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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 66 kg graças à corrida e à reeducação alimentar. Desde então, o contador vai em 40 provas: 20 x 10 km, 7 trails, 10 meias maratonas e 3 maratonas.

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 66 kg graças à corrida e à reeducação alimentar. Desde então, o contador vai em 40 provas: 20 x 10 km, 7 trails, 10 meias maratonas e 3 maratonas.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

14
Mar20

Opinião no feminino VII


João Silva

E por fim, trago-vos a reflexão da Sarin, certamente já do conhecimento da maioria que circula nestas andanças, à minha pergunta.

Fazia parte do núcleo duro das minhas escolhidas para esta ação. É uma mulher de opiniões fortes, mas, mais importante, de opiniões muito fundamentadas. Não deixa créditos por mãos alheias. 

É curioso que tropecei nos seus escritos a propósito do blogue em que expõe o seu lado familiar. Revi-me com aquele lado de partilha das peripécias da sua sobrinha. Mais tarde, quando passei para o blogue dos "adultos", foi aí que percebi o quão capaz é esta jovem.

Certamente que não é indiferente a ninguém, principalmente, porque não se nega a um bom debate fundamentado, mas sem fundamentalismos.

Fiquem, portanto, com esta bela reflexão:

De que forma o desporto me faz sentir uma mulher mais forte?

Não faz. Estive em pausa prolongada no desporto, uma pausa que se arrasta há demasiado tempo e não apenas por minha vontade.

Mas fez. Desde miúda envolvida em actividades desportivas e dança, demorei anos a perceber o efeito que o desporto tinha e continuou a ter em mim – não a percepção teórica do “mens sana in corpore sano” que nos vem dos gregos, mas a percepção sensorial dos quase inexistentes episódios agudos de doença, da agilidade mental no pós-desporto por descansar a mente enquanto cansava o corpo, da calma satisfação nascida na empatia dos treinos e dos jogos. O desporto fez-me mais forte porque me fez física e mentalmente mais saudável e robusta, sim, mas também porque me permitiu explorar vários níveis de entrega e resistência ao cansaço – a paragem no desporto reduziu a eficácia alcançada, mas alguns dos efeitos perduram. E, tendo sido praticante de desportos colectivos (especialmente basquetebol), o desporto demonstrou-me poder-se aniquilar o adversário sem deixar de o respeitar em campo e abraçar fora dele, o que foi extremamente importante na consolidação de valores que me foram incutidos. A força da teoria feita prática.  

E fará. Porque meditação é bom, mas há que desarticular o sedentarismo.

A pergunta exige uma segunda reflexão: o desporto far-me-ia sentir um homem mais forte, se homem fosse. Mas numa sociedade ainda tão presa a preconceitos como as mulheres não jogam futebol (apesar de muitas demonstrarem que jogam e jogam bem), é fundamental que uma mulher seja emocional e mentalmente tão forte quanto possível, pois que fazemos o que os homens fazem e fazemo-lo de saltos altos – mas os saltos altos afectam a coluna e toda a paciência é pouca perante a discriminação a que estamos sujeitas, alguma tão subtil ou tão inconsciente que passa despercebida.

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