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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

Em novembro de 2016 era obeso. Depois comecei a correr, eduquei a minha alimentação e tornei-me maratonista. Mais tarde, tornei-me pai. Correr é uma das minhas paixões. Ser pai é outra. Corro todos os dias.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

30
Abr19

Nota positiva para o percurso e para a organização


João Silva

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Foi a primeira edição. E a nota foi claramente positiva. De recomendar e a repetir. Contudo, tal como tudo, a melhorar.

Começamos pela organização: foi divulgando informações sobre aspetos importantes de forma gradual. No fim, sintetizou-as e enviou-as por e-mail, de forma clara e inequívoca. Estava tudo bem claro.

Levantamento dos dorsais bem definido e segmentado por prova. Presença dos responsáveis e da madrinha Aurora Cunha para nos fazerem sentir "queridos" e desejados naquela competição.

Divulgação em vários canais multimédia e de forma constante. Não havia ninguém que não soubesse desta prova.

Oferendas bem interessantes para os atletas, não tanto para os caminheiros. 

No que toca aos percursos, boa estruturação e separação das "águas". Presença constante de elementos da organização nos vários pontos para indicar o caminho, disponibilização mais do que suficiente de águas e de outros abastecimentos, embora não tenha usufruído dos mesmos.

Antes do arranque, certame bem montado, com blocos de tempos devidamente identificados. Muita animação, muito gosto em proporcionar-nos um excelente acolhimento. E conseguiram, verdade seja dita.

Cativação constante da população nas diferentes localidades por onde passámos, de forma a criar um "belo" quadro de público. Exagerado, a meu ver, o facto de terem distribuído bandeiras pelas pessoas em algumas zonas, como foi o caso de Esgueira.

Quanto ao final, chegados à meta, tínhamos à nossa espera uma grande panóplia de "mimos" e ofertas: desde sandes de porco assado no espeto a finos tirados no momento, sem esquecer ovos moles, kits finishers, frutas, gravação dos tempos nas medalhas e degustação de algumas marcas.

Qualidade de topo. Reparo sem querer esticar a boa fé das pessoas: não deveria ser necessário consultar o site de cronometragem antes de gravar os tempos nas medalhas. No Porto, por exemplo, mal entregávamos a medalha e o número do nosso dorsal, isso era automático.

Mais importante do que tudo isto para os atletas da maratona: excelente percurso a passar por todas as zonas mais importantes, turísticas e atrativas de Aveiro, Esgueira, Ílhavo e Gafanhas.

Isso é, sem dúvida, um grande chamariz para novos atletas e para divulgar a prova internacionalmente, por exemplo. Sente-se que há um potencial enorme para a prova ser um sucesso nos próximos anos. 

O facto de nos terem levado para zonas de povoação aumentou os incentivos, os aplausos. Sentimo-nos sempre acarinhados. Pelo menos, acho que o público voltou a ser culpado por me levar até ao fim.

O que lamento: percebo que não seja fácil criar e definir um percurso totalmente povoado, até por causa das certificações internacionais. Percebo isso, mas quando tivemos de passar em Esgueira, no Cabo de São Roque e nas margens das Gafanhas (na zona paralela da A25), senti-me "sozinho". Senti muita falta do apoio do público, o que endurece a prova.

Por último, em relação ao percurso: ao contrário do que se tentou fazer crer, a prova não é verdadeiramente plana. O que quero dizer com isso? É verdade que tem uma baixa altimetria. Não é menos verdade, porém, que, em particular, os primeiros 10 km, com subidas no Cais da Fonte Nova, junto à Loja do Cidadão, no acesso a Esgueira, no acesso à Praça do Peixe, na Avenida Lourenço Peixinho e no acesso e regresso da Praia da Barra (já no percurso exclusivo da maratona e muito para lá dos 10 km), são muito pouco planos, são duros. Não me queixo. Treino em locais mais duros e com percursos mais exigentes, mas é importante deixar essa nota. Não quero que retirem esses elementos, mas dizer que é a mais plana de Portugal parece-me excessivo. Por exemplo, em altimetria penso que será mais "baixa" do que a do Porto. Por aí ok. Mas na do Porto, tirando a passagem entre Porto e Gaia e a subida parcial da Avenida da Boavista, não se encontra nada tão "intenso". Mas adorei, repito.

Senti também falta de mais estrangeiros e de maior moldura humana. No Porto eram 15 mil participantes no total, cerca de 4000 na maratona. Havia zonas em que nem nos conseguíamos mexer. Não foi o caso em Aveiro. E pensar que os cerca de 6000 participantes não passaram a moldura humana que esteve na última meia maratona em Coimbra, da mesma organização, deixa-me um certo amargo de boca. Mas é como tudo na vida: terá de ser "pasito a pasito" e o potencial da prova está lá. Houve divulgação, a organização foi inexcedível.

Se correr tudo bem, para o ano contam novamente com a minha presença.

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