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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 66 kg graças à corrida e à reeducação alimentar. Desde então, o contador vai em 39 provas: 19 x 10 km, 7 trails, 10 meias maratonas e 3 maratonas.

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 66 kg graças à corrida e à reeducação alimentar. Desde então, o contador vai em 39 provas: 19 x 10 km, 7 trails, 10 meias maratonas e 3 maratonas.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

14
Out19

Recorde pessoal batido nos 21 km de Leiria


João Silva

 

IMG_20191013_114025.jpg

Foi fantástico.

Nem sei o que dizer, apenas que isto é o reflexo do trabalho. É tão cliché, mas quem partilha vida comigo sabe quanto invisto neste desporto por ser uma verdadeira paixão e sabe as mudanças adotadas para chegar aqui.

Cruzar aquela meta em Leiria com um tempo de 1h30m34 foi a confirmação e a validação de todas as mudanças desde junho deste ano.

Foi a minha melhor marca pessoal não só de 2019 como desde sempre na distância de 21,095 km e ainda me presenteou com um belo 39.º lugar geral e num fantástico 13.º no escalão sénio masculino.

A sensação foi absolutamente fantástica e fiquei novamente às portas da marca que persigo: abaixo de 1h30.

Está quase. E não vai fugir, mesmo que possa demorar um pouco ainda.

Em termos de desempenho, comecei forte. Já é a segunda prova em que arranco assim e percebi novamente que não preciso de ter medo disso para o decorrer da prova.

É certo que haverá uma quebra algures no tempo, mas já desenvolvi formas de lidar com isso.

Os primeiros 7 km foram fantásticos, mas depois senti necessidade de estabilizar o ritmo para não entrar em sobrerendimento. 

Nesta altura, fruto do muito vento e de algumas ascensões mais durinhas, tive de recorrer aos ziguezagues para encurtar distâncias para quem ia mais à frente.

Foi estranha a sensação de ter ido sozinho, com um fosso para a frente e outro para trás, até aos 12 km.

Por volta dessa quilometragem já andava a sondar o "mercado" para perceber se haveria algum corredor com quem poderia "seguir no encalço", algo que é ajuda imenso.

No entanto, não aconteceu. Por outro lado, assim de mansinho, de repente, dou com um atleta mesmo atrás de mim.

Ainda tentei acompanhar, mas ele ia com um ritmo muito alto para mim (em conversa com ele no final, tive conhecimento de que vai tentar fazer menos de 3h na maratona do Porto em novembro). Primeiro, deixei que fosse ele a estipular o ritmo. Ainda me aguentei cerca de 500 m, mas logo percebi que não tinha andamento para ele e "deixei-o" ir.

Curioso nisto foi nunca o ter perdido de vista e ter conseguido impor um ritmo alto, de tal forma, que ainda o consegui ultrapassar aos 20 km.

Essa última parte foi feita à base da garra. Prometo que é verdade: foi a minha crença em mim que me levou a conseguir fazer um km abaixo dos 3'50''.

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Na minha cabeça só ecoava o seguinte: vais fazer menos de 1h30, vais conseguir.

O último quilómetro, já no empedrado, foi muito doloroso porque comecei a sentir o esforço e a ter dificuldades em respirar de forma tão eficaz, mas foi mágico.

A chegada à meta e a sensação de ter conseguido o melhor de mim deixaram-me com a ideia de dever cumprido.

Ficou a faltar fazer menos de 1h30...por 34', mas acho que foi o meu inconsciente que me quis deixar esse alento para domingo que vem, na meia maratona de Coimbra, a última prevista para 2019.

E vou mesmo tentar passar para o grupo dos sub-1h30.

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