Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

14
Mai22

Reeducação alimentar traduzida


João Silva

Quando me perguntavam ou perguntam o que fiz para emagrecer (na altura, em finais de 2016), falava e falo em reeducação alimentar.

Mais do que dietas parvas e efémeras, procurei um sistema que assentasse em mim e que se traduzisse na minha forma de comer.

Uma dieta é passageira, um hábito alimentar fica.

Claro que, como qualquer plano alimentar, precisa de tempo para se consolidar e de muita força de vontade.

Em termos concretos, naquela altura não deixei de comer. Na verdade, reduzi quantidades e passei a utilizar alguns esquemas. Sempre adorei legumes e vegetais. Portanto, num dos casos, para encher o prato, recorria aos ditos. A fruta também começou a abundar. E sim, tive e tenho consciência da frutose e Bla Bla Bla. Esse argumento é fútil porque entre comer duas nectarinas e um pudim de compra a escolha é óbvia (e, volvidos cinco anos e meio, mais ainda). Para que conste, optava e opto pela fruta. Li muito para perceber por que razão comi assim ou assado. A chave de tudo, e que serviu para me dar confiança, foi mesmo a informação. 

É vital escolher fontes credíveis, por exemplo, de entidades de saúde públicas.

Com o passar do tempo e com o aumento da importância da corrida na minha vida, fui deixando naturalmente algumaa comidas de parte. Comecei por eliminar o açúcar do café (dia 18 de março de 2017). Cerca de um ano depois, comecei a despedir-me do açúcar em comidas doces. Passei a fazer bolos de caneca e alguns doces apenas com fruta, principalmente, com banana ou tâmaras.

Pelos objetivos que tinha e tenho na corrida comecei a desinteressar-me por completo das comidas e bebidas açucaradas.

Mais tarde, quando percebi a sua cidade absurda de ingredientes desnecessários de alguns alimentos, deixei os processados. Aqui também englobo o pão de compra em superfícies comerciais. Podem ver que, em alguns casos, o pão leva dextrose (um açúcar muito presente nos produtos processados) e um sem número dos chamados "E". Ora isso também aconteceu porque comecei a fazer o meu pão em casa. Já assim é desde meados de 2019. Só uso fermento de padeiro, água, sal e farinha sem fermento.

Outra coisa que já faço há muito tempo são os iogurtes. Só preciso de leite magro e de iogurte magro e, com 8 horas de fermentação na iogurteira, consigo obter 7 ou 8 iogurtes. Já assim é desde 2017.

Adoro papas e gelados. Mas não os compro. Faço em grandes quantidades em casa. Faço papas com aveia, água, coco ralado, cacau e pedaços de maçã. Ou as famosas papas de aveia e banana. Quanto a gelados, um iogurte e mirtilos no processador de alimentos e já está pronto para ir ao congelador. Ou ainda: uma banana e manteiga de amendoim e ala para a arca.

IMG_20190403_195942.jpg

 

Por último, este foi outro aspeto que mudei. Primeiro, consumia manteiga de amendoim de compra. Depois passei a ler rótulos e a ver que muitas marcas juntavam óleo de palma para emulsionar e dextrose para adoçar. Portanto, só tinha um remédio: fazer em casa. Um pacote de amendoins, descasco o dito e levo ao processador de alimentos durante uns 15 minutos. Fica uma maravilha.

Faltam as bolachas. Adorava as de água e sal e as Maria. Ambas tinham muita gordura na sua confeção. Pesquisei e aprendi a fazer bolachas saudáveis com aveia, coco, tâmaras, cenouras, pepitas de cacau, mirtilos, rasoas de laranja, etc.

E pronto, esta foi a evolução do processo desde novembro de 2016.

Se dá trabalho? Sim, tenho de preparar sempre alguma coisa, não posso "não ter", porque se tiver fome, preciso de ter "produto". Mas é também uma garantia de qualidade daquilo que como. Isso não se paga.

IMG_20190411_125146.jpg

 

2 comentários

Comentar post

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Links

Redes sociais

Arquivo

  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2021
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2020
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2019
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub