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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 66 kg graças à corrida e à reeducação alimentar. Desde então, o contador vai em 40 provas: 20 x 10 km, 7 trails, 10 meias maratonas e 3 maratonas.

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 66 kg graças à corrida e à reeducação alimentar. Desde então, o contador vai em 40 provas: 20 x 10 km, 7 trails, 10 meias maratonas e 3 maratonas.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

27
Set19

Mentoring my better half


João Silva

Não sou treinador. Para ser sincero, ela é que é a minha treinadora, como costumo dizer, não na especificidade do treino mas na capacidade de me ouvir e de me perceber. As minhas vitórias (não necessariamente no desporto) são as dela e vice-versa. 

Bem sei que não tem a mesma vontade (obstinação) que eu para fazer exercício, mas louvo-lhe as constantes tentativas que faz para praticar mais desporto e para cuidar da sua saúde.

Para mim, é um enorme prazer poder estar ao lado dela quando quer ir praticar desporto.

Gosta de correr, embora não seja adepta de grandes distâncias como o marido, e nem "sabe" correr devagar. Durante anos, viu-se impedida de praticar desporto devido a um problema de saúde, até que as coisas mudaram e uma naturopata lhe resolveu o problema de condromalácia na rótula do joelho esquerdo.

Não corre nem pedala todas as semanas, mas em julho e agosto voltou a pedir para irmos correr. Fazemos como é suposto: corremos e caminhamos. No fim de contas, não são muitos os quilómetros percorridos, mas fico orgulhoso por ver que ela quer, que me pergunta se a postura é a mais correta ou se estar a respirar bem e com uma passada boa.

Tentar é tão ou mais importante do que conseguir e valorizo muito mais quem tenta do que quem consegue logo, porque as muitas tentativas são a prova de que há vontade para fazer alguma coisa.

Se há vontade, mesmo que diminuta, tem de haver alguém capaz de pegar no pouco e de o transformar no muito. Não exijo da minha esposa uma dedicação ao treino igual à minha. Aliás, no geral, nem lhe dou conselhos para que pratique mais desporto, pois já sei que isso pode (e vai) resultar em perda de ânimo. Fico, isso sim, muito feliz por saber que sou para ela o pilar que a "pôs" a correr ao fim de tantos anos e por saber que a minha paixão por este desporto a contagia ao ponto de a fazer querer. Nada paga isso.

Ela é, sem dúvida, a minha melhor metade e tenho a felicidade de poder funcionar como uma espécie de "mentor" para ela.

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