Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 72 kg graças à corrida e a mudanças na alimentação. Desde então, o contador vai em 35 provas: 19x10 km, 7 trails, 7 meias maratonas e 2 maratonas.

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 72 kg graças à corrida e a mudanças na alimentação. Desde então, o contador vai em 35 provas: 19x10 km, 7 trails, 7 meias maratonas e 2 maratonas.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

11
Jun19

O São João figueirense deu-me um rebuçado para o segundo semestre


João Silva

IMG_20190610_075841.jpg

Foi a minha terceira meia maratona na Figueira da Foz.

E como é bom regressar a uma cidade que fará sempre parte de mim.

Concretamente em relação à prova, começo pelo fim: 01h42m25s. 

E como tudo tem de ser analisado por partes e não apenas pelo todo, posso dizer que foi um sucesso para mim. O melhor resultado de 2019 até ao momento e, apesar de terem sido apenas 2 minutos e 20 segundos a menos do que a meia maratona de Ílhavo, já pude observar alguma retoma no corpo.

Passando à análise da minha prestação: comecei confortável, mas rapidamente me "esqueci" de que deveria ir com calma e fiz os três primeiros quilómetros a um ritmo excessivamente elevado para o que queria. 

Nesta fase, ainda não dá para perceber quem terá um ritmo semelhante ao nosso. Ainda assim, mantive-me algures entre as "bandeiras" da 1h30 e da 1h45 (de onde tinha começado).

Até aos 07 km, encontrei um velho conhecido da "santa terrinha" Quiaios e o melhor elogio que pude receber foi: "não te estava a conhecer assim tão seco" (pudera, ele conhecia-me com "centos" de quilos). Percebi que teríamos um ritmo muito parecido. Tanto ele como o seu colega de equipa.

Como estava a receber indicações do corpo de que deveria ir com mais calma porque não é como começa, é como acaba, reduzi e, simultaneamente, eles alargaram a passada e aumentaram o ritmo. Deixa-os ir, pensei.

Entre os 08 e os 10 km, passámos pela meta, claro que fiz questão de "exigir" apoio dos corredores de 10 km e dos caminheiros que se perfilavam para iniciar a sua prova.

Sensivelmente a partir dos 11 km, começa a chegar o vento (sem qualquer pré-aviso) e aí comecei a quebrar novamente. Já ia num ritmo confortável, sempre próximo dos grupos que se iam aproximando, mas sem nunca me conseguir "fixar" em algum. Porém, quebrei e penso que só voltei a recuperar dos 13 aos 16 km. 

Nesta fase, estava a sentir falta de um abastecimento, tinha uma barra, mas queria uma coisa saudável, meia banana. Tentei apanhar uma no abastecimento dos 13 km, mas não deu. Tive de esperar pelos 16 km para ter nova oportunidade. Lá consegui que me dessem meia banana e nesta altura ouço as sempre sábias palavras do mestre José Carlos Fernandes que vinha no sentido inverso: "ataca agora".

Antes de prosseguir, aqui fica uma confidência: por momentos, pensei, este senhor bem que podia ser meu treinador. De certeza que ficava bem entregue e sem cair em parvoíces.

Retomando a odisseia 21 km, ataquei mesmo. Até aos 18 km, senti-me tão bem, como já não era o caso há tanto tempo. Contudo, calculei mal o timming e não digeri bem a banana, surgiu uma leve dor zurrante (que é como quem diz: uma dor de burro) e tive mesmo de abrandar.

Só voltei a recuperar um ritmo alto aos 20 km e acabei numa cadência interessante para o próximo semestre.

Ficam as notas gerais: fiquei satisfeito por baixar da 01h44m45 de Ílhavo, ainda estou longe da 01h31m do ano passado na Figueira, mas aos poucos o corpo começa a saber digerir melhor a quantidade de treino que lhe coloco em cima.

Uma outra nota importante: desta vez, não houve possibilidade de encontrar alguém para ir "na roda". Não tive constância suficiente para isso, mas também não vislumbrei ninguém que me tivesse "acompanhado" durante alguns quilómetros. O lado interessante: a presença, mais ou menos regular, do mesmo grupo de pessoas acabou por me fazer aumentar o ritmo a espaços.

Ainda uma palavra de agradecimento ao meu estimado Ricardo Veiga. Aqueles pulmões precisam mesmo de uma análise cuidada. Espero que melhor. 

E por último, mas não menos importante, parabéns à minha colega Isabel por ter feito a primeira meia maratona em estrada. Senti que fui parte daquela conquista. No fim, houve direito a um abraço merecido de felicitações.

Posto isto, para acabar este semestre ao nível de provas, falta a Anadia Wine Run já no dia 23 deste mês. 

Ficam boas indicações e a certeza de que vou voltar a ver gente que me deixa sempre muito contente, alegre e bem disposto.

IMG_20190610_080614.jpg

 

Comentar:

CorretorEmoji

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog tem comentários moderados.

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Alimentação

Separador destinado aos posts de alimentação e a todo o processo de emagrecimento e de reeducação alimentar que me fez baixar de 118 kg par 74 kg desde novembro de 2016.

Links

Redes sociais

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D