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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

29
Ago19

O trail que me ficou na memória e no corpo


João Silva

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Foi este o estado em que cheguei ao fim daquele trail.

Primeira edição do trail de Alcabideque. Corri na distância de 14 km. 

Em outubro de 2017, tinha havido um grande incêndio por aquelas bandas. Conclusão: num dia de chuva farta e com as cinzas do dito ainda a pairar por aqueles lados, o "piso" ficou uma verdadeira desgraça. Escorregadio, acidentado, pesado, lamacento.

Logo no início, fomos presenteados com uns belos flashes de relâmpagos e com umas trovoadas igualmente assustadoras e jeitosas.

Fruto de tudo o que já disse, uma vez mais sem óculos.

E ainda houve direito a uma estreia: como não eram muitos os atletas participantes, consegui partir na linha da frente. Nunca faço questão disso, mas ali não enjeitei a possibilidade.

A prova foi técnica, muito durinha, acrescentaria.

A primeira subida parecia um escorrega. Algum tempo depois, uma descida íngreme feita com a ajuda de uma "corda de metal". Como o meu jeito para isso é muito, desci com o meu braço a deslizar pela corda. Só queimou do antebraço até ao pulso. E nem ardeu muito, porque a chuva ajudou.

Na montanha seguinte, decidi fazer a outra descida através de uma nova técnica: ir ao sabor do vento e da lama. Devo dizer que a lama, as cinzas e os troncos em que fui batendo se encarregaram de me fazer chegar à estrada. Obrigadinho.

Para ajudar nesta saga, numa parte rolante, olho para o meu abdómen e não vislumbro o dorsal. Tinha caído. Tive de andar quase meio quilómetro para o encontrar. Remédio santo. Graças a isso e às informações do meu estimado colega Virgílio Neto, comprei um porta-dorsais. Lição aprendida.

No fim, foi o trail que mais me marcou pela positiva. Foi também aquele que mais marcas me deixou no corpo. Ainda hoje falo dele, portanto, só pode ter sido bom...ou traumático.

IMG_20180429_130126.jpg

 

2 comentários

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    João Silva 29.08.2019

    E ainda hoje me lembro do dito, talvez por me ter marcado tanto. Normalmente, fujo a sete pés dos trails, adoro correr em estrada, mas aquele foi uma das melhores experiências que tive, sem dúvida.
    Faz lembrar um pouco aquela ideia de "se dói é porque faz bem" associada ao exercício físico.
    Beijinhos =)
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