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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 66 kg graças à corrida e à reeducação alimentar. Desde então, o contador vai em 40 provas: 20 x 10 km, 7 trails, 10 meias maratonas e 3 maratonas.

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 66 kg graças à corrida e à reeducação alimentar. Desde então, o contador vai em 40 provas: 20 x 10 km, 7 trails, 10 meias maratonas e 3 maratonas.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

26
Ago20

Podem não ser oficiais mas contam na mesma


João Silva

Como não podia deixar de ser, ter retomado a corrida em finais de maio veio aguçar-me o apetite.

Teve também o condão de me mostrar o quão irresponsavelmente lido com o meu corpo, mas isso agora não interessa.

 

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Como o bichinho continuou lá e até aumentou a sua insaciedade, ressurgiram os desejos de maipres distâncias. Os cerca de 24 km em duas horas já me pedem outro aliciante.

Como tal, o meu objetivo até ao final do ano passará pela realização de duas maratonas oficiosas aqui pelos arredores.
Oficiais não as haverá, mas as oficiosas também contam para mim, mostram-me o meu lado mais confiante e, paradoxalmente, mais temerário em relação a riscos corridos na gestão do esforço. Mostram-me como posso ser no meu elemento.


Portanto, até ao dia 31 de Dezembro, proponho-me a arranjar uma forma decente para completar duas vezes a distância mítica, ou seja, ainda é um processo para levar uns mesinhos.


Aqui direi se consigo ou não.

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07
Jan20

Muda-se o ano, melhoram-se os métodos


João Silva

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Como referi no ressoar dos últimos batuques de 2019, terei 11 meses para preparar a minha maratona no Porto.

Claro que, tendo eu uma paixão tão grande pela distância, não a irei correr apenas uma vez em 2020. No entanto, todas as outras vezes em que o fizer serão em treino. Porém, isso não me desanima, porque sinto uma enorme paixão pelo treino, pela simples arte de sair à rua com uma bátega à minha espera e por ir...sem destino, mas com hora marcada para regressar a casa, até porque não quero deixar a esposa preocupada.

Com tanto tempo até ao grande dia, vai ser curioso perceber como vou implementar os meus métodos de treino.

Até março, altura prevista para o campeonato distrital de estrada, perspetivo muita intensidade nos treinos e um foco maior, a partir de finais de fevereiro, em treinos de velocidade mais curtos (em distância) do que os que uso para a maratona. Apesar de ser muito útil para a caixa torácica poder trabalhar com sequências de sprints em 400 m, é importante preparar o corpo para reagir mais rapidamente em distâncias menores. São 15 os quilómetros da prova em causa, pelo que as séries deverão andar nos 200 ou 300 m. O meu objetivo temporal para o dia em causa anda em 01h05m-01h08m.

Outro tipo de sessões em que terei novamente de apostar serão os fartleks. Talvez uma espécie de upgrade dos fartleks Watson, pois é importante conseguir impor ritmo e mantê-lo durante um bom tempo. As meias maratonas da segunda metade de 2019 fizeram-me perceber que consigo arrancar muito bem. Não conheço o percurso, mas já me chegaram algumas indicações de que é sinuoso, pelo que, se assim for, haverá momentos para subir com cadência e fases em que terei de aproveitar bem as descidas para progredir. Essa foi outra das belas conclusões que tirei em 2019. Consigo descer bem, com uma passada bem larga e uma aterragem com a almofada do pé, evitando assim estragar o calcanhar ou as pontas dos dedos. 

Neste âmbito, será fundamente apostar em treinos específicos de técnicas de corrida, uma das verdadeiras mais-valias que descobri em 2019. Se consegui ter tão bons desempenhos nas provas a partir de setembro a isso o devo.

Claro que, como não podia deixar de ser, também há lugar garantido para treinos de fibras vermelhas e brancas. Onde? Nas subidas que ornamentam esta bela terra a que chamo "casa". Não há muitas coisas melhores do que sair de casa numa manhã chuvosa, de belos aguaceiros e subir ao Bom Velho de Cima para depois trepar a Vila Seca, descer ao Alcouce e vir que nem um desalmado desaguar às Ruínas de Conímbriga. Ou mesmo rumar até Anobra, subir ao casal da Légua, descer em grande velocidade por Palhagões, cortar na Rapoila, apanhar a estrada perigosa de Belide e usar o Sebal como meio para voltar a casa. Não troco, obrigado.

A partir de abril, entro numa espécie de terreno desconhecido, certamente com corridas mais curtas para conseguir estar à altura de outros desafios e, por volta de junho, espero conseguir retomar a preparação da maratona.

01
Jan20

2020: um ano de surpresas e de incertezas


João Silva

FELIZ 2020, MALTA BOA.

Como forma de criar uma espécie de bolha motivacional, gosto de definir objetivos com antecedência, pois sou uma pessoa que trabalha bem com base em metas a médio e longo prazo.

Se fôssemos apenas por esse prisma, diria que o grande objetivo de 2020 já ficou traçado no dia 03 de novembro deste ano: voltar à maratona do Porto em 2020 e fazer uma prova abaixo das 03h20, com tendência a atacar a marca das 03h15.

No entanto, ao contrário do primeiro ano em que corri uma maratona, é forçado apresentar a minha terceira edição daquela prova como objetivo maior. 11 meses até ao grande dia é muito tempo.

Tinha perspetivado uns voos mais ambiciosos em termos de meias maratonas, como, por exemplo, atacar a marca de 01h25 ou tentar chegar às 03h30 na maratona de Aveiro.

No entanto, em 2020 vou enfrentar o maior desafio da minha vida, aquele para o qual sei que não estou preparado, o mais ambicioso, difícil e duradouro. Um projeto com início marcado e que, assim espero, me acompanhará até ao fim dos meus dias.

Portanto, esse projeto ambicioso (e maravilhoso) é uma incógnita e, de certo, não me permite projetar voos maiores. Os primeiros seis meses servirão de preparação e os segundos serão a fase de formação com o projeto já em andamento. Conclusão: 2020 será um ano de transição, uma espécie de segurar pontas até ver se me consigo manter em pé em 2021.

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Portanto, tive de dar voltas aos miolos e lá cheguei a um objetivo aliciante para a minha realidade: o campeonato distrital de estrada, que se realiza habitualmente em março e cuja distância a percorrer é de 15 km. [infelizmente, por questões de calendário e contigências da gravidez, ainda não será desta que irei correr a Oliveira do Hospital, fico-me pelo Trail de Sicó em março.]

Será interessante perceber como vou preparar uma prova mais curta, sobretudo, numa fase em que sinto que posso chegar a desempenhos muito interessantes. 

No segundo semestre, dependendo do meu estado de "vida", procurarei manter um registo próximo de 1h30 nas meias maratonas (perspetivo fazer as de Coimbra e Leiria).

De resto, além da maratona, tenciono ainda fazer provas mais curtas, aquelas que surgirem e forem ao lado de casa. Não deverão ser muitas e penso que em 2020 não dará para muito mais do que isso. Resta-me ter a esperança de que em 2021 ainda possa estar ligado ao atletismo...

31
Dez19

Venha de lá esse 2020


João Silva

Já foi tudo dito e mostrado em 2019, agora é tempo de desfrutar da viragem do ano.

Portanto, não querendo tomar muito do vosso tempo, desejo-vos, da minha parte e da minha esposa Diana, umas excelentes saídas de 2019 e umas extraordinárias entradas em 2020.

Que consigam fazer dos vossos intentos uma realidade e que transformem 2020 no vosso ano.

Pela obra que fizemos em 2019 e que só vamos receber em 2020, diria que este será o nosso ano...a partir de certa altura, a três.

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30
Dez19

E chegámos ao fim...de 2019


João Silva

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Hoje é o penúltimo dia de 2019.

Como sempre, um ano intenso. Habitualmente, defino as minhas metas para cada ano. Gosto de me orientar dessa forma, sinto que consigo atingir melhor os meus propósitos.

A nível inteiramente pessoal, posso dizer que, na generalidade, cumpri, embora tivesse falhado em alguns pontos cruciais. Matéria a melhorar, portanto.

Não acredito que um ano vai ser bom para nós, defendo, pelo contrário, que temos de ser nós a torná-lo bom ou mau.

Porém, não é isso que me traz aqui, a este texto.

No fundo, o meu propósito é colocar um ponto final em 2019, em termos desportivos.

Treinei o que tinha de treinar e sinto que chego ao fim precisamente como queria. 

Sem fugir à regra e aos clichês, altos e baixos de sobra, mas, vendo para lá dessa "cortina de fumo", foram 12 meses em que pude finalmente realizar o sonho de experimentar uma bicicleta de ciclismo de estrada, pratiquei ioga, tornei-me amigo mais "íntimo" do pilates e dei continuidade à meditação. Adotei novos exercícios, corri sem e com destino, vezes e vezes sem conta, com chuva, sol, vento e tudo o que poderia aparecer. Tive umas incursões por serra, descobri novos caminhos, novos trajetos. 

Como não podia deixar de ser, fui muito feliz na estrada, mesmo quando as coisas não correram bem e exagerei na carga ou estive em baixo de forma.

A maior aprendizagem que levo para 2020, esse ano que se prepara para me pôr verdadeiramente à prova e que será um teste à minha personalidade, é a de que é possível reverter tudo. Com a ajuda da pessoa mais importante da minha vida, a minha esposa, consegui fazê-lo em aspetos pessoais.

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Modéstia à parte, com a minha sede de conhecimento, com as minhas observações e pesquisas, sem esquecer em momento algum a minha capacidade de sacrifício, consegui também mudar cinco meses de forma deficitária para sete meses fantásticos. Por várias vezes, quebrei a barreira dos 300 km corridos num só mês.

É muito alcatrão, é uma terra, são imensas horas à procura. Foi isso que fiz: procurei-me este tempo todo, houve momentos em que me deixei perder ou em que perdi mesmo o controlo, mas onde fui muito feliz. A esse nível, deixo aqui uma frase que me enche o coração: "só ganhei porque perdi". 

2019 foi um ano de claro e puro amadurecimento como atleta. Invariavelmente, como homem. Se mudava algumas coisas? Sim, mas não muitas. Não atingi tudo como queria e nem as coisas aconteceram na totalidade como antevira, mas consigo estar grato pelas oportunidades de que beneficiei e por ter alguém que me "permita" voar e capaz de querer voar comigo e ao meu lado.

Aproveito o momento para vos desejar uma excelente noite de passagem de ano e para vos agradecer pelas vossas incursõesn este espaço, criado em abril de 2019. Se hoje é o meu veículo de comunicação com o mundo, a vocês o devo. Faço votos para que não se cansem e para que por cá continuem. Por fim, deixo uma curiosidade incrível: em abril/maio de 2020, haverá outro nascimento na minha vida...e não é de um novo blogue...portanto, desde já, sei que o meu 2020 será um ano de renascimento, de reinvenção e de muitos desafios...como nunca enfrentei na vida. Que assim seja e que nunca perca esta paixão pela corrida. O atletismo tem-me dado mais do que eu alguma vez poderia imaginar.

Feliz passagem de ano para todos.

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17
Dez19

Quando definir objetivos pode ser um problema


João Silva

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Talvez por muita gente se levar demasiado a sério, definir objetivos (no caso, de corrida) pode constituir um problema.

Por uma questão de lidar bem com a pressão, no início, procurava olhar com "humildade" (também lhe chamo medo) para as provas. No primeiro ano (e mesmo no segundo), não queria ir para fora de pé. Andava sempre com o típico "é fazer melhor do que na anterior". Nada mais óbvio, diria. É um mecanismo como todos os outros. Era também uma forma de não estragar o que estava a fazer em termos de redução de peso com competitividades inócuas.

À medida que as coisas foram avançando na direção certa, comecei a sentir mais segurança na hora de olhar para as minhas metas. 

Ainda assim, só neste terceiro ano consegui finalmente perceber que traçar objetivos, falar sobre eles e expô-los não pode ser um problema. Desde logo, porque é algo bom, é uma forma de materializarmos e concretizarmos o nosso trabalho.

Tal como se diz sempre, têm de ser palpáveis e atingíveis. Óbvio, senão o efeito pretendido perde-se.

Aí entra a capacidade de analisar a realidade com os óculos certos. É importante ter uma noção exata do trabalho feito. Se corri durante algum tempo em treinos com a relação 12 km/hora, não posso traçar um objetivo de fazer esses mesmos 12 km em 30 minutos. Porém, posso perspetivar que consigo chegar aos 50 ou aos 55 minutos.

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Quando comecei a perceber que essa manifestação em voz alta dos objetivos me poderia ajudar, não parei. 

Acho que foi uma mudança fantástica e totalmente necessária para tentar chegar mais longe. Até mesmo pelo seguinte: assumir um objetivo ambicioso é uma força extra, desencadeia um positivismo que nos vai ajudar a chegar lá.

Na meia maratona de Coimbra, corri o tempo todo a pensar: vou azer abaixo de 1h30.

Custou, foi um autêntico contrarrelógio, mas só essa "obstinação" justifica a minha conquista.

De outra forma não teria conseguido.

E é por isso que já não acredito que definir objetivos possa constituir um problema.

Pelo contrário, ajuda a chegar onde queremos.

E desse lado, pensam da mesma maneira?

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