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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 66 kg graças à corrida e à reeducação alimentar. Desde então, o contador vai em 40 provas: 20 x 10 km, 7 trails, 10 meias maratonas e 3 maratonas.

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 66 kg graças à corrida e à reeducação alimentar. Desde então, o contador vai em 40 provas: 20 x 10 km, 7 trails, 10 meias maratonas e 3 maratonas.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

14
Jan21

Vamos lá tentar a sorte em 2021


João Silva

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Já lá vão 4 anos de corrida, muita mesmo. Já sei onde posso ir, onde o corpo deixa e como me defender das adversidades. 

Em termos genéricos, gostaria um dia de fazer menos de 3 horas na maratona. Por agora, é um passo muito maior do que a perna. Ainda assim, trabalhando bem em 2021, é possível fazer 3h30 (seriam menos 17 minutos face a 2019 naquela mesma prova) em Aveiro.

Quanto à do Porto, o meu principal objetivo é tirar um minuto ao meu recorde e fazer 3h20. Com um pouco de sorte (bem trabalhada e provocada), penso que é possível acabar com 3h15. Os treinos longos de 2020 deram-me esse alento. 

Quanto às meias maratonas, objetivo maior para 2021 é fazer 1h25. Implica tirar muito ao meu recorde de 1h29, pois a margem do meu corpo já não é assim tão grande. Terei de compensar com a mental. 

 

Por último, duas notas: se fizer os 15 km no campeonato distrital de estrada em Alba, vou tentar ficar à porta da marca de 1h.

Caso não seja possível participar em nada por qualquer motivo, incluindo a pandemia, tratarei de fazer 2 maratonas em treinos por cada semestre (talvez 2) e ainda de tentar chegar a um treino de 50 km em estrada. Sozinho ou acampanhado por alguns velhos conhecidos que tenho em mente e com quem ainda não falei.

A juntar a tudo isso, vou apostar forte num programa de treinos assente na Vma (inspirado nas minhas pesquisas) para melhorar a minha capacidade de gerar mais oxigénio para os músculos.

Bater os 6092 km corridos ao longo de 2021 é outro dos desafios. 

31
Dez20

Um ano diferente, para mim, um ano muito especial


João Silva

Há um pouco este antagonismo: por um lado, foi um ano duro com coisas desconhecidas e invisíveis (mas palpáveis) a minar todo o tipo de projeto ou objetivo. 

Precisamente por isso, deixo aqui uma palavra de apoio e de incentivo a quem ficou numa situação complicada, tanto devido a doença como a problemas financeiros. Faço votos para que este 31 de dezembro marque o início de algo bem melhor.

Do meu lado, como comecei por dizer, foi um ano a lidar com muitas situações novas, nem sempre (quase nunca) estive à altura delas e até considero que não fui fiel ao meu lema (mit den Schwierigkeiten wachsen - crescer com as dificuldades). Ainda assim, foi um ano que ficará sempre na história da minha família pelo nascimento do meu primeiro filho. 

Por tudo e mais alguma coisa, recuso a ideia de que 2020 é um ano para apagar da memória. Caramba, houve muita coisa má, mas terá havido, nem que tenha sido por breves instantes, momentos bons para todos, onde nem sorrisos faltaram. 

E é com toda esta alegria a aquecer-me o coração que aproveito para desejar a todos umas excelentes entradas em 2021 e ainda a maior força possível para que consigam realizar todos os vossos intentos.

Feliz 2021!!!

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19
Dez20

O mês de novembro visto mesmo aqui ao lado


João Silva

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Foi um mês meio estranho, apesar de me ter proporcionado excelentes treinos (dispersos).

O volume voltou a ser bom, mas a condição em que cheguei ao fim não. 

Foi o mês em que fiz duas maratonas (uma, acidental), em que dediquei duas sessões a treinos de sprints, escadas, técnicas de corrida e saltos à corda, tudo isto coisas importantes e que já não fazia há imenso tempo. 

Foi o mês em que voltei a correr com companhia (devidamente distanciada) e logo do Zé Carlos.

Posto isto, foi um mês em que não consegui ser regular em termos de ritmo elevado, em que não consegui começar o segundo plano de treinos como devia ser, em que não mantive regularidade no rolo e também um mês com muitos treinos marcados pelas dores (recuperação ineficaz). 

 

23
Nov20

O mês de outubro visto (não muito) ao longe


João Silva

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"Ops, I did it again!", já cantava a outra.

Ainda assim, este "did it again" foi uma enorme surpresa.

Em agosto tentei chegar aos 700 km, em outubro, não me passava pela cabeça.

Os meus horários de treino mudaram um pouco e também foi necessário alterar alguma duração. A vida familiar a isso obrigou. No entanto, mais do que tudo isso, os motivos prendiam-se com a necessidade que senti de implentar um plano de treinos mais disciplinado para fazer a segunda maratona em treino numa condição superior à primeira.

Posto isto, durante todo este mês, não liguei ao número de quilómetros, embora suspeitasse que pudessem ser novamente elevados.

Com os treinos longões a sério a ficarem para o fim de semana, cheguei ao dia 30 de outubro com 665 km.

Uma coisa levou a outra e mesmo sem as melhores sensações de um treino longo, lá consegui tocar novamente na marca dos 700 km. 

Se me perguntarem o que é preciso para correr tantos quilómetros, terei de usar uma frase do ciclista João Almeida: "é tudo mental. O sofrimento físico está lá sempre, a cabeça é que manda no resto".

17
Nov20

Aquela prova revivida IV


João Silva

Termino esta sequência de belos momentos de 2019 com uma prova que, muito honestamente, nem queria fazer.

Queria era ficar em casa. Ainda assim, a contragosto, lá fui até à Venda da Luísa. 

Na ressaca da maratona, pensava que aqueles 12 km que constituíam um novo percurso das 4 Estações iam custar horrores. 

Uma vez mais, enganei-me e, uma vez mais, consegui acabar aquela prova com um excelente resultado: 12 km em 52 minutos. Era um excelente indicador para o campeonato distrital em março de 2020. Este era um dos objetivos deste ano, por causa da pandemia e da gravidez do Mateus. Talvez em 2021.

A juntar a tudo isto, foi dia de foto de equipa, de muito convívio e risada e ainda de muitos reencontros. 

Foi a última vez que competir numa prova. De lá para cá, só treinos. Muitos. 

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06
Nov20

Aquela prova revivida III


João Silva

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É a prova, aquela prova, a minha prova! 

Até agora, foi a única para a qual consegui pôr em prática treinos, planos e metodologias próprias. 

É diferente de todas as outras pelo encanto e pela localidade, que me diz imenso. 

Falo da maratona do Porto. 

Foi o corolário de meio ano muito intenso em termos de treinos e do período de seis meses em que mais evoluí desde que me tornei corredor amador. Falei na altura em todas a a ferramentas novas que levava no corpo para a prova. Funcionou tudo de tal forma que tirei 12 minutos ao tempo de 2019. Acabei a prova com 3h21.

Gestão de sonho, tempo à Zé Carlos (e como percebi que rendo melhor com chuva!!!), companhia de topo (pena o Zé Carlos não ter podido ir e a minha esposa ter ficado a cuidar do nosso pequenito, que ainda estava no forno) e, por fim, evolução da prova melhor do que tinha imaginado. 

Não menos importante em todo este dia foi a animação que se viveu no carro do Nélson, que se estreou n distância. Já à Sara era uma habituée e tinha feito a prova comigo em 2019.

Saímos de madrugada e chegámos de noite serrada, debaixo de uma chuva copiosa. 

Tirando a ausência da minha esposa, foi um dia perfeito. Correu tudo melhor do que queria. 

 

 

 

 

04
Nov20

Passaram dois anos e a primeira continua a ser a mais especial


João Silva

Numa altura em que já teria feito a quarta maratona oficial, caso não houvesse pandemia, importa recordar aquele dia em que passei a ser um maratonista oficial. 

Foi a 4 de novembro de 2018 no Porto. 

O tempo foi bom (3h33m), mas foi tudo o resto que me encantou: começou pelo companheirismo na viagem com o Zé Carlos, a Sara, o Paulo e a minha querida esposa Diana (claro que ela não poderia faltar num dia tão especial). 

A semana anterior à prova com algum nervosismo natural e direito a deitar bem perto das 21 h para ter o corpo num brinquinho. 

Viagem a partir de Condeixa com o Zé Carlos ao leme, tudo isto, por volta das 6 horas da manhã. 

Muitas histórias, muita animação, tudo novidade. Alguma ansiedade, mas dentro de mim crescia a sensação de que poderia acabar a prova e fazer um bom tempo. 

Chuva, muita chuva, logo desde o início, para nos bafejar na chegada ao Porto. 

Ansiedade, coração a palpitar, olhos esbugalhados a querer absorver tudo, uma criança aos saltos por dentro. 

Arranca a prova, a Diana ficou à nossa espera debaixo de tremendas chuvadas, pensamento nela, foco e prazer. Foi puro prazer o que senti nas ruas daquelas duas cidades (Porto e Gaia). Senti-me em casa, eu que adoro aquelas duas terras e que já lá tinha passado algum tempo durante a universidade. 

Uma comunhão sem igual com o público, os incentivos sempre que via o Zé Carlos e a Sara durante o percurso e explosão emocional à chegada. 

Chorei tanto, mas tanto, que as minhas lágrimas se confundiram com a chuva. 

Um dia feliz para mim. O dia do meu renascimento como homem e em que percebi que tudo o que estava para trás tinha valido a pena. Tantas horas de treino para aquilo, uma das minhas maiores proezas como ser humano.

Pouco para muitos, imenso para mim.

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31
Out20

O mês de setembro visto ao longe


João Silva

Nem de propósito, terminamos as análises ao desempenho nos últimos três meses no último dia do mês. Gosto destas "coincidências". 

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O último mês de verão tornou-se em mais um momento assinalável.

Foi o mês em que fiz a minha sétima maratona (a quarta en treinos) e também o segundo com mais quilómetros corridos na minha vida. Além disso, como se não bastasse, marcou também uma alteração no sistema e na hora dos treinos, já que tive de me ajustar a novos desafios pessoais, o que redundou em acordares permanentes às 5h00. E que mágico é correr a essa hora. Um prazer, genuinamente.

A terminar, apesar de me ter faltado o gás nos últimos três dias do mês, ainda deu para passar os 670 km de corrida e para voltar a perceber que o corpo reage bem a alguns esticões. Foi isso que me mostrou que continua a ser possível sair de situações de habituação do corpo. E, do mesmo modo, que tudo depende da nossa atitude perante os imprevistos.

Este mês de outubro já foi muito mais condicionado (para melhor) pelo desempenho geral do verão.

Se doeu? Voltava a fazer tudo igual.

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29
Out20

Mais uma! Aí vão sete!


João Silva

Prometi há dois dias e aqui fica a resposta: sim, decidi dar um passo em frente e saltei o treino intermédio de 3h30. Decidi tentar fazer logo a maratona e previ uma média de 4 horas. 

Este ano tem sido muito atípico e quando defini os 42,195 km como objetivo em setembro foi para tentar cumprir essa distância mais uma vez, não foi para tentar bater recordes de tempo. 

Na última maratona oficial, em novembro de 2019 no Porto, tinha feito 3h21m.

 

Agora sabia que não daria para isso, mas acreditava que dava para ficar dentro das 4 horas. 

Armadilhado até aos dentes com três refletores e um frontal com alcance de 25 m, levantei-me às 5h00 da manhã. Era bem de noite. 

Fiz o percurso que tinha traçado nos dias anteriores e correu tudo bem. 

Claro que senti o cansaço muito cedo. O volume de treinos desde o verão foi muito alto. 

Cheguei ao fim de rastos, sem energia para mais, mas com a certeza de que dentro de um mês estarei a fazer a segunda maratona em treinos. 

Foi a sétima vez que fiz mais de 42 km, portanto, a maratona. Três oficiais e quatro oficiosas. 

Venha a próxima. 

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27
Out20

Um passo maior do que a perna?


João Silva

Em agosto, como referi há uns dias, fiz um treino de 3h como preparação para a maratona de treino que queria fazer.

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Em 3h tinha feito 34,500 km e fiquei a pensar que dava logo ali para chegar aos 42 km, mas não o fiz.

Na semana seguinte, tinha previsto fazer 3h30 para me aproximar dos 42 km.

Tinha feito assim nos outros anos. 

No entanto, desta vez sentia que podia passar logo para os 42 km em vez de fazer um treino intermédio. 

No ano passado, quando tentei este passo, tive de parar aos 36 km, devido a má gestão de tempo e ritmo e ao muito calor. 

E desta vez? 

Passei logo para os 42 km ou fiz um intermédio? 

 

 

 

 

 

Daqui a dois dias darei a resposta. 

25
Out20

O mês de agosto visto ao longe


João Silva

Com os "chacras" plenamente alinhados e a trabalhar para os 42 km em setembro, o mês de agosto foi um sonho.

Doloroso, devo confessar, mas absolutamente transcendente. 

Tinha ficado às portas dos 600 km em julho. Antes disso, só em janeiro tinha conseguido ultrapassar a barreira em causa. 

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Não só fiz mais de 600 km como cheguei mesmo aos 700 km. 

Nem sei descrever bem o que me ia na alma. Vazia não ficou, isso de certeza.

Foram precisas 60 horas e acordares de madrugada, sempre às 5h30 da manhã, para conseguir ter algum controlo sobre todas as responsabilidades. 

Não sei se mais alguma vez na vida conseguirei tanta quilometragem num só mês, até porque a estrutura dos meus treinos mudou um pouco desde finais de setembro. 

Ainda assim, sinto que consegui algo duro e que nem todos se prestam a fazer. Nem têm, mas este era um desafio que tinha traçado para mim. 

Já se pode colocar o visto, portanto. 

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23
Out20

A barreira das três horas


João Silva

Numa fase em que os meus treinos de corrida eram todos os dias de 2 horas em julho, agosto e setembro, houve uma altura em que apertei ainda mais, isto porque comecei a aumentar a duração em meia hora até chegar às 4h, tempo estimado para a maratona de treino.
Apesar de terem custado, as 2h30 foram-se fazendo e até ganhei um bom ritmo.
Onde senti mais dificuldade foi na fase em que decidi voltar às 3 horas.

Foram mais de cinco meses sem chegar a corridas dessas duração.
Apesar de muito cansado, fisicamente, estava bem, mas psicologicamente sentia que era um salto grande, o que me fez hesitar, confesso.


Mas lá me decidi e fiz o dito treino. No último fim de semana de agosto.

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Estava nervoso antes de começar, devo confessar. Mas rapidamente isso passou. O meu filhote teve um papel decisivo ao deixar-nos dormir relativamente bem na noite anterior. Estava fresquíssimo, parecia que dormia sempre. 

Comecei devagar, não olhei aos ritmos, porque o meu propósito era chegar à marca em causa. 

Cheguei feliz a casa, cansadíssimo, mas com energia para mais. Senti ali que, se tivesse insistido mais, teria mesmo chegado aos mágicos 42 km naquele dia. Mas cada coisa a seu tempo, pensei. E até desfrutei, vejam lá!!

Os alicerces estavam finalmente lançados. 

Friso ainda a importância da água e do tempo. A primeira foi-me mantendo sempre hidratado. O segundo não abusou no calor. 

21
Out20

Aquela prova revivida II


João Silva

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Nesta senda de reviver o que de melhor me aconteceu nas provas de 2019, não podia contornar a meia maratona de Coimbra. 

Foi um dia de sonho em termos desportivos. Ia com uma estratégia muito bem definida: começar muito forte para depois aguentar a parte de plano que surgia na segunda metade. 

Já lá vamos ao desempenho. Antes disso, foi tempo de beber um pouco do ambiente e de trocar impressões com o estimado Ricardo Veiga (foto de cima). Naquela fase, já era um habitué em provas em conjunto. 

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Quanto ao desempenho propriamente dito: dei tudo o que tinha. Não havia muito mais após a chegada à meta. 

Arranquei forte como nunca e foi aí que aprendi o verdadeiro sentido de aproveitar uma descida numa prova.

Contrariamente ao que o relógio dizia a dada altura, o meu corpo estava a dizer-me que dva para ficar bem abaixo de 1h30.

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Para ficar abaixo dessa marca, como veio a acontecer, tive de ir buscar as minhas reservas. Não era assim tão fácil. 

Foi com base nesse último esforço e com o meu pequeno (que já estava a caminho) que me consegui motivar ainda mais. Fiz 1h29.

Dá para melhorar, mas já foi recorde pessoal absoluto. 

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Esta foi uma prova em que a motivação e a energia positiva que levei no corpo ditaram a minha sorte ao cruzar a meta. 

15
Out20

Isto é que têm cá uma Vitality!


João Silva

Este ano tinha mesmo de experimentar.
Todos os anos sofro imenso com bolhas entre os dedos, com unhas partidas e com os pés doridos. Tudo isto por causa das sapatilhas e do calor.
Normalmente, calço o 43. No resto do ano, esse número de calçado de corrida serve perfeitamente.
Depois de ouvir algumas opiniões de colegas de equipa e de ler um artigo no blogue De sedentário a maratonista, percebi que o problema poderia estar no número.
Diz quem sabe mais do que eu que o ideal seria ter um número acima.
Assim fiz.
Comprei umas Joma Vitality na Sport Zone.
Custaram 19,90 €, mas estavam em promoção. Normalmente, seriam mais caras uns 10 euros.
Gostei da cor azul e dos tons amarelados.
A sapatilha é robusta e um pouco pesada, confesso que requer alguma adaptação. O rasto é muito bom, isto é, adere bem ao piso, mas a goma da sola desgasta-se muito depressa (para a realidade de quem faz mais de 100 km por semana), sobretudo, para quem tem passada pronada (desgaste maior na parte de fora do calcanhar).
O revestimento interior é acolchoado e ajuda a aconchegar bem o pé.
Este revestimento e também o acabamento exterior fazem com que não haja tanta respiração na parte de cima da sapatilha.
Por último, tem um bom amortecimento. A marca fala em 10 mm e a verdade é que não parece estar longe.
Foi toda uma nova adaptação, sobretudo, ao peso. Durante um treino de duas horas, faz claramente diferença.
Ainda assim, o pé adaptou-se e, após alguns dias à procura da melhor forma de encaixar numa sapatilha com uma folga maior do que o habitual na parte da frente, aprendeu a pousar no asfalto.
Dito isto, recomendo, essencialmente, a quem faz uma média de 5 a 10 km por dia.

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13
Out20

Aquela prova revivida


João Silva

Há relativamente pouco tempo, lembrei-me de assinalar alguns momentos mágicos que vivi em termos desportivos em 2019. 

Curiosamente, as cinco melhores provas que tive desenrolaram-se na segunda metade do ano.

Destas cinco, houve quatro mágicas para mim. 

A primeira aconteceu na meia maratona de Leiria. 

Primeiro aspeto positivo, o café e a conversa com os meus cunhados. Seguiu-se o encontro e o aquecimento com o muito estimado (e sempre algo nervoso antes das provas) João Lima. 

Foi a primeira meia maratona (após muito tempo) em que voltei a estar perto de baixar da 1h30. 

Na verdade, fiz 1h30 e uns pozinhos, que já não consegui tirar num ultimo esforço. 

Voltei a sentir que estava bem e que estava pronto para a maratona do Porto. 

O corpo respondeu mesmo muito bem a tudo o que lhe pedi. Até mesmo à fase mais dura da segunda parte da prova. 

Um dia que me deixou muitas saudades...mas o melhor ainda estava para vir

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