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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 72 kg graças à corrida e a mudanças na alimentação. Desde então, o contador vai em 35 provas: 19x10 km, 7 trails, 7 meias maratonas e 2 maratonas.

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 72 kg graças à corrida e a mudanças na alimentação. Desde então, o contador vai em 35 provas: 19x10 km, 7 trails, 7 meias maratonas e 2 maratonas.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

06
Jun19

"Perdi-me" na serra depois de ter perdido o juízo


João Silva

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Correr "pelo coração" tem este lado.

No meu plano de treinos, tinha previsto 1h30 de estática para recuperação muscular no dia 02 de junho, um dia após a prova 4 estações em Soure.

Já na vila da prova, a minha colega e vizinha Sandra e o sempre bem-disposto Rui Monteiro lançaram o isco. Iam fazer cerca de 20 km para a Serra de Sicó no domingo e "queriam" companhia.

No início, fiquei reticente, mas depois deixei entrar ideia e pensei para comigo que poderia perfeitamente alterar o meu plano e fazer uma coisa diferente. Ultimamente andava a sentir essa necessidade e, ainda antes de começar a prova de estrada, lá dei a minha confirmação.

Ainda antes de regressar a casa, recebemos a indicação de que o Rui não iria e que teríamos a companhia da nossa colega de equipa Isabel Madeira.

Por saber como estava em termos musculares, já sabia que ia dar asneira para o meu corpo, mas não quis ligar.

No domingo, às 07h30, lá estava eu à frente do prédio para começar.

Não vou descrever o percurso todo, também é complicado, mas gostei a experiência, completamente diferente, de correr em serra. Pensava eu que me iam dar o "bombom" de me levar para estradões. Estava enganado. Tinha-me esquecido de que a vingança é um prato que se serve frio.

A primeira hora correu bem, senti-me bastante confortável, aqueci na perfeição, mas tinha uma dor na virilha a incomodar-me já desde a noite anterior. Para "agravar": acordei com princípios de cãibras nos gémeos e com dores nos adutores. 

Surge a primeira subida monstra e ainda consegui subir sem parar. Vem a segunda (Monte das Pêgas) logo à esquerda, corri até meio e depois tive de me render às evidências e foi necessário caminhar.

Na segunda hora, vieram as surpresas da Sandra, mestre responsável por engendrar o caminho: partes muito técnicas, demasiado estreitas e com muitas pedras. Ela própria não estava a 100 por cento, mas assim que viu a primeira descida técnica mostrou onde é realmente forte na componente de trail. E, segundo ela, foi a meio gás.

Para complicar o meu treino, levei as sapatilhas de estrada (já não tenho de trail, tenho de comprar para estas brincadeiras) e isso ajudou a derrapar em pisos muito escorregadios e muito secos.

Esta parte final custou muito a ultrapassar, sobretudo, até chegarmos à Cruz de Ferro. A partir daí, entrámos em estradão e lá me senti muito melhor, sempre a correr e fui ter à "nossa meta". Como elas ainda não tinham chegado, decidi continuar em estrada.

Como se não bastasse a carga em todas estas condições, voltei para trás à procura delas, feito tolinho aos berros no meio da serra, até que lhes ligo e percebo que já estavam no sítio do costume, o bar do Museu das Ruínas de Conímbriga. 

Volto para trás e chego lá com um total de 19 km percorridos e muitas dores na virilha direita.

Bem sei que não me devia ter submetido a uma malha destas num tão curto espaço de tempo. Já na quarta-feira da semana passada tinha feito 21 km em estrada pelo meio da serra, tive os treinos de bicicleta estática e de reforço, a prova na noite anterior e esta carga de domingo, que, para chegar a casa, ainda elevou a contar para mais 21 km. Tudo isto vai deixar mazelas. Espero saber lidar com tudo isto de forma a estar impecável no dia 10 de junho na Figueira da Foz.

Ainda assim, tenho mesmo de confessar que me soube bem (tirando a parte demasiado técnica que encontrámos por duas vezes) e que foi um dia e um treino diferente. Tudo é treino e isto vai ajudar a dar flexibilidade ao corpo e a suportar desafios intensos em estrada.

Resumindo: gostei, voltarei a correr esporadicamente por serra, mas em estradão e não, não troco a "minha" estrada pela serra "delas", que foram uma bela companhia e que contribuíram imenso para um ambiente fabuloso naquele domingo tão forte ao nível do calor.

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Separador destinado aos posts de alimentação e a todo o processo de emagrecimento e de reeducação alimentar que me fez baixar de 118 kg par 74 kg desde novembro de 2016.

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