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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

Em 2016 era obeso, hoje sou maratonista (6 oficiais e quase 20 meias-maratonas). A viagem segue agora com muita dedicação, meditação, foco e crença na partilha das histórias e do conhecimeto na corrida.

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04
Jul19

Muita parra, alguma uva


João Silva

Esta é a forma de resumir o meu primeiro semestre.

A muita parra deve-se ao volume de treinos que tive. Nunca um semestre tinha sido tão produtivo a esse nível. Muitos treinos de corrida, muitos treinos longos, subidas novas e em abundância. Além disso, muita diversidade daquilo a que chamo treino alternativo: aperfeiçoei a prática do ioga, aumentei a carga do treino de reforço muscular, introduzi a bicicleta estática de forma mais constante como elemento de regeneração e ainda houve tempo para algumas caminhadas suplementares e para experimentar um desporto que tem um lugar bem quente no meu coração: o ciclismo de estrada.

A juntar à descrição anterior e o verdadeiro motor "prático" da minha planificação, participei num número considerável de provas. Foram 8 no total, tendo faltado a uma onde já estava inscrito devido a motivos pessoais. Até por aí foi uma estreia.

Perante toda aquela parra, a uva foi consideravelmente escassa. Ou seja: trabalhei tanto em treinos e depois não consegui transpor esse fortalecimento e essa evolução para as provas. De forma objetiva, em relação a 2018, os resultados foram inferiores. Não terá sido apenas o cansaço a contribuir, houve alguns descuidos em aspetos importantes, mas a sobrecarga a que me sujeitei foi mesmo o meu calcanhar de Aquiles.

Das oito competições, seis estiveram abaixo do que previa. As outras duas, as últimas, também, mas já revelaram alguns sinais de retoma, por isso, tenho de as excluir da primeira categoria.

Além do cansaço, teve também um peso muito forte no decréscimo o facto de não ter definido boas estratégias de gestão do esforço. Em algumas provas - lembro sobretudo da meia maratona de Ílhavo - quis muito em pouco tempo e depois não me encontrei mais.

Como último fator desta trilogia, sem dúvida, foi crucial ter começado a pensar mais com o coração e menos com a cabeça. Não me foquei tanto nos resultados (talvez por saber que não atingiria o que pretendia à partida?) e procurei viver mais. Não me arrependo e acrescento ainda: em boa hora o fiz.

Ter cedido na rigidez fez-me perceber o quão importante é absorver informação dos outros (boa e má) para podermos evoluir.

Foi igualmente o semestre em que comecei a refletir por escrito neste espaço sobre tudo o que envolve a (minha) corrida e a (minha) alimentação.

Desde então, tem sido reconfortante tanto feedback. Confesso que não esperava, principalmente, por parte de pessoas que não conhecia e que estabelecem contacto para tirar uma ou outra dúvida. Algo a continuar, sem sombra de dúvida.

Apesar de a nota não poder ser uma positiva perfeita, devido aos resultados, é, indubitavelmente, positiva pela experiência, pelas descobertas, pelos desportos que experimentei, pelas pessoas que conheci (melhor) e, não podia deixar de ser assim, pela maratona feita em Aveiro. Foi a segunda, o tempo foi inferior - também não há comparação porque os percursos são distintos - mas foi aquela distância que me deixa positivamente ansioso.

Para último, fica a menção e o obrigado à pessoa mais importante da minha vida, que é simultaneamente minha esposa, amiga e treinadora. Não desfazendo de ninguém mas é a pessoa com quem partilho tudo e que acredita em mim (muito) mais do que eu próprio.

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