais deveriam ser reformulados quanto à pontuação, seleção de provas e modelo competitivo para que os melhores atletas do distrito se sentissem motivados a participar neles, o que não acontece atualmente, com um grande número de provas, e nem todas com o mínimo de qualidade desejável. Algumas delas nem sequer deveriam pertencer a estes circuitos mas sim, e porque não, a um circuito de corta-mato. Para a estrada somos também defensores de um circuito que permitisse aos atletas disputarem provas com regularidade, tornando-as competitivas e que motivassem os nossos melhores atletas do distrito a participar nelas.
Ainda relativamente ao trail, principal vocação da maioria dos nossos atletas, continuaremos filiados na ATRP (Associação Trail Running Portugal) onde temos também algumas divergências de opinião quanto à orientação que está a ser seguida, mas aí, dado o universo de clubes, para já, é difícil alterar o que quer que seja.

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07
Jul21

ARCD VENDA DA LUÍSA - O ANIVERSÁRIO


João Silva

São muitos. São imensos. Fazem barulho e dão apoio aos seus. Bebem cerveja e riem. Comem juntos e são felizes.

São muitos. Cada vez mais. São imensos. Uma espécie de família. Que não pára de crescer.

MUITOS PARABÉNS, ARCD VENDA DA LUÍSA, pelo teu 34.º aniversário, celebrado hoje.

Em forma de comemoração, deixo o vídeo de apresentação da secção de trail desta associação e um vídeo relativo à Gala do Desporto do Município de Condeixa.

Gala do Desporto

Os vídeos são da autoria da equipa, que, amavelmente, mos cedeu para que procedesse à sua publicação neste espaço.

 

06
Jul21

ARCD VENDA DA LUÍSA - METAS


João Silva

Para o futuro não estabelecemos objetivos desportivos. Pretendemos poder proporcionar aos nossos atletas o acompanhamento médico habitual, os tratamentos em clínica de fisioterapia gratuita para todos e a poder dar alguns mimos aos atletas que participem num determinado número de provas ou que obtenham determinados resultados. A nossa maior ambição é os atletas que pertencem à equipa continuarem a querer trazer para cá os seus familiares e os seus amigos...sinal de que se sentem em família e gostam de pertencer à equipa. Esse gosto que nos faz usufruir do trail em grupo, seja durante as provas, seja nas chegadas à meta!

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05
Jul21

ARCD VENDA DA LUÍSA - FEITOS


João Silva

Os Feitos

Felizmente, desde a primeira época que nos filiámos na Associação Trail Running Portugal e na Federação Portuguesa de Atletismo, via Associação Distrital de Atletismo de Coimbra, sempre conquistámos títulos individuais e coletivos, e outros lugares de mérito (segundos e terceiros) na vertente do trail. Nos últimos anos descobrimos as provas em pista e também aí temos vindo a conquistar títulos e lugares de mérito.

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Esta época chegámos também ao corta-mato, tendo vencido o primeiro título nesta vertente.

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Para além destes resultados, já conquistámos também alguns prémios individuais na Gala de Deporto do Município de Condeixa (Fotos 28 a 34).

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Porém, e independentemente de todos estes méritos, o nosso maior feito é a amizade que une o grupo e que nos faz ter jantares e convívios marcados ou espontâneos espetaculares.

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04
Jul21

ARCD VENDA DA LUÍSA - OBJETIVOS


João Silva

Objetivos

Quando começámos com a equipa, essencialmente com atletas da terra, nunca tivemos qualquer objetivo que não fosse correr por diversão e para que tivéssemos uma forma organizada de praticar desporto, nomeadamente com seguros. A equipa foi crescendo de ano para ano, sempre porque os elementos que lá estavam traziam os seus amigos próximos e familiares para a equipa. Quando demos por ela, a equipa já tinha mais de 100 elementos. Felizmente que com a chegada de tão grande número de atletas vieram alguns que, para além de terem o objetivo da diversão, partilha de momentos e companheirismo, vieram trazer alguma competitividade à equipa. Apesar de isso nos agradar, continuou a não ser critério para a entrada na equipa. Neste momento, gostamos muito de treinar juntos, fazer as provas de que gostamos, sem qualquer compromisso, e obter da corrida o maior prazer possível. Se ganharmos, melhor; se não ganharmos, felizes na mesma desde que nos divirtamos. Ainda relativamente aos treinos em conjunto, tornou-se famoso o nosso treino noturno conjunto de fim de ano, onde chegámos a juntar mais de 50 participantes, acabando apenas no dia seguinte após 70 km. 

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03
Jul21

ARCD VENDA DA LUÍSA - A EQUIPA (E A SUA FORMAÇÃO)


João Silva

A Equipa

Desde 2009, todas as quintas feiras reunia-se um grupo de rapazes e homens da Venda da Luísa e arredores para jogar futsal no Pavilhão da Venda da Luísa. Um dia, por ter aparecido um número reduzido de jogadores, estes resolveram ir “correr” para não darem a noite por perdida. Este hábito virou rotina sempre que a falta de jogadores se repetia. Assim, em 2011, alguns deles começaram a correr regularmente e a participar em provas de estrada e em 2012 participaram nos primeiros trails. 

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Pode-se assim dizer que a criação da equipa surgiu em complemento ao futsal e posteriormente em substituição deste. O intuito principal nunca foi criar a equipa para obter resultados, mas sim para que se pudesse continuar a praticar desporto regularmente, de forma mais organizada e, principalmente, de diversão.

Assim, a equipa representando a ARCD Venda da Luísa foi criada em 2014, tendo inicialmente 5 elementos (Carlos Canais, Marco Oliveira, Michael Simões, Nelson Correia e Rui Mateus) a que se juntaram outros 5 ao longo da época: Ana Raquel Valente, Cidália Canais, José Correia, Liliane Vaz e Ruben Almeida.

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No ano seguinte, a equipa passou a ter 20 atletas, com a entrada de alguns amigos e familiares dos atletas do ano anterior.

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Em 2016 passámos a 42, mais que duplicando novamente os atletas com o mesmo princípio do ano anterior – entrada de familiares e amigos dos que já lá estavam.

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Foi nesta época que, para além do grande apoio que a Câmara Municipal sempre nos deu e das Juntas de Freguesia, se iniciou o patrocínio do Intermarché, o que nos permitiu ter equipamentos completos e novos. Foi ainda neste ano que passámos a ganhar com alguma regularidade o prémio de equipa mais numerosa nas provas em que participávamos. Na época de 2017 a equipa passou a ter 51 atletas.

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No ano seguinte, em 2018, passámos a 71.

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Na época passada, fomos 84 a representar esta equipa e nesta temporada de 2020/2021 temos atualmente 112 atletas na equipa.

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02
Jul21

ARCD VENDA DA LUÍSA - A ORIGEM


João Silva

A Associação

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A Associação Recreativa, Cultural e Desportiva da Venda da Luísa foi fundada em 07/07/1987, tem sede na aldeia da Venda da Luísa, concelho de Condeixa, e é verdadeiramente uma associação com todas vertentes indicadas na sua denominação. Promove diversas atividades recreativas como por exemplo o Festival do Almeirão e o Festival das Sopas, culturais com o Grupo de Dançares e Cantares, e ainda desportivas. Nesta vertente, temos uma equipa de futsal a participar na 1ª Divisão Nacional. De facto a nossa equipa principal de Futsal Feminina está pelo 4.º ano consecutivo a disputar o principal campeonato nacional, tendo em duas participações anteriores obtido o 9º lugar na classificação. Para além do Futsal, a ARCD Venda da Luísa tem ainda a equipa de Trail, que é atualmente a mais numerosa do concelho e uma das mais numerosas do distrito.

01
Jul21

ARCD VENDA DA LUÍSA

O futebol correu com tudo (e todos)


João Silva

Dentro de uns dias, mais precisamente no dia 07 de julho, esta equipa de atletismo comemora mais um aniversário.

Sendo eu um atleta da equipa e tendo este espaço, não quis deixar de dar a conhecer a história de um clube em clara expansão e que é já uma referência da zona centro do país.

O mais caricato em tudo isto é que também aqui o futebol teve um dado peso.

Deixo o meu enorme agradecimento a toda a direção por me ter facultado todas as peripécias e elmentos visuais para ilustrar esta "história".

Sinto que, uma vez mais, o homem dos sete ofícios, o Carlos Canais, foi preponderante na hora de fornecer todas as informações. Um obrigado especial.

Fiquem, pois, com toda a história e todos os bastidores da equipa ARCD Venda da Luísa. 

O primeiro artigo será publicado já amanhã.

Como os créditos têm de ser dados a quem merece, importa ainda informar que os textos não são da minha autoria. Foram cedidos pela Associação, daí também estarem escritos na primeira pessoa do plural.

A edição e a montagem do "produto final" foi feita por mim

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26
Abr21

1, 2, 3, uma entrevista de cada vez


João Silva

Hoje exponho uma entrevista feita a uma das pessoas mais simpáticas que encontrei na ARCD Venda da Luísa. Foi prestável desde o início, tem um sorriso contagiante e, acreditem, anda mesmo nisto pela diversão e pelo companheirismo. Tem um instinto acolhedor que salta à vista. Foi das primeiras pessoas a dizer-me que lia este espaço. Boa disposição e seriedade, no sentido de compromisso, são com ela.

E não vos deixa ficar mal. Há algum tempo, tinha ficado com uma camisola minha de prova e "perseguiu-me" de carro até um supermercado local para ma entregar.

Tenho uma estima especial por ela.

Fiquem, pois, com a Graça Simões:

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  • Nome

Graça Maria Martins Simões

  • Idade

44 anos

  • Equipa​

ARCD Venda da Luísa

  • Praticante ​de ​atletismo ​desde

Sempre gostei de desporto, mas não tive essa possibilidade quando era mais nova. Há alguns anos participava em grupos de ginástica e comecei a desafiar-me nas caminhadas , o que me começou a despertar curiosidade em experimentar a corrida, onde me iniciei em 2015.

  • Modalidade ​preferida​

Habituada às caminhadas pelo monte, foi lá que meiniciei na corrida e daí tornou-se uma paixão pelo trail. Aprecio muito a natureza e gosto de me desafiar em novos trilhos.

  • Prefere ​curtas ​ou ​longas ​distâncias

​Iniciei ​nos ​mini ​trail, ou ​seja, ​10/12 km. Atualmente participo em provas com mais de 15 km, porém ainda não tive a coragem de experimentar uma longa distância.

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  • Na​ ​atual​ ​equipa​ ​desde

2017

  • Volume​ ​de​ ​treinos​ ​por​ ​semana

4 / 5 (entre corrida e reforço muscular).

  • Importância ​dos ​treinos

São importantes os treinos para nos mantermos ativos e fortalecer os músculos. Desse modo, vamos alcançar o ritmo desejado nos dias das provas.

  • Se ​têm ​ou ​não ​treinador

Treinador não tenho, mas tenho colegas com que treino frequentemente. A quem eu tenho que agradecer por irem sempre a puxar por mim. Há frases que ficam nas nossas memórias como: "Aguenta Graça! " , "É isso" , "São só mais 10 metros ". A eles e a todo o grupo de treino, só tenho que agradecer a minha evolução, principalmente, nas subidas, que é onde tenho ainda alguma dificuldade. Infelizmente, devido a situação de pandemia, tivemos de fazer uma pausa nos treinos de grupo. Assim, tenho treinado sozinha. Mas claro que não é a mesma coisa!

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  • ​Diferenças entre ​o ​atletismo ​passado ​e ​atual

Como nunca pratiquei atletismo no passado, não sei a diferença, mas, pelo que tenho lido, hoje em dia há muitos mais participantes em grupos organizados.

  • História​ ​insólita​ ,​curiosa​ ​ou​ ​inédita​

Bem, nestes últimos anos não me recordo.

  • Aventura marcante

Para mim, todas as provas têm algo de marcante, pelos sítios magníficos que conhecemos, pelas amizades que fazemos nos trilhos.

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A maior aventura até hoje foi em 2019, quando o Carlos Canais me incentivou a participar no Campeonato distrital de veteranos. Sem nunca ter corrido em pista, tornei- me campeã distrital em 200 metros nesse mesmo ano.

Participação em prova mais longa

Trail de Conímbriga Terras de Sicó 25 km.

Objetivos pessoais futuros

Continuar a realizar provas curtas, desfrutar ao máximo da natureza, realizar provas em sítios diferentes. Quando me sentir preparada e com coragem, quero realizar a ultra no Sicó de 60 km. 

Como ​vê ​o ​atletismo ​daqui ​a ​5 ​anos

Daqui a 5 anos espero que muito mais gente esteja a praticar esta modalidade, não pela competição mas para promover uma vida saudável e ativa. 

Como se vê no atletismo daqui a 5 anos

​Espero daqui a 5 anos continuar a correr, participar nas provas, conhecer sítios diferentes, bem como pessoas novas e com a mesma paixão.

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Porque existem tão poucas mulheres a fazer atletismo e porque há tão poucas em provas de grandes distâncias

​Na minha opinião, têm vindo a aumentar. No entanto, devido ao pouco tempo que têm livre por causa das tarefas domésticas, não têm tanta disponibilidade. Como está modalidade requer bastante treino e dedicação, não há muitas a participar em provas de grandes distâncias, pois optam por curtas distâncias e caminhadas. 

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Existem diferenças de tratamento em relação aos homens

​Nunca dei conta de haver desigualdade entre géneros, até pelo contrário: numa prova, o percurso, a distância e o grau de dificuldade são iguais para homens e para mulheres.

 

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11
Nov20

A oitava maratona com direito a melhor tempo em treino


João Silva

Fiz de propósito para antecipar o texto de ontem. Tinha-o agendado para mais tarde, mas perderia a relevância. Porquê? Porque fui incoerente entre aquilo que disse e o que fiz.

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Rapidamente: disse que não tinha interesse em provas virtuais. E fiz uma maratona no passado domingo inserida no evento maratona virtual do Porto. Mantenho a minha ideia em relação a esse tipo de provas. Contudo, aqui é fácil de explicar porque fui contra mim: há mais de três meses que tinha decidido que ia fazer duas maratonas até aí final do ano. Fiz a primeira no início de setembro e já tinha agendado a segunda para novembro, para a terceira semana.

Se tudo estivesse normal, teria ido ao Porto fazer a minha quarta maratona oficial. Quando soube da hipótese de fazer uma maratona virtual com direito a medalha, aproveitei, contribuindo assim também um pouco para ajudar os organizadores. 

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Indo agora à prova em si, foi um sonho, apesar do muito vento, da chuva constante e da dureza. Fiz os 42,500 km todos dentro do concelho de Condeixa e posso assegurar que mantive distanciamento social (já que às 05h30 da manhã não há ninguém na rua e estava a correr sozinho). 

Esta foi a oitava vez que corri uma maratona (4 oficiais e 4 oficiosas em treinos) e foi uma das melhores provas de que o treino é 90% do resultado final.

Numa preparação que esbocei para 5 semanas, recuperei a estabilidade na minha passada, consegui ganhar cadência e passar para ritmos mais elevados durante mais tempo. Tudo isto graças aos treinos de séries, aos fartleks, aos treinos longos e de subidas. 

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O início da "prova" foi um pouco duro, pois demora sempre até encontrarmos um ritmo que não seja exageradamente elevado para não quebrarmos logo.

Perto da 1h30 já consegui ter a noção do que poderia acontecer, ritmo forte mas ainda confortável e já na ordem dos 5 minutos por quilómetro.

Entre os 20 e os 24 km senti que havia algum cansaço mas, curiosamente, consegui aumentar o ritmo. Nesta fase, já tinha feito o meu abastecimento de sólidos (banana) e notei melhorias no desempenho.

A partir dos 26 km, foi subir como gosto: pegar bem na subida de início e ganhar cadência, sempre sem prejudicar a postura. E porque falo da postura? Porque a partir dos 30 km, o cansaço toma conta de nós e a nossa tendência é dobrar costas, baixar a cabeça, não subir tanto os joelhos. Tudo isto prejudica.

Aproveitei muito bem a fase de descida, com a postura correta e sem tornar a passada pesada, e aqui esteve um dos grandes trunfos para ter chegado bem fisicamente aos 37 km. A partir daqui, manda exclusivamente a cabeça e eu sabia que estava tão próximo de conseguir um bom tempo que acabei por canalizar isso a meu favor.

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Cheguei ao fim da maratona com o melhor tempo em treinos (segundo melhor a nível global), novamente abaixo das 03h30 e ainda com alguma frescura física.

IMG_20201108_090259.jpgDepois de um pequeno ciclo de recuperação, vou iniciar uma nova preparação com mais um plano intenso. A grande felicidade deste resultado está em saber que normalmente tiro entre 10 e 20 minutos ao tempo de treino quando estou em competição. O sonho está mais próximo de se concretizar.

Faço ainda uma boa referência ao facto de ter vestido a camisola da Venda da Luísa pela primeira vez este ano (que bem me soube) e pelo facto de ter encontrado o José Carlos e a Sara (colegas de equipa pelo caminho. Sim, estes dois "malucos" andavam a fazer o mesmo que eu. Parece uma espécie de esquadrão das maratonas. 

28
Ago20

1, 2, 3, uma entrevista de cada vez


João Silva

Hoje venho falar-vos e dar-vos a conhecer o Paulo Alves, nome de antigo jogador da bola.

Não conheço pessoalmente este rapaz, mas já pude sentir a sua simpatia e boa disposição no seio da nossa equipa.

Curioso o facto de achar que ele já fazia parte da equipa há mais tempo do que eu, quando, na verdade, sou mais "velho" na laranja. Particularidades, portanto.

Outra é o facto de a minha alcunha atual no seio da equipa ter sido dada por ele: alcatroado. Qualquer relação do nome com a minha paixão à estrada é pura coincidência.

Aprecio o jeito descontraído do Paulo, bem como a sua abordagem mais ligeira. Como sei que é algo difícil para mim, gabo-lhe os méritos dessa atitude, que, ou muito me engano, é uma marca distintiva da sua personalidade.

Deixo-vos, pois, com o Paulo Alves.

 

  • Nome:

Paulo Alves aka Alfacinha aka #treinapaulo :)

EGT2016-46kms.JPG

 

  • Idade:

42

  • Equipa:

ARCD Venda da Luísa

 

  • Praticante de atletismo desde:

Meados de 2012, pois foi quando a balança chegou aos 106 kg. Achei que já bastava e meti na cabeça que iria fazer a corrida do Sporting (10 km) nesse mesmo ano, pelo que comecei a correr do zero por períodos de 5 min. no máximo e aumentando gradualmente.

OMD2018-50kms.JPG

 

  • Modalidade de atletismo preferida:

É o trail running pela sensação de liberdade, camaradagem e aventura que cada treino/prova proporciona.

 

  • Prefere curtas ou longas distâncias:

Claramente as longas distâncias pelo desafio de ter de vencer os quilómetros, o tempo, a meteorologia, gerir o corpo, mas, sobretudo, por ter de contrariar o que a cabeça muitas vezes pede quando surgem as dificuldades.

Sicó 2020-111kms.JPG

 

  • Na atual equipa desde:

24 de Março de 2019, dia do Trail de Pereira.

 

  • Volume de treinos por semana:

É muito variável pois sou um "atleta" muito indisciplinado, por isso, tenho semanas em que treino 1 vez e outras em que chego às 6. Mas, se seguirmos a grande máxima "descanso também é treino", então é todos os dias e nisso sou fortíssimo. :)

Almourol 2014 - 1a maratona em trilhos (44 km).jpe

 

  • Importâncias dos treinos:

Considero que, de facto, treinar com regularidade e disciplina é muito importante pois conseguimos desfrutar muito mais das provas e acabá-las sem ter a sensação que fomos atropelados pelo Intercidades. (risos)

Trail Viver Pereira 2019.JPG

 

  • Se tem ou não treinador:

Não tenho treinador, mas como sou algo preguiçoso para treinar, tenho 2 treinadores informais que usam todos os métodos possíveis e imaginários para me "obrigar" a treinar.

 

  • Diferenças existentes entre o atletismo passado e atual:

Sinceramente não considero que esteja no atletismo há tanto tempo para notar as diferenças, mas acho que há cada vez mais uma "indústria" das provas de corrida, sobretudo no trail, em que o objetivo é principalmente fazer dinheiro, sendo que há ainda uns resistentes que dão prioridade à qualidade em detrimento da quantidade dos seus eventos.

TSL2017-55kms.JPG

 

  • Histórias insólitas, curiosas ou inéditas,

O acontecimento mais insólito numa prova foi num Oh Meu Deus, na subida da Garganta de Loriga para a Torre senti-me mal com o calor, fui sempre subindo e esperando que viesse o vassoura, quando cheguei à Torre, 4 horas depois de ter saído de Loriga, descobri que nenhum dos elementos estava à minha espera porque pensavam que o último já tinha passado...Outra situação insólita foi no ano passado nos 65 km da Freita, eu estava a fazer a prova com o Rui Monteiro e o José Carlos Fernandes, entrámos juntos na mítica Besta, sendo que depois cada um seguiu o seu ritmo e, de repente, eu consegui perder-me naquele percurso para parece simples e depois só ouvia os gritos do Rui e do José a chamar por mim...  e uma curiosidade é que já acabei várias provas com pelo menos uma rapariga que não conhecia até aí. ;)

Oh Meu Deus K70 2014.jpeg

 

  • Aventura marcante

Tive algumas experiências em prova que me marcaram, como correr na neve na Serra da Estrela, a brutalidade e beleza da Serra da Freita, as noites das provas de 100 km, mas o que mais me marcou ao longo destes anos de corridas foram sobretudo as pessoas que trouxe de cada aventura.

 

  • Participação em prova mais longa

 

Foi este ano nos 111 km do Sicó, que já tinha tentado o ano passado e fiquei a 18 km da meta, sendo que desta vez terminei-a, mas a prova mais longa prevista para este ano era a Ultra Caminhos do Tejo 144 km.

UMA2016-43kms.jpg

 

  • Objetivos pessoais futuros:

Basicamente terminar os objetivos que tinha para este ano, ou seja, UCT 144 km, TPG 55kms, finisher circuito ultra endurance da ATRP. 

Projetos que não tinha para este ano, mas que quero cumprir são OMD 100k ou 100 milhas, MIUT, PGTA, também PT281+ e/ou ALUT (solo ou estafeta) isto só para referir os objetivos internos.... :p

 

  • Como vê o atletismo daqui a 5 anos

Vejo o atletismo daqui a 5 anos como já tendo feito uma seleção natural entre as provas de qualidade e provas que só procuram lucro fácil sem qualidade, mas, no geral, cada vez mais gente a correr seja na estrada ou no trilho.

 

  • Como se vê no atletismo daqui a 5 anos:

Sinceramente acho que andarei pelos trilhos lá atrás como é meu hábito, mas a curtir cada dia e cada metro percorrido.

10
Ago20

1, 2, 3, uma entrevista diferente desta vez...


João Silva

Esta é uma entrevista diferente. Por não ter percebido a dúvida do meu convidado, induzi-o claramente em erro na forma de comunicação do conteúdo.

O mais curioso foi que gostei da forma como enquadrou e desenvolveu os temas. 

Posto isto, hoje trago-vos o Gil Santos, meu colega de equipa e um dos primeiros que conheci quando me juntei ao grupo. O Gil é uma pessoa muito simpática e sempre disposta a ajudar na integração.

Além disso, este jovem é meu vizinho, o que também tem os seus méritos.

Mais a sério, é um atleta à maneira e, apesar de não fazer estrada, noto que desenvolve bem o seu ritmo nesse palco.

Fiquem, pois, com o Gil Santos.  

1° ultra trail no VIII ULTRA TRAIL DE SICÓ 2017.

O meu nome é Gil Santos e tenho 44 anos. 

Neste momento, faço parte de uma equipa de trail do concelho de Condeixa a nova do distrito de Coimbra ( ARCD VENDA DA LUÍSA) desde 2015.

Apesar de ter iniciado a prática de atletismo na vertente estrada em 2014, (na equipa das 4 estações de Coimbra, que era e ainda é liderada pelo meu amigo Guilherme), logo me apaixonei pelo TRAIL através do meu amigo Marco Santos, que numa manhã de treino me levou a conhecer os trilhos da Serra de Sicó. Passei logo a gostar de trail running, a vertente que prefiro. Inicialmente fazia curtas distâncias nas provas em que participava, mas ao longo dos anos comecei a fazer distâncias maiores até atingir provas 'chamadas' ultras.

Trail infante-Penela 2017.jpg

Em relação ao volume de treinos semanalmente é um pouco relativo, isto é,  treino consoante a minha disponibilidade uma vez que tenho vida profissional.  Praticamente faço e quando posso dois treinos longos ou 3 curtos, compensando com natação e estática por vezes, mas tudo depende da disponibilidade que tenho. Por vezes pode haver uma semana em que não treino. Os meus treinos faço praticamente sozinho na Serra de Sicó na zona de Condeixa, e, por vezesm para elevar o ritmo, faço uns treinos de estrada. 

Louzantrail 2018.jpg

Apesar de não ter treinador (sou eu o meu treinador), sou eu que faço previamente o que irei fazer. Ultimamente tenho lido muito sobre provas e quais os métodos a utilizar nos respetivos treinos, tenho um conselheiro (João Fantástico) que me ajuda muito, especialmente a dar-me conselhos nos treinos que faço, o que lhe agradeço imenso. 

Coimbra trail 2016.jpg

Relativamente ao atletismo do passado e o atual, sinceramente não conheço muito do passado, mas no presente, em relação ao trail, tenho  reparado que muita gente anda a participar mais, uns, claro, têm os seus objetivos e outros apenas para se divertirem. Conheço muita gente que apenas participa para conhecer as paisagens e não estar num domingo, por exemplo, sentado no sofá. Claro que é muito bom ver nas provas todo o tipo de pessoas a participarem.

Em 2014, fiz a minha primeira prova oficial em estrada (Corrida Pedro e Inês), onde o mais importante para mim era terminar a prova, o que consegui com muito suor e esforço. 

Curiosamente, numa prova que participei em 2017 ( IV GRANDE TRAIL DAS LAVADEIRAS 25K), fiz praticamente o percurso todo a ajudar um adversário que não conhecia de lado nenhum (Renato Ferreira), hoje somos grandes amigos, e que participava com a sua cadela (Kyra). Essa prova foi uma enorme aventura pois ajudei-o várias vezes a subir trilhos muito técnicos com a sua cadela.

Castellum Trail 2018.jpg

Destaco também com muito gosto a minha primeira participação numa prova ultra: VIII ULTRA TRAIL DE SICÓ 2017, onde participei pela primeira vez participei e com êxito numa prova de 52km. No ano seguinte, voltei a repetir, no ano 2019, não participei infelizmente porque 2 meses antes tinha sido operado a uma hérnia umbilical mas no ano 2020 voltei e fiz os 57km de Sicó. Esta prova para mim é muito especial, pois é realizada na vila de Condeixa, onde resido, e considero-a a minha prova rainha. Em todas as provas que já realizei, seja vertente TRAIL ou Estrada, tenho sempre um objetivo que é terminar bem e sem lesões. Depois, se bater o meu recorde pessoal, é um acréscimo. Como se costuma dizer: é a cereja no topo do bolo. Quanto ao futuro dos trail em questão, vejo com muita satisfação em relação a quem as organiza,  uma vez que as mesmas ano para ano melhoram muito, a nível de qualidade, segurança e abastecimentos. A nível pessoal , ou continuar com os meus treinos, mesmo sabendo que as provas que tinha em mente para este ano foram todas canceladas devido ao novo coronavírus. Futuramente, acredito que, a partir do ano 2021, as provas vão voltar e continuarei a dar sempre o meu melhor em prol da minha equipa que me acolheu há 5 anos e onde fui excecionalmente recebido de braços abertos ou não fosse ela a minha família do desporto. Voltar às provas, serras, montes, trilhos, rever paisagens, amigos, poder ajudar quem precisa, conhecer novas pessoas, seja com sol, chuva, frio, calor, trovoada, neve e vento é tudo o que desejo para o futuro e isto sim é TRAIL. 

2°eco meia maratona 2016.png

Por fim queria agradecer a todos os meus companheiros de equipa e a todos os meus amigos de equipas "adversárias" que me apoiam antes, durante e no fim das provas, dar os parabéns a todas as organizações de provas que sei que dão tudo por tudo para que corra tudo bem. Às pessoas que mencionei aqui fica um grande abraço. À minha família em especial, que me apoia totalmente. E, por fim, um enorme abraço ao meu grande amigo, criador deste blogue, que, ao conhecer um pouco da sua história, vi que conseguiu ultrapassar todas as divergências e que hoje é um MARATONISTA. 

GIL SANTOS

 

XI ULTRA TRAIL SICÓ 2020 57KM.jpg

III grande trail das lavadeiras 2016.jpg

Equipa ARCD venda da luisa 2019.jpg

 

11
Jul20

1, 2, 3, uma entrevista de cada vez


João Silva

Para aproveitar este belo mês de verão, deixo-vos mais um "episódio" desta rubrica fixa de entrevistas para vos dar a conhecer mais atletas e a sua realidade.

Como a fonte é inesgotável bem perto de mim, trago-vos mais um elemento da minha equipa, a ARCD Venda da Luísa.

No entanto, não é esse o fator determinante para vos trazer aqui a história do Rui Monteiro. Existem outros, na verdade. Desde logo, porque o Rui transpira sociabilidade. É talvez o elemento mais extrovertido, comunicativo e divertido da equipa, não desfazendo de ninguém. Procura sempre gerar bom ambiente, brincadeira e é um facilitador de integrações.

Na prática, conheci-o pessoalmente por intermédio do Zé Carlos, mas não deixa de ser curioso que foi ele a primeira pessoa a "indicar-me" boleia para a minha primeira prova como laranjinha.

No entanto, o Rui não se resume apenas a boa disposição. Vejo nele um grande poder de integração e um elemento congregador, características sempre muito importantes no seio de uma equipa com tantos elementos.

Apesar de, na minha opinião, nem sempre transparecer isso, este rapaz tem um potencial enorme. A meu ver, precisa de o aplicar, mas a paixão que revela por este desporto e por um bom convívio já são meio caminho andado.

Mais do que ser eu a descrevê-lo, devem ser vocês a ter uma noção vossa da boa pessoa que é.

Fiquem, pois, com o Rui Monteiro.

 

  • Nome

Rui Monteiro

Ultra trail dos Abutres 2020 55km.png

  • Idade

29 anos

  • Equipa

ARCD Venda da Luísa

  • Praticante de atletismo desde

Não sei precisar, mas para aí desde 2015

  • Modalidade de atletismo preferida

Corrida a pé no monte (o chamado trail) 

100 km Abrantes 2019 - Aqui cerca de 65 km, antes

  • Prefere curtas ou longas distâncias

Gosto de tudo, mas prefiro longas/ultras.

  • Na atual equipa desde

Desde 2016.

  • Volume de treinos por semana

Treino 6/7 dias por semana, depende daquilo para que me estou a preparar.

Trail encosta do Mondego 2019 25km - Cansado no fi

  • Importância dos treinos

Os treinos são a base de tudo, sem eles não há nada, pelo menos em distâncias longas/ultras/endurance.

  • Se tem ou não treinador

Não tem treinador.

  • Diferenças existentes entre o atletismo passado e atual

Para além de muito mais gente, acho que há coisas boas e menos boas. As boas são que há mais gente, existe espírito de entreajuda entre praticamente todos, os eventos tornam se melhores e com maior importância, muita gente quer superar-se a si própria e isso pode levar a coisas menos boas, já que "saltam" etapas sobretudo de distâncias. Ou seja, a meu ver, tem de se ir progredindo, um passo de cada vez, correndo o risco de, para além de não gostar, ainda acartar lesões que podem colocar em causa a continuação da atividade física.

Sico 2020 57km - Primeira ultra da Jéssica, na qu

  • Histórias insólitas, curiosas ou inéditas

Existem algumas, mas uma que me marcou foi logo na primeira prova que fiz, no Trail de S. Martinho na Ega em 2016, em que numa descida bastante acentuada passou um atleta por mim e caiu uns metros minha frente de forma muito violenta que lhe abriu a cabeça, quando cheguei ao pé dele estava a revirar os olhos, foi algo que me marcou muito. Outra foi nos 65km da Serra da Freita em 2019, ia com um grupo de amigos, chegamos a uma aldeia, estávamos todos a falar numa "uma cerveja agora é que era" a primeira pessoa que vimos a sair de uma casa, onde eu pergunto se havia um café aberto, na qual o senhor responde "sou dono de um, e vou abri-lo agora, é ja ali em cima" chegamos na hora H hehehe. 

  • Aventura marcante

Sem dúvida, os 100 km de Abrantes. Primeira ultra de 3 dígitos, até agora foi a que mais me marcou sem dúvida. 

Oh Meu Deus 2017 40km - Primeira prova longa, não

  • Participação em prova mais longa

 100 km de Abrantes. 

  • Objetivos pessoais futuros

Existem alguns, desde um que foi cancelado (o objetivo seria fazer os 146 km da Ultra Maratona Caminhos do Tejo), a outros que ainda estão no segredo dos Deuses (sorrisos).

  • Como vê o atletismo daqui a 5 anos

Acho que muitos recordes vão ser batidos, algumas coisas vão mudar para melhor, alguns eventos vão acabar, ficando apenas os "bons".

  • Como se vê no atletismo daqui a 5 anos

Vejo-me melhor do que estou hoje fisicamente (assim espero).

Mondego Ultra Trail 2019 22km - Prova onde fui de

 

Deixo-vos este extra - a descrição das fotos na "voz" do próprio:

Foto 1- Ultra trail dos Abutres 2020 55 km 

Foto 2-  100km Abrantes 2019 - Aqui cerca de 65 km, antes de levar com a marreta 

Foto 3-  Trail encosta do Mondego 2019 25 km - Cansado no final da prova, pois no dia antes tinha estado no Marão a ajudar o amigo Fantástico a fazer o everesting 

Foto 4- Sico 2020 57 km - Primeira ultra da Jéssica, que tive muito orgulho de acompanhar de inicio ao fim, fica na memória

Foto 5- Oh Meu Deus 2017 40 km - Primeira prova longa, não foi ultra, mas era dura

Foto 6- Mondego Ultra Trail 2019 22 km - Prova onde fui de vassoura

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