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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

25
Out19

O mito que virou referência


João Silva

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Pode ser surprendente para alguns, mas a verdade é que já tinha ouvido esta história e depois decidi "investigar" um pouco mais.

Então é assim, vou desfazer um mito: sabem aqueles contadores de passos que estipulam os 10 mil passos como meta recomendável para uma vida saudável? É fruto do marketing e, claro, tinha de vir dos japoneses.

Vamos lá à explicação: em 1964, por altura dos Jogos Olímpicos de Tóquio, a empresa nipónica Yamasa quis dar um ar de sua graça e motivar as pessoas a praticar exercício físico. Para tal, sem qualquer fundamento científico, lançou no mercado o primeiro pedómetro. Este dava pelo nome de "manpo-kei", que, literalmente, significa medidor dos dez mil passos. 

E porquê este número? Porque a marca entendeu que aquele era um número redondo com conotações saudáveis. Contudo, nunca houve provas de que esse número fosse o correto no momento de ajudar a nossa saúde.

É verdade que mais tarde uma universidade daquele país concluiu que um aumento dos cerca de 3500 passos de média já dados pelos japoneses para os 10 mil tinha menos probabilidades de sofrer de doenças cardíacas.

Até agora, os estudos têm sido inconclusivos e, na verdade, não coerentes, procedendo a comparações de situações distintas.

Se inicialmente o objetivo era associar o número a algo saudável, para muitas pessoas, serviu de elemento intimidatório e desencorajador.

Mais recentemente, percebeu-se que, mais importante do que o número, pode ser a intensidade do exercício. Exemplo: eu posso fazer 5000 passos num ritmo muito intenso ou fazer a mesma distância em muito mais tempo. Percebeu-se também, embora ainda não seja conclusivo, que menos pode ser mais e daí se focar muito a ideia dos HIIT, pelo simples facto de que isso fará o sangue circular mais rapidamente pelo corpo. Se circula mais rápido, requer mais energia, logo, implica maior queima de calorias.

Como veem a questão desse lado? Fazem os 10 mil passos por dia? Fazem menos mas mais intenso ou rigorosamente nada?

 

 

 

 

Uma parte deste texto teve por base uma notícia publicada na seguinte fonte: 

https://www.sabado.pt/ciencia---saude/detalhe/10-mil-passos-por-dia-para-ser-saudavel-mito-ou-realidade

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