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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 66 kg graças à corrida e à reeducação alimentar. Desde então, o contador vai em 40 provas: 20 x 10 km, 7 trails, 10 meias maratonas e 3 maratonas.

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 66 kg graças à corrida e à reeducação alimentar. Desde então, o contador vai em 40 provas: 20 x 10 km, 7 trails, 10 meias maratonas e 3 maratonas.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

25
Out20

O mês de agosto visto ao longe


João Silva

Com os "chacras" plenamente alinhados e a trabalhar para os 42 km em setembro, o mês de agosto foi um sonho.

Doloroso, devo confessar, mas absolutamente transcendente. 

Tinha ficado às portas dos 600 km em julho. Antes disso, só em janeiro tinha conseguido ultrapassar a barreira em causa. 

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Não só fiz mais de 600 km como cheguei mesmo aos 700 km. 

Nem sei descrever bem o que me ia na alma. Vazia não ficou, isso de certeza.

Foram precisas 60 horas e acordares de madrugada, sempre às 5h30 da manhã, para conseguir ter algum controlo sobre todas as responsabilidades. 

Não sei se mais alguma vez na vida conseguirei tanta quilometragem num só mês, até porque a estrutura dos meus treinos mudou um pouco desde finais de setembro. 

Ainda assim, sinto que consegui algo duro e que nem todos se prestam a fazer. Nem têm, mas este era um desafio que tinha traçado para mim. 

Já se pode colocar o visto, portanto. 

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23
Out20

A barreira das três horas


João Silva

Numa fase em que os meus treinos de corrida eram todos os dias de 2 horas em julho, agosto e setembro, houve uma altura em que apertei ainda mais, isto porque comecei a aumentar a duração em meia hora até chegar às 4h, tempo estimado para a maratona de treino.
Apesar de terem custado, as 2h30 foram-se fazendo e até ganhei um bom ritmo.
Onde senti mais dificuldade foi na fase em que decidi voltar às 3 horas.

Foram mais de cinco meses sem chegar a corridas dessas duração.
Apesar de muito cansado, fisicamente, estava bem, mas psicologicamente sentia que era um salto grande, o que me fez hesitar, confesso.


Mas lá me decidi e fiz o dito treino. No último fim de semana de agosto.

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Estava nervoso antes de começar, devo confessar. Mas rapidamente isso passou. O meu filhote teve um papel decisivo ao deixar-nos dormir relativamente bem na noite anterior. Estava fresquíssimo, parecia que dormia sempre. 

Comecei devagar, não olhei aos ritmos, porque o meu propósito era chegar à marca em causa. 

Cheguei feliz a casa, cansadíssimo, mas com energia para mais. Senti ali que, se tivesse insistido mais, teria mesmo chegado aos mágicos 42 km naquele dia. Mas cada coisa a seu tempo, pensei. E até desfrutei, vejam lá!!

Os alicerces estavam finalmente lançados. 

Friso ainda a importância da água e do tempo. A primeira foi-me mantendo sempre hidratado. O segundo não abusou no calor. 

21
Out20

Aquela prova revivida II


João Silva

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Nesta senda de reviver o que de melhor me aconteceu nas provas de 2019, não podia contornar a meia maratona de Coimbra. 

Foi um dia de sonho em termos desportivos. Ia com uma estratégia muito bem definida: começar muito forte para depois aguentar a parte de plano que surgia na segunda metade. 

Já lá vamos ao desempenho. Antes disso, foi tempo de beber um pouco do ambiente e de trocar impressões com o estimado Ricardo Veiga (foto de cima). Naquela fase, já era um habitué em provas em conjunto. 

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Quanto ao desempenho propriamente dito: dei tudo o que tinha. Não havia muito mais após a chegada à meta. 

Arranquei forte como nunca e foi aí que aprendi o verdadeiro sentido de aproveitar uma descida numa prova.

Contrariamente ao que o relógio dizia a dada altura, o meu corpo estava a dizer-me que dva para ficar bem abaixo de 1h30.

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Para ficar abaixo dessa marca, como veio a acontecer, tive de ir buscar as minhas reservas. Não era assim tão fácil. 

Foi com base nesse último esforço e com o meu pequeno (que já estava a caminho) que me consegui motivar ainda mais. Fiz 1h29.

Dá para melhorar, mas já foi recorde pessoal absoluto. 

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Esta foi uma prova em que a motivação e a energia positiva que levei no corpo ditaram a minha sorte ao cruzar a meta. 

15
Out20

Isto é que têm cá uma Vitality!


João Silva

Este ano tinha mesmo de experimentar.
Todos os anos sofro imenso com bolhas entre os dedos, com unhas partidas e com os pés doridos. Tudo isto por causa das sapatilhas e do calor.
Normalmente, calço o 43. No resto do ano, esse número de calçado de corrida serve perfeitamente.
Depois de ouvir algumas opiniões de colegas de equipa e de ler um artigo no blogue De sedentário a maratonista, percebi que o problema poderia estar no número.
Diz quem sabe mais do que eu que o ideal seria ter um número acima.
Assim fiz.
Comprei umas Joma Vitality na Sport Zone.
Custaram 19,90 €, mas estavam em promoção. Normalmente, seriam mais caras uns 10 euros.
Gostei da cor azul e dos tons amarelados.
A sapatilha é robusta e um pouco pesada, confesso que requer alguma adaptação. O rasto é muito bom, isto é, adere bem ao piso, mas a goma da sola desgasta-se muito depressa (para a realidade de quem faz mais de 100 km por semana), sobretudo, para quem tem passada pronada (desgaste maior na parte de fora do calcanhar).
O revestimento interior é acolchoado e ajuda a aconchegar bem o pé.
Este revestimento e também o acabamento exterior fazem com que não haja tanta respiração na parte de cima da sapatilha.
Por último, tem um bom amortecimento. A marca fala em 10 mm e a verdade é que não parece estar longe.
Foi toda uma nova adaptação, sobretudo, ao peso. Durante um treino de duas horas, faz claramente diferença.
Ainda assim, o pé adaptou-se e, após alguns dias à procura da melhor forma de encaixar numa sapatilha com uma folga maior do que o habitual na parte da frente, aprendeu a pousar no asfalto.
Dito isto, recomendo, essencialmente, a quem faz uma média de 5 a 10 km por dia.

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13
Out20

Aquela prova revivida


João Silva

Há relativamente pouco tempo, lembrei-me de assinalar alguns momentos mágicos que vivi em termos desportivos em 2019. 

Curiosamente, as cinco melhores provas que tive desenrolaram-se na segunda metade do ano.

Destas cinco, houve quatro mágicas para mim. 

A primeira aconteceu na meia maratona de Leiria. 

Primeiro aspeto positivo, o café e a conversa com os meus cunhados. Seguiu-se o encontro e o aquecimento com o muito estimado (e sempre algo nervoso antes das provas) João Lima. 

Foi a primeira meia maratona (após muito tempo) em que voltei a estar perto de baixar da 1h30. 

Na verdade, fiz 1h30 e uns pozinhos, que já não consegui tirar num ultimo esforço. 

Voltei a sentir que estava bem e que estava pronto para a maratona do Porto. 

O corpo respondeu mesmo muito bem a tudo o que lhe pedi. Até mesmo à fase mais dura da segunda parte da prova. 

Um dia que me deixou muitas saudades...mas o melhor ainda estava para vir

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11
Out20

Passar da marca e deixar o "bicho" pegar


João Silva

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Cerca de 5 meses depois, voltei a correr 2h30.
É verdade que já foi em agosto, mas foi daqueles momentos em que sentimos a mudança.
Estava no arranque da preparação para a maratona de treino que queria fazer em setembro e foi aquela sacudidela nos treinos que fez o corpo perceber que estava pronto para novos desafios.
As sessões até então tinham sido sempre de 2h00 diárias e por muito que isso pareça absurdo, o corpo habituou-se a não sair desse modo.
O esticão até às 2h30 despertou novas sensações e dores, que serviram para dar o impulso final até aos 42 km de setembro.

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09
Out20

Meus queridos 11 dias loucos


João Silva

Nunca tinha feito tal coisa, embora já me tivesse aproximado nas semanas anteriores do dito desafio: de 30 de Julho a 09 de agosto, fiz todos os dias 2 horas de corrida (a 8 e a 9 de agosto fiz 2h20 e 2h30) numa média de 24 km diários. Foi, sem dúvida, um desafio enorme em termos físicos.


Honestamente, em termos mentais estava bem, não me custou propriamente, até porque queria ver se conseguia fazer mais de 200 km seguidos. Esse combustível ajudou a atenuar o desgaste físico que foi enorme. Ainda assim, garanto que falo verdade, adorei a experiência e consegui sentir novamente aquela adrenalina de chegar a distâncias ainda mais longas. A primeira vez que voltei às 2h30 após 5 meses foi um excelente indicador.

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07
Out20

O mês de julho visto ao longe


João Silva

Em relação ao mês de junho, o de julho marcou o início de uma grande (ainda maior) intensidade de treinos.
Toquei quase nos 600 km na estrada. Faltou pouco, mas, ainda assim, foram mais de 100 km a mais em relação a junho.


Foi também nesta fase que decidi que queria fazer mais uma maratona em treino até setembro, pelo que acabei por descurar os treinos técnicos de velocidade e cadência e procurei meter km nas pernas.


Meti também algumas dores e ganhei um humor de cão pela acumulação de tudo na minha vida nesta fase, mas tirei um enorme prazer dos sítios que "visitei" e dos inúmeros animais que fui vendo, sempre de madrugada.


Sim, foi levantar todos os dias às 5h30 para conseguir fazer tudo em condições.


E, mais uma vez, julho mostrou que os meses de verão são uma delícia para progredir nos treinos.

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09
Set20

Há dias em que sabe bem ficar


João Silva

Nesta senda de análise aos diferentes treinos que mais se destacaram nestes meses, hoje trago-vos o oposto do excelente treino que relatei no blogue a 05 de setembro.

Pela imagem, facilmente se fica a perceber as limitações que o corpo também pode ter num treino.

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Em termos prévios, importa mencionar que não tinha dormido nem descansado bem nas duas noites anteriores e que já ia para o terceiro treino seguido de 02 ou mais horas, o que já se traduzia em 51 km em dois dias.

O tempo estava mais fresquinho e continuei a boa hidratação, mas isso já não foi suficiente para libertar o meu corpo do atordoamento e da escassez de energia em que se encontrava.

A capacidade de aceleração perdeu-se por completo e nunca consegui imprimir um ritmo constantemente elevado, razão pela qual demorei 02h10m a fazer os 24 km, quando, na verdade, costumo chegar a essa marca em 02h00m.

Este é o outro lado que revela bem o efeito do desgaste e do cansaço no desempenho. 

06
Ago20

O que diz o meu corpo


João Silva

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Andei tempos sem fim a remoer nesta questão. No fundo, a pensar se escrevia ou não isto, talvez porque não quisesse saber mesmo o que o meu corpo diria dos meus tratos para com ele. Talvez fosse, sem dúvida, isso mesmo.
Houve dias em que a minha má disposição é o meu feitio miserável me fizeram ver as coisas pelo lado negativo. Porém, também houve muitos dias em que prevaleceu um pouco de bom senso, porque nem tudo foi ou tem sido mau.
Se virmos numa perspetiva global, sim, tenho feito mal a mim próprio desde que nasci, quase.
Comecei cedo a comer porcarias, não tive cuidados, não conheci limites nem fronteiras para a gula e fui desleixado.
Depois vieram anos de alguma ponderação e juízo, para apanhar os cacos, na fase da adolescência.
Na primeira fase da vida adulta, voltou tudo à estaca da autodestruição, até que, há 3 anos e meio às coisas voltaram a equilibrar.
No entanto, se o meu corpo pudesse analisar melhor o que tem sido transportar esta mente, diria que substituí o vício de comer pelo de correr mas que continuo nos excessos e sem o respeitar.
Não faço mais do que os outros que treinam, mas sei que exijo demasiado do corpo, não lhe dou descanso, submeto-o a treinos intensos. Não que sejam mais duros ou melhores do que os dos outros, mas são mais desregrados, quase loucos pela acumulação selvagem de dureza e intensidade sem (querer) perceber que às vezes (sempre) a chave está num bom descanso, sem definir limites, sem procurar o equilíbrio.
O meu corpo diria que não conheço o meio-termo, embora me esforce para pensar nele, que o submeto à cargas de treino como forma de me castigar pela minha (in)disciplina, pelo meu desnorte que se confunde com falta de metodologia e incapacidade para ter calma e paciência.

Consciente de tudo o que se passa com ele, o meu corpo diria que o castigo com exercício intenso só para poder ter desculpa na hora de comer, sendo o mais estúpido aqui o facto de não comer açúcar, produtos processados nem doces ou fritos. A estrutura que suporta o meu cérebro gritaria por ajuda, se pudesse, pois sabe que, por vezes, só o castigo para ter a desculpa perfeita para comer mais do que o normal e adequado ao meu treino.
Se pudesse, entregar-me-ia a um hospício de cada vez que o obrigo a correr com dores lancinantes no joelho, daquelas de coxear, ou de cada vez que as virilhas e as coxas ficam tão duras que parecem querer rasgar a cada passada.
Paixão pelo desporto muitos têm.
Aqui não sou exceção.
No entanto, o meu corpo afirmaria em tribunal, se me pudesse levar lá, que uso o termo paixão para justificar aquilo que é uma substituição de um vício por outro, aquilo que funciona como um mecanismo de desculpa para evitar a culpa de comer ou mesmo aquilo se diz ser dedicação e, na verdade, não passa de uma obsessão e de uma obstinação.
Se pudesse fazer um julgamento da minha personalidade numa frase, o meu corpo diria que, para ele, sou uma má pessoa disfarçada de boa.

29
Jan20

Mais facilmente se transforma em menos


João Silva

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Muitas vezes, há o problema de falta de conhecimento. 

Cresci a ouvir: quem não sabe é como quem não vê. Acredito piamente nisso e sou, confessamente, uma pessoa ávida de conhecimento. Como não podia deixar de ser, a minha procura incessante por saber mais sobre o que me interessa transporta-me com muita facilidade para o extremo do conhecimento.
Saber de mais também pode ser um problema.
Obviamente que não sei tudo e nem estou a afirmar isso, mas ter uma grande base de sabedoria em determinados assuntos pode levar-nos a conclusões e a situações de desconforto.
É assim com a comida e sei claramente que isso me inibe de tal forma que me impede agora de comer determinadas coisas. Ou melhor: apagou-me de tal forma a vontade que nem sequer penso nelas. E nem estou a falar de alimentos que me possa ser prejudiciais.
Depois, e era aqui que queria chegar, tenho uma grande base de exercícios de reforço muscular e de treinos. Como não sei lidar bem com isso, procuro, em determinadas fases, fazer tudo, o que culmina em perturbações de desempenho e em angústias e ansiedades desmedidas.
Além disso, quando fico algum tempo sem fazer um ou outro tipo de exercício mais importante, começo logo a questionar-me.
Chego a amaldiçoar muitas vezes o facto de "saber de mais", não porque isso seja mau, porque não o é, mas porque sinto que não sei lidar bem com isso. É uma viola que eu não sei tocar.
Sou assim com algumas coisas na vida e isso acaba por me inibir, porque não corro o "risco" de improvisar. O meu improviso é antecipado.
Seja em desporto ou fora dela, também são assim?

27
Jan20

Sem acomodações mas também sem exageros


João Silva

É a grande moral de toda esta história.

Dizem-nos muitas vezes que temos de sair da zona de conforto e que não nos devemos acomodar.

Tudo isto é muito bonito e muito verdade, mas também é necessário ter cuidado com tudo isso.

Primeiro, é crucial avaliar até que ponto nos acomodámos.

Naturalmente, falo da parte desportiva, mas também se aplica a tudo na vida.

Por vezes, as pressões, as nossas e as externas, levam-nos a fazer avaliações erradas e precipitadas, mas é importante manter a clarividência.

Os estímulos e as mudanças devem ser feitas com um propósito, o de garantir evolução e de nos fazer melhorar. Ao mudar de método de treino/trabalho, não importa, de todo, atropelar processos.

Portanto, se sentirem que o modelo tem dado frutos, aguentem-no mais um tempo e, a espaços, incutam algumas alterações para vos dar estímulo.

Não se mandem logo para fora de pé. A queda vai doer.

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25
Jan20

Porquê (e para quê) querer mudar tanto tão rapidamente


João Silva

Resposta certa: porque a insatisfação é constante e, por vezes, cega ao ponto de não perceber que não se mexe (muito ou quase nunca) em equipa que ganha, já diz o ditado.
Ora, a tese é a seguinte: se mudaste e correu bem, não tens de começar do zero. Já criaste uma base de trabalho bem-sucedida, pelo que deves saber ter calma e descernimento para analisar a evolução.
Se quiseres passar para um patamar superior, então, precisas de ajustar e de acrescentar novos métodos.
Se não queres já entrar num nível mais avançado, então, deves dar o benefício da dúvida e manter a forma de trabalhar.
Isto é uma crítica direta para mim: preciso de implementar alguns ajustes para poder subir o rendimento, mas tal não pode significar pôr em causa tudo o que fiz antes. Não há razão para isso.
Outra forma de explicar esta necessidade assenta no vasto leque de exercícios e de técnicas de que já disponho. Então, acabo por querer fazer tudo de uma vez e atropelo processos.
Para terminar, dou conta de uma idiossincrasia muito própria: não gosto de operar mudanças, mas não paro de pensar em formas de mudar.

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23
Jan20

Pensa, reflete, repe


João Silva

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Um belo ciclo. Como passo demasiado tempo dentro do meu corpo, estou sempre a pensar em tudo: no que fiz de mal (75% do tempo), no que preciso de fazer ou mudar para ficar bem (15%) e no que fiz de bem (10%).

Não me queixo por refletir, considero que é isso que me leva onde quero chegar. O problema é isso não me largar quando era suposto.


Levo-me demasiado a sério, bem sei. Há razões para isso, mas não são para aqui chamadas.


Durante os treinos, reflito e perspetivo as melhorias.

É certo que se trata de um processo permanente e permanentemente inacabado, mas permite-me organizar a minha vida.

Talvez a grande mudança da minha seja agora responsável por esta constante reflexão.

Quer dizer, não é talvez, é com certeza. Não saber se estarei à altura dá comigo em doido e tem-me feito questionar tudo. Novamente.

Eu bem digo: pensa, reflete, repete.

19
Jan20

Quando o prejudicial é também necessário


João Silva

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Admito que possa parecer um contrasenso, mas não o vejo como tal.

Tenho, volta e meia, momentos em que preciso de deixar o coração brincar e fazer o que quer. Para tal, é necessário desligar um pouco o cérebro. De outra maneira, não seria possível fazer treinos que me sabem bem mas que me são prejudiciais ao corpo.
Em termos emocionais, sinto que sofro muito após as maratonas e em 2019 reparei que nos dois casos precisei de algum tempo para ressacar. A forma escolhida foi correr sem destino, meter carga no corpo e seguir.
Como disse antes, isso prejudica a evolução do corpo, porque tenho perfeita noção de que abuso muito.
A "sorte", principalmente entre novembro janeiro, é que não costumo ter provas, pelo que posso abusar à vontade nos treinos.
Caramba, faz mal que dói, mas sabe tão bem que nem dá para explicar.
Portanto, no fundo, quero é saber se são iguais a mim: por vezes, fazem mal a vocês próprios porque precisam de um time out e porque vos sabe pela alma?

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