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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

05
Out20

O Último desafiou e eu nem hesitei


João Silva

Ora bem, o muito estimado Último comentou um dos meus textos e deixou lá uma "encomenda" para mim há muito tempo: explicar em que medida a impossibilidade de participar em provas como meias maratonas mudou a minha forma de treinar. Perguntar a um cego se ele quer ver, portanto.

Muito tempo depois, porque  a paternidade não deixou antes. 


Podia dizer que não tinha afetado e que tina continuado tudo na mesma.
Na verdade, afetou, porque deixou de haver uma preparação específica.


O caso do adiamento da maratona do Porto ajudou a retirar importância à ausência das outras provas.
No entanto, sendo honesto, este meu 2020 já era visto como um ano de transição.


Com o Mateus a caminho, já sabia que não ia poder competir muito, logo, não ia ser muito afetado!


E como comigo as coisas dão a volta, acabei por treinar o dobro, sem grandes restrições e por usufruir de momentos maravilhosos na natureza. Felizmente, não rejo os meus planos pelas provas, ou seja, não fiquei limitado, "a pé", portanto.


Na eventualidade de fazer a maratona do Porto, caso não tivesse sido anulada, estava a pensar fazer umas duas ou três meias maratonas de preparação. Todavia, depois da disseminação da pandemia, já sentia que não seria assim.


Resumindo a ideia base: deixa-me entristecido não poder fazer meias maratonas nos próximos meses porque são sempre provas muito agradáveis. No entanto, desde janeiro deste ano que já estava a treinar sem contar com isso, pelo que a pandemia nada alterou a esse nível.
Sabendo que não iria competir, o meu objetivo passava por acumular o maior número de km possível. Queria passar os mais de 4000 km que corri em 2019.
Tanto assim é que acabei por não treinar tanto a técnica e por apostar mais na resistência e nos treinos longos.
Estava tudo bem encarreirado, mas depois foi obrigatório recolher e aí afetou mais.
Continuei a treinar, mas em casa. Só voltei a correr a sério no finalzinho de maio.

Ainda assim, como se pode ver na imagem (só tem os dados até agosto), não corri tão pouco como isso.

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