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O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 72 kg graças à corrida e a mudanças na alimentação. Desde então, o contador vai em 35 provas: 19x10 km, 7 trails, 9 meias maratonas e 2 maratonas.

De novembro de 2016 até agora, passei de 118 kg a 72 kg graças à corrida e a mudanças na alimentação. Desde então, o contador vai em 35 provas: 19x10 km, 7 trails, 9 meias maratonas e 2 maratonas.

O que não mata, engorda e transforma-te num maratonista

16
Set19

Meditando para ver tudo com mais clareza


João Silva

Existem várias formas de a fazer e a sua duração também é muito subjetiva.

Da minha parte, sei que foi a solução para um dos maiores desafios que encontrei.

E hoje, quando olho em retrospetiva, percebo que nunca o venceria se não tivesse recorrido àquele exercício.

Falo da meditação.

Não vou entrar pelo paternalismo e pela tentativa de fazer com que todos vejam a meditação com bons olhos em vez de uma patranha e de um estigma "de mulher", como ainda acontece.

Nada disso, entendi que era a solução, procurei informações sobre como fazer e descobri que era a resposta para muitos problemas que tinha.

E deixem-me que acrescente: aqueles 10 minutos por dia de concentração no eu aliados a uma respiração calma e tranquilizante transformam-me num homem novo.

IMG_20190602_085501.jpg

Depois de ter deixado de fazer meditação durante alguns meses, decidi retomar no início do mês de julho. 

Estava a acumular muita tensão, muita carga negativa no meu organismo. Parar, deitar-me sobre o tapete de ioga/pilates e poder fazer meditação durante 10 minutos fez milagres na minha cabeça.

Tinha acabado de atingir um ponto de rutura no meu interior e aquele momento foi uma espécie de recomeçar de novo.

É importante fazer isso, porque ir sempre na mesma direção sem questionar o que está para trás e para os lados é o pior que pode acontecer.

No fundo, o exercício é mesmo muito simples: parar 10 minutos para ouvir apenas a respiração. Virão imensos pensamentos e muitos deles completamente inacreditáveis, mas o truque será deixá-los coexistir connosco sem que lhe demos relevância.

As primeiras sessões são estranhas, mas depois entranhamo-las e é uma verdadeira ajuda.

Permite-nos relativizar tudo à nossa volta e ver as coisas com outro olhar.

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