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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

04
Nov20

Passaram dois anos e a primeira continua a ser a mais especial


João Silva

Numa altura em que já teria feito a quarta maratona oficial, caso não houvesse pandemia, importa recordar aquele dia em que passei a ser um maratonista oficial. 

Foi a 4 de novembro de 2018 no Porto. 

O tempo foi bom (3h33m), mas foi tudo o resto que me encantou: começou pelo companheirismo na viagem com o Zé Carlos, a Sara, o Paulo e a minha querida esposa Diana (claro que ela não poderia faltar num dia tão especial). 

A semana anterior à prova com algum nervosismo natural e direito a deitar bem perto das 21 h para ter o corpo num brinquinho. 

Viagem a partir de Condeixa com o Zé Carlos ao leme, tudo isto, por volta das 6 horas da manhã. 

Muitas histórias, muita animação, tudo novidade. Alguma ansiedade, mas dentro de mim crescia a sensação de que poderia acabar a prova e fazer um bom tempo. 

Chuva, muita chuva, logo desde o início, para nos bafejar na chegada ao Porto. 

Ansiedade, coração a palpitar, olhos esbugalhados a querer absorver tudo, uma criança aos saltos por dentro. 

Arranca a prova, a Diana ficou à nossa espera debaixo de tremendas chuvadas, pensamento nela, foco e prazer. Foi puro prazer o que senti nas ruas daquelas duas cidades (Porto e Gaia). Senti-me em casa, eu que adoro aquelas duas terras e que já lá tinha passado algum tempo durante a universidade. 

Uma comunhão sem igual com o público, os incentivos sempre que via o Zé Carlos e a Sara durante o percurso e explosão emocional à chegada. 

Chorei tanto, mas tanto, que as minhas lágrimas se confundiram com a chuva. 

Um dia feliz para mim. O dia do meu renascimento como homem e em que percebi que tudo o que estava para trás tinha valido a pena. Tantas horas de treino para aquilo, uma das minhas maiores proezas como ser humano.

Pouco para muitos, imenso para mim.

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