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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 72 kg graças à corrida e a mudanças na alimentação. Desde então, o contador vai em 35 provas: 19x10 km, 7 trails, 9 meias maratonas e 2 maratonas.

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 72 kg graças à corrida e a mudanças na alimentação. Desde então, o contador vai em 35 provas: 19x10 km, 7 trails, 9 meias maratonas e 2 maratonas.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

14
Set19

O barato sai mesmo caro??


João Silva

Aviso já que o tema pode ser polémico para muitos e é possível que muitos leitores discordem do que vou escrever, mas a verdade é que compro quase exclusivamente sapatilhas de gama baixa e média da Decathlon. 

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No primeiro ano, ainda comprei dois modelos de trail, mas, tendo em conta que corro 99% do tempo em estrada, agora aposto apenas em calçado para esse tipo de terreno.

A primeira razão para a aquisição de modelos baratos da Decathlon é, desde logo, a mais pertinente: não tenho patrocínios de marcas, logo, tenho de comprar tudo. Portanto, primeiro, preciso de não mergulhar o meu orçamento familiar numa crise à conta da prática desportiva, pelo que sigo as ordens da carteira. Em segundo lugar, faz sentido apostar numas sapatilhas a rondar os 100 euros para treinos, quando, em condições normais, chego em três meses perto dos 1000 km? A título de exemplo, em julho, comprei umas Kalenji Run Active (são o meu modelo preferido, já tenho 4 pares, como poderão ver mais abaixo). No final desse mês, esse par já contava com perto de 360 km. Ou seja, num ápice, tenho de voltar a investir num par novo. Conclusão: no meu caso, faz sentido ter vários pares. Por último, os modelos em causa são bastante confortáveis e dão-me a estabilidade necessária. Claro que poderiam ter um amortecimento maior ou mais duradouro, mas, como são "para estourar" num instante, isso acaba por contar pouco. 

Em abono da verdade, devo acrescentar que já sigo este "formato" há três anos e que nunca tive nenhuma lesão, o que significa que o meu corpo e o meu pé se adaptou bem ao calçado.

Só houve uma vez em que fiz asneira neste capítulo e foi quando, após ter perdido muito peso e os meus pés terem diminuído de tamanho, decidi comprar um par número 42 em vez do meu tradicional 43. Correu mal em termos de bolhas e foles. Ainda assim, problema rapidamente resolvido.

Em termos de recomendações do fabricante, aqueles modelos mais baratos destinam-se sobretudo a quem corre em estrada uma média de 10 km por sessão e cerca de três vezes por semana. No meu caso, falamos de seis vezes e, regra geral, mais de 10 km/dia. Uma vez mais, percebo todos os argumentos contra e compreendo que deveria respeitar essas indicações, mas tenho o meu investimento desportivo contado e prefiro não comprar mais caro do que posso pagar.

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Por norma, aconselha-se a troca de sapatilhas ao fim de 500 - 600 km. Também neste âmbito sou "rebelde". Esses modelos ditos de gama baixa aguentam perfeitamente 900 - 1000 km. Só quando atingem esta marca é que se começam a desfazer, como poderão ver no modelo laranja das Kalenji Run Active.

Como a minha passada é pronada, o desgaste é maior na zona exterior do pé, mais especificamente na zona do calcanhar, mas aí o "problema" é do pé e não do calçado. De todas, aquelas que sofreram mais nessa zona foram as Kalenji Kiprun, oferta da minha esposa e sapatilhas oficiais das maratonas. Uma vez que a construção é diferente e que elas são mais voltadas para a rapidez (ja fiz crónica no blogue), o suporte o amortecimento fica visível mais depressa do que no caso das anteriores.

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Por último, mais recentemente, na altura do meu aniversário, atenta como só ela, a minha esposa ofereceu-me um novo modelo: trata-se das Kalenji Run Support Breathe, uma sapatilha com maior arejamento, com um rasto bem distinto do das Kalenji Run Active, e com um amortecimento em espuma, mais macio do que na gama mais baixa. No seu site, a Decathlon não revela o drop (desnível) da parte traseira face à dianteira das sapatilhas Run Support Breathe. Já no caso das Run Active, o amortecimento tem 10 mm.

Muito curioso é o facto de a Decathlon referir que as Active são mais leves (254 g no número 43) do que as Support Breathe (258 g no número 43), quando, ao pegar em ambas, a sensação é precisamente a oposta. Seja como for, acho-as muito leves e, acima de tudo, igualmente confortáveis. A espuma do amortecimento dá-nos a ideia de que estamos a correr no céu.

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Na minha perspetiva, quem corre tanto quanto eu por mês deve apostar na quantidade. Claro que a qualidade é importante, não defendo que o ideal é ter 10 pares que não prestem, mas, dentro das opções mais baratas, é pertinente testar e ver quais se adaptam melhor às nossas necessidades e depois escolher um modelo mesmo XPTO e guardá-lo para as provas ou corridas mais marcantes.

E desse lado, como funciona? Têm muitos pares ou optam por um mesmo bom?

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