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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 66 kg graças à corrida e à reeducação alimentar. Desde então, o contador vai em 40 provas: 20 x 10 km, 7 trails, 10 meias maratonas e 3 maratonas.

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 66 kg graças à corrida e à reeducação alimentar. Desde então, o contador vai em 40 provas: 20 x 10 km, 7 trails, 10 meias maratonas e 3 maratonas.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

02
Ago20

Uma mousse bem simples


João Silva

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Agora que estamos lançados no verão, partilho convosco uma receita a que recorro com muita frequência e que é saborosa bem fresquinha.

A receita não é minha de origem. No fundo, retirei-a do blogue Bebé Saudável da enfermeira Carmen Ferreira.

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Só precisam de três ingredientes: 1 abacate, 1 banana e 1 colher de sopa (ou mais) de cacau.

Junta-se tudo numa misturadora, tritura-se bem, leva-se ao frigorífico (eu deixo 1 hora no mínimo) e saboreia-se como gente grande.

Também dá para gente pequena.

Se o fizerem, digam-lá o que vos parece.

 

 

15
Jun20

Um pão com ares de Deus


João Silva

Há muito que já não vos trazia receitas, o que até me deixou algumas saudades, confesso. 

Na altura da Páscoa e já muito próximo da chegada do Mateus, decidi presentear a minha esposa com uma doçura. A verdade é que não estava a contar provar e acabei por comer um.

Modéstia à parte, ficou um belo produto final. A receita não é minha e foi adaptada em relação à versão original, ela bem mais calórica. 

A autoria da adaptação pertence ao blogue A Pitada do pai é foi muito bem conseguida. Pode ser encontrada aqui:

https://www.apitadadopai.com/versao-saudavel-do-pao-de-deus-d-a-padaria-portuguesa/#wpzoom-premium-recipe-card

 

Em relação à minha experiência na confeção, digo que o fermento químico não precisa de ir ao frigorífico e a mistura pode ser facilmente manuseada sem levedar, porque este fermento é ativado pelo quente do forno. Além disso, no meu entender, 250 g de coco é uma quantidade excessiva. Coloquei 100 e 110 g na segunda tentativa.

 

E este foi o último "desejo" de grávida que realizei antes da chegada anunciada. 

Experimentem e venham cá dizer o que acham e como ficou 😉😁

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13
Jun20

Retirar para readicionar mais tarde


João Silva

Este post explica muito rapidamente a minha abordagem alimentar nos últimos tempos.

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Ainda antes de ter nos braços um pequeno rapazote, já tinha esboçado um plano de ação, isto porque o tema alimentação é extremamente para mim, não só pelo passado mas para prevenir recaídas. 

Desde logo, tracei um plano horário com a tipologia de comida que iria ingerir e o desfasamento horário entre as refeições. Funciono bem com tudo bem gizado, portanto, tinha de fazer isso.

Outro aspeto que se seguiu foi a remoção de alguns alimentos e de algumas quantidades que só faziam sentido à luz da carga diária de treinos que tinha. 

É um processo de desabituação muito doloroso, mas passa tudo por adaptação, nem mais nem menos. 

A ideia é simles: primeiro retiro ao corpo aquilo que me parece estar a mais em situações de não treino e depois vou incluindo novamente em função do aumento da carga.

O meu organismo parece gostar disso e essa é uma das formas mais fáceis de lidar com a questão em termos psicológicos. 

Por aí também seguem algum truque ou dica quando preveem uma diminuição do gasto energético? 

06
Abr20

Eu ex-obeso me confesso! (REPUBLICAÇÃO EDITADA)


João Silva

Na sequência da comemoração do primeiro ano deste espaço, que também acaba por ser o vosso canto, decidi trazer-vos o primeiro texto de todos.

Foram as primeiras palavras e as primeiras linhas no blogue. Serviu de catarse e sabem que mais? Ajudou a tirar um grande peso de cima.

Há coisas que não são fáceis de partilhar e, honestamente, há muita coisa que tem de ficar para nós próprios. No entanto, após o devido tratamento e processamento de tudo o que vivi desde novembro de 2016, senti que só tinha a ganhar com o desabafo.

Olho para o texto que vos deixo abaixo com muita "ternura", pois fui eu "in meinem Element", como dizem os alemães. Ou seja: fui eu próprio, sem "filtros".

Fiquem, pois, com o primeiro texto deste blogue:

 

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É caso para dizer: quem te viu e quem te vê!

Esta foto data de 06 de novembro de 2016 e funciona como o meu atestado de obesidade, tendo atingido a "mágica" marca dos 118 kg.

Desde muito novo que sempre tive propensão para engordar, não só por tudo aquilo que comia, pela falta de regras e de consciência alimentar e nutricional (e escassez de dinheiro), como também pela disposição "genética". Nunca fui alvo de nenhum exame que provasse essa mesma disposição genética, mas posso proferir a afirmação anterior com base em tudo o que foi e é a minha família.

Posto isto, passei por várias fases. Na adolescência sofri da "síndrome da rejeição", nunca fui um alvo apetecível para o sexo oposto. Na fase final da minha adolescência e na inicial da minha vida adulta, graças à prática de futebol amador num clube da terra, o U. D. Gândara, perdi cerca de 50 kg em apenas três meses. Foi um tempo monstro. Privei-me de todo o tipo de comida, o que, agora a uma distância temporal de 12 anos, confesso que se tratou de um erro.

Dado o processo de emigração dos meus pais, vivia sozinho na altura e estava prestes a entrar na Universidade de Aveiro.

Ao mudar de distrito, voltei a mudar de hábitos, trabalhei e estudei em simultâneo durante a licenciatura e o mestrado em tradução (francês e alemão) e abandonei por completo a prática desportiva, algo que sempre fora uma paixão.

Tudo isto conciliado com o facto de ter trabalhado numa pizaria e posteriormente num hipermercado com horários loucos redundou em nova subida de peso. No fundo, deixei de lutar contra a tendência e foi como se tivesse fechado o ciclo anterior da mesma maneira que o comecei: com excesso de peso. No fim de todas estas vivências, estava com 118 kg. E ainda nem tinha chegado aos 30 anos.

Passada uma fase agitada com mudança de emprego, casamento e mudança de residência, abracei novamente a missão de recuperar a minha saúde.

Foi então que "descobri" as caminhadas; primeiro com a minha cara-metade, depois com os meus cunhados (juntamente com a minha esposa, os grandes pilares e precursores da minha mudança). No dia 19 de novembro de 2016, já com duas semanas de caminhadas no corpo, decidi começar a correr.

A partir daí, mudei literalmente de vida. O gosto que sempre tive pelo desporto revelou-se o combustível certo para começar a alterar o meu padrão de alimentação e, consequentemente, a forma como via as coisas.

Agora, em abril de 2019, estou a 24 dias de fazer a minha segunda maratona oficial. Será no dia 28 deste mês em Aveiro, cidade onde vivi durante 10 anos e onde estudei, trabalhei e me casei. Será especial, sem dúvida!

Este espaço surge agora como forma de explicar ao "mundo" como a corrida mudou a minha vida e me transformou nisto:

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Haverá tempo e disposição para vos contar tudo o que fiz neste processo, para vos falar dos meus treinos diários, da minha alimentação, das minhas preferências de corrida, da minha vida desportiva, das minhas ambições pessoais e desportivas, bem como de outros assuntos que naveguem na minha cabeça, como a minha paixão louca pela Bundesliga e pelo Borussia Dortmund.

Partilharei também vídeos pessoais, relacionados com desporto ou não, artigos de entendidos, registos e informações sobre as diferentes provas. No fundo, este será um espaço que me permitirá contar-vos um pouco de mim.

Será um prazer ter-vos por aqui e contar com as vossas opiniões e/ou sugestões.

Não se "acanhem".

 

26
Out19

Domingos de outono são sinal de comida confortável


João Silva

Certo?

Nesta altura já não apetece propriamente comer coisas muito frescas. É preciso "material" potente ou, em vez disso, comidinha gulosa e sem "maldades". No fundo, não há mal em comer outras coisas, estas dicas são apenas alternativas. Eu uso-as com frequência porque gosto muito.

  • Mousse de chocolate no micro-ondas: a receita não é minha, foi tirada da Teresa Guilherme, sim, essa mesma. Basicamente é isto: um cubo de chocolate acima de 70% de cacau (uso de 81%), uma colher de sopa de mel, 1 minuto no micro-ondas, separar uma gema de uma clara, acrescentar a clara ao preparado do micro-ondas, bater a clara em castelo, adicionar e levar novamente ao micro-ondas: 45 segundos fica mouse, acima disso fica bolo. Ambos são uma maravilha;

 

  • Mousse de chocolate de abacate: um ou dois abacates esmagados, 1 colher de sopa de cacau, 1 colher de mel e mexer tudo, levar ao frigorífico umas duas ou três horas e deliciar-se;

 

  • Mousse de chocolate de aquafaba: água de cozer o grão (dá com o de frasco ou com o cozido na hora), bater em castelo, derreter 125 g de chocolate com, pelo menos, 70 % de cacau, adicionar mel ou outro adoçante, levar ao frigorífico e servir;

 

 

  • Guacamole caseiro: abacate esmagado, sumo de 1 lima, sal e pimenta a gosto, mexer tudo, depois adicionar tomate, cebola (uso chalota) e pimento picados aos cubinhos à parte. Em pão torrado fica uma delícia;

 

  • Paté de tremoço: tremoço descascado, quatro dentes de alho, 1 colher de sopa de azeite, salsa picada a gosto, juntar tudo e triturar. Reservar no frigorífico e servir com torradas;

 

  • Batata doce no forno: batata doce assada no forno a 180 graus (demora entre 1 e 2h, dependendo do forno), cortar às rodelas e regar com molho de azeite, cebola e pimento aos cubos fininhos, sal e azeite a gosto. É uma delícia para acompanhar peixe.

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07
Out19

Muitos apeadeiros para chegar à paragem atual


João Silva

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É sempre assim com tudo, não é?

Nunca se obtém um resultado final e quando se chega a um determinado ponto, há sempre algo a melhorar e a adaptar.

Foi um pouco assim todo o processo ligado à minha alimentação.

Já falei disso há algum tempo, mas, olhando para trás, é curioso perceber a evolução que as coisas tiveram desde há três anos.

Com efeito, foi a reeducação foi profunda ao ponto de ter deixado de sentir necessidade de comer determinadas coisas.

Passo a explicar: este ano nem sequer comi um gelado dos de compra. Os que ingeri foram feitos por mim. Outro exemplo, há meses que não bebo um copo de vinho ou como um bolo de pastelaria. Como aqui sempre digo e não é para ferir suscetibilidades, não sou mais do que ninguém. Contudo, não como porque não quero, mas não há qualquer mal em comer esses alimentos de forma equilibrada, mas tive a felicidade de ter deixado que a bolha do desporto me isolasse dessas vontades.

O meu pensamento está todo canalizado para a minha evolução física e para a funcionalidade do meu corpo, pelo que não penso sequer nesse tipo de alimentos e por essa razão é que afirmo que não tenho sentido vontade.

Podia dizer que sentia a ausência desses produtos e que tinha dificuldade em controlar-me, mas não é o caso.

No início, ainda comia algumas dessas coisas, pelo menos, uma vez por semana. Foi importante e voltava a fazê-lo, é fundamental perceber que a recusa voluntária acaba mal. Sei disso por experiência própria. O que fiz foi comer quando sentia falta, numa primeira fase, uma vez por semana.

Com o tempo e com a evolução que as coisas tiveram, foi fácil "promover" a ausência, descurar a cobiça.

Há que admiti-lo, tive uma sorte descomunal, já que a bola de neve do desporto e do que quis começar a construir me levou a abdicar inconscientemente dessas coisas.

Sinto-me feliz assim, porque consegui suprir as ausências desses doces processados, por exemplo, através de alternativas diferentes.

Foi, no fundo, fruto da dedicação e do treino. Sem isso, é provável que a evolução não tivesse sido essa.

 

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