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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

26
Set19

Parar? Só se for no verão, mas agora já não


João Silva

Mais um verão que foi embora. Agora estamos a começar a abraçar o outono. Quente ou frio logo se verá, não me atrevo a fazer previsões.

É certo que não escrevi sobre isso na devida altura, talvez para não correr o risco de ser encorajado a parar.

Ainda em julho, a Miriam escreveu no seu blogue um texto muito bom e exaustivo sobre a necessidade de fazer "resets" ao corpo de tempos a tempos. Um testemunho impressionante por me ter passado a ideia de que me estava a ver ao espelho e por ter sentido que havia alguém numa posição semelhante à minha. O texto pode ser encontrado aqui. Vão lá que vale a pena.

Contudo, o meu texto não vai no sentido do dela, ou seja, não é uma exposição sobre a necessidade de parar e de abrandar, é antes uma forma de explicar por que motivo é comum os corredores pararem durante a equipa estival ou, pelo menos, durante uma parte da mesma.

Começa logo pela questão das temperaturas elevadas e da dificuldade de hidratação. Pode correr mesmo muito mal, se uma pessoa não andar prevenida e não souber ao que vai. Ingerir muita água é crucial, tal como fazer-se acompanhar de isotónicos reais e comprovadamente eficazes para reposição dos eletrólitos e afins.

Contudo, apesar de o calor ser de facto um problema, existe uma razão relativa ao corpo e outra inventada por mim com base na minha experiência.

Nesse sentido, a pausa no verão serve o propósito de fazer o corpo desligar em absoluto, de limpar o ciclo para depois dar início a outro. O organismo não começa propriamente do zero, porque existe memória muscular e sensorial, mas desliga e regenera nas devidas condições, eliminando também o eventual aparecimento de sinais de sobrecarga física ou mental (irritabilidade, ansiedade, falta de vontade, etc.). 

Apesar de nunca parar, percebo a validade e a pertinência do argumento. Como tenho algum receio de uma "recaída" em relação ao meu passado, opto por continuar. Dito de outra forma, mais correta, não páro porque me dá um enorme prazer correr e porque, ao contrário do que seria de esperar, é nessa fase que subo de forma. Consigo treinar muito e bem, sempre com disciplina. Portanto, não é uma "obrigação".

A outra razão para a paragem estival reside no lado canino. São tantos os cães abandonados nessa altura (pelo menos, por estes lados) que acaba por ser mais viável estar longe deles do que chamar a autoridades. É uma parvoíce, reconheço, mas é um "fenómeno" que me irrita de morte. Não se pode estar descansado por causa da irresponsbilidade de algumas pessoas.

Desse lado, alguém fez a dita paragem estival?

IMG_20190806_133945.jpg

 

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